Temporario



Jogos | Séries | Filmes | RPG e Tabuleiro | Animes | Creepypastas | Quadrinhos | Livros | Mapa do Blog | Sobre o Blog | Contato |

domingo, 19 de fevereiro de 2017

For Honor - Se surpreenda com combates sofisticados

Tenho que assumir que a princípio For Honor não me surpreendeu. Quando ele foi anunciado na E3 de 2016 eu vi o povo vibrar por fazer algo "novo" que é colocar Vikings, Cavaleiros Medievais e Samurais em um mesmo campo de batalha online. Mas como eu já tinha jogado o hilário Pirates, Vikings and Knights 2 e o sofisticado Chivalry: Medieval Warfare, não foi algo que achei grande coisa. Outra coisa foi o fato de que a princípio pensei que era um jogo exclusivamente focado em combates online. No fim das contas me pareceu só uma ideia legal, no entanto no fim das contas acabei me surpreendendo demais com esse jogo.

A história se passa em um universo de Dark Fantasy, ao redor do mundo há terras onde vivem Samurais, Cavaleiros e Vikings, no entanto um dia um tremor destrói tudo e o caos reina, fazendo com que os povos entrem em guerra por sobrevivência, o conflito se estende por mil anos até que não aguentem mais e finalmente a paz surja. No entanto Apollyon, uma misteriosa guerreira cheia de ódio, se recusa a aceitar, e decide guiar um exército para colocar povos uns contra os outros, criando estratégias militares capazes de criar eventos caóticos.

A primeira coisa que me surpreendeu em For Honor foi quando li que ele tinha campanha, eu pensava que era apenas mais um jogo de mata-mata online, onde você podia escolher as classes e tal. Mas no fim das contas realmente colocaram o modo história. Na hora pensei que era algo bem básico, coisas como "Mate todo mundo que está no campo", mas realmente vai além.

Na campanha você tem missões variadas em mapas realmente grandes. Não passa aquela sensação de serem mapas de multiplayer abertos demais, há missões que você passa no Stealth, máquinas para serem ativadas, lugares para serem destruídos, eventos únicos como perseguição em cavalo. Realmente a Ubisoft fez uma coisa bem trabalhada e não um mero improviso. 

Além disso há cutscenes e tudo mais, realmente é uma obra singleplayer completa. Em diversos aspectos me lembrou a essência de jogos variados, por exemplo a forma de contar a história me fez lembrar de Warcraft 3, em que há um mapa mostrando o mundo do jogo e a jornada, você joga primeiro a campanha dos cavaleiros, depois dos Vikings e por fim dos Samurais. Então o que antes eram personagens que você controlava de repente viram inimigos em outras campanhas. Os eventos de uma campanha desencadeiam os acontecimentos da seguinte.

O jogo também acabou me lembrando obras clássicas em universos medievais, aqueles jogos em terceira pessoa se passando em castelos e masmorras, com tochas penduradas nas paredes e tal. Em diversos momentos tive essa sensação e me agradou bastante. Apesar de certas missões serem agitadas com guerreiros pra todos os lados, algumas você se sente no stealth.

Outra coisa que me surpreendeu foi o fato do jogo ser dublado em português, eu sei que os jogos da Ubisoft passaram a ser dublados, mas como eu tinha a visão de um jogo com foco só no multiplayer mesmo, imaginei que esse seria uma exceção, como foi o caso de The Crew por exemplo. No entanto a coisa é completamente localizada.

Aliás, achei bacana a forma que a coisa é conduzida nas vozes, quando você está jogando uma campanha com um determinado povo, o outro passa a falar a língua deles. Por exemplo se você controla os Vikings, eles falam português e os Samurais falam japonês, mas se você mudar para os Samurais, eles é que passam a falar português e não entendem o que os Vikings dizem.

Não bastando isso, outra surpresa que tive foi o modo cooperativo na campanha! A coisa é semelhante a Warframe, você pode atravessar a campanha inteira com um amigo, vendo modo história e fazendo as invasões juntos, mas as missões ficam abertas e você pode acessá-las, tentar cumprir objetivos como coletar tudo que está lá e evoluir seu personagem.

Existe nível e habilidades que podem ser equipadas e evoluídas, sendo assim quando você repete missões, ganha experiência e vai destravando coisas novas. Isso acaba naturalmente aumentando pra caramba a rejogabilidade da coisa, podendo se tornar uma daquelas obras que você chama amigos para passar o tempo.

Agora sem sombra de dúvidas o que rouba a cena é o elegante sistema de batalha, eu fiquei surpreso demais! Normalmente jogos com espadas me parecem algo meio complicado de realmente controlar. Usar uma pistola é realista, você aponta e atira, mas uma arma que pode se movimentada em tantas direções e dependem de força para efeitos diferentes acaba fazendo com que a maioria dos jogos use o mesmo sistema de você apenas apertar o botão e o personagem fazer o mesmo movimento sempre, mas aqui a coisa é diferente.

Joguei usando um controle de Xbox 360 e me surpreendi muito em como a coisa ficou linda, você segura LT para marcar o inimigo e o direcional direito fica preparado para você escolher a posição de ataque, direita, esquerda e cima. Dependendo do lado que o inimigo estiver posicionando a arma, você posiciona também se quiser defender ali, caso o contrário estará desprotegido, por outro lado sua arma vai estar mirando nele em um lugar que esteja desprotegido também.

