quinta-feira, 30 de julho de 2015

[Conto] DEUS NÃO ESTÁ AQUI

Ela estava bem ali na minha frente, sentada e sorrindo, como se ainda estivesse viva. Me chamava e convidava a me sentar ao seu lado. Estupefato, eu esfreguei meus olhos, mas não adiantou, ela continuava lá. E sua imagem era clara como a de qualquer outra pessoa viva.
- Ana?! Você... O que... - Tapei minha boca com as mãos sem acreditar na cena em minha frente.
Ana, minha irmã de sete anos, morta há dois anos atrás, estava bem na minha frente e estava banhada em sangue da cabeça aos pés. Não era o sangue dela, era dos meus pais, quero dizer, nossos pais.
- Não se assuste Josh. - A sua voz parecia a mesma, até mesmo sua aparência. - O que foi? Porque está recuando? - Eu olhei para os corpos estraçalhados no chão e depois para ela. - Ah. Então é isso, os nossos pais. Tudo bem, eles não são nossos pai de verdade.
- O que está dizendo? Como podem não ser nossos pais? Você os matou! - Gritei. No mesmo instante o rosto de Ana ficou sério e macabro. O medo me fazia querer vomitar, chorar e correr. Mas eu temia fazer qualquer uma dessas coisas e acabar morto e espalhado pelo chão, assim como...assim como...meus pais.
- Como posso matar o que já está morto? - Ela levantou-se do chão, onde brincava com o sangue, fazendo desenhos aparentemente abstratos no carpete sujo. - E como eu disse, eles não eram nossos pais. - Ela lambeu os dedos ensanguentados.
- Do que está falando? Eles estavam vivos, você é quem deveria estar morta! Você... Como pode estar aqui?! Não é real! - Joguei nela um abajur, que transpassou direto por ela e se espatifou na parede. - O que é isso? Ana, você é um espírito? - Ela gargalhou. Sua aparência era infantil, mas ela não agia como minha irmã de sete anos, ela estava diferente.
- Não, Josh bobinho. - Ana era a única que me chamava assim. - Mas é quase isso. O que pensa que eu sou? - Ela tentava chegar perto e eu quase tropeçava ao chegar para trás, me apoiando nos móveis, tentando ao máximo não cair.
- Seu lugar não é aqui. Você tem quer ir para o céu, deixe-nos em paz. - As lágrimas rolaram dos meus olhos, era dor de mais para eu suportar. - Meu Deus, Ana. Vá embora, por favor. - Minha voz falhava.
- Josh, ainda não entendeu? - Ela virou a cabeça de lado, como sempre fazia e franziu o cenho. - Não existe céu, não existe Deus e o mundo em que você acha que vive, também é só uma mentira. - Fiquei calado sem entender. - O que eu quero dizer, é que todos nós, não estamos vivos nem exatamente mortos.
- Não, é impossível! Se não estamos vivos nem mortos, se este mundo nem o céu existe, onde estaríamos então? O que seríamos? - Minha mente parecia se desmanchar em fragmentos, no meio de toda essa loucura. Por que diabos nada ali fazia sentido?!
- Somos demônios. Todos nós, inclusive você, somos demônios. - Ela sorriu. - Eu posso provar pra você. - Ana levantou as mãos e apontou o dedo para o espelho atrás de mim.
Quando virei para ver, meu reflexo e o dela, estavam distorcidos e horríveis. Chifres enormes e pretos saiam de meu crânio, meu rosto parecia apodrecido, a pele estava tão esfolada que era como se fosse desprender e cair. Tentei parar o impulso da ansia de vômito, mas quem aguentaria se ver daquela forma no espelho. Vomitei até minha garganta arder e meu estômago se retorcer dentro de mim. Olhei de volta para ela, que sem o reflexo, parecia normal.
- Se somos demônios, onde estamos? - Limpei meu rosto com as mãos. - Deus realmente não existe? Eu nunca vou para o paraíso, meu destino é acabar desmenbrado e morto no carpete dessa sala?
- Por que você acha que os seres desse mundo vivem sempre em conflito? Causando tragédias horríveis e se recuperando, apenas para sofrer mais tragédias. Pequenos momentos de felicidade que são tão rápidos que quando acabam nos deixam sedentos e viciados por mais, para esquecer que na verdade a dor é muito maior que a alegria. - Ela suspirou. - Somos uma experiência, um programa de entretenimento, feitos para serem torturados e testados até o limite. Este aqui, é o inferno.
- O inferno? Mas quem faria isso com agente?! Não diga que é Deus! - Eu estou enlouquecendo, isso é um delírio.
- O Deus que você acredita, não existe. Deus não está aqui. Só existe um único ser criador no universo e seu nome é Lúcifer. Ele é imortal e infinito, não teve início e nem fim, ele é absoluto. - A essa hora eu já estava de joelhos, sem saber o que fazer ou dizer. - Você nasce pensando estar num mundo diferente do realmente está, por isso que algumas pessoas se sentem deslocadas, ou que não estão no lugar certo. Nossas famílias não são de verdade, são ilusão, são outros demônios que sugam nossa energia sem nem mesmo saberem.
- Então somos mesmo demônios... porquê você transpassa objetos e eu não? Por que está me contando tudo isso agora? Você nem é minha irmã de verdade então. - Eu disse engasgando. Ana chegou perto e pôs as mãos nos meus ombros, me fazendo tremer.
- Por que estou solitária. Muito solitária. Quando descobri a verdade, percebi novos poderes, novas formas para meus corpo e eu não sabia controlar isso. Mas agora eu sou forte, muito forte. Josh, bobinho, não vá me deixar sozinha neste novo mundo, vai? - Ela me abraçou com força. - Quando você acreditar puramente no que estou te contando, aí você vai se libertar dessa ilusão em que te prendem. - Ela sorriu. - Venha comigo, por favor. Não se esqueça da sua promessa. Se lembra que você prometeu que íamos brincar de pular-corda antes de eu morrer? É mais que justo que cumpra sua promeça. Vem comigo.
- O que faço para ir com você? Eu acredito, juro que sim. - Eu desisto, quero ir com ela. Não tem nada aqui que me prenda, eu quero ir! - O que devo fazer, Ana? Me diga, por favor.
Eu a fiz uma promessa, não fiz? Morto ou não, que diferença faz? O que é que me impede de estra ao lado dela, se eu estive sendo enganado até hoje? Eu devo à ela minha morte.
- Você tem que enfiar uma faca no seu coração. - Ela sorriu. - Aí você vai finalmente acordar.
- O que? Mas... não vai acontecer nada comigo? - Não sei se consigo. É impossível.
- Enfie esta faca no seu coração. - Ela me entregou uma faca, diferente, era preta até a lâmina. - E não se esqueça de dizer "Aceito". Se não disser isso, você continuará preso a esta realidade para sempre. É isto que você quer?
- Não! Me dê esta faca. - Peguei a faca negra, acomodei-a em minhas mãos e sem mais hesitar, me esfaqueei no peito esquerdo. - Aceito... - Senti a lâmina fria penetrando e o sangue quente escorrer do meu peito. A dor alucinante pulsando em meu peito me avisava que a morte se aproximava. Pouco a pouco senti meus pulmões débeis parando de funcionar e minhas pálpebras pesarem. Mais do que pensei, morrer era doloroso.
Eu estava quase inconsciente, quando me forcei um olhar sorrindente para Ana. Ela sorriu de volta, mas antes que eu pudesse perceber o erro que eu tinha cometido, um monstro deformado e horrendo estava a minha frente, com seus chifres vermelhos, rosto desfigurado e a calda comprida, bem onde Ana deveria estar. Sorria alegre e de forma macabra, logo senti um choque na espinha, e com razão. O monstro juntou um pedaço comprido de intestino do chão onde meus pais foram estrassalhados.
- Humanos são tão ingênuos, acreditam em qualquer mentira que um demônio possa contar. - O monstro gargalhou alto e sua voz era groça e misturada com o que parecia uma voz infantil. - Meu caro, você acabou de vender sua alma para mim. Tenha uma boa viagem ao inferno e se quiser, pode pular corda com esta tripa aqui. - Ele largou o intestino ensanguentado em mim, como lixo. Em um curto instante de desespero, senti minha vida se dissipando. - O diabo também sabe contar histórias, garoto.
Foi quando eu tive a certeza de que realmente, Deus não está aqui.

