segunda-feira, 24 de novembro de 2014

FOTONICA - Um jogo com um baita clima de liberdade

Esse é um daqueles jogos que definitivamente não existe foco na trama, mas para os que procuram mais por algo no estilo arcade, podem ficar completamente apaixonados, ainda mais com o modo multiplayer, que garante que você pode jogar com os amigos e aproveitar ainda mais, podendo desafiá-los e gerar aquele momento de gritaria onde um ultrapassa o outro.

Como falei, não existe uma história nesse jogo, aqui você é colocado em uma daquelas mecânicas onde o seu personagem corre por um cenário e deve chegar ao final, tentando ultrapassar obstáculos, esse em especial é um título relativamente simples, onde basicamente os obstáculos são de salto. Você deve correr e com um botão qualquer, saltar dos buracos que vão surgindo, sendo que as vezes pode segurar o mesmo botão enquanto estiver no ar, para descer rapidamente ao chão e coletar bônus.

A mecânica é simples, porém esse é um jogo complicado de se tornar um mestre, isso porque ele é bastante difícil e naturalmente você precisa aprender os momentos certos e ter reflexos rápidos para fazer as coisas, por exemplo existem momentos em que surge um precipício e você salta, mas logo depois há uma pequena quantidade de terra e um precipício em seguida, fazendo assim com que você precise descer e saltar logo depois, ou acabará perdendo, o mesmo para bônus.

Uma das coisas legais é que não existe um caminho único, por exemplo na primeira fase onde há trilhos de trem, você pode andar tanto nos trilhos quanto na estrutura de metal acima dos trilhos, ambos tem pedaços despedaçados e bônus, fazendo assim com que você tenha que ser muito bom para variar entre as duas, pegue apenas de uma delas, ou vá pegando de forma aleatória os bonus.

O jogo conta ainda com o multiplayer, o que foi uma bela surpresa para um jogo desse gênero, mas infelizmente há suporte apenas para modo local. De qualquer forma é bem simpático ver o jogo tendo a tela dividida, podendo-se iniciar uma partida com até quatro jogadores de uma vez, onde todos correm a mesma pista e você vê apenas o rastro com a cor dos adversários.

Graficamente o jogo tem um toque meio surreal, você consegue entender bem o que são as coisas ao seu redor, mas em geral não existe textura, apenas as linhas que contornam os braços do personagem e o cenário ao seu redor, mas os efeitos são maravilhosos, com coisas que vão sendo formadas ao redor do caminho, e muita luz que de repente começa a ficar mais forte coma velocidade que você estiver.

Enfim, FOTONICA é um belo jogo, em geral esse gênero é bom para se jogar sozinho, no entanto ele acaba sendo uma ótima opção para se jogar com os amigos com tela dividida, quem se interessar é só dar uma conferida no site oficial do jogo.

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A terra em que Deus mentiu - Capítulo 04

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 04

André tenta pensar rápido e em um impulso desesperado, sai de seu esconderijo, ele se sente bastante estranho fazendo isso, como se nem ao menos estivesse no controle de seu próprio corpo, pois realmente não gostaria de sair dali, porém aquela figura misteriosa pareceu ter também ficado nervosa ao vê-lo, por isso talvez haja a chance de receber ajuda. Apesar disso, ele se sente receoso o tempo todo, e seus movimentos são mecânicos e nada empolgados quanto a essa pessoa ser a sua salvação, mas em meio ao desespero talvez seja a sua única aposta.

Ele segue pela floresta novamente pensando nos caçadores, e tenta não ser percebido, sabe bem que provavelmente essa pessoa conhece o lugar melhor do que ele e qualquer movimento em falso pode ser o fim, ele observa com dificuldade na penumbra enquanto a pessoa se distancia e logo depois se movimenta para um novo esconderijo, faz isso por poucos minutos, até que André percebe que há uma luz em algum lugar entre as árvores, ao se aproximar, percebe o estranho sentando-se ao lado de outra pessoa que está deitada no chão.