E assim segue o combate, um inimigo ataca, você aponta a arma para aquele lado e quando o ícone de ataque brilhar (acontece bem rápido), você tem que apertar na hora certa para fazer uma defesa perfeita. Há ainda outros movimentos como bater com o corpo no inimigo para quebrar um bloqueio, saltar para o lado e assim desviar, ou segurá-lo e arremessá-lo de um ponto alto ou em um lugar que possa causar dano, como um incêndio.

Somando esses elementos e outros, o jogo tem um sistema sofisticado demais para combate com lâminas. Não é o tipo de jogo que você só sai apertando o botão de ataque, ao invés disso é preciso observar os movimentos do inimigo e entender a forma que ele luta, variando entre ataques leves e fortes e fazendo as coisas na hora certa.

O multiplayer tem três modos, um em que equipes se enfrentam até matar a outra, o de duelos entre jogadores sozinhos e o de conquista territorial, em que é preciso capturar áreas e é lotado de soldados NPC's ajudando. Então você tem que correr para áreas do mapa e matar todos os inimigos, entre eles estarão jogadores oponentes, que dão uma bela pontuação quando você mata, especialmente se você aplica uma finalização neles.

Há ainda eventos no multiplayer, a coisa funciona como um MMO mesmo, tendo missões da semana para serem cumpridas, domínio de território que vai se alterando dependendo das equipes que jogarem, premiação para quem cumpre determinadas coisas e assim vai. Pode ser uma coisa bastante viciante.

Infelizmente é triste ver que a Ubisoft colocou uns servidores mais que horríveis, o que é uma surpresa, afinal de contas um jogo com foco online deveria ter um cuidado especialmente nisso. Mas me sinto com sorte que eu me dedico mais a singleplayer que multiplayer, pois as partidas que fui jogar foram incríveis, mas tive uma espera de no mínimo 5 minutos.

Enfim, For Honor é um jogo com um combate fantástico demais e que definitivamente trouxe uma experiência diferente que pode oferecer muitas horas de diversão. Me lembrou um pouco The Lord of the Rings: Conquest, porém com um charme muito maior no combate 1x1. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Berserk - Um mangá de fantasia medieval sem igual

Em 2009 eu tinha publicado o especial sobre Berserk aqui no blog, nossa o tempo passa ein? Quantos anos já fazem? E atualmente decidi voltar a ler, o que me empolgou a criar uma matéria especialmente sobre o mangá. E assim reli tudo do início, afinal já tinha tempo demais que eu tinha feito a pausa e vi que era um momento bom para novamente ver a coisa do início. Normalmente não tenho paciência pra esse tipo de coisa, mas Berserk é simplesmente bom demais e com uma atmosfera única demais, sendo assim vi que valia a pena.

Quando eu conheci Berserk, sua publicação já tinha mais de 10 anos, foi lá pelos primeiros anos de 2000 e tinha começado a ser publicado em 1989. Sendo assim o meu pensamento já foi de pessoa assustada "Eita, desde o fim dos anos 80? Mas isso faz tempo demais! E se o autor morrer?". Hoje em dia vejo como é engraçado o pensamento, sendo que o autor Kentaro Miura só tinha 23 anos quando começou a publicar, ou seja ele ainda era um cara bem novinho mesmo quando conheci.

Sendo assim nem imaginava que tanto tempo depois ainda continuaria sendo publicado. Hoje em dia penso e entendo os fatores que levaram o autor a demorar tanto. Vi uma review de um cara chamando ele de vagabundo e tudo mais, porém achei bastante rude, pois se você for parar pra ver, ao menos nas primeiras duas décadas ele até que manteve um ritmo bom.

O negócio é, você vê sim mangakás publicando semanalmente  capítulos de seus mangás, mas o Kentaro publicava em volumes de mais de 200 páginas e duas vezes ao ano. Além disso já viram a quantidade de detalhes que os desenhos de berserk tem? É simplesmente surpreendente, então não é algo que acho que dá pra chamar de tão distante do resto.

Se você não conhece essa obra, Berserk a princípio pode parecer meramente mais um mangá de fantasia medieval em que as mesmas coisas de qualquer outro mangá acontecem. Mas isso não é verdade, o negócio é que ele consegue passar um sentimento difícil de descrever, uma amargura, sensação de traição. Há um toque filosófico na coisa que é maravilhoso demais, além de que é um verdadeiro mangá de Dark Fantasy. Não existe o poder do amor ou da amizade que vai salvar todos, é um ambiente de dar desgosto.

O foco da história é Guts, um guerreiro com uma marca no pescoço que o amaldiçoou, fazendo com que toda noite ou em qualquer lugar escuro, demônios surjam para matá-lo. Apesar disso continua lutando e vagando em busca de humanos corrompidos, chamados de Apóstolos. Essas pessoas sacrificaram tudo o que mais amavam em troca de poder.