FIM

Autora: Layse Brasil

Gostou do estilo dela? Pois não deixe de visitar o blog da autora para conferir mais textos.

Esse é um dos contos que concorreu no concurso de contos de terror do blog.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Galacide - Um inusitado híbrido entre Puzzle e Naves

Esse é um bom exemplo de jogo que pega duas fórmulas e faz algo diferente. No caso ele pega o estilo Shoot 'em Up e mistura com puzzle, causando assim uma experiência que não se resume meramente a atirar e desviar de balas, mas também a resolver quebra cabeças da maneira certa a tempo, gerando assim uma jogabilidade bem diferente do que se costuma ver nesse tipo de jogo.

Galacide não é um jogo com foco na história, mas basicamente apresenta uma invasão de alienígenas e você deve combatê-los no espaço. O cenário é futurístico e tem todo aquele clima de momento onde a humanidade está em guerra intergalática. Mas no fim das contas realmente não é um aspecto do jogo que é fortemente trabalhado, sendo assim se você considera a trama de jogos como elemento principal para te atrair, fique avisado.

A princípio ele pode parecer basicamente um Shoot 'em Up normal, ou seja, você controla uma navinha e se vê em uma tela que vai se movendo sozinha enquanto um monte de inimigos surgem e você precisa constantemente atirar para matá-los e desviar de qualquer bala que venha em sua direção.
Mas o grande diferencial da coisa, é que é adotada uma mecânica meio "tetris" na coisa, e assim vira um jogo híbrido, anteriormente já vimos alguns jogos usarem esse tipo de mecânica que pega puzzle e adiciona a um gênero bem diferente, como é o caso do extremamente viciante Ironcast (Se você não jogou aquela maravilha, corre), por outro lado aqui isso é usado em um jogo de nave, deixando a coisa bem diferente.

Então ao mesmo tempo em que você tem que desviar dos tiros e matar os inimigos, vão aparecendo blocos coloridos na tela, e eles fecham o caminho. Quando você destrói naves inimigas elas deixam cair itens, esses itens são de cores variadas e assim você precisa coletá-los para arremessar nos blocos, fazendo com que um novo bloco seja gerado da cor do item que você pegou. Quando um grupo de blocos de uma determinada cor está junto, eles explodirão, liberando assim o caminho.

Isso gera uma mistura de agilidade, estratégia e sorte que é bem encantadora. É incrível estar desviando e ver que o caminho está quase fechando, você precisa entrar nos "túneis" formados pelos blocos, mas uma hora o caminho vai acabar, portanto não se pode contar apenas com isso, você precisa destruir os blocos.

Enfim, esse é um daqueles STG que tem um estilo todo próprio, como o inusitado Zenzizenzic, e que vale a pena ter na coleção para se passar o tempo de uma forma muito divertida. Quem se interessar é só dar uma conferida no site oficial do jogo.

Veja o curta metragem pré-Star Wars perdido por 32 anos

Às vezes eu me pergunto a quantidade de coisas fantásticas que não devem sido criadas e eu nem imagino que existem. Por exemplo o psicológico Salad Fingers, o minúsculo e surreal Krieger, ou até mesmo coisas nem tão desconhecidas mas que é muito fácil achar quem nunca ouviu falar, como a fantástica língua Esperanto. E lembram de quando falei das relíquias perdidas da internet? Pois se isso acontece na era digital, imagina antigamente? E hoje vou falar exatamente de um desses casos e é relacionado a Star Wars!

Quando o clássico Star Wars Uma Nova Esperança foi lançado, o filme foi um baita de um sucesso e fez com que George Lucas se tornasse um diretor conhecidíssimo. A sequencia viria em 1980 com "O império Contra-Ataca", mas aí a coisa já era mais luxuosa, o diretor podia ostentar e fazer algumas extravagâncias.

Lembram de quando falei do curta metragem O Voo Final de Osíris e de como fiquei empolgado com aquela ideia de terem colocado ele pra passar antes de "O apanhador de Sonhos" no cinema? Pois é... Parece que aquela ideia que achei tão original e gostosa não era algo novo. Mais de duas décadas antes, George Lucas quis que um curta metragem fosse gravado enquanto ele fazia as filmagens de "O Império Contra Ataca" e decidiu escolher alguém da produção para financiar um curta.

Roger Christian trabalhou no primeiro filme da franquia e foi vencedor de um oscar por direção de arte, além disso ele também já tinha trabalhado no primeiro filme da franquia Alien, sendo assim já dá pra ver que o cara realmente fez um ótimo trabalho. E logo ele mostrou o roteiro de um filme chamado "Black Angel" para George Lucas, ele gostou e deu 25 mil libras para Roger, além de fornecer uma pequena equipe. E assim o grupo foi até ruínas da Escócia, onde gravou.

Mas não era um curta pequeno como O Voo Final de Osíris, mas quase um média metragem, tendo 25 minutos de duração! Imagina assistir um negócio desse antes do filme? Para alguns mais ansiosos pode ter sido uma tortura, mas acredito que para a maioria foi um baita de um brinde legal. Um combate apresentado no curta inclusive inspirou uma das cenas de combate de Star Wars, essa:

A cena apresenta Luke Skywalker no planeta Dagobah, enfrentando o seu lado negro e a técnica de Black Angel usada é o sistema de tela lenta. Algo que ficou completamente adequado, já que tem muito a ver com a mente essa luta, como se fosse sob efeito de drogas kkkk. Em Black Angel por outro lado a coisa é muito mais duradoura.

