Temporario

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Okhlos - Um simulador de multidão quebrando tudo!

Sabe aqueles momentos em que você acorda de manhã bem cedinho, encosta o cotovelo na janela e olha sonhador para o lado de fora, pensando "Pô... Eu só queria participar de uma multidão e sair quebrando a Grécia inteira, e ainda matar todos os deuses com a galera...". POIS AGORA VOCÊ PODE! Okhlos é um jogo que vai realizar os seus sonhos barraqueiros.

A história se passa na Grécia antiga quando as pessoas vivem a mercê dos caprichos dos deuses, que são mimados e a qualquer momento podem decidir fazer coisas terríveis. Certa vez um filósofo estava compartilhando conhecimentos com um grupo e um deus foi lá e pisou em cima da galera, matando todo mundo. A reação do filósofo foi dizer "ΑΡΚΕΤΑ! Ò___Ò" ou CHEGA!!! em grego.

Com isso ele saiu às ruas e começou a fofocar pra todo mundo que já era hora de dar um basta naquilo, e aos poucos foi formando uma multidão para destruir todas as cidades, matar todo mundo que estivesse pela frente, ir até a casa de cada um dos deuses e descer o cacete neles também, deixando um rastro de caos para trás.

Bom, a história desse jogo é a própria jogabilidade, você controla um personagem com as direcionais e ao mesmo tempo usa o mouse para indicar para onde a multidão deve ir. E assim deve fazer a limpa pelos lugares que passa, matando todos os inimigos que estiverem presentes para que a porta se abra e você possa ir para a próxima.

A cada área você pode ganhar ou perder aliados, se sua multidão morrer você perde o jogo, sendo assim é preciso constantemente procurar novos cidadãos pelo mapa e fazer sua multidão crescer o máximo possível, o que faz também com que o dano causado seja muito maior. Em alguns lugares inimigos também podem se multiplicar e você tem que destruir as fontes.

Existem classes diferentes de pessoas nas multidões, por exemplo os soldados que tem um poder de ataque muito maior que outros personagens, ou os escravos, que são capazes de carregar itens como comida para recuperar a vida da galera ou explosivos para jogar bem na cara dos inimigos que vierem. Mas de todas as classes a mais importante é a de filósofos, pois é preciso ter ao menos um deles para liderar a coisa.

Entre a passagem de uma área para a outra, você encontra comerciantes que te permitem trocar alguns dos personagens de sua multidão por outros. Muitas vezes são trocas por personagens comuns, porém as vezes você pode encontrar heróis que ficam gerando bônus como ataque maior ou outros benefícios como carregar múltiplos itens.

O jogo tem visual pixelizado muito fofinho, mas não poderia entrar para a lista de 100 jogos 2D com visuais espetaculares, isso porque apenas os personagens são em 2D, o cenário é em 3D. Sendo assim o jogo tem um visual 2.5D. Mas ele não usa aquele estilo de câmera lateral que é comum nesse estilo, ao invés disso aqui temos a câmera isométrica.

Enfim, você suspira ao ler livros como Cidades Rebeldes só de imaginar aquela multidão descendo o cacete? Quer colocar esse seu jeito barraqueiro pra fora sem se preocupar em tomar bomba de fumaça! Pois nesse aqui você quebra tudo pela frente e ainda enche os deuses de porrada! Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Conheça as diferenças da versão 0.35.0 de Pokemon GO

A versão 0.35.0 (Android) e 1.5.0 (iOS) é a segunda atualização do jogo Pokemon GO no Brasil, em alguns lugares do mundo já tiveram atualizações anteriores. E como falei aqui, vou colocar uma por uma das atualizações para ficar como registro da evolução do jogo. Caso você se interesse pode dar uma conferida nas mudanças que a versão anterior teve.

Uma avaliação mais aprimorada sobre detalhes de cada um dos Pokemons de ginásio foi adicionada. A partir dessa versão os jogadores podem entender melhor alguns elementos envolvendo os bichinhos, incluindo ataque e defesa. Para o povo que já conhecia bem Pokemon podia ser tranquilo isso, mas para novatos e desatentos pode ser um problema na hora da escolha para combate.

