domingo, 20 de abril de 2014

Batman - Relembrando o fantástico desenho dos anos 90

Acredito eu que o desenho do Batman do começo dos anos 90 consegue chamar a atenção de qualquer um do herói e foi uma verdadeira maravilha capaz de agradar a maioria. Isso porque havia algo de tão especial e bem feito, que até então nunca vi ninguém dizer que aquele desenho era um verdadeiro lixo. Há alguns anos atrás eu tinha parado para assistir todos os episódios, pois na época eu assistia de forma muito aleatória mesmo e nunca cheguei a ver tudo, mas lembranças espetaculares ficaram, e assim acabei por ver tudo e realmente aquilo foi algo feito de forma incrível.

O que tinha de tão legal, é que apesar de feito para um público infantil, tratava-se de um desenho sério, algo com um tom sombrio que o personagem deveria ter. Não era aquele tipo de desenho de super herói que se esperaria para a época, com toda uma coisa mais colorida e tudo mais, era algo que conseguia transmitir bem o ar de Gotham City, com um clima sombrio e uma sensação de se estar vendo um conto noturno. E mesmo assim conseguia ser divertido o suficiente para crianças também se atraírem.

E aquela abertura? Caramba, aquilo era um verdadeiro espetáculo, começando com o símbolo da Warner Bros, que de repente fica sombrio e então é apresentado Gotham, e dois bandidos explodindo um lugar. Há toda aquela sequencia incrível usando silhuetas e sombras, com apenas alguns momentos de iluminação onde é mostrado mesmo Batman, é muito fantástico, sem contar com a trilha sonora que acompanha, combina demais aquilo.

Uma coisa que descobri apenas anos depois, é que não existia um nome certo para o desenho, por isso muita gente chama apenas de "O Batman dos anos 90" mesmo, apesar de que existiram mais de um desenho do personagem naquela época, no caso esse é o de 1992, que por acaso foi a primeira vez que a Warner fez algo diferente de Tiny Toons, e ficou surpresa com o resultado. Nos Estados Unidos o desenho foi chamado não oficialmente de "Batman The Animated Series", e em sua última temporada em 1995 passou a ser chamado de "Batman e Robin".

Para quem gostaria de conhecer melhor o herói e as origens de certos vilões, essa animação é um prato cheio, mostrando vários vilões surgindo, e levando de uma forma bem séria. O único vilão que eu realmente posso dizer que não gostei muito nesse desenho foi o Coringa, que parece mais alguém que ta afim de sacanear, mas tem medo de se dar mal que alguém que é completamente insano e não ta nem aí se vai se dar bem ou mal.

Enfim, se você não assistiu, fica aí a dica, pois esse é um desenho que vale muito a pena, não chega a ser super pesado e com temas extremamente adultos, mas também não tem um clima infantil, mantendo bem uma atmosfera sombria.

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A coisa no luar - Entendendo a mente de Lovecraft

É de conhecimento geral que os trabalhos de H.P. Lovecraft eram fortemente baseados em seus sonhos. Porém normalmente eram usados apenas como base mesmo, e não um sonho era pego inteiro e descrito como história. Mas o autor J. Chapman Miske preparou um conto que colocou de forma genuína a mente do criador de Cthulhu. Esse conto acaba sendo confundido com uma obra do próprio Lovecraft, mas não foi, ao menos não exatamente.

O que aconteceu foi que em 1927, Lovecraft escreveu uma carta ao autor Donald Albert Wandrei, onde descrevia um sonho que tinha. Sendo assim em 1941, o autor J. Chapman Miske decidiu escrever o conto "A coisa à luz da lua", onde há um personagem chamado de Morgan, mas que se apresenta como Howard Philips e explica seu sonho.

Tudo é mostrado de uma forma um tanto bizarra, uma cidade sombria e criaturas que todos irão identificar muito com o trabalho de Lovecraft, envolvendo terror e tentáculos, além é claro da constante bizarrice que o desconhecido apresenta e a forma que a mente humana reage a essas bizarras coisas, com um intenso medo. Então dá pra ver bem como ele criava as coisas.