Mas ao contrário do que alguns possam estar pensando, ele não tem ligação com o universo de Star Wars, mas se passa na terra mesmo, durante a época das cruzadas. Ou seja, é exatamente o contrário, ao invés de mostrar algo com visual futurístico, se passa bem no passado. Ele apresenta Sir Maddox, retornando para casa e descobrindo que uma terrível doença destruiu tudo.

Roger disse que foi bastante influenciado pelo cineasta russo Andrei Tarkovski, e por isso o curta tem um imenso toque psicológico. Eu não lembro de já ter assistido algum filme do cara, mas se ele não tivesse falado isso, eu juraria que usou como base o diretor Ingmar Bergman, pois tive uma sensação imensa de estar assistindo algo baseado no clássico O sétimo Selo.

O curta foi apresentado em cinemas do Reino Unido, mas o problema é que quando a empresa que guardava o negativo do filme faliu, ele desapareceu. Em 2012 ele reapareceu e o diretor rapidamente quis aproveitar a chance de reapresentá-lo ao mundo. Assim ele remasterizou e disponibilizou no itunes no final de 2014, assim como apresentou em alguns festivais. Porém em 2015 decidiu postar no youtube para todo mundo ver.

Sinceramente, eu não achei apaixonante. É difícil segurar a empolgação na hora de assistir algo desse nível, eu sei, mas não me deixou a sensação de ser inesquecível. Por outro lado, parece uma bela peça artística, é um filme lento, bastante calado, existe um clima sombrio pra caramba que é ótimo, mas no fim teve algo que não me empolgou.

Também é possível ver que o curta tem seus pontos trash, é maravilhoso ver aquele clima de anos 80, de filme de fantasia de alto nível com suas histórias excêntricas, além da beleza de certos efeitos, como quando o personagem está submerso, me pergunto como filmaram aquilo, terá sido em um tanque com fundo escuro? Porém o combate é tão falso que é digno de filme trash mesmo. Mas dá pra perdoar né? Hahaha.

Enfim, se vale a pena, SIM, vale a pena ver, é um pedacinho perdido do passado que é bom dar uma conferida. É como se fosse um conto sombrio, gostoso de ver para aqueles momentos em que você não está agitado ou estressado. Mas se é algo para ser colocado ao lado de Star Wars quanto a ser épico, acredito que não consiga chegar a esse nível, mas quem decide são vocês! Confiram (Pulem pra 2:05 se não quiserem ver o diretor falando):
 

E aí, o que acharam?

10 curiosidades de que você não fazia ideia sobre os atores de Game of Thrones

A primeira temporada de Game of Thrones estreou em 17 de abril de 2011. Desde então, sua popularidade só tem crescido. A série tem cativado tantos fãs que o gênero de “fantasia épica” tem sido muito mais aceito pela mídia, coisa que não era antes.


Talvez você seja aquele fã que acompanha a série desde o primeiro episódio e sabe todas as características de todos os personagens. Mas o quanto você conhece sobre a vida pessoal dos atores? Seguem algumas curiosidades pouco conhecidas:


1. Lena Headey (Cersei Lannister) é ativista pelo direito dos animais.

2. Peter Dinklage, que interpreta Tyrion Lannister, é vegetariano. E foi ele quem indicou o papel de Cersei para Lena Headey, amiga de longa data!



3. Sophie Turner (Sansa Stark) começou a atuar aos 3 anos de idade e é alérgica a cavalos.




4. Richard Brake, ator que interpreta o Rei da Noite, atua em Batman Begins, onde ele assassina os pais de Bruce Wayne.



5. Peter Vaughan (Aemon Targaryen) é parcialmente cego. Seu personagem em Game of Thrones é cego também.




6. Mark Addy, ator que interpreta Robert Baratheon, já interpretou Fred Flintstones no filme “Os Flintsones”.




7. O Islandês Hafþór Björnsson (Gregor Clegane, 4ª temporada) ficou em segundo na competição “World's Strongest Man” (O Homem mais forte do mundo).



8. Thomas Sangster, ator que interpreta o personagem de 13 anos Jojen Reed, tem 25 anos.



9. O ator que interpreta Theon, Alfie Allen, é irmão de Lily Allen.



10. Arya Stark foi o primeiro papel de Maisie Williams. Ela nunca havia atuado antes.

Por mais que muitos fatos sobre os atores sejam novidades para os fãs da série, os personagens todos conhecem muito bem!

Qual personagem você acha que tem mais a ver com você? Não deixe de conferir também este teste de personalidade onde você pode descobrir com quem você se parece mais.

[Conto] A coisa daquela noite...

Era um dia tedioso como qualquer outro, as aulas maçantes e muitas vezes, tediosas, levavam meu cérebro ao limite diariamente. Eu sempre achei que esse limite tenderia a aumentar, mas todos os dias eu o atingia e, a partir daquele ponto, não conseguia enfiar nenhuma informação a mais.
A faculdade de Medicina Veterinária era para fortes. A rotina era exaustiva! Assim como dizia nosso marketing: "Você acha que medicina humana é difícil? Ela é como uma medicina veterinária que só sabe cuidar de uma espécie!" Nos Gabávamos.
O que me salvava de não enlouquecer com aquele peso sob os ombros de uma vez só era o estágio. Desde o início do curso, lá estava eu, no hospital de animais silvestres implorando para que me deixassem ser útil lá de alguma forma.
E por incrível que pareça, fui aceito! Não sei o que a residente viu em mim, mas por algum motivo, ela me botou na frente de uma fila de aspirantes a estagiários e me deixou trabalhar ali.
Eu amava aquela realidade. Estar perto de águias, corujas, cobras, macacos e todo o tipo de animal diariamente até que suas presenças se tornassem tão comuns quanto um cão ou um gato. Ajudá-los, salvá-los, ver a vida voltando aos seus olhos novamente com o passar dos tratamentos.
E finalmente, vê-los voltando ao seu habitat. Vê-los literalmente, voltando à vida graças aos médicos veterinários responsáveis (e a mim, indiretamente). Aquilo sem dúvida, fazia valer a pena todo o trabalho duro e as horas com a cara enfiada nos livros.