League of Legends - Um misterioso curta em anime

Na China acontecem inúmeras coisas estranhas relacionadas a video games, como por exemplo o cara que vendeu o rim pra pagar dívidas em jogos. Normalmente as que ganham destaque na boca do povo são bizarrices, como o jogo de porrada do Harry Potter, mas estamos falando do terceiro maior país do mundo e é claro que lá tem também coisas maravilhosas como a raríssima versão para NES de Final Fantasy VII.

E hoje vou falar exatamente sobre uma dessas coisas fantásticas hoje, um curta metragem em anime baseado no jogo League of Legends. E o mais curioso é que assim como muitos jogos que surgem naquelas terras e ninguém sabe quem fez ou os autores ficam quase inalcançáveis, o tema de hoje também deixou aquele climinha de mistério no ar sobre os autores.

A maioria dos fãs de League of Legends são discretos, gostam mas seu foco está mais no jogo, fazendo no máximo coisas como comprar um poster de LOL pra pendurar no quarto. Mas alguns vão além e decidem criar homenagens realmente bem elaboradas sobre a coisa e esse foi o caso do vídeo nomeado como "League of Legends short anime (2016)", que é um curta metragem em anime.

Como instalar Pokemon GO no Android 4.0, 4.1, 4.2, 4.3 (0.35.0 atualizado 23/08/16)

Uma das maiores tristezas de alguns fãs de Pokemon foi o fato de que quando lançaram Pokemon GO, colocaram o limite para ter no mínimo a versão 4.4 do Android, o que é uma verdadeira pena já que tem muito modelo que roda perfeitamente. Para alguns a solução foi fácil já que hoje em dia você acha smartphone por menos de 150 reais, mas nem todo mundo tem essa grana disponível e o jeito foi usar métodos alternativos como usar aquele Tutorial de como jogar Pokemon GO no PC.

Mas felizmente existe ainda outra forma alternativa que pode agradar demais! Uma versão modificada que te permite se divertir mesmo assim! Então mostrarei como jogar Pokemon GO no Android 4.0 a 4.3! (Versões variadas tipo 4.2.2 4.3.3 4.0.0 4.0.4 4.1.1 4.0.1 4.2.1 e assim vai, qualquer uma entre 4.0 e 4.3) . Se você tem a versão 4.4 pra frente e só tá procurando um APK pra não ter que baixar direto da Google Play, pode pegar clicando aqui. Mas chega de papo e vamos logo para o que interessa, não é mesmo? Hora do passo a passo!


1 - Baixe a versão do aplicativo referente a versão do seu android. (ATUALIZADA 23/08/2016 se já tiver instalado, basta instalar por cima da versão anterior)

(preparando novos links...)
Tentem aí e por favor digam se funcionou, falem o link que usaram e sua versão do Android, isso vai me ajudar a identificar pessoal e vai facilitar pra futuras atualizações, vai ajudar a identificar problemas. Não tenho um monte de celulares pra ficar testando, preciso da ajuda de vocês, pode não parecer problema seu quando funciona, mas na próxima versão talvez seja.

Obs: Esse Apk de Pokemon GO pra android daí dos links está na versão 0.35.0 do jogo, a última que saiu, sempre que atualizar eu vou mudar os links. Confira aqui as novidades dessa versão.

2 - Se você tiver baixado no PC, transfira para o seu celular e abra, se já tiver no celular, apenas abra.

3 - Caso apareça um aviso "Instalação bloqueada" clique em "configurações".

4 - Marque a opção "Fontes Desconhecidas", essa opção é para permitir você instalar arquivos que não seja da Google Play. Aperte "OK".

5 - Volte e clique para instalar de novo.

OBS: A primeira vez que tentei instalar apareceu a mensagem "Não instalado", mas tentei de novo e na segunda foi. Não sei se foi problema de espaço ou qual o motivo. Mas tentem uma segunda vez. 

6 - Ative seu GPS antes de abrir, pois vai precisar. E instale também o aplicativo do google mapas.

7 - A primeira vez que abri o aplicativo demorou bem uns vinte minutos na tela branca inicial, então tenham paciência.

8 - Clique em "Pokémon Trainer Club" e crie uma conta, depois é só fazer login e ir pegar seu Pikachu.