O conto não é todo do J. Chapman Miske, já que a carta original é usada nele, o que aconteceu foi que ele adicionou um narrador que não é identificado, mas faz parecer que é um conhecido de Morgan, e também colocou alguns parágrafos adicionais à carta para que essa ficasse perfeitamente como um conto. Sendo assim acabou por transformar Lovecraft em um personagem de seu próprio universo, o que não deixa de ser verdade, já que o mesmo baseava suas histórias em experiências próprias.

Uma outra coisa interessante, é que esse é um dos contos que mesmo não sendo do Lovecraft, faz parte do Ciclo dos Sonhos, portanto é colocado como se o mesmo tivesse conseguido atravessar o portal, no entanto estivesse em uma área perigosas da Terra dos Sonhos. Um detalhe curioso é que tem pessoas que acreditam que a Terra dos Sonhos seja real, e que Lovecraft apenas relatava informações sobre o lugar, já que o sonho é algo que todos tem acesso e tem muita gente com histórias intrigantes envolvendo sonhos. Se você se interessar, confira:


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T.E.C. 3001 - Um jogo para quem ama a velocidade!

Tenho que assumir que eu nunca fui muito bom em jogos rápidos demais, simplesmente a velocidade apresentada em alguns jogos como Sonic me deixava perdido e eu jamais fui o tipo de jogador que conseguia acompanhar. Apesar de tudo eu também tenho a mente aberta para outros tipo de jogos e sei que existem muitas obras que precisam ser experimentadas ao invés de simplesmente ignorar, assim como consigo manter o respeito por certos jogos e perceber que fãs do gênero conseguiriam amar tal obra, e foi exatamente isso que senti com T.E.C. 3001, um jogo que apesar de eu não ser um fã do estilo, sei que tem potencial para conquistar muita gente.

A história te coloca no futuro, assumindo o papel de um robô chamado T.E.C 3001, que é a abreviação para Tesla Energy Collector, o mesmo está dentro de uma realidade virtual e tem como objetivo coletar sobras de energia virtual deixada pela humanidade. E como você já deve ter percebido, tem um estilo extremamente psicodélico não apenas no visual, mas na própria trama.

Eu acho engraçado como podemos nos enganar com um jogo à primeira vista, no caso dessa o que ue pensei de imediato foi "Nossa, que jogo lento...", isso porque parecia que o corredor apresentado era um tanto lento demais, o que era bem esquisito para um jogo de corrida, por mais que seja um personagem com pernas e não com rodas, daí após pouco tempo jogando, vi que tratava-se apenas de uma primeira impressão, pois o que logo descobri foi que não se deve julgar um jogo pela primeira fase hehehe, pois esse deu uma mudança simplesmente radical nas coisas.

O jogo te coloca para coletar energias espalhadas pelo cenário, assim como usar certos elementos posicionados em alguns lugares, por exemplo você pode acabar achando um acelerador no chão, que se você ativar apertando o botão na hora certa enquanto passa por ele, a sua velocidade irá aumentar bastante, porém irá diminuir se tentar apertar o mesmo botão sem um acelerador em baixo de você. E é exatamente esse o detalhe que faz o jogo ficar extremamente rápido a ponto de você mal conseguir acompanhar o cenário que passa.

O multiplayer apenas oferece a opção de jogar com outra pessoa no mesmo computador, portanto infelizmente não existe a opção para jogar com qualquer amigo em qualquer lugar do mundo. Claro que a opção local acaba sendo boa, já que é legal ver jogos para PC apresentarem a clássica divisão em duas telas que sempre faz lembrar os velhos tempos. Mas mesmo assim pode proporcionar uma bela diversão nesse modo, visto que a pista é um lugar suspenso em um ambiente virtual e que você pode cair, além de se dividir em várias partes, fazendo com que em certos momentos você tenha que saltar por não ter um fim. Outra coisa que pode causar uma bela emoção graças às pistas suspensas e sem fim, é a possibilidade de correr e ver o seu amigo em um outro ponto da tela se deslocando extremamente rápido também, e de repente saltando bem na sua frente.