E aquela era uma noite de inverno, e como havia acontecido com uma frequência quase exata de "dia sim, dia não", a chuva castigava impiedosamente tudo o que podia alcançar. O céu parecia estar desabando enquanto o volume dos rios subia, principalmente nesse anoitecer, em especial.
Eu estava de plantão na clínica. Há alguns dias, haviam chegado dois macacos-prego resgatados de um cativeiro clandestino, ambos muito debilitados e necessitando de um cuidado mais intensivo, logo, foram designados alguns plantões para estagiários e residentes.
Naquela noite, eu estava confinado no hospital, sem nada para fazer por algumas horas além de mexer no celular e observar a chuva cair lá fora.
Sim, na maior parte do tempo, era terrivelmente tedioso. Todavia, eu preferia assim, obviamente. Primeiro porque ter mais movimento significaria que algum animal passou mal, esegundo porque se tudo estivesse tranquilo, eu poderia até dar algumas cochiladas.
Mas quando justamente eu pensava isso, avistei através da janela de vidro, as luzes do carro de bombeiros.
- Dr. Vanessa! - Chamei a residente - Acho que tá chegando animal aí.
A médica se aproximou da janela, com uma cara desgostosa.
- Putz. Isso só acontece no meu plantão! – Reclamou, abrindo a porta para receber os visitantes.
O carro parou na frente das portas do hospital e um bombeiro desceu, as luzes vermelhas do giroflex giravam de maneira vertiginosa, lançando sombras nas árvores da floresta ao redor da faculdade.
- Doutora? - Perguntou ele, protegendo-se da chuva. O homem parecia ofegante, á claridade de uma lâmpada fluorescente que ficava acima da entrada, podia-se ver que suas roupas tinham grandes rasgos e seu olhar parecia um bocado abalado, quase... chocado - Tem um negócio pra senhora lá dentro.
- Ai meu deus. Uma hora dessas... O que é que cês tem aí?
- Aí que tá - Disse ele, coçando a cabeça, desconfortável, o olhar dele decididamente parecia perdido - Eu sei lá que porra é essa! Mas tava dando um puta trabalho pro pessoal do bairro novo.
Senti algo revirar-se em meu estômago, mas tentei ignorar, sem entender.
- Como foi isso já? O que ele parece, na sua opinião? - Perguntou a médica, com a curiosidade despertada.
- Sei não, melhor a senhora pegar ele, disseram pra deixar aqui - Percebi que ele parecia apressado - Ele assustou um bocado de gente lá nas redondezas do bairro, depois entrou numa garagem e fecharam a porta. Conseguindo trancar ele. Deu maior trabalho pra pegar.
A doutora pediu para olhar o tal "bicho estranho". O bombeiro foi até os fundos do caminhão e retirou e lá uma caixa grande de contenção e carregou-a com dificuldade até a recepção do hospital.
Após isso, pediu para que a médica "vigiasse" a caixa enquanto ele ia até o caminhão pegar os documentos de entrega. Mas em vez disso, ele simplesmente entrou no veículo e acelerou como se sua vida dependesse disso.
Eu e a médica residente assistimos, impotentes, o bombeiro sumir na escuridão chuvosa.
Que filho da puta! Pensei. Mas, após alguns minutos, não tivemos escolha a não ser entrar e deixar o animal, seja lá o que fosse, no hospital mesmo. A mulher a minha frente estava incrédula com a atitude estranha e inédita do homem.
Aproximamo-nos então, da caixa de contenção. Ela era toda de aço e com a tampa em plástico duro e fosco, tornando impossível ver algo do que estava lá dentro. Mas o mais estranho era o absoluto silêncio do animal. Ele estava imóvel e não emitia um único som que fosse.
Perguntei a doutora o que ela achava que era. A única resposta foi um dar de ombros. Ela estava tão intrigada quanto eu.
O animal ali dentro não vocalizava, mas eu sentia a caixa vibrar quase que imperceptivelmente. Percebi naquele instante que não queria abri-la.
Aquilo era mal, muito mal. Não cheirava bem desde o momento em que vi o caminhão dos bombeiros freando aqui na frente.
As roupas rasgadas... O olhar perdido...
Perguntei á médica se não era melhor deixarmos a caixa ali para abrirmos apenas no dia seguinte, não! Eu não conseguiria ficar em paz com aquilo por perto. Eu estava com MEDO! Mas de quê?

A doutora me olhou como se eu fosse louco, explicou que não poderíamos fazer isso porque se o animal morresse, a responsabilidade cairia para cima do hospital, por negar-se a atender o paciente.
Silêncio. Quebrado apenas pelo som da chuva martelando o telhado acima de nós.
Eu podia sentir a ansiedade da criatura ali dentro, como se escutasse o que falávamos, como se esperasse pacientemente. Eu sentia os olhar como se ele atravessasse a parede de aço e me atingisse como uma flecha.
Aquela vibração, ainda que discreta, mexia com os batimentos do meu coração. Arrepiei-me, ao perceber aquilo. Meu estômago protestava e ameaçava regurgitar todo o conteúdo.
Fiz o possível para disfarçar, não poderia me dar ao luxo de arriscar meu estágio por causa de um medo irracional.
A médica pediu que eu preparasse uma ampola de tranquilizante e trouxesse a "pistola". Obedeci, embora com certa dificuldade, pois minhas mãos tremiam mais do que eu gostaria de admitir.
Entreguei á mulher e ela, sem muita enrolação, abriu a tampa da caixa de contenção apenas um centímetro, se muito, e na fresta, pôs a ponta da pistola de tranquilizante e atirou uma vez, depois parou, como se ouvisse uma vozinha da segurança na cabeça, e então atirou mais 2 vezes.
O animal lá dentro se mexeu, batendo nas paredes de aço da caixa, mas ainda assim, não vocalizou. O completo silêncio dele me assustava mais que qualquer outra coisa. Após administrar a dose, a doutora fechou a caixa novamente e esperamos por alguns minutos até ter certeza que o bicho ali dentro já teria apagado.
Temi, por instantes, que a veterinária me convidasse para abrir a caixa ali mesmo, para finalmente podermos encarar o que estava encerrado ali dentro. Mas ela não o fez, em vez disso, sugeriu que dali, colocássemos direto em uma das gaiolas. Assim tudo seria mais seguro.
Levantei então, o objeto, ele pesava bastante para o tamanho, e a vibração, graças a Deus, tinha parado. Mas, embora tudo estivesse “nos eixos”, eu tinha uma sensação inconsciente de estar tocando em uma coisa infectada. Mal podia esperar para lavar as mãos.
Carreguei-a até a beira de uma das jaulas que já esperava aberta. E apoiei ali, eu suava frio, ainda lembrando da expressão do bombeiro
- Pronta? – Perguntei á médica, que estava em posição para fechar a jaula. Ela confirmou com a cabeça.
Abri a tampa da caixa e inclinei-a para deixar o animal escorregar para fora. Esperei... E então a caixa voltou a vibrar.
Tudo aconteceu rápido como um piscar de olhos, algo saiu rapidamente e a caixa foi empurrada de volta com força descomunal direto no meu rosto.
Fiquei tão desnorteado que, na hora, mal senti a dor da minha mandíbula e do osso malar (ou maçã do rosto) quebrando. Cai no chão, com o sangue vertendo da minha bochecha. Em meio a tontura, apenas pude avistar algo grande saindo da jaula, algo que não deveria ser possível ter estado dentro da caixa de contenção.
Era grande, esguio, sibilava como uma serpente, sua pele era escura e brilhava em cores sombrias conforme ele caminhava, hora em duas, hora em quatro patas. Seu corpo reluzia como que coberto por um óleo escuro e fétido.
O pior eram seus olhos, eles faiscavam numa cor amarela berrante, indecente. O simples ato de encará-los parecia uma perversão do que podia ser dito como “natural” (nesse ponto, meus próprios olhos já estavam embaçados de sangue).
Um cheiro acre preencheu minhas narinas, algo tão podre quando mil corpos decompostos, fedor aquele que parecia impossível de ser exalado de um único ser. O ar havia se tornado pesado, viscoso, viciado!
É uma sensação complicada de entender, difícil de lembrar e quase impossível de explicar, mas naquele momento, eu apenas queria morrer. Um sentimento de sufocante e angustiante se apossou de mim de uma forma que eu julgaria impossível. Se houvesse qualquer coisa cortante ao meu alcance, talvez minha vida tivesse acabado ali mesmo.
Lembro de ouvir os longínquos gritos da doutora Vanessa.
Especialmente quando a criatura se curvou sobre ela, segurou-a pelos braços e pernas e começou a rasgar sua roupa. Não sei bem o que aconteceu, ou pelo menos, tento me convencer que não sei, mas desmaiei algum tempo depois.