Essa é a versão 0.31.0 do aplicativo, se atualizarem ele, vai parar de funcionar, mas vou colocar novos links para a nova versão aqui. Então já adicionem aos favoritos ein hehehe. Se não der de jeito nenhum, tenham paciência, alguns jogos ficam mais leves quando são atualizados pois a desenvolvedora otimiza ele. Até lá vão jogando Pokemon Shuffle pra passar o tempo, que é bem mais leve, também é grátis e extremamente divertido.

O GPS não tava fazendo o mapa aparecer, eu abri o aplicativo do Google Maps e depois abri o jogo de novo, aí funcionou. Não sei se foi coincidência, mas sinto que o google maps ativou o GPS e assim Pokemon GO começou a usar.

Sempre que eu atualizar vou avisar na página do facebook do blog, então curtam lá para receberem avisos! Deu problema? Então confiram a:


Se tiverem dicas, deixem aí nos comentários, falem qual o modelo e versão de vocês e se deu certo, assim pode ajudar a tentar identificar modelos que dão problema, etc. Se eu achar qualquer coisa nova que possa ajudar, postarei aqui pra vocês.

Você sabe o que é o Pokemon GO Plus? Descubra! Clique aqui para conferir!

Confira também:

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Reinos de Ferro - Magia forjada a vapor

Hoje finalmente eu vou falar sobre o RPG de Mesa Reinos de Ferro, que há muito tempo ronda o blog aparecendo aqui e ali, mas que nunca foi realmente muito pra frente porque eu não tinha pego o Livro Básico para dar uma olhada real na coisa. No entanto na última vez que fiz propaganda sobre o preço estar barato, veio muita gente me perguntar mais sobre o sistema e vi que tinha chegado a hora de falar da coisa.

O meu primeiro contato com Reinos de Ferro foi lá por 2005 quando estava em uma loja de RPG daqui de Brasília e o visual belíssimo da capa com o título Iron Kingdoms me chamou a atenção, no entanto não mais do que a grossura absurda do livro. A coisa era simplesmente muito exagerada, parecia bem legal mas estava em inglês, não fui atrás, porém mal sabia que a Editora Jambô já estava em ação com uma tradução, não sei se ela já tinha sido lançado naquela época mas se não foi no máximo dois anos depois.

Em 2013 comecei a ver novamente sobre esse cenário, porém dessa vez já com o nome em português. Como não tinha pesquisado, pensei que era a primeira vez que o cenário dava as caras aqui no Brasil, no entanto eu estava errado e a coisa já tinha uma baita de uma comunidade brasileira especializada. Muitos jogadores inclusive com uma década se aventurando por esse ambiente.

Bom, vamos começar do início! Nos anos 2000 foi lançado o sistema D20, pra quem não sabe sistema é o conjunto de regras de um RPG de Mesa. Jogos feitos por empresas diferentes costumam inventar suas próprias regras. Esse sistema foi desenvolvido para a terceira edição de Dungeons & Dragons.

Uma das coisas legais do sistema D20 é que ele foi lançado com licença aberta, permitindo que outras empresas o usassem, colocando os créditos. Isso facilitou a vida de muita gente, fazendo com que precisassem apenas criar seus universos e adaptassem as regras com alguns elementos a mais que condissessem com o mundo.

No mesmo ano surgiu uma empresa chamada Privateer Press e no ano seguinte (2001) lançou um material sem muito compromisso. A trilogia do fogo das bruxas, que eram três livros de aventura. Eu cheguei a dar uma lida no primeiro e comentei aqui no blog sobre, a primeira parte, intitulada de A mais longa das noites.

Essas três aventuras apresentavam os Reinos de Ferro usando o sistema D20, mas como falei era algo meio descompromissado e portanto facilmente adaptável para qualquer outro sistema. Mas a coisa era tão bonita, artes lindas e universo incrível, que chamou a atenção de rpgistas, e a trilogia foi ganhadora de vários prêmios.

É lógico que a empresa se animou demais com isso também e assim em 2002 lançou mais dois livros. O primeiro foi o Lock & Load, um guia de criação de personagens. E o segundo foi o Monstronomicon, que inclusive foi lançado no Brasil também pela Jambô em capa dura e por incrível que pareça ainda dá pra achar a venda. A coisa também foi um baita de um sucesso deixando aquele cenário ainda mais robusto.