Há ainda obstáculos no jogo que farão as coisas se tornarem mais desafiadoras, são muros que te farão saltar, se abaixar e escorregar, desviar bruscamente, e em alguns casos você talvez tenha até mesmo que pular pra fora da pista e então retornar lá na frente, o que acaba sendo uma manobra muito divertida e que gera aquela sensação enorme de adrenalina, e obviamente no modo multiplayer pode gerar belas gargalhadas também.

O visual é extremamente psicodélico, apresentando um ambiente que lembra demais o estilo de  TRON, e que se você for parar para pensar, até mesmo a história acaba fazendo com que sejam semelhantes, envolvendo uma realidade virtual e corrida. Há muito brilho e pra quem gosta do estilo "neon" de alguns jogos apresentarem, pode se apaixonar de imediato.

Enfim, esse é um jogo que nem todos irão se apaixonar, mas que definitivamente os fãs de corrida com velocidade um tanto surreal podem acabar por tendo belas horas de diversão. Se você se interessar pode dar uma conferida no site oficial do jogo.

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Invectum - Um curta metragem que pode te perturbar!

Esse é um daqueles curta metragens que conseguem impressionar com uma revelação feita no final e ao mesmo tempo geram aquela enorme sensação de "Caramba, e agora? O que foi isso? Quero saber mais!". Aquela curiosidade intensa que faz muitos curtas se tornarem tão especial, mas que para os mais curiosos pode gerar também uma baita de uma frustração por saber que simplesmente não existe uma resposta e que é limitado à imaginação da pessoa.

Ele é um curta metragem de menos de três minutos e que apresenta um homem chamado Jean, que acorda em uma banheira em uma garagem. Há uma corda amarrada em seu pulso, e uma bandeja com equipamento cirúrgico, o que já acaba por dar uma bela ideia do que foi que aconteceu ali. E em desespero ele tenta fugir.

O filme é completamente sombrio, não tem falas e nem precisa disso, já que ele transmite muito bem o que está acontecendo e como uma pessoa normalmente agiria em uma situação assim. Mas o horror não é a parte da banheira, e sim o que vem depois. Com certeza um curta capaz de deixar muita gente perturbada, por isso já fica avisado, não tem susto, mas sim uma ideia bizarra, confira:
Bom, se você não tiver ideia do que diabos possa ter acontecido e gostar dessa sensação do mistério, e do desconhecido, então é melhor parar de ler por aqui, pois acho que o filme cumpriu o que queria, que é deixar essa sensação sobre o desconhecido. Mas se você teve uma ideia do que diabos se trata essa bagaceira aí, ou está curioso para saber alguma teoria, então pode continuar lendo.

Bom, esse curta metragem foi indicado para um evento chamado H.P Lovecraft Film Festival 2014, que reúne diversos curtas baseados na obra de Lovecraft. E para quem conhece os Mitos de Cthulhu, sabe que rola altos tentáculos no panteão de criaturas que esse autor criou, o que acaba por se tornar inevitável começar a ligação a partir daí.

Então a minha teoria é de que um grupo de cultistas aos grande antigos achou uma nova forma de cultuar aos seus deuses. No caso a história acaba não se tratando de um "Boa noite Cinderela", mas sim de uma forma de ritual, que pode ser um tipo de invocação no corpo do homem, ou uma tentativa de plantar uma criatura nele para algum motivo misterioso. Quem conhece a obra de Lovecraft sabe que algo que o autor amava fazer era apresentar o desconhecido. Segundo ele, a humanidade é inútil em comparação à grandiosidade do universo e nossos egos de nada servem, já que há coisas muito maiores lá fora. Por isso o que parece ser uma experiência médica para gerar um tipo de abominação bem ao estilo "A centopeia humana" tudo em nome da ciência, pode ser na verdade um ato religioso e uma criatura "sobrenatural" nas costas do cara. E vocês, o que acham?

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sábado, 19 de abril de 2014

O borboleta brasileira que homenageou Game of Thrones

Aparentemente a lesma cearense que fez uma homenagem a Game of Thrones acabou inspirando outros pesquisadores a fazerem o mesmo, e ainda no Brasil uma outra espécie também foi batizada com esse nome, trata-se da sombria borboleta Taygetis drogoni.

A descoberta foi feita em parceria por um grupo de biólogos da Universidade Federal do Paraná e a Universidade Estadual de Campinas e foi registrada em 2013. Ela pode ser encontrada nas regiões de Minas Gerais e São Paulo em altitudes de 800 a 1500 metros. O tamanho de suas asas varia entre 34.5 e 37 milímetros e existem duas cores uma mais clara e outra mais escura, porém ambas marrons.

A descrição "poética" dada em relação ao batismo do nome foi que trata-se de uma borboleta escura como os mais escuros dos dragões. E assim ela acabou sendo batizada de Taygetis drogoni em referência ao dragão que foi batizado como Drogon por Daenerys Targaryen, e em uma mistura de palavras acabou ficando esse nome aí hehehe.

Naturalmente o nome acaba servindo não apenas como uma brincadeira, mas também como uma forma de marketing. O biólogo que batizou a lesma em homenagem ao seriado acabou recebendo um agradecimento da própria HBO pelo o que fez. E você, o que acha dessa ideia de biólogos colocando nomes de suas descobertas em homenagens a personagens da cultura pop? Acham legal? Ou acham que tira um pouco da seriedade da coisa?

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A brutal animação infantil de Carmageddon: Reincarnation

Escândalos envolvendo video games são coisas que naturalmente acabam surgindo, afinal trata-se de uma coisa que é popular e com certeza chama a atenção da mídia. E para aqueles que acreditam que isso só começo depois dos anos 2000, quando cada vez mais passaram a surgir obras adultas e mais violentas, se engana muito, pois nos anos 90 houveram seus próprios escândalos, que apesar de não fazer todo esse alvoroço que faz hoje em dia, certamente era um problema para aqueles gamers da época que curtiam um joguinho de chacina.

Provavelmente o primeiro escândalo que eu devo ter presenciado, porém nem notado já que eu era um menininho ainda, foi Mortal Kombat, que se destacou demais pelo seu excesso de violência, mas naquela época as coisas eram diferentes, nós víamos dublagens com personagens falando "SEU MALDITO!!! EU VOU TE MANDAR PARA O INFERNO!!!" e coisas do tipo, então acredito que mesmo sendo uma coisa assim nova pro mundo dos joguinhos infantis, não deve ter chocado.

Agora existem dois jogos que me marcaram por escândalos nos anos 90 no Brasil, Duke Nukem, que chamou a atenção nacional por causa do Mateus da Costa Meira, o estudante que em uma sessão do filme Clube da Luta, em 1999 e tentou matar todo mundo com uma metralhadora, depois ele disse que fez isso se imaginando no jogo Duke Nukem. E o segundo caso obviamente é Carmageddon, o primeiro jogo que vi ser proibido no Brasil, mesmo em uma época onde ninguém estava nem aí pra jogos no Brasil, a ideia de se sair com um carro e passar por cima de pessoas, e ganhar pontos ainda, foi demais hehehe. Aquilo foi impressionante pra mim, eu nem imaginava que jogos podiam ser proibidos. O jogo foi lançado em vários países com uma modificação que trocava os inimigos por robôs e zumbis, no Brasil eram robôs, só que tinha uma senha que mudava pras pessoas, o resultado foi que o jogo não conseguiu completar nem a primeira semana nas prateleiras e foi retirado.