Agora André pode ver tudo, há uma pequena carroça no lugar, mas não há cavalo algum, algumas coisas estão espalhadas pelo chão, é um acampamento, mas só há essas duas pessoas. Devido a claridade da fogueira, ele também percebe que a pessoa que perseguia está vestida com um manto que a cobria completamente, e deitado está um rapaz, que aparenta está doente, pois o encapuzado lhe ajuda a sentar e coloca alguma coisa em sua boca.

O coração de André bate forte, ele sabe que essas pessoas podem parecer boas devido a fragilidade da situação, no entanto após o que lhe ocorreu, ele não pode simplesmente confiar no que vê e deseja muito ter uma faca ou algo do tipo. Procura por alguma coisa no chão e acha um galho, mas é muito fino, e então pega uma pedra e se aproxima, antes que chegue perto o suficiente, o encapuzado se vira e levanta rapidamente. André diz:

-Me desculpe, eu não quero lhes fazer mal, eu...
-O que você quer? - Pergunta uma voz feminina que o surpreende, pois pensava que a pessoa de capuz era um homem.
-Eu só quero ajuda e...
-Leve o que quiser, só não nos faça mal, estou armada e se você tentar algo, eu sei como me defender, então simplesmente pegue o que quer pegar e saia.
-Não, você não está entendendo, eu não quero roubar vocês, eu só preciso de ajuda, eu vi que você estava me observando e por isso pensei que poderia ficar com vocês.
-Nós não temos nada a oferecer e preferimos que você vá.

De repente André ouve um estalo atrás dele e percebe que a garota encapuzada dá um passo para trás e empunha uma faca. Ao olhar pra trás, ele vê os três homens ali parados, o de armadura segura sua espada por cima do ombro, o que atacou a criatura voadora empunha um arco e mira ameaçadoramente, e o que lhe explicou sobre o lugar não segura nenhuma arma, mas sorri alegremente e diz:

-Ladur! Parece que nos encontramos de novo amigão, e vejo que encontrou novos amigos, que bom, pois chegamos para a festa!

1 - Sair correndo dali.
2 - Falar para levarem a garota e o rapaz doente no lugar dele e que vai ajudar a capturá-los.
3 - Implorar para que o deixem em paz e se desculpar pelo o que fez antes.
4 - Se render e dizer que aceita a proposta de ser levado e vendido como escravo.
5 - Procurar algum objeto no chão do acampamento e atacar os homens.
6 - Ser grosso, dizer que não irá simplesmente baixar a cabeça e tentar mostrar que mesmo após ser perseguido, não está intimidado.

Vocês tem até hoje as 23:00 para votar, por favor apontem os bizarros erros no texto. Ò_Ò!

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A hilária farsa da meninininha detonando no Smash Bros

A farsa foi feita pela GameStop para promover um evento e surpreender muita gente, nele é mostrado Karissa, uma garotinha de apenas dez anos jogando Super Smash Bros contra diversos participantes do evento, no entanto a garota humilha sem parar os diversos jogadores ali presentes, chamando a atenção e gerando muita gritaria.

O segredo é que na parte de trás da tela, o video game estava ligado em uma outra tela, onde o jogador profissional Liquid’KDJ assume o controle das coisas. Uma pena ser uma brincadeira, mas mesmo assim ficou bem fantástico, especialmente porque a garota atua bastante, tirando um baita de um sarro e até apostando com os jogadores, confiram:

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domingo, 23 de novembro de 2014

Transcendence - Ótimo filme sobre inteligência artificial

Esse é um daqueles filmes que você percebe que foi feito com os pés muito no chão, pensando em um futuro não tão distante e que acaba surpreendendo no quanto um futuro assustador pode estar por vir e que ao terminar, você fica com aquele pensamento sobre o quanto a humanidade pode estar brincando com fogo sem perceber, e também aquela sensação estranha sobre "Será que isso seria bom no final das contas?".

A história apresenta o doutor Will Caster, que é muito famoso por seus experimentos com inteligência artificial e como ele quer aperfeiçoar ao máximo isso, e depois liberar na internet. Para agilizar as coisas, ao invés de criar uma inteligência do nada, ele escaneia o cérebro de um macaco e faz upload em um potente computador, o que rapidamente faz com que a máquina se aperfeiçoe e mostre incríveis avanços. Isso faz com que um grupo de pessoas preocupadas comece a temer até onde isso pode ir, e o atacam, deixando prestes a morrer. Em desespero, a sua mulher e parceira de trabalho decide fazer uma cópia do cérebro de seu marido para fazer upload na máquina.