Como falei, a primeira vista a coisa pode parecer só mais uma história. Convenhamos né? Animes e mangás que são meros clones de outros é o que não falta. Todo mundo tá cansando de ver histórias que repetem exatamente as mesmas situações, sendo assim é difícil só olhar para uma obra e saber que ela é fantástica, mas com o passar dos anos essa foi uma que conseguiu se provar magnífica.

A trama é apresentada na maioria do tempo mostrando a viagem de Guts amaldiçoado, no entanto vez ou outra são mostrados flashbacks de sua vida antes disso tudo, que já era terrível. Além do tão conhecido "Arco da Era de Ouro", que mostra os momentos mais felizes da vida do personagem, sendo membro de um grupo de mercenários chamado Bando do Falcão e com forte foco em guerra e estratégia militar contra humanos normais.

Existe uma forma natural de se apresentar Berserk, especialmente no começo Kentaro Miura parece ter uma visão bem mais realista da brutalidade que era viver na era medieval. Ele não mostra um ambiente maravilhoso cheio de magia brilhante pra todo lado, mas um lugar com pessoas passando fome, sofrendo injustiça e com uma vontade imensa de continuar vivendo.

Mas mesmo em meio ao desespero, existem partes tão intensas, momentos filosóficos fantásticos demais. Por exemplo uma cena em que Griffith (um dos personagens chave da trama) anda por corpos em um campo de batalha e encontra o corpo de um menino. Ele se lembra de como esse garoto o admirava e coloca um boneco sem perna na sua mão. Existe toda uma narração fantástica demais que consegue te transportar facilmente pro ambiente.

O mesmo acontece em diversos momentos com vários personagens. Essa falta de esperança e desespero, além da pequena parte de beleza que vez ou outra acaba aparecendo. Isso tem um contraste simplesmente fenomenal. Há uma cena em que Guts está todo espancado aprisionado em um calabouço e está perdido em pensamentos "Essa prisão fria e fedorenta, eu divido com... Essa flor solitária..." e há uma única flor recebendo raios de sol da janela, daí esse pequeno arco é sobre ele e essa flor.

Uma outra coisa que acho maravilhosa em Berserk, é como a selvageria da coisa atinge tabus que poucos autores costumam ousar. Afinal de contas é normal o herói machão que transa com todas as garotas e tal. É isso que as pessoas querem ver, mas ninguém quer saber de um herói que foi estuprado né? Pois é... Em Berserk as coisas são mostradas com uma visão bem realista da coisa e quando Guts é criança e vive em um monte de mercenários, adivinhem só o que acontece?

Normalmente em histórias é comum que um ambiente como esse seja todo perfeitinho com o herói se dando bem sempre. Mas aqui temos um personagem que sofre pra cacete e que o ambiente em que ele vive é simplesmente hostil demais para que saia intacto.  Sendo assim todo tipo de agressão acontece aqui.

E com o passar da história você vai vendo todo tipo de tabu e coisas asquerosas acontecendo seja com Guts ou com outros personagens. Coisas como estupro, pedofilia, zoofilia, incesto, masoquismo são apresentadas. Alguns momentos sem dúvidas são capazes de chocar algumas pessoas, sendo assim para quem não gosta de coisas bizarras demais pode ser bem frustrante diversas cenas.

Há também uma baita naturalidade em mostrar coisas como pessoas nuas e é notável que o autor não se importa nem um pouco que os fãs achem que personagens são homossexuais. Há uma grande inspiração em eventos e personagens históricos, e como vocês sabem isso era bem natural no passado. Então ao invés de há uma baita tentativa de justificar, ele simplesmente coloca.

O nudismo inclusive é bastante artístico, mostrado de uma forma natural. Não é como vemos tanto em animes, aquela coisa acidental com o personagem fazendo cara de nervoso e assustado ou aqueles ângulos descarados que alguns mangás colocam só pra mostrar a calcinha de alguém ou um foco absurdo nos peitos, as vezes eles simplesmente tiram a roupa ou já estão nus para tomar banho ou o que for. Existe uma naturalidade imensa.

As criaturas de Berserk tem muitas vezes uma originalidade tão incrível, a forma que os monstros se transformam e como a coisa é inspiradora. Inclusive o jogo Dark Souls é fortemente inspirado em Berserk, você vê claramente a coisa é sugada com muita força, por exemplo as rodas esqueletos que aparecem no jogo. Em Berserk são todas de tortura do Vaticano, onde pessoas são penduradas.

Uma coisa muito legal é que, apesar do universo mostrado não ser o nosso na era medieval, é praticamente a mesma coisa. Sendo assim, a princípio, as pessoas são exatamente como habitantes de nosso mundo. Falam sobre demônios, fadas e duendes, mas são apenas histórias. Não é algo que realmente se vê pelas cidades, só há relatos. Dessa forma quando as pessoas tem contato com o sobrenatural, elas ficam chocadas.

Ou seja, é um universo com magia, mas não é algo escrachado. Inclusive quando Guts encontra um demônio pela primeira vez, ele fala algo que achei super marcante "Uma coisa como essa não pode existir nesse mundo". Todo mundo fica chocado ao ver o sobrenatural, e existe uma beleza imensa nisso porque mantém aquele ar de mistério. É só pensar em nossa própria era medieval, um mundo onde as pessoas realmente pensavam e temiam aquilo, aparições, seres de outro mundo... Mas no fim das contas ninguém realmente via (ou será que via?), e aqui isso é mostrado e apresenta alguém desse jeito REALMENTE vendo a coisa. O clima de mistério é fabuloso!