Daí em 2003 a Privateer Press deu o próximo passo e apresentou ao mundo um um Spin-Off de Iron Kingdoms chamado Warmachine: Prime, que levou a coisa para o universo dos jogos de tabuleiro. Até que por fim em 2004 vieram os livros Fantasia Forjada em Metal Volume 1 e 2. Esses descreviam de vez aquele universo.

Após isso foram lançados alguns outros livros. Mas no fim o cenário original foi descontinuado, não sei exatamente o que aconteceu, dei uma pesquisada mas não entendi bem a coisa. Tudo indica que rolou algum problema com o sistema D20, provavelmente algo relacionado a direitos autorais, se não me engano se tornou obrigatório ter o Guia do Jogador de D&D e quem usava D20 não gostou. Não sei dizer com certeza, sei que foi algo relacionado ao sistema que acabou com a coisa.

E assim por um tempo tudo ficou apagada, até que de repente em 2013 os Reinos de Ferro voltaram! Foi lançado um Livro Básico reunindo uma quantidade absurda de material. As regras também novas, simplificadas e feitas para trabalhar de uma forma muito mais adequada do que o sistema D20 fazia, pois dessa vez veio com um sistema especificamente para se adequar ao cenário apresentado. A editora Jambô surpreendeu com a velocidade, pois já em 2014 lançou o livro em português.

O acabamento do livro é maravilhoso! Capa dura com papel fosco, porém com verniz localizado na logo e nos personagens, dando aquele efeito de brilho. Algo melhor trabalhado que a capa americana onde a capa inteira é em verniz.  Ele tem ainda 344 em papel couchê (aquele liso) e cada uma das páginas é colorida, lembrando que esse RPG foi premiado por melhor arte, então imagina esse tanto de páginas coloridas, é de brilhar os olhos.

Eu tinha feito uma matéria sobre como livros de RPG podem valer mais a pena que livros de literatura, isso porque ao mesmo tempo que apresentam histórias, também poderão ser usados eternamente e sem as coisas nunca se repetirem. Definitivamente Reinos de Ferro prova de forma gloriosa isso, pois não apenas apresenta uma baita história, mas uma mecânica espetacular.

A primeira parte do livro é toda sobre história, são mais de 100 páginas dedicadas a falar sobre tudo. E quando digo tudo, é algo que começa com os deuses e a criação do mundo. Ou seja, assim como no mundo real temos várias religiões que acreditam em formas diferentes que o mundo foi criada, nos Reinos de Ferro você começa com a mitologia da criação.

Depois disso você vai aprender sobre a história antiga das terras de Immoren e como esse lugar foi invadido por um povo cruel chamado Orgoth, que por centenas de anos dominou o lugar. A única forma do povo de Immoren se libertar foi desenvolvendo tecnologia chamada de Mekânica, algo que envolve máquinas que funcionam com auxílio de magia. E assim puderam construir máquinas gigantescas para lutarem.

Após a invasão, veio a "era moderna" dos Reinos de Ferro, é um ambiente de fantasia onde aconteceu a Revolução Industrial. Ou seja, é um ambiente com tecnologia semelhante a do início do século passado. Existem armas de fogo, trens e fábricas. Mas tudo isso com a presença de magia e várias raças.

Já vi várias pessoas falarem que o Reinos de Ferro é do gênero steampunk, enquanto outras ficam meio "Não é steampunk, é algo... Diferente...". Eu também ficava assim, porque julgar como steampunk de cara não parecia adequado. No fim acho que a melhor definição é como algo do gênero Dieselpunk com fantasia. Isso porque Revolução Industrial é definitivamente algo muito dieselpunk.

Porém o livro não para apenas na história, são dedicadas partes para falar sobre as terras, inclusive o que há além delas, já que os Reinos de Ferro não são o único lugar que existem no mundo. Cidades, idiomas falados pelos povos, leis, educação, comércio, viagens, serviço militar, magia, alquimia, religião e muito mais.

A mecânica do jogo é simplesmente maravilhosa e me surpreendeu demais. Quando fui ler os Reinos de Ferro eu estava pensando mais no universo apresentado, era algo que parecia bonito. Me atraia mais pelo visual, no entanto é impressionante como os caras trabalharam o sistema do jogo de uma maneira que consegue empolgar.