É claro que no mundo inteiro o jogo era e ainda é falado, mesmo aqueles que nunca jogaram, já ouviram falar em Carmageddon, e para o nível de hoje até que é tranquilo esse tipo de coisa, pois muita chacina já rolou no mundo dos jogos, mas o seu legado ficou, afinal foi um jogo ousado demais. E assim fizeram Carmageddon: Reincarnation, um jogo obviamente feito para relembrar os velhos tempos de motorista lunático. Junto com ele foi lançado um vídeo de apresentação que se destacou por ser um desenho no estilo infantil cheio de crianças alegres cantando enquanto vão para a escola em um ônibus, confiram que coisa de lunático hehehe:

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Warlock Master of the Arcane - Um belo jogo de fantasia!

Esse é um daqueles jogos que parecem ter sido perfeitamente projetados para você e seus amigos se divertirem por horas seguidas online e se sentirem como se estivessem jogando um jogo de tabuleiro, com regras semelhantes e cada um bolando uma estratégia para tentar eliminar ou se aliar ao outro para uma enorme partida com bastante diversão.

A história é bem direta ao ponto, portanto trata-se de um universo de fantasia medieval onde poderosos magos habitam, no entanto todos desejam o poder absoluto e graças a isso uma guerra é travada, às vezes entre si, às vezes contra as perigosas criaturas que habitam o lugar.

A jogabilidade é a de um jogo do gênero 4X, portanto você tem uma enorme liberdade quanto ao que vai fazer, como vai fazer e quando vai fazer, tendo como objetivo expandir, explorar, coletar recursos e conquistar. Com o impacto de objetivos com os outros magos você naturalmente precisará ter boas estratégias, às vezes tendo que se aliar a adversários e às vezes simplesmente declarando guerra, sendo que existem ainda algumas outras possibilidades, como ser simplesmente neutro a ataques.

Não existe uma campanha no jogo, o que pode desanimar algumas pessoas, no entanto uma partida pode ser tão gigantesca que simplesmente não existe a necessidade de uma campanha. Você pode facilmente passar de dez horas em uma partida, sendo assim existe o sistema para salvar porque o jogo consegue consumir uma quantidade realmente absurda de horas e assim impedir que se termine bem rápido, é um jogo que realmente simula o crescimento de seu império e portanto você acaba não esperando que seja algo mais no estilo Age of Empires.

Esse é um jogo de estratégia em turnos, fazendo assim com que pareça um jogo de tabuleiro, portanto você tem um certo número de coisas que pode ou não fazer em cada turno, por exemplo cada unidade tem os pontos de movimento, cada cidade tem o número de construções que podem ser feitas de tempos em tempos, e assim vai, quando você fizer tudo que puder em seu turno, você passa e ocorrerá o turno dos adversários, sendo que certas ações podem levar uma certa quantidade de turnos para terminar de ser executadas.

O multiplayer do jogo para muitos pode ser a verdadeira atração principal, mas eu já dou duas dicas para jogá-lo, se você for jogar apenas com um amigo, não deixe tempo ilimitado nos turnos, coloque o tempo de três ou cinco minutos, isso porque é muito comum acabar acontecendo enrolação e gerando a impaciência do outro jogador. Já se você jogar com mais de um jogador, além de por tempo, jogue também em modo janela, para ficar mexendo em alguma outras coisa enquanto é o turno dos outros, pois pode acabar demorando.

Apesar da enrolação, o multiplayer de Warlock é uma experiência fantástica, ele realmente te faz lembrar os velhos tempos de jogos de tabuleiro com amigos, gerando até mesmo belas gargalhadas quando ocorrerem certos eventos, e também muita estratégia. É bem legal ver a forma que outros jogadores agem e como as coisas vão evoluindo. Como existe todo um sistema de propostas a serem feitas, podem ocorrer alianças, declarações de guerra, e até mesmo inimigos oferecendo belos benefícios em troca de paz.

Explicando a jogabilidade de forma direta, você começa com uma cidade e deve criar estruturas que gerem dinheiro, estruturas para alimento, e estrutura que extraiam mana. Com o dinheiro você pode contratar personagens que irão lutar por você, ou fazer outras coisas, como por exemplo a caravana que é capaz de gerar uma nova cidade. Com o alimento, a população continua crescendo, sendo que cada uma das cidades tem um número em cima delas, esse número aumenta depois de uma certa quantidade de turnos, e quando isso acontece, a população aumenta, permitindo que você compre novas estruturas que gerem benefícios, como um porto para explorar o mar, uma torre que ataque inimigos próximos, um ferreiro para melhorar as armas, e assim vai. A partir daí você deve ir crescendo, negociando recursos e fazendo acordos com outros magos e assim cada vez mais aumentando, sendo que pode haver traições, ou pedidos desesperados de clemência.

O mundo do jogo ainda é bastante interessante, existem várias criaturas selvagens que irão te fazer ficar frustrado por atacarem seus personagens, porém haverão também aquelas que serão mortas rapidamente e vão gerar experiência para os seus personagens, fazendo com que os mesmos possam evoluir e ficar ainda mais fortes. Há ainda portais que podem ser encontrados e levados para outros mundos, sendo que você configura o número de mundos que existirão na partida, e assim o jogo pode ficar simplesmente gigantesco! Há ainda tesouros para serem coletados, alguns bem fáceis, outros guardados por criaturas perigosas, e algo interessante é que do nada podem surgir monstros que causarão verdadeiros estragos, por exemplo quando eu estava jogando com um amigo meu, os nossos impérios já estavam enormes quando de repente quatro gigantes apareceram espalhados por vários lugares dos meus territórios, e o mesmo no território dele, causando assim um baita de um desespero.

Eu gostei muito dos gráficos, existem muitos detalhes bem feitos, alguns efeitos bastante bonitos pelo mapa, e as coisas são apresentadas de uma maneira um tanto simbólica, com um lugar divido em hexágonos onde se pode andar, e personagens que aparecem grandes demais, porém apenas para representar aquela "peça", portanto você verá soldados do tamanho de torres.

Enfim, esse é um jogo que eu gostei um bocado, mas que você tem que jogar sabendo que vai demorar muito e que talvez tenha que salvar a partida, mesmo online para continuar depois. Portanto ao chamar os amigos, esteja preparado para jogar algo como um jogo de tabuleiro e começar uma verdadeira "campanha", pois vai demorar para que você zere. Definitivamente Warlock é um jogo que irá gerar horas de diversão para você e seus amigos. Se você se interessou pode dar uma conferida no site oficial do jogo.

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A bizarra versão adulta da turma da mônica

Uma coisa que eu sempre vi foram aqueles vídeos feitos com o Mario e os personagens da franquia usando versões super violentas e com temas adultos envolvendo sexo, aborto, etc. No entanto nunca me chamou a atenção o fato da Nintendo não se manifestar com isso, afinal de contas mesmo usando os personagens da empresa, acredito que ela possa simplesmente levar como humor, ou achar algo bobo demais para se dar o trabalho de fazer alguma coisa, no entanto o meu amigo Giovani me mandou esse vídeo que achei interessante pra caramba por usar personagens brasileiros e por algo no mesmo estilo.

Trata-se de um vídeo da turma da Mônica para um público maduro, mas não como a Turma da Monica Jovem, e sim uma coisa bizarra demais que parece ter saído direto de uma mente perturbada uahahaha. Trata-se de uma animação muito bem feita com traços no mesmo estilo do que o Maurício de Souza usa e apresenta uma simulação daqueles programas de TV de denúncia onde uma pessoa fala e aparece só a silhueta dela em um lugar escuro e a voz modificada, no entanto a denúncia que aparece é com os fofinhos personagens falando de coisas extremamente bizarras como violência sexual e drogas.

Um dos detalhes que achei muito interessante também, fora os traços muito bem feitos usados na animação, foi a dublagem. Embora nem todos tenham gostado, o que achei incrível é que as vozes dos seis personagens usados são do mesmo cara, acredito que ele usou algum programa como o MorphVox, mas mesmo assim ainda consegue ter o maior destaque. Confiram:

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