Como Guts é amaldiçoado, existe uma essência ao redor dele que transforma tudo que é de ruim em criaturas, portanto quando ele passa por um ambiente de tortura, aqueles corpos que morreram a partir da dor vão servir de matéria pra trazer criaturas bem macabras à vida. E naturalmente por onde o protagonista passa, o caos chega quando a noite cai. Ou seja, muita gente que jamais imaginou a existência desses seres acaba tendo que lidar com a aparição das criaturas.

Uma outra coisa que é fantástica em Berserk é em como você realmente precisa temer a morte dos personagens ou ferimentos permanente como membros decepados. Em animes é mangás padrões é normal sempre ter uma espada bloqueando uma lâmina bem na hora que vai acertar o personagem bonzinho. Em Berserk não é assim, se a coisa tá piorando demais pra alguém, você já pode esperar o pior.

O próprio Guts não é o guerreiro da luz, ele é um personagem que muita gente pode achar detestável suas atitudes e não está ali para salvar o mundo. É apenas uma pessoa extremamente amargurada em uma jornada, se ele vê uma pessoa sendo humilhada, apenas passa reto se não tiver algum objetivo. Não sai entrando em problemas pra mostrar que está preocupado, pois ele sabe que o mundo é um caos e apenas vive a própria vida.

As ilustrações de Berserk são simplesmente maravilhosas demais, especialmente em batalhas lotadas de personagens. As vezes vejo a quantidade de detalhes em uma armadura e fico abismado com a dedicação do autor em criar algo tão bonito aos olhos. Nos primeiros volumes ele tinha a mania de sempre fazer algo com efeitos de luz e sombra fotorealistas nas primeiras páginas. Depois passou a fazer isso de forma aleatória, então do nada você se surpreende com a coisa de repente ficando ainda mais bonita do que já é.

Enfim, eu acho que ainda tem tanta coisa pra falar sobre Berserk, mas é mesmo difícil lembrar de tanta coisa. Diversos subprodutos foram publicados, alguns infelizmente não saíram do Japão, como o cardgame de Berserk. No Brasil o mangá foi publicado pela Panini e pode ser encontrado a venda. Mas e você, acompanha? Pretende dar uma conferida? O que acha dessa maravilha? *-*


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Visão do Além - Um livro da mesma autora de True Blood

Esse é um livro que me pegou um pouco de surpresa, não sabia da existência dele e acabei descobrindo por acaso que foi lançado em 2011 aqui no Brasil, pela editora Leya e é da mesma autora do meu mais que amado True Blood, então decidi dar uma conferidinha pra ver outra coisa da Charlaine Harris e se ela conseguia me surpreender de novo.

Antes de tudo quero deixar claro que Morto até o Anoitecer (livro que deu origem a True Blood) foi lançado em 2001, enquanto Visão do Além veio em 2005, ou seja, a franquia sobre vampiros já existia quando veio essa nova franquia. Mas a série da HBO ainda não tinha sido lançada, essa só veio em 2008.

A história apresenta Harper Connelly, uma mulher de vinte e poucos anos que quando mais nova foi atingida por um raio e sobreviveu. Mas depois disso, passou a sentir a presença de pessoas mortas. Como não é boa em nada, aproveitou o dom para viajar o país com seu meio irmão oferecendo o dom como serviço, cobrando para achar pessoas desaparecidas (caso estejam mortas). No entanto a coisa complica quando ela chega à pequena cidade de Sarne para achar o corpo de uma garota, mas acaba achando muito mais e alguém passa a interferir para que os dois não consigam sair da cidade.

Acho que todo mundo concorda que esse negócio de cair um raio e ganhar super poderes é uma tosqueira louca, parece um clichê absurdo que ninguém ousaria usar, mas... Né? Então o jeito é engolir a coisa, acho que a Charlaine podia ter sido mais criativa, porém como uma das coisas que deu ao charme a True Blood foi exatamente os toques trash da coisa, deu pra perdoar.

Estranhamente eu não fui ler esse livro com muitas expectativas, então não dá pra dizer que fui afetado por um daqueles casos em que a expectativa mata a diversão, mas enquanto lia, notei que eu exigia mais da coisa. É um livro legal, mas no fim das contas acabei achando só isso, algo neutro, não uma obra fenomenal com uma reviravolta de tirar o fôlego, mas apenas um livro divertido para passar o tempo.

Talvez o que tenha feito o livro parecer menos interessante é exatamente o fato de que tem muito de True Blood nele. Uma garota jovem, diferente de outras pessoas, uma cidadezinha em que todo mundo olha esquisito pra ela, seu irmão bonitão que todo mundo quer transar, um caso envolvendo um assassino.

Mas apesar disso, como falei é um bom passa tempo. De certa forma me lembrou Twin Peaks. Como essa personagem é mais voltada para o lado investigativo do que Sookie Stackhouse (a protagonista de True Blood), deu um climinha legal de mistério. É um ótimo clima essa ideia de lugar que eles querem muito sair, mas simplesmente não conseguem porque tem alguém conspirando e fazendo de tudo para que se mantenham na cidade.

