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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Redeemer | A ira de um monge com uma escopeta

É bem natural ter obras da cultura pop que misturam cultura oriental com cultura ocidental. É claro que existe algo meio de trash graças à tendência de colocar o oriental como algo antigo e o ocidental como o moderno, e assim surgem obras como Kill Bill, que colocam personagens com katanas, ou Shadow Warrior, com demônios ancestrais e até obras de fãs como o fabuloso Katana Mod. Porém você vê que a coisa passou dos limites quando é um monge com uma escopeta.


Quando vi o trailer desse jogo, acho que minha reação foi mais ou menos a mesma de todo mundo, com aquele pensamento de "Mas que diabos é isso?", afinal de contas a coisa era muito estranha, colocando um monge descendo a porrada por aí, mas também usando armas de fogo. Aquela típica obra que parece exagerada demais.

Existem algumas obras que aproveitam cultura oriental de forma harmônica, como o espetacular Cursed Mountain ou mesmo coisas mais populares, como Far Cry 4, e até mesmo coisas mais sérias como livros que relacionam monges a negócios. No entanto outras obras passam exatamente aquele climinha trash que vemos aos montes em obras dos anos 80 e que não pararam de ser homenageadas depois, como vimos bem em Kung Fury.

Mas bom, ao ver a história, deu pra entender melhor qual era a lógica de um monge em um cenário de tempos antigos conseguir uma escopeta. Não é nada no estilo Black Thorne, mas sim algo que se passa no tempo moderno, apresentando um agente especial que resolveu se isolar e foi passar a vida em um monastério, até que a mega corporação o achei e mandou agentes para matá-lo 20 anos depois.

O jogo apresenta exatamente a mecânica que é de se esperar de algo assim, uma pancadaria louca! A perspectiva isométrica e gráficos peculiares pode gerar uma certa confusão e fazer a pessoa pensar no jogo como um tipo de Diablo 3, mas esse pensamento é errôneo, pois aqui o negócio não é administrar habilidades nem anda, aqui temos é um beat 'em up puro mesmo, com foco na porrada.

Aliás, recomendo plenamente que você use um controle de xbox pra jogar esse aqui, viu, pois a adaptação tá muito boa pra jogar e jogos de porrada assim combinam com esse estilo, até porque esse aqui é daqueles jogos que mesmo na parte do tiroteio fica muito focado no controle e usa o estilo dual twins, tipo Enter the Gungeon, em que você controla com o direcional esquerdo, aponta com o direito e atira com o gatilho, ficou muito bom mesmo.

Essa ideia esculachada de um monge metendo porrada e as vezes pegando armas de fogo me fez lembrar bastante Hatred, com aquela sensaçãozinha de que apenas usaram uma desculpa qualquer para apresentar uma matança louca. Obviamente esse aqui pelo menos tenta se esforçar na história de fundo, inclusive tem diálogos e um mistério sobre o que tá rolando.

A mecânica é simples, começando pelo estilo de porrada, você pode dar golpes com os braços e pernas, podendo segurar o botão pra dar um ataque carregado, além disso é também possível fazer golpes combinados, aplicando uma sequencia em que usa braços e pernas para dar uma variação na coisa.

Você pode rolar e é extremamente útil nesse jogo por ser uma obra hardcore. Normalmente é de se esperar que jogos assim sejam fáceis, com dezenas de inimigos aparecendo e te dando porrada, bom... Não é o caso desse aqui. É claro que não chega a ser um Dragon's Lair, mas o dano que os personagens te dão é imenso, e rolar pra longe ajuda demais.

Outra coisa é que você pode pegar armas no chão tanto andando quanto rolando, portanto é possível fazer coisas como dar uma sequencia de porradas em um inimigo, rolar pra longe, pegar uma escopeta no chão e meter um tiro em um outro pra finalizar a coisa. Tanto as armas de fogo quanto as de combate corpo a corpo são descartáveis, então quebram ou acabam as balas.

Os gráficos são bacanas, apesar de ser um jogo isométrico, há finalizações e constantemente a câmera se aproxima para mostrar como você matou um personagens, as vezes com uma sequencia imensa de golpes, as vezes usando algum elemento do cenário para acabar com o infeliz, é bem sangrento o negócio e com fortes toques de vermelho e laranja.

E basicamente é isso, ele é um jogo pra fãs do gênero, sendo assim se você não gosta de obras em que o foco são só porrada, talvez não te agrade muito, mas se você gosta e quer algo desafiador, sem dúvidas Redeemer é uma ótima opção, apresentando algo que não basta ficar apertando o botão de bater, pois morrer é bem fácil. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois muitas vezes eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui


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