Esse é um filme que me deixou com uma sensação muito grande de perturbação durante diversos momentos, mas especialmente após terminar de ver. Eu fiquei com uma sensação muito desagradável tudo aquilo. É o tipo de obra que te faz pensar sobre uma série de conceitos, como por exemplo o amor. A mente da pessoa é o suficiente para você amar? Poder conversar com ela após a morte, mas sabendo que aquilo não é verdadeiramente ela? Ou a submissão humana a algo muito superior, seria bom ter uma criatura infinitamente mais poderosa que a humanidade presente? Ela poderia nos proteger, ou poderia ser uma verdadeira ameaça?

Acredito que o filme tenha puxado muito do conto I Have No Mouth, and I Must Scream, que apresenta uma visão completamente perturbadora de uma inteligência artificial fora de controle, que evoluiu tanto a ponto de não ter mais o que fazer, gerando assim um gigantesco ódio incontrolável pela humanidade, e capacidades incríveis. A trama não segue o mesmo rumo, mas é notável que as pessoas não param para pensar o quanto a inteligência artificial pode ir muito além de uma versão virtual, afinal de contas máquinas super inteligentes obviamente querem se preservar e sabem que tem uma versão física delas que com o tempo irá se deteriorar, sendo assim é preciso ter um corpo físico.

Se você já leu sobre a gosma cinzenta, certamente irá acabar identificando certos elementos também no filme, o que só dá mais medo. Outra coisa interessante é ler aquela declaração de Stephen Hawking sobre os perigos da Inteligência Artificial, e como a humanidade está paradinha apenas vendo algo tão poderoso se aproximar, e sem ligar nem um pouco para consequências.

Enfim, fica aí uma dica de ótimo filme de ficção científica que usa elementos muito possíveis e próximos da nossa realidade, dando aquela sensação de que não é apenas um filme mostrando exageros futuristas, mas mostrando algo a um passo da realidade, o que o torna bastante medonho, recomendo muito!

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Pitiri 1977 - Simpático jogo com toque de velhos tempos

E aqui está mais uma obra que você vê e rapidamente percebe o carinho que foi usado para criá-lo, existe todo um toque especial no que é apresentado aqui, usando uma atmosfera de velhos tempos e que certamente irá dar uma baita pontada no coração em muitos, ao mesmo tempo que pode gerar aquela sensação de "Saudades de um tempo que nunca vivi.". Em Pitiri 1977 você assume o papel de um garoto em uma aventura espacial nos anos 70 em um jogo no estilo Metroidvania.

A história apresenta um garoto chamado Eli, que durante a festa de aniversário do irmão no ano de 1977, que ao entrar no quarto dele, se surpreende ao ver o caçula brilhando misteriosamente por algum motivo estranho, quando de repente uma estranha criatura com pinças semelhante a de um caranguejo destrói parte do quarto e entra no lugar, pegando o irmão menor e o levando.

Quando vi o trailer desse jogo e não teve jeito, acabei pensando rapidamente no clássico e magnifico Heart of Darkness, um incrível jogo de 1998 com gráficos 2D impecáveis e mostrando a história de um garoto que tem que recuperar o seu cachorro que foi abduzido. As semelhanças me pareceram imensas, mas assim que joguei Pitiri 1977, vi que ele tem uma personalidade própria e um belo toque retro que realça ainda mais isso.

A jogabilidade aqui é a de um metroidvania, onde você não tem fases do jogo, mas sim áreas para explorar, sendo que dependendo do lugar onde você estiver, precisará de uma determinada habilidade para acessar a saída. Algumas das habilidades inclusive são notavelmente semelhantes a da franquia Metroid, como por exemplo a primeira, onde você pode se encolher e sair girando, fazendo assim com que possa passar por pequenos espaços.