Aliás, desconfio plenamente que a Charlaine Harris curte um incesto viu, isso porque em Morto até o Anoitecer existe um baita ênfase sobre como o Jason Stackhouse é lindo e gostoso e todo mundo quer transar com ele. Já aqui, o irmão também é o gostoso e transa com todo mundo, só que a diferença é que a personagem fica com ciúmes, irada as vezes sem dizer exatamente com o que. Na própria história rola um lance de incesto depois com outros personagens, então ficou muito com carinha de "Essa autora curte viu...".

Agora uma coisa que não gostei no livro foi a revelação, me pareceu bobinha demais. Até um certo ponto foi interessante, "OK essa pessoa é a assassina" e a explicação, algo bem digno de livros de mistério mesmo. Mas aí do nada alguém começa a explicar detalhadamente um crime que fez. Me passou a sensação de "Por que diabos essa pessoa tá dando todos esses detalhes pra essa gente? Decidiu que quer ir pra cadeia do nada?".

Enfim, é um livro legal, atmosfera boa, mas não dá pra dizer que é algo que me apaixonei não, fica mais para algo divertido de se passar o tempo mesmo, mas sem uma expectativa imensa em cima da coisa. Ainda pretendo ler os outros da série, mas sem uma imensa expectativa. Se estiver procurando um livro de mistério suave pode ser um bom investimento, quem se interessar está a venda nas seguintes lojas:


Sadako 3D 2 - Não tão horrível, porém não perfeito

Depois que eu desci o cacete no filme Sadako 3D, não imaginei que existisse a mínima chance para o filme seguinte, afinal de contas todo mundo sabe que filmes são o tipo de mídia que a possibilidade de uma saga cair no nível é altíssimo. Diferente de jogos, por exemplo, que é possível reaproveitar quase todos os elementos do primeiro e as pessoas não vão reclamar, fazendo com que seja natural ter tudo o que já teve e muito mais.

Apesar disso, tenho que dizer que o segundo filme da franquia me surpreendeu. Não que seja uma obra fenomenal, mas eu comecei a assistir com tanto desgosto, que não conseguia ver salvação. Afinal de contas produtor de filme parece ser orgulhoso demais, insistem até o fim na tosqueira depois que começa. Mas aqui aconteceu algo semelhante a Hellraiser Bloodline, que é uma baita de uma obra estilosa mesmo depois da desgraça que foi o filme anterior.

A diferença pra Hellraiser é que Sadako 3D 2 não tem nada de fenomenal, mas só o fato de consertar as coisas já é demais. A atmosfera agora chega a algo semelhante à de Ringu 0, ou seja, não é algo sombrio como o resto da franquia, mas ao menos é uma história sólida. Está no nível de um filme de terror padrão.

A história é de uma mulher que passa a cuidar de uma garotinha que faz desenhos estranhos, no entanto pessoas começam a morrer e "coincidentemente" são em ocasiões exatamente iguais às figuras desenhadas pela menina. Isso leva a uma série de investigações que ligam a um vídeo amaldiçoado que aqueles que assistem morrem.

Um dos grandes méritos do filme é perceberem que "O Chamado" não é um anime de jovens com super poderes que lutam estilosamente e usam roupas descoladas. Apesar de ser o mesmo diretor, mudaram os roteiristas, porém teve uma melhora em absolutamente tudo do filme, desde a atuação até a fotografia.

Um dos problemas do primeiro filme é que os atores pareciam pensar que quanto mais fizessem caretas, gritassem e olhassem pra tela, melhor a atuação era. Aqui não dá pra dizer que os atores são uma maravilha, porém ao menos parecem pessoas mais normais. Também tenho que dizer que a atuação infantil me surpreendeu demais e essa sim é de bater palmas, as crianças usadas no filme choram de uma forma natural muito incrível e dão um verdadeiro espetáculo em demonstração de emoções, eu achei até bizarro o contraste em relação a várias obras japonesas que já vi e a maioria dos atores era só a bagaceira.

A história não é o que dá pra chamar de maravilhosa, mas ao menos há o clima dramático de volta, dando um toque mais sério à coisa e também a investigação é apresentada de uma forma mais sérias, não como a tosqueira do primeiro filme. Existe até uma surpresinha no final com uma pequena reviravolta. Não é nada demais, porém você vê que aconteceu um esforço dessa vez.

A fotografia agora parece de filme mesmo e não a imagem de uma câmera em HD filmando um grupo de teatro. Não tem um filtro sombrio, ainda é algo meio colorido demais, porém não causa aquele incômodo de parecer demais com um episódio de série de má qualidade e que foi tão desagradável de ver.

Tem uns elementos trash que me agradaram, pois lembram bem a visão que tenho do horror oriental mesmo. Foram momentos bizarros como a de uma mulher possuída que o cabelo dela prende em uma máquina e ela começa a balançar a cabeça, atacando com a máquina. Isso com uma voz distorcida que me fez lembrar criaturas de Silent Hill. Esse tipo de coisa é meio tosca, mas acho que foram aplicadas de uma forma legal aqui.