Cinco meses se passaram desde aquela noite.
Meu rosto ainda está uma merda, provavelmente nunca mais voltará a ter um formato natural de novo. Mas tudo bem, o importante é estar vivo.
Saí do curso. Não consigo mais entrar naquela faculdade novamente sem ter uma crise de pânico. Mas novamente, isso não importa! Eu estou vivo!
Aquilo... A criatura... Ela sumiu, fugiu porta á fora e se embrenhou nas florestas ao redor da faculdade, ela pode ter iguais chances de ficar lá eternamente ou simplesmente migrar para outras regiões. A busca da polícia para encontrá-la foi completamente infrutífera.
Melhor assim, eu acho.

E quanto a médica? Bem, Vanessa está viva. Está internada em um hospital psiquiátrico daqui da região, tive notícias dela, recentemente.
Ela está grávida. E se o que eu penso que vi está certo.
Tenho medo do que possa nascer.

Autor: João Victor S. de Araújo

Esse é um dos contos que concorreu no concurso de contos de terror do blog.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Um monte de jogos gratuitos, corre meu povo! (Lista de jogos grátis)

Essa é uma página fixa atualizada direto para jogos grátis no steam, orgin, gog e etc... Aqui serão colocados constantemente os jogos que algumas empresas resolveram distribuir keys, e assim acaba facilitando para quem quer jogos pagos e não tem como pagar. Salvem a página nos favoritos, pois ela sempre é atualizada com novos códigos, ou curtam a página do facebook do blog, pois toda vez que eu atualizo essa página, a primeira coisa que faço é publicar lá e marcar um monte de gente, portanto vale a pena ter essa fonte de atualização pra baixar jogos grátis em seu computador! E por favor, mostrem para seus amigos. =)

Alguns sites de ganhar jogos:
Tremor Games: Esse dá desde jogos até cupons pra gastar em lojas variadas como a steam, psn, xbox live, amazon e etc...
Playfire: Esse te dá dinheiro para gastar em uma loja de jogos com você fazendo conquistas na steam.
Qualibest: Esse é brasileiro e você responde pesquisas e pode trocar por prêmios, incluindo jogos e vale presentes para lojas nacionais como o submarino e a saraiva.
Meliuz: Esse não é exatamente para ganhar, mas sim para poupar, eles dão desconto onde você comprar e depositam uma porcentagem do dinheiro de volta!

Antes de pegar as keys, confira:



Lista de jogos grátis atualmente:

Obs: O jogo da foto da postagem é sempre colocado como o primeiro da lista a seguir!

Epigenesis - Steam

Você vai precisar primeiro entrar nesse site aqui, por o seu e-mail, então clicar em "Like" em todas as páginas lá em baixo e clicar em "submit". Eles enviarão a key para seu e-mail.

Orborun - Steam

Entre nesse site aqui, baixe a tela, coloque seu e-mail e aperte em "Redeem", digite o código que vai aparecer, espere a confirmação no seu e-mail (pode levar até duas horas) e então acesse o link que mandarem, na sua conta do site e vá nos seus jogos que lá você poderá pegar a key.

Se você não sabe como acessar essa área da sua conta, é só fazer login no site e olhar lá em cima onde está seu e-mail, clicar nele e então clicar em "My Profile" depois clicar em "Bundles Library" e vai aparecer a opção.

Metin 2 The Dark Dragons

Basta você entrar nesse site aqui, se cadastrar e pronto!

Dragon Age Inquisition Multiplayer - Origin

Esse é para quem gosta de jogar online pois oferece ilimitado o Multiplayer de Dragon Age Inquisition, além disso oferece 6 horas de modo singleplayer. Quem se interessar é preciso entrar na página do jogo no Origin, depois clicar no botão de comprar, como está custando R$0,00 ele vai ser adicionado gratuitamente a sua conta.

Zuma's Revenge - Origin

Basta entrar no site de venda do jogo, fazer login, clicar no botão "Faça o Download Já" e iniciar o Origin pra ser adicionado a sua conta.

Anomaly: Warzone Earth Mobile Campaign - Steam

Entre nesse site aqui, faça login (ou se cadastre se não tiver conta lá), clique no botão verdade GET IT FOR FREE . Depois coloque o mouse lá em cima em "My Profile", depois clique em "My Games", e então em baixo da imagem do jogo clique em "Get It", e por fim clique em "Get Code" e sua key será gerada.

Tiestru - Steam

Pra pegar esse você tem que entrar nesse site aqui, digitar o captcha, clicar no símbolo da steam e fazer login, daí a página irá carregar e você aperta no botão "Enter" que irá aparecer. Daí é só esperar eles começarem a distribuir, diz que é sorteio, mas são 30 mil, as empresas demoram pra caramba pra distribuir 10 mil de uma chave, então imagina 30?

Realms of the Haunting - Steam

Entre nesse site aqui, curta as duas páginas, coloque seu e-mail e aperte o botão para pegar a key.

Amazing Adventures The Caribbean Secret - Origin

Esse é na base da gambiarra, por isso você vai ter que primeiro instalar o plugin hola, depois que ativado, faça ele mudar o seu ip para francês. Então é só entrar nesse site aqui para adicionar o jogo ao seu Origin.

Jet Gunner - Steam

Entre nesse site aqui e clique no botão do steam para fazer login, e então aperte o botão "enter" na próxima página, e na seguinte coloque o seu e-mail e te enviarão em algumas horas a key.

Brawlhalla - Steam

Basta entrar no site oficial do jogo, colocar o seu e-mail e após alguns dias te enviarão uma key! Caso não consiga por aí, pode tentar esse outro site aqui. O modo online desse jogo é viciante demais, mas é possível jogar sozinho também contra até três bots.

Dead Bits - Steam

Basta entrar nesse grupo (É necessário ser membro dele) depois entrar nesse site aqui, fazer login no steam, se certificar de que o seu perfil esteja como público e apertar em Redeem.

Anomaly Warzone - Steam

Basta você se cadastrar nesse site aqui, depois ir ao seu email, confirmar, terminar o cadastro colocando seu nick, e o que pedirem, daí ir ao seu e-mail de novo e terão te mandado uma mensagem com um link, você clica lá e depois é só entrar no site, clicar em "My profile", depois em "My Games" e você terá o jogo lá.