Sem dúvidas a atmosfera transmitida também tem o seu próprio destaque, a forma que Eli vê as coisas e faz comparações, e todo aquele toque de mistério que é apresentado junto com uma trilha sonora no estilo dos anos 70 mesmo, agrada muito! O jeito do garoto transporta para a infância novamente, por exemplo quando ele encontra um robô e pede informações, logo diz "Nossa! Um robô de verdade!" aí faz algumas comparações, hahaha, transmite bem aquela vontade que muitos tem na infância em ver uma tecnologia fora de nosso tempo.

Os gráficos são pintados a mão e a paleta de cores tem uma grande quantidade de tons de marrom e bege, dando naturalmente uma cara de coisa antiga, com cores meio apagadas, porém também muitas vezes com ambientes bem coloridos ou bem sombrios, que mantém um clima de mistério envolvente e de ficção científica.

Enfim, Pitiri 1977 é um jogo bastante apaixonante, mas que certamente tem o seu nicho, então depende bastante da pessoa, se você gosta dessas obras atmosféricas referentes a infância, aqui a essência é transmitida constantemente, mas se você prefere coisas mais agitadas com pancadaria constante, pode ser que essa não seja uma das melhores escolhas. Quem se interessar é só dar uma conferida no site oficial do jogo.

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A emocionante saga da goiaba gigante de R$ 1,50

As vezes eu penso que falo besteira demais, porém é vendo uma desgraça dessas que percebo que tem muita gente que gosta de falar besteira. Porque no fim das contas isso pode ser pura arte! É uma forma de se expressar apreciada apenas por aqueles que tem um gosto delicado o suficiente para captar a essência da coisa, pois se não tiver, a única essência que você vai sentir é da porretada que o infeliz que não gostou vai meter na tua cabeça. Mas enfim, confiram e usufruam, sintam na alma de vocês:

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sábado, 22 de novembro de 2014

Banshee Chapter - Sugestão de filme de terror alternativo

Esse é um daqueles filmes que tem um terror um pouco diferente. Quando fui assistir, o que eu estava esperando era algo bem no gênero monstrão que persegue pessoas e mata todo mundo, porém o filme é bem menos hollywoodiano do que eu imaginava e embora tenha os seus momentos, em geral conseguiu apresentar um charme todo especial. É um filme meio seco que com certeza pode ser meio cansativo, mas também é bastante atraente para aqueles que procuram por algo com um foco um pouco mais na história e que talvez seja necessário esforçar a mente para conseguir entender direito o que está acontecendo.

Antes de tudo já vale a pena deixar claro que esse filme foi baseado no conto Do Além, escrito pelo meu namorado, o H.P Lovecraft, e que naturalmente foi o ponto inicial para me fazer assistir, no entanto ele só é mesmo baseado, não é uma adaptação e inclusive o próprio conto é citado no filme, fazendo assim com que sejam colocados automaticamente em universos diferentes. Mesmo assim esse é um filme que trabalha perfeitamente em conjunto com o conto, e o filme Do além, ou seja, vale a pena dar uma conferida nas três obras em sequencia conto >>> filme Do além >>> filme banshee chapter isso porque acaba ficando bem mais nítido sobre o que o filme está falando.

A história inicial é fácil de se pegar pela maioria, pois apresentam várias cenas reais misturadas com imagens feitas para o filme, e essas cenas mostram o governo americano falando sobre testes que eram feitos em pessoas. Depois disso um homem chamado James ingere uma droga que ninguém sabe onde ele conseguiu, algumas cenas perturbadoras são registradas e então ele desaparece, isso faz com que sua amiga fique obcecada em encontrá-lo e passa a seguir as pistas, porém quanto mais ela encontra novas pistas, mais bizarra a verdade se revela.

Bom, esse é um filme parado pra caramba e que em geral tem foco na personagem investigando e conversando com outras pessoas para aos poucos ir entendendo o que aconteceu e vendo que as coisas são bem mais complicadas do que parecem. Existem certas cenas de sustos no filme, mas nenhuma me deixou gelado, foram apenas algo tranquilo, porém eu não digo que ninguém vai se assustar com elas, afinal além das coisas que surgem serem bem feias, sei que as técnicas usadas foram boas, apenas não tão boas a ponto de assustar aqueles que são mais acostumados ou poucos sensíveis a filmes de terror.