Enfim, se você é fã de horror japonês, talvez seja um bom passa tempo. É meio triste de dizer, mas o que mais faz esse filme parecer bom é o fato do primeiro ser uma desgraça total. Ou seja, eu tinha uma "expectativa" tão alta desse filme conseguir ser muito pior que o primeiro, que quando vi que não era ele pareceu até bom, mas sei que é um filme mediano mesmo. Se bem que foi ingenuidade minha achar que algo conseguiria ser pior que o primeiro filme né? kkkkk. Agora confira o trailer que faz o filme parecer tão ruim ou até pior que o primeiro:


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Pacote baratinho de jogos

Muito bem pessoal, hora de falar de um pacote de jogos que com certeza vai atrair muita gente, até porque além de estar com um preço barato, são títulos que rodam em computadores modestos. Sendo assim fica essa. É o Chaos Bundle, que contém 4 a 13 jogos e foi lançado pela Bundle Stars por apenas $1.00 a $6.99 , contendo os seguintes jogos:

Pacote 01 -  $1.00

12 is Better Than 6 - Aquele jogo com visual que parece desenhado a caneta e é super frenético com tiroteio de visão aérea no velho oeste.

Precursors - Um RPG que te coloca em um vasto ambiente para explorar a pé ou em veículos, encontrando outras raças e explorando mundos, pra quem quer um RPG 3D desconhecido talvez seja uma boa opção.

Tricky Towers - Um jogo com singleplayer e multiplayer em que você participa de um "Tetris" diferente, onde as peças tem peso e podem fazer sua torre despencar para o lado, tudo em um baita de um visual fofo.

Game Corp DX - Outro jogo fofinho, aqui você administra uma empresa de jogos indie e deve fazê-la ficar cada vez mais poderosa.

Pacote 02 -  $4.99

I am Bread - Um daqueles jogos bizarros com física estranha, nesse você controla um pão e deve passar manteiga em você mesmo, mas graças à física a bagunça é garantida.

Catlateral Damage - Esse é um simulador de gato onde você destruir a casa toda, derrubar tudo e fazer o que bem entender.

CASE: Animatronics - Esse jogo se passa em um departamento de polícia em que você está trabalhando até tarde em um caso, mas de repente as coisas começam a ficar estranhas no lugar.

Grappledrome - Jogo com single e multiplayer em que você entra em um tiroteio psicodélico, podendo se pendurar por aí no estilo Homem Aranha e usa armas futurísticas bem extravagantes.

Starward Rogue - Um roguelike 2D com um visual super psicodélico.

Contrast - Provavelmente a estrela desse pacote, um jogo com notas altíssimas na steam em que você vaga por aí no mundo 3D, mas também entra nas paredes e passa a controlar sua sombra de forma 2D.

Shu - Jogo de plataforma com visual maravilhoso em que você atravessa um ambiente cheio de desafios.

Dungelot: Shattered Lands - Outro roguelike, mas dessa vez em um ambiente mais compacto, parecendo um joguinho de tabuleiro e com uma arte fenomenal.

Pacote 03 -  $6.99

Convoy - Um RPG 2D inspirado por Mad Max e que você deve atravessar terras devastadas enquanto tenta manter viva sua tripulação.

Esse pacote chega a mais de 90% de desconto e os jogos rodam em qualquer PC barato, você pode pegar ele dando uma conferida no site da Bundle Stars.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Diferenças entre a HQ e a série The Walking Dead 7x09

Esse é um especial onde faço uma comparação entre as diferenças entre os episódios da série The Walking Dead e as edições da revista em quadrinhos The Walking Dead. No caso essa é a postagem base da sétima temporada e vou colocar aqui os links para os outros episódios, caso você queira ver a comparação entre as outras temporadas, pode conferir aqui:


Se o que você está procurando é onde conseguir ler The Walking Dead, saiba que a revista em quadrinhos foi lançada no Brasil e pode ser encontrada por preços bem bacanas com vários outros conteúdos da franquia. Quando foi lançada por aqui a franquia não era conhecida, então o nome ficou como "Os Mortos Vivos". Se você ainda não assistiu, saiba que obviamente eu vou comentar sobre quem morreu. Mas chega de papo e agora vamos para a comparação!


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Sadako 3D - Não economizaram na tosqueira desse filme

Tenho que assumir que eu esperava demais desse filme, isso porque ele é de 2012, ou seja, bastante tempo depois que saiu O Chamado 2 e a Samara já tinha virado um ícone da cultura pop mundial. Sendo assim obviamente o próprio Japão teve uma influência da coisa, mesmo sendo o país criador da saga Ringu (que deu origem a O Chamado). Mas infelizmente a decepção não foi baixa não, foi um verdadeiro desastre!

O negócio é, o último filme da franquia Ringu tinha sido Ringu 0 de 2000, enquanto O Chamado 2 era de 2005, portanto uma obra de 2012 naturalmente trazia modernidade à coisa, uma era sem fitas de vídeo e com smartphones para todo lado, então imagina as possibilidades? Mas realmente é o que se pode chamar de filme feito por gente empolgada.