Pirates of Black Cove Gold - Steam

Nesse alguns podem ter problemas, pois no site alemão DLH, é normal ter problema em fazer login, e as vezes o problema é meramente alterar a senha, então basta você entrar nesse site aqui, se cadastrar, mudar a língua pra ALEMÃO, fazer login e depois clicar em Profil / Keys, daí baixar a tela até lá em baixo ver os jogos que você tem pra pegar, basta clicar no botão azul em frente ao jogo e fazer login no seu steam que automaticamente o jogo será adicionado a sua conta.

Commander - Conquest Of The Americas - Steam

Esse é mais um jogo na DLH foi adicionado a lista com os outros, portanto é aquele mesmo sistema, faça login no site, clique lá em cima em Profil / Keys e vá lá em baixo na parte azul das keys, clique no botão azul do Commander - Conquest Of The Americas pra adicionar a sua conta. Existe número de keys que vai sendo adicionado por tempo, então se o botão não aparecer, vai ter lá escrito em quanto tempo adicionarão mais, daí é só voltar.


Knightshift - Steam

Depois tem Knightshift na steam, mais um jogo na DLH foi adicionado a lista com os outros, portanto é aquele mesmo sistema, faça login no site, clique lá em cima em Profil / Keys e vá lá em baixo na parte azul das keys, clique no botão azul do Knightshift pra adicionar a sua conta. Existe número de keys que vai sendo adicionado por tempo, então se o botão não aparecer, vai ter lá escrito em quanto tempo adicionarão mais, daí é só voltar.

East India Company Gold Edition - Steam

Depois tem East India Company Gold Edition na steam, mais um jogo na DLH foi adicionado a lista com os outros, portanto é aquele mesmo sistema, faça login no site, clique lá em cima em Profil / Keys e vá lá em baixo na parte azul das keys, clique no botão azul do East India Company Gold Edition pra adicionar a sua conta. Existe número de keys que vai sendo adicionado por tempo, então se o botão não aparecer, vai ter lá escrito em quanto tempo adicionarão mais, daí é só voltar.

Enclave - Steam

Esse é mais um jogo na DLH foi adicionado a lista com os outros, portanto é aquele mesmo sistema, faça login no site, clique lá em cima em Profil / Keys e vá lá em baixo na parte azul das keys, clique no botão azul do Enclave pra adicionar a sua conta. Existe número de keys que vai sendo adicionado por tempo, então se o botão não aparecer, vai ter lá escrito em quanto tempo adicionarão mais, daí é só voltar.

Two Worlds Epic Edition - Steam

Esse é mais um jogo na DLH foi adicionado a lista com os outros, portanto é aquele mesmo sistema, faça login no site, clique lá em cima em Profil / Keys e vá lá em baixo na parte azul das keys, clique no botão azul do Two Worlds Epic Edition pra adicionar a sua conta. Existe número de keys que vai sendo adicionado por tempo, então se o botão não aparecer, vai ter lá escrito em quanto tempo adicionarão mais, daí é só voltar.

Hearts of Iron IV + DLC's - Steam

Pra receber você tem que se cadastrar nesse link aqui, se cadastrar, entrar em uma das facções, daí é preciso esperar receber um e-mail para confirmar a inscrição, e mais prêmios serão liberados de acordo com a quantidade de gente que for entrando, quando o jogo estiver pronto para liberarem as keys, te enviarão uma.

Chess the Gathering(CTG) - Steam

Esse é apenas um nome temporário do jogo, que ainda está sendo feito, mas já gera key para o steam mesmo, ele é como se fosse um jogo de xadrez usando regras semelhantes às de Magic The Gathering, ou seja tem cartas e peças, além de tabuleiros bem surreais. Para conseguir primeiro você tem que ir ao site do jogo e colocar seu e-mail, depois ir ao seu e-mail e confirmar clicando no link, então você receberá um segundo e-mail, nele terá um novo link, que você clica e aí vai para uma página onde no topo vai estar sua key para steam, então vamos lá, comece clicando aqui. (Como o jogo ta em testes ainda, vale a pena ver o vídeo tutorial se você for jogar logo, pois ainda não tem tutorial dentro do jogo).

Obs: Eu limpo os que saíram de promoção de vez em quando, mas vez ou outra algum fica por uns dias, porém não se preocupem. E indiquem a página para seus amigos, não custa nada e pode ser que futuramente eles vejam que saiu mais um jogo grátis aqui e te avisem, diminuindo a chance de você perder aquelas promoções rápidas com poucas keys. =)

Obs 2:  Lembrando que esses são downloads de jogos para PC.

O dia em que tentei assistir Jurassic World me dei mal...

Antes de tudo, se você estiver esperando por uma análise sobre Jurassic World aqui, vá tirando o cavalinho da chuva porque esse texto não é sobre isso, mas sim sobre o dia em que TENTEI assistir essa bodega e acabei me dando muito mal. No fim desse dia eu me senti igual a mulher do vídeo "Ai eu to toda machucada..." Ò_Ò enquanto subia o barranco se arrastando.

Tudo começou quando a Hasbro lançou uma linha de brinquedos espetacular do Jurassic World, sabem aqueles que você pedia pra mamãe quando era criança? E a resposta sempre ela "Meu querido, favelado não tem brinquedo chique! Agora cala a boca e volta limpar a privada!". Pois é, exatamente esses brinquedos malditos que nós assistíamos na TV e nos rasgávamos de inveja do amiguinho rico da escola que tinha todos! Felizmente você cresceu e como virou um nerd, agora compra tudo o que tem direito! "Mas Sky, eu era o molequinho rico e estiloso! Sempre tive tudo que quis!", meu querido você tá no blog errado, ok? Aqui é o blog da bagaceira! O point da galera da quebrada! Não tem frescura aqui não vagabundo Ò___Ò!

Mas bom, as Hasbro entrou em contato comigo e apresentou o negócio. Simplesmente fantástico, indo de bonequinhos até coisas mais engraçadas que fazem os nerds pirarem, como luvas em formato das patinhas de dinossauros e outras coisas. Daí após uma apresentação sobre os brinquedos, perguntaram se eu já tinha assistido o filme, e eu disse que não. Com isso pediram o meu endereço e alguns dias depois chegou um baita de um envelope luxuoso aqui em casa.

O envelope tinha uma apresentação sobre a linha de produtos e também dois ingressos liiindos demais! E aproveitei para perdoar um amigo meu que prometeu ir à estreia do livro Folhas Secas Daquele Outono, e não apareceu. Claro, o obriguei a comprar uma cópia na marra kkkk, mas no fim ele recebeu um ingresso radical não é mesmo? Então foi uma boa hehehe.

Beleza, esperei o infeliz no metrô, íamos pegar a sala de 16:10 e ele chegou um pouquinho atrasado mas nada muito gritante, não dava pra considerar ainda como onda de azar não é? Fomos para o Park Shopping, conversa vai, conversa vem e quando chegamos lá... SURPRISE MODAFOCA Ò___Ò!