Pra começar você pode criar um personagem de uma forma tão livre que te surpreende, existem três elementos que você vai combinar e farão seu personagem ser extremamente único e complexo. O primeiro são as raças, sendo sete disponíveis. O segundo são os arquétipos, que definem o "intelecto" de seu personagem. O terceiro são as carreiras, que por incrível que pareça também consegue variar de outros jogos.

São sete raças disponíveis e a coisa já começa ser maravilhosa aqui, isso porque elas tem seus limites. Em Reinos de Ferro o seu personagem humano não vai ficar tão forte que vai bater em criaturas obviamente muito maiores. Tem muitos RPG's que isso acontece e a coisa fica descaracterizada, mas aqui cada raça tem uma tabela indicando o máximo que o personagem pode chegar em determinados atributos.

Os arquétipos são o que definem que tipo de personagem você está controlando, são quatro. Dotado (Capaz de controlar magia), Habilidosos (O personagem ágil da história), Intelectual (Personagem voltado para habilidades envolvendo inteligência e raciocínio) e Poderoso (O personagem da pancadaria).

O livro trás ainda 30 carreiras, e como falei, até nisso se destaca. Isso porque aqui você não escolhe uma, mas sim duas carreiras. Uma delas é a principal e define o que você realmente é, a segunda é como se fosse uma influência para determinado lado, te fazendo apresentar certos aspectos dessa personalidade.

Ou seja, você pode ser um Alquimista/Caçador de Recompensas e sua história pode ser de um cara que sempre se dedicou a alquimia mas com a falta de recursos acabou tendo que ir além para conseguir determinados ingredientes raros. Ou pode ser um Caçador de Recompensas/Alquimista, alguém que faz os serviços como caçador, mas percebeu que aprender um pouquinho de alquimia torna os trabalhos bem mais fáceis.

Agora imagina a combinação desses três elementos e pensa na quantidade de personagens complexos que não podem ser feitos? É MUITO PERSONAGEM, as possibilidades são simplesmente imensas, tornando a coisa realmente bem variada e fantástica pra caramba. As limitações que tem são mesmo pra manter a atmosfera, como a questão da raça, que um humano épico tem capacidade física inferior a de um Trolloide épico. Ou um Gobber que não pode ser Dotado (portanto não pode soltar magia). São limites que causam uma beleza a coisa, deixa a criação aberta mas ao mesmo tempo não deixa virar bagunça.

Agora sem sombra de dúvidas, a coisa que mais me surpreendeu nesse jogo foi o combate. Normalmente em jogos de RPG o que menos me chama a atenção é o combate da coisa. Porém nesse o charme é grande demais viu? Isso porque quando você entra na pancadaria não é pra ser um combate bobo, é pra ser um trabalho em equipe épico, uma experiência cooperativa de grupos aplicando um combo nos inimigos.

Primeiro, você precisa de uma mesa para formar cenários em partidas de Reinos de Ferro, não precisa ser algo muito complexo não, é pra ser simbólico mesmo, no entanto é necessário. Isso porque o combate herdou elementos do Warmachine que citei ali em cima. Isso mesmo, o jogo de tabuleiro! Aqui você tem lutas com miniaturas ou marcadores simbolizando personagens.

Quando começa um combate, o mestre rapidamente risca a mesa com uma daquelas canecas de quadro branco que apagam com paninho molhado ou usa objetos para limitarem o cenário. "Aqui tem uma parede, aqui tem um monte de caixas, aqui um bocado de lixo aglomerado que diminui 1 na velocidade e etc.", é algo rápido e simples, depois ele distribui os inimigos e heróis no cenário.

Não são usadas grades para marcar a posição do personagem, ao invés disso é usada a medida em polegadas. Sendo assim um personagem pode se mover para onde quiser no combate, as medidas é que vão mostrar a distância, e o tamanho das peças no "tabuleiro" (miniaturas ou fichas) indicam se eles conseguem ou não passar por brechas, por entre personagens, etc.

O jogo vem com marcadores no final do livro, você imprime, recorta e usa. Entre eles está o marcador de explosão em área, um marcador redondo que indica habilidades que atingem todos ao redor, sejam benéficas ou não. Outro é o de rajada, um marcador em formato de cone que é usado para habilidades arremessadas em linha reta e que vão se espalhando.