Eu gostei muito da fotografia usada no filme, há uma captura meio tremida que inicialmente me fez pensar que seria seguido um estilo mockumentary, mas logo percebi que iria usar aquele tipo de captura. Tudo também é muito sombrio, é notável o bom uso de luz e sombras, as cenas com lanternas ficaram bem marcantes, especialmente porque não aparece nada além dos lugares onde a lus está pegando, isso deixa os personagens em meio a muita escuridão e passa aquela sensação de impotência, onde a qualquer momento um monstro pode aparecer de algum lugar.

Enfim, esse é um filme com certeza seco, mas que achei bastante charmoso, acredito que muitos não vão gostar nem um pouco, e também é aquele tipo de obra em que no fim você pergunta pro seu amigo "Você entendeu?" e assim vocês conversam um pouco "Eu acho que..." e assim chegam a resposta e entendem o que diabos foi aquilo. Não há apelação sonora, e o terror é leve embora a atmosfera transmitida seja bem pesada, desse jeito Banshee Chapter pode ser visto como um conto noturno sobre uma verdade terrível que perturba todos aqueles que seguem esse caminho, algo realmente lovecraftiano.

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Polarity - Um belo jogo de puzzles com modo coop

Se você já jogou Portal e ficou com vontade de experimentar algo do tipo, certamente saiu por aí procurando jogos que se passam em câmaras, e Polarity é um jogo indie que pode ser uma baita de uma boa opção para se passar o tempo, e mesmo não tendo toda a polidez do jogo da valve, consegue passar a essência apresentada enquanto se vai atravessando as câmaras cheia de lasers e outros perigos.

A história te coloca no papel de um hacker invadindo um perigosos sistema, driblando as defesas, e quebrando qualquer sistema de segurança presente. Como recompensa o seu contratante te pagará uma bela de uma bolada, deixando todo mundo feliz no final. Mas infelizmente a história é um dos quesitos que não é muito desenvolvido no jogo, estando apenas como plano de fundo, durante a jogatina você se vê em um ambiente muito silencioso, o que é uma pena, seria bem legal ouvir comentários do hacker ou a própria segurança dando avisos, mas de qualquer forma, o foco do jogo mesmo é a jogabilidade, então quem procura por esse quesito pode acabar não ligando tanto para a trama.

A jogabilidade te coloca em diversas câmaras onde você tem dois objetivos principais, roubar dados, que servem para destravar os próximos níveis, e alcançar a saída. Para fazer essas duas coisas você precisa explorar os ambientes e resolver os quebra cabeças, sendo que existe uma série de elementos que causam efeitos variados, por exemplo existem os cubos que ativam áreas, eles dão energia para que ambientes funcionem, mas muitas vezes você precisa retirar a energia de um lugar para poder ativar em outro, ou mesmo desativar.

O elemento que dá nome ao jogo, a "polaridade", é um estado em que o seu personagem está, sendo que quando ele está da cor azul ou vermelha, reage com o ambiente de maneiras diferentes, por exemplo um grupo de raios lasers azul te fritariam se você estivesse vermelho, mas se mudar para azul, pode passar tranquilamente. Esse sistema algumas vezes te faz ter que mudar rapidamente de estado, como por exemplo em um momento que o seu personagem é arremessado em um lugar e no ar tem que mudar de polaridade para passar pelos lasers ali presentes.

O jogo conta ainda com um modo multiplayer versus e outro cooperativo, mas é triste ter que jogar no mesmo computador, não tendo suporte ao modo online, apesar disso pode dar um bom momento de diversão ao estilo antigo com a tela dividida, e o multiplayer ficou muito bem trabalhado com níveis próprios para isso e cada um dos jogadores tendo a sua própria função.

Enfim, Polarity é um bom jogo para se passar o tempo, ele pode ser um pouco enxuto e é notável que um pouco mais de polidez gráfica e sonora iria fazer toda a diferença, mas mesmo assim o que é apresentado ainda consegue gerar bons momentos com certeza. Quem se interessar pode dar uma conferida no site oficial do jogo.

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