Uma fila tão grande que me fez pensar que tinham mudado o lugar da bilheteria, isso porque ela começava em um ponto e... Ia até a saída do shopping! Era gigantesca a bagaceira. Mas ainda tínhamos tempo né? ERRADO! Ficamos uma hora na bagaceira da fila! Imagina quanta diversão? O sonho de toda pessoa.

Eu não tava conseguindo entender como era possível uma coisa daquelas, afinal de onde veio uma fila tão grande? E foi só no final, quando estávamos chegando perto da bilheteria, que vimos o painel, tava naqueles dias "Promoção da galera pobre!", sabem? Aquele que dropam gente vinda do além pra ir ao cinema?

Daí pegamos a sessão das sete da noite e estávamos já pensando no bonde dos depravados que iria estar esperando na praça do relógio quando voltássemos pra casa a noite e em como iam fazer a festa(Não, eu não saio a noite nunca). Mas beleza, ficamos lá morgando, conversando sobre a vida, até que meu amigo me surpreendeu sacando uma cartela de CUPONS DE DESCONTOS DO BURGER KING! E não era descontinho não, era barra pesada o negócio!

Eu mal podia acreditar que iria pagar menos pelo lanche, aquilo era um sonho se tornando realidade, foi só a alegria. Imagina você descobrir que vai economizar pra cacete em um lanche que é uma fortuna? Ficamos lá escolhendo qual dos lanches iríamos pegar. Foi umas meia hora discutindo sobre custo benefício até que finalmente partimos para o fast food.

Pois é... Que fast food? Dá pra acreditar que um dos shoppings mais famosos de Brasília não tem a bagaceira do Burger King? Como assim??? Pois é, e foi aí que nós descobrimos que o nosso nome tava na macumba! Ou pelo menos um dos nossos nomes tava né? Porque eita bagaceira, eu nunca saio de casa e quando saio parece que a coisa é cuidadosamente selecionada pra eu me lascar legal.

Mas beleza, decidimos ostentar então, fomos ao Mcdonalds mesmo e pedimos logo o Grand Big Mac pra botar pra quebrar! E eita bagulho gigantesco ein? Sério, eu tava me sentindo uma criança com as mãozinhas se esforçando pra segurar aquilo tudo. E era alface caindo pra toda parte, até no chão caiu. A mulher da limpeza passou ao meu lado e olhou bem no estilo "Tenho nojo da sua existência" e então varreu o alface. E não, não tinha bandeja, pois compramos em um lugar onde só tinha pra viagem (Maneiro, ein?).

E finalmente chegou a hora da sessão! Ahhhhh maluco, aí sim a aventura foi underground! O momento todo especial que aguardamos tanto. A magia iria começar, pegamos a fila, entramos e nos sentamos, o conforto foi uma maravilha, o último filme que eu tinha ido assistir com o mesmo amigo foi o terrível Ouija (Aquele filme tão ruim que me fez filosofar) e tinha sido em uma sala que fedia e era dura, mas ali não, ali tudo tinha melhorado.

Bom... Ao menos foi o que pensei né? Até eu perceber que estava no meio de uma creche, era criança pra todo lado. A gritaria, comentários o tempo todo. E adivinhem quem é que sentou do lado de uma que não parava de me bater? O moleque ficava metendo a mão no meu braço o tempo todo, e a mãe dele nem aí, até que comentei algo com o meu amigo "Por que eu tinha que sentar logo do lado dessa praga?", e eu devo ter falado isso com uma baita de uma voz de velho rabugento e alto demais, pois acho que a mãe dele ouviu, já que imediatamente trocou de lugar com o menino.

E uma coisa interessante sobre a gritaria de pirralhos, é que... Como diabos eles entraram? Sério, não sei a classificação indicativa daquela bagaça, mas no filme JORRA sangue, um dinossauro pega um soldado em um momento no ar e cai um balde de sangue dele. Isso sem contar com momentos que podem ser um tanto perturbadores como alguém sendo devorado e a mordida do bicho pegar só o tronco pra cima e então puxar o infeliz.

Daí de repente uns 10 minutos depois que começou o filme, chega uma moça com um cara, passou por minha frente e... Ficou por lá! Aí olhou pra senhora do meu lado "Moça... Esse aí é o meu lugar". Aí a mulher fingiu que nem ouviu, e quando a garota repetiu, a véa olhou pra cara dela e disse "EU JÁ SENTEI!", e continuou assistindo.

Daí o barraco foi louco né? Mais dez minutos de bagaceira, eu desviando pra cá e pra lá e a menina tentando explicar pra mulher que pagou por aquele lugar, até que finalmente desistiu e saiu fora pra sentar no lugar de outra pessoa. Depois disso as coisas ficaram mais tranquilas e tudo que se tinha que aguentar eram os meninos gritando e perguntando "Ele vai morrer também?".

Em determinado momento do filme, um dos personagens é um recepcionista de um brinquedo, e tá uma fila enorme, mas ele recebe notícias urgentes de algo que saiu errado, então se levanta e avisa para a multidão. "Pessoal, o brinquedo fechou!" e você ouve a multidão fazer aquele som de "Ahhhh". E aí tudo bem, só mais uma parte do filme, só que o irônico é... Sabem o que aconteceu logo após essa cena? Pois é... FALTOU ENERGIA NO CINEMA!

Na hora todo mundo ficou meio "Hã? Ah, é rapidinho... O cara que tá controlando as coisas lá atrás deve ter esbarrado...". Porcaria nenhuma, ficamos meia hora sentados e só ouvindo outras pessoas com suas teorias sobre o que aconteceu, algumas pessoas se levantaram e foram embora. Outras ficaram lá, até que ouvi alguém dizer "Falaram que não vai voltar nunca mais não". Daí chamei meu amigo pra ir lá fora, e estava uma galera de funcionários sentados, quando perguntei, disseram que não tinha previsão pra voltar. E adivinhem? O cinema foi o ÚNICO LUGAR que faltou energia! No resto do shopping inteiro as coisas estavam normais.

Mas caramba! Como assim? Sem previsão pra voltar? E os caras nem vão lá avisar nem nada? Ficam sentados? Mas ok, o cara falou que nós receberíamos o dinheiro de volta. Fiquei pensativo sobre, já que o meu era convite, mas ok né? Fomos para a fila, e adivinha só? Tava exatamente do mesmo tamanho da anterior! Mesmo sem energia! E lá fomos nós...

Quando estávamos quase chegando, passou uma moça dizendo "Já fechamos o caixa, não vamos devolver o dinheiro de ninguém, mas vamos dar um vale pra assistirem um filme depois". Só vieram aquelas vozes de "Ahhhh!", mas estávamos tranquilos. No fim conseguimos um "cineconvite" para assistir algo depois, então fomos para o metrô.