Com isso um jogador pode ver três personagens juntos e dizer "Vou soltar uma rajada pra atingir esses três caras", daí o mestre pega o medidor e coloca. Pode ser que o jogador não tenha calculado certo de olho, assim como no mundo real e a coisa só acerte dois. Ou pode ser o contrário e acertar até mais gente do que devia. Isso gerações do tipo "Droga, eu fui usar essa habilidade de dano em área, pensei que ia acertar todos, mas não pegou naquele maluco, que continua vindo pra cima de mim!".

Não bastando isso, os personagens de Reinos de Ferro são incentivados a fazerem coisas heroicas, ou seja, você entra em grupos de personagens fodões prontos para usarem suas habilidades de formas incríveis, podendo gerar combos espetaculares em equipes. E esse incentivo vem através dos chamados "Pontos de Façanha".

Os pontos de façanha são ganhos e gastos constantemente durante o jogo. Eles podem ser usados para uma lista de coisas padrões colocadas no livro, como resistir a nocaute, recuperar fôlego, usar duas armas ao mesmo tempo sem penalidade. Se o jogador tiver pontos de façanha, ele pode e deve gastá-los fazendo coisas espetaculares.

Mas a coisa se estende e os pontos de façanha também são gastos em habilidades especiais que cada personagem vai ter dependendo da forma que o jogador o criou. E aí é que esse personagem se destaca, pois ele tem habilidades que os outros jogadores não tem, a não ser que criem exatamente a mesma combinação. Agora imagina os combos fantásticos que um grupo gastando pontos de façanha não é capaz de fazer? Um  dando suporte ao outro.

Bom, é isso pessoal, espero que tenham gostado dessa análise de Reinos de Ferro, para o povo que pediu pra eu falar sobre o pedido tá atendido hehehe. Esse é um RPG que me surpreendeu demais, a qualidade é maravilhosa e por incrível que pareça o preço é mais barato no Brasil do que nos Estados Unidos, mesmo sendo um livro grosso pra caramba e completamente colorido. Você pode achar ele a venda nas seguintes lojas:


domingo, 21 de agosto de 2016

Guia sobre Lure Modules em Pokemon GO | Passo a passo

Eu tinha feito aqui uma matéria apresentando cada um dos itens e elementos de Pokemon GO, no entanto tudo bem resumido apenas para consulta rápida, algo para jogadores se familiarizarem. No entanto cada um desses elementos tem detalhes mais profundos sobre e podem ficar algumas dúvidas no ar, sendo assim vou dedicar algumas matérias para falar deles. E essa em especial é para falar sobre os Lure Modules.

Um dos grandes problemas que muita gente tem em Pokemon GO é em ter que andar muito para conseguir novos Pokemons. As vezes a pessoa é bastante preguiçosa quanto a isso e gostaria de só capturá-los como em Pokemon Shuffle. Por sorte existem alternativas para fazer eles aparecerem aos montes, a principal obviamente é usando um incenso, mas não é a única forma.

Os Módulos de Atração ou Lure Modules são um verdadeiro alívio para jogadores preguiçosos ou apressados, pois além de fazer aparecer muito mais pokemons do que o normal, ainda pode dar um toque de interatividade com outros jogadores que se sentem solitários e gostariam de fazer algo em grupo. Então vamos lá!

Invocação do Mal 2 - Um filme tão bom quanto o primeiro

Eu sei bem que muita gente não concorda com o título dessa postagem. Mas o blog sempre reflete meu gosto né? Então é bem questão de opinião mesmo, sendo assim é normal ver gente que odiou Invocação do Mal 2, mas realmente tenho que dizer que ao meu ver foi um baita de um filme charmoso e que valeu a pena assistir.

A história se passa no ano de 1977 e apresenta o caso de uma mãe solteira com vários filhos que é surpreendida quando uma de suas filhas passa a ser atormentada por uma entidade que não demora muito a se manifestar de forma bastante agressiva para qualquer um que esteja próximo da garota. A coisa não demora para chamar a atenção e os investigadores de casos sobrenaturais Ed e Lorraine Warren são enviados.