A surpresa foi maior ainda quando fui pesquisar depois que assisti e descobri que esse longa metragem não é aleatório, ele também é a adaptação de um livro de Koji Suzuki (Autor do Ring original), ou seja o cara realmente caiu em desgraça! Isso porque quando ele fez a história de Rasen, ainda existia estilo, mas esse aqui parece um verdadeiro filme adolescente terrível.

Mas bom, o negócio é Koji Suzuki lançou o livro Ring em 1991, que deu origem ao filme Ringu de 1998 e virou uma mania, no mesmo ano adaptaram Rasen que viajou explicando a maldição com ciência e então o mesmo estúdio fingiu que aquilo nunca existiu e resolvem lançar Ringu 2 sem ligação com Suzuki. Mas depois veio Ringu 0 que novamente é do autor, baseado no livro Birthday. Daí por fim veio Sadako 3D, baseado no livro S, que também foi lançado em 2012.

Esse filme é tão ruim que eu nem sei por onde começar a descer o cacete nele! Realmente Koji Suzuki parece ser um autor que caiu em desgraça ou meramente uma pessoa que teve o seu momento de genialidade, mas foi um mero lapso e depois decidiu pegar essa obra e sugar e sugar e sugar, mesmo não tendo mais o que puxar, fazendo com que uma tosqueira atrás da outra saísse.

Na quadrilogia original é notável que ao menos houve um esforço, eles tem um tom sombrio. Apesar de terror, todos eles eram dramas. Existia um toque adulto no fim das contas, até mesmo Ringu 0 que era mais bobinho tinha uma certa firmeza na adaptação. Mas agora Sadako 3D é simplesmente uma aberração! Parece que o autor se arrependeu do que fez em Rasen e decidiu voltar atrás, mas não queria abandonar aquela ideia e no fim saiu uma tranqueira louca!

A fotografia é terrível e isso bateu com força, enquanto a trilogia Ringu tem uma atmosfera pesadona, Sadako 3D nem ao menos parece ter fotografia de filme. Quero dizer, na matéria sobre Ringu 0 eu falei que a fotografia não era mais sombria, porém ainda era algo que você via que era de um longa metragem. A de Sadako 3D é a mesma usada em séries! Em alguns momentos parece até que foi uma pessoa qualquer que filmou aquilo com uma câmera HD.

Eu não sei vocês, mas me dá uma agonia assistir filme assim, que tem esse tipo de fotografia, parece um nível de amadorismo absurdo demais pra um longa metragem. Mas se ao menos isso fosse compensado com uma boa história ou qualquer coisa boa que fosse, poderia me fazer esquecer, só que não!

A história é de uma fita amaldiçoada que aqueles que assistem morrem na hora. Não é a fita da Sadako, mas sim de um playboyzinho todo descolado com aquele estilinho "Sou um japa gatinho e cruel, vejam como faço expressões de malvado e sorrio forçadamente!". E o vídeo nem tem aquele tom de amaldiçoado, é ele sentadinho lá falando de um jeito malvado e rindo e depois morrendo sendo estrangulado por uma força invisível.

As vezes eu penso sobre a forma de interpretar que orientais tem e me pergunto se eles são mesmo péssimos atores, sempre com expressões exageradas demais e uma gritaria louca com alguma garotinha surtando com uma voz exageradamente fina depois de ver um monstrão OU se é apenas assim que eles agem na vida real e apenas estão interpretando. Mas comparando Sadako 3D com a trilogia Ringu é que vejo que o negócio é que os filmes mais famosos são exatamente os que tem piores atores. Isso porque é notável a diferença de nível entre os personagens da trilogia e de Sadako 3D.

Enquanto nos primeiros filmes os personagens eram sérios, mostravam preocupação real com o que estava acontecendo e a demonstração de horror era de forma modesta, em Sadako 3D eu chegava a ficar constrangido com as caras e bocas, o povo se remexendo sem parar, a gritaria era tanto que eu tinha que ficar o tempo todo baixando e aumentando o volume. Tudo isso acompanhado com focos bem na cara dos infelizes pra mostrar bem a "bela atuação".

É como se um aluno do primeiro semestre da escolinha de teatro tivesse falado "Gente! Vamos surpreender o professor, que tal fazermos nosso próprio filme? Eu tenho uma câmera que filma em HD!" e assim surgiu o elenco e toda a produção de Sadako 3D. Só pode ter sido isso, porque eita autores terríveis viu.

Não bastando a gritaria e expressões nada convincentes, ainda decidiram adicionar elementos de anime! Então os personagens tem todas aquelas poses e falas. As cenas de combate contam com coisas como a protagonista pegar uma barra de ferro e usar estilosamente, por exemplo uma hora que ela usa seu super poder para destruir uma legião de monstros ao redor dela e então fica cansadinha no chão, mas de repente o monstro atrás dela estava vivo e se levanta dando um susto final, mas então para do anda e quando você vê, de costas a protagonista movimentou a barra de metal pra trás, atravessando o corpo da criatura, e isso sem olhar. É estiloso, mas isso é O CHAMADO? Esse tipo de coisa mata demais a atmosfera.

Eu citei ali em cima que a personagem tem um super poder, bom, não dá pra esculachar isso por si só já que todos os filmes da franquia sempre tem um personagem assim, MAAAS, a diferença é que os anteriores eram psíquicos, não era explicado exatamente o que eles tinham, existia um mistério, se sabia que eles tinham um contato com o mundo espiritual e podiam sentir coisas, e só, algo modesto, nesse aqui a coisa é diferente...

O poder da professor a é gritar "NYAAAAAAAAAHHHHHHH!!!" e destruir coisas ao redor dela! Sério mesmo, dá pra acreditar em uma tranqueira dessas? E pior, TODO MUNDO que ela salva dando esse grito, fica com raiva DELA. Por exemplo na escola quando criança entra um maluco com um estilete querendo matar todo mundo (super normal né?), as crianças em pânico e ela dá o grito, salvando a todos, eles ficam com ódio por ela ser diferente! 

Tem também a cena de uma aluna que é atacada pela Sadako que tá saindo de um monitor e agarrando ela. A professora chega, dá o "Nyaaahhh!!!" e estoura o monitor. Adivinhem o que acontece? A aluna ao invés de ficar agradecida de ter se livrado dos braços como qualquer pessoa normal, fica apavorada é com a professora "COMO É QUE VOCÊ FEZ ISSOOOOOOOOO????!!!" e sai vazada desesperada. Ou seja, foda-se se uma diaba tentou sair do monitor e te matar né? O que importa é que a outra te salvou de um jeito não normal, afinal de contas é mais fácil gente saindo de um monitor que alguém soltar um grito e rachar vidro.

E a forma da Samara matar? Digna de filme trash dos anos 80, é tanta tosqueira que em alguns momentos eu me perguntei se realmente valia a pena terminar de assistir essa bagaceira só para concluir o especial de filmes de "O Chamado" aqui no blog, porque nossa... Que sacrifício ver o que fizeram com a a saga.

Tem uma das mortes que a garota tá olhando no smartphone, de repente sai a mão da Samara lá de dentro, pega a guria e taca ela pela janela. Em uma outra o cara é amaldiçoado e enquanto ele tá morrendo, fica vestido de cosplay da Sadako! É isso aí, não bastava morrer, ele tinha que se transformar na própria diabona de cabelos longos antes de bater as botas. Será que o diretor se sentiu genial em colocar algo tão assustador assim?
É tão cansativo esse filme, que ao chegar no clímax da coisa, aquela cena com cara de cena final, eu já comecei "Acabou! Acabou! Por favor, diz que acabou vai! Não inventa de colocar ceninha final com personagens conversando não, já tá bom de tranqueira por hoje!". Realmente é um filme cansativo ao extremo.

Enfim, só recomendo se você for o mais fervoroso fã de terror japonês, pois fãs de "O Chamado" só vão perder tempo, não tem nada da essência da coisa, é cansativo pra caramba. Eu até pretendo assistir a continuação, mas sinceramente é só pra deixar completo o especial que estou fazendo com todos os filmes da franquia, pois é até uma surpresa saber que um cocô como esse tem continuação. O filme foi lançado no Brasil com o nome de "A Inbocação". Agora sintam um pouco da vergonha alheia com o trailer:


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Nerd Academia - Faça exercícios físicos jogando RPG

Todo mundo sempre ouve o quanto é importante fazer exercícios físicos né? Alguns até pensam que porque são magros isso não importa, porém a coisa não é bem assim. Mesmo magricelos podem ter problemas de saúde graças ao sedentarismo, e no mundo nerd isso é mais do que normal. Após anos sentado em frente ao PC, começam a surgir problemas, uma dor na coluna, o joelho começando a parecer travado e assim vai. Mas hoje vou falar de um jogo brasileiro que talvez seja a solução para muita gente!

O Nerd Academia é uma proposta de jogo que mistura o mundo virtual com o real e te coloca no controle de um personagem de um reino que está à beira da guerra, por isso decidiu treinar seus guerreiros para deixá-los prontos para o combate. Você deve criar um desses guerreiros e fazer as missões, sendo que elas são exercícios físicos de verdade. Com honestidade o jogador pode ter ótimos resultados.

Primeiro você tem que criar uma conta e então criar seu personagem, nele você escolhe primeiro o tipo físico para o sistema entender o tipo de missão que deve te dar. Depois você escolhe a classe, que é na verdade o objetivo que o jogador quer, se é perder peso, apenas ficar em forma ou ficar super musculoso.

Você então tem uma lista de missões para fazer em cada dia da semana. São coisas como agachamento, flexão, 30 minutos de corrida, salto sobre degrau, etc. Ao clicar na missão você verá detalhes e ainda um vídeo explicativo da forma correta de se fazer. A medida em que metas vão sendo alcançadas, você evolui de nível.

O site ainda conta com um monte de coisas legais para incentivar a competição, como por exemplo um ranking mostrando os jogadores de nível mais alto, uma área que ensina a fazer equipamentos caseiros para malhar, uma parte de conquistas, que vão sendo destravadas na medida em que você vai concluindo metas, e mais.

Enfim, se você estiver procurando uma forma mais divertida de malhar, talvez Nerd Academia seja exatamente o incentivo que precise. Para dar uma conferida em tudo o que tem a oferecer é só entrar aqui.