Pegamos o trem e começamos a conversar sobre nossas frustrações do dia, quando estavam faltando três estações, pensei "Ei... Por que arriscar virar a garotinha do bonde dos depravados na Praça do Relógio a essa hora enquanto posso ligar pra alguém da minha família? Família é pra esses momentos né?". Então liguei pra mina mãe e perguntei se ela podia me dar uma carona, que eu tava chegando e ela disse que sim!

E adivinha o que aconteceu assim que desliguei o celular? A luz do trem começou a piscar, e meu amigo soltou um "Não, não, não..." e de repente aquele som de energia desativando. O metrô ficou todo escuro e parou. Mas alguns segundos depois deu uma andadinha e parou de novo, e de novo. Mas aí a luz voltou! Ele começou a andar novamente e foi um alívio.

Ao menos pareceu né? Porque assim que ele parou na próxima estação, veio a voz "Esse trem está sendo evacuado, por favor desembarquem nessa estação e aguardem o próximo trem". E aqui em Brasília os trens demoram muito mais passar na época de férias e ainda varia entre trens para Ceilândia e Samambaia, ou seja, o próximo não seria o nosso.

Acabei ligando pra minha mãe de novo e perguntando se ela poderia nos pegar em Águas Claras, que é o equivalente a um bairro em outras cidades. E ela foi até lá, daí no caminho fomos conversando e quando chegamos a Taguatinga, que é onde moro, ela começou a falar. Sabe, quando você me ligou, eu pensei que ia ser algo rapidinho, só ir aqui na frente e te pegar, por isso só peguei a chave e nem peguei documentos nem nada... Aquilo ali na frente é uma blitz?".

Imaginem o frio na barriga que não bateu na hora? Hahaha, felizmente não era, então no fim das contas minha mãe deu uma carona ao meu amigo e tudo ficou tranquilo. Ironicamente quando estávamos chegando na rua dele, passou um gato preto na frente do carro hahaha.

Mas é isso aí, parece que um portal interdimensional safado se abriu nesse dia só pra me dar uma sacaneada legal, porém acontece não é? E esse foi o dia em que eu QUASE assisti Jurassic World.

[Conto] Senhor Remorso

Antony sempre andava com os olhos fixos no celular, constantemente conversava com sua grande amiga Morgana. Bela garota de cabelos negros e lábios carnudos, embora fosse uma linda garota quase mulher, não tinha nenhuma atração por ela. Mas sabia que ela possuía interesse nele.
Estava caminhando de volta para casa, era por volta das 23 e 45. Uma noite sem luar de quase nenhuma estrela reluzente no pio céu, deveras sinistra para os mais corajosos amantes das sombras para se contemplar.
Não era comum ver andarilhos naquela hora perambulando pelas escuras ruas de Dirley, porem naquela noite fatídica Antony tivera um pequeno imprevisto, talvez fora o castigo "neste mundo se paga todas as dividas", pois não há outro. sua conta escorri lágrimas de sangue e estava na hora de quita-la.
Não fora a três dias que vândalos quebraram todas as lâmpadas dos postes da rua Nalp, duas antes da Dona Faliz, na qual situava sua casa. Estranhamente todas as casas estavam com as luzes apagadas, mas ao virar na esquina nem percebera, pois suas atenções estavam no seu celular, que na escuridão reluzia com força seu rosto magro e cabelo castanho pouco desgrenhado.
De repente um dos postes no final da rua começou a piscar, insetos sedentos voavam em rodeis torno a lâmpada tosca piscando. Neste momento Antony voltara seus olhos para frente e viu onde estava, um leve arrepio percorreu sua espinha. Olhou para o visor e notou que sua bateria estava terminando, nada que já não fosse esperado, nunca durava muito mesmo.
Com um suspiro decidiu desliga-lo e por no bolso. Olhou para os lados e sentira um desconforto ainda maior, talvez não passasse do primordial medo que todos compartilhamos do escuro ou quem sabe não. Continuou a caminhar, acelerando o passo, não deveria ser a toa que ninguém ficava naquela na rua, poderia ser muito perigoso.
Tentou esvaziar a mente daqueles pensamentos amedrontadores e desnecessários. Ora, pois, já era um homem.
Mas aquele sorriso perdurava em sua mente toda vez que fechava as pálpebras ao piscar. Aquele sorriso puro, lábios vermelhos e dentes perfeitos, atraente desejo ao beijo, mas deveria esquecê-la. Seria isso o correto a se fazer? Que honra merecem os mortos se não a vivida lembrança deles?
Ela era tão jovem, bela e feliz... não merecia esse desfecho tão cruel e horrível, diziam aqueles que a conheciam. Um terrível calafrio percorrera novamente seu corpo, o arregalo dos olhos demostrara sua preocupação. Seria o deslize do tênis deixado no seu encalço, uma demonstração de pernas bambas?
Um aperto em seu peito o impossibilitou por um instante a respiração e parecia que seu coração pulsante abandonaria o corpo, tornando-o inerte e gélido. Seus passos diminuíram de velocidade, mas o que estaria acontecendo com ele? Não era de sentir medo, corajoso e destemido eram suas qualidades moderadas.
Sim, talvez fosse culpa.
Aquele sorriso o surpreendera novamente, quão belo e doce aquele sorriso era. De repente um estranho som ecoou atrás de si, uma grande dose de adrenalina lhe fora injetado e o repentino susto o gelou por completo.
-Mais que Diabos! Controle-se... virou supersticioso agora...- disse em voz baixa para si mesmo. Antony se considerava muito inteligente para acreditar nestes tipos de conceitos frívolos.
Uma leve pontada de dor em sua cabeça o atordoou, franzindo a teste, levou a mão direita ate a cabeça. Sua visão estava turva e embaraçada, nada de preocupante. Os passos lerdos e pesados de seu tênis parecia soarem como estrondo no chão, perdurando por segundos. Antony levara as mãos aos bolsos da calça e começou a rir.
-Deixa de ser idiota! Ela esta... bem é somente minha imaginação- muita coisa nasce primeiro na imaginação, seres horríveis e cruéis existem na mente de cada um-. Tenho que chegar logo em casa, já estou com muito sono- risos-, estou falando sozinho, ora.
Os risinhos foram imperceptíveis, quase nem os escutou. Mas a atmosfera mudara bruscamente, tornou-se mais pesada e desesperadora, uma gota de suor brotava de sua testa. A respiração ofegante tornava o ar ardente, adentro das narinas, engolindo ar e em seco. Não conseguia se mover, paralisou. Outra vez os risinhos, desta vez acompanhada de uma delicada, mas maligna voz:
Ora... ora... Anna...
Aquele nome! Como conhecia este nome, não, por que lhe dissera este nome? Achou que nunca mais haveria de ouvi-lo, um nome que escondia um segredo sinistro...
Anna. Meu coração pulsava quando pensava nesse nome. A dona do sorriso que me perseguia. Tão jovem e bela, de fato uma morte prematura. Me recordo de seu caso em poucos segundos, bela garota é encontrada morta seminua em sua cama.
A causa da morte foi envenenamento, após sua morte fora empunhada uma faca em seu ventre. Não mais estranhas que as circunstancias da morte, não havia