Uma coisa interessante é que a trama é baseada no Caso Enfield, que realmente aconteceu entre 1977 e 1979. E o trabalho foi bem cuidadoso em refazer diversos detalhes da história real. Por exemplo roupas de personagens, penteados e até mesmo poses exatas. Nos créditos são mostradas diversas fotos lado a lado da coisa, no mesmo estilo que fizeram com American Crime Story. Por outro lado não foi sse casal de investigadores que realmente participou do caso real, então é estranho terem adaptado esse para o cinema já que o casal teve inúmeros casos e tem até um livro reunindo cinco décadas de relatos deles, o livro "Invocadores do Mal".

Quando eu assisti o primeiro Invocação do Mal, foi uma baita de uma surpresa pra mim, pois eu não tinha ouvido falar do filme e nem imaginava que ia ser algo tão bom. Veio então Annabelle e foi uma decepção especialmente por ser um daqueles casos da expectativa muito alta matar a diversão, e com Invocação do Mal 2 eu já fiquei mais alerta, e talvez tenha sido exatamente esse "freio" que Annabelle causou na expectativa que ajudou o filme a ser bem sucedido.

Quero dizer, sim teve gente que odiou mas no geral as críticas foram bem favoráveis. Isso sem contar com o marketing e notícias o tempo todo né? Como aquela pegadinha do Silvio Santos, ou coisas trágicas como o homem que morreu assistindo o filme, e ainda certos barracos como o fato do filme ter sido retirado dos filmes franceses por causar efeitos estranhos nas pessoas como barulho alto demais entre os que foram assistir, brigas e muito mais.

Então em geral é um filme que foi bem sucedido e acho que é bem o tipo que é completinho no quesito diversão. A duração dele é longa e existe um baita desenvolvimento até chegar ao fim. Mesmo sendo um filme clichê de família sendo sacaneada por um espírito, ele demonstra bem que não importa o quanto uma coisa seja clichê, se o desenvolvimento for bom, isso é o que vai entreter.

Eu normalmente não gosto de piadinhas em filmes sérios, mas acho que a coisa foi tão bem aplicada nesse. Parece que escolhem muito bem a hora certa e é estranho porque o terror aplicado é pesadão mesmo. Eu não tomei sustos porque me acostumei, mas não quer dizer que não tenha notado ou mesmo me sentido tenso com a coisa. Tem uma atmosfera espetacular.

Uma coisa curiosa é que achei muitos aspectos semelhantes ao do filme Sobrenatural 3, que pra quem não sabe é uma franquia onde os dois primeiros filmes foram dirigidos pelo James Wan, mas o terceiro não. E aqui tem uma série de aspectos como dois personagens que usam máscara de respirar e uma médium que fica entrando no mundo espiritual mas fica com medo porque uma entidade lhe ameaça e diz que se ela continuar entrando, vai rolar morte na faca Ò_Ò!

Enfim, definitivamente recomendo! Um daqueles filmes que você acaba de ver e tem a sensação de que foi algo longo e robusto, uma experiência agradável e não meramente mais uma obra esquecível em meio aos inúmeros filmes de terror mal feitos que existem. Caso você tenha se interessado, é possível comprar aqui:



sábado, 20 de agosto de 2016

Guia sobre Incensos de Pokemon GO | Passo-a-Passo

Eu tinha feito aqui uma matéria apresentando cada um dos itens e elementos de Pokemon GO, no entanto tudo bem resumido apenas para consulta rápida, algo para jogadores se familiarizarem. No entanto cada um desses elementos tem detalhes mais profundos sobre e podem ficar algumas dúvidas no ar, sendo assim vou dedicar algumas matérias para falar deles. E essa em especial é para falar sobre os incensos.

Nos jogos clássicos da franquia Pokemon,  existe um item chamado repelente, ele serve para fazer com que os Pokemons parem de aparecer. Isso porque muitas vezes você quer atravessar uma área rapidamente e não quer ficar o tempo todo tendo que parar para lutar contra adversários fracos, ou mesmo o contrário, quando está muito machucado e quer segurança ao atravessar uma área.

Em Pokemon GO naturalmente os repelentes não foram adicionados, isso porque diferente de jogos da franquia clássica, você não é obrigado a entrar em combates e pode simplesmente ignorar os pokemons que estiverem por perto. E assim pode surgir um problema exatamente contrário, a falta de encontros, especialmente para aqueles que não querem andar muito. Felizmente o item Incense pode dar um jeito nisso. Então vamos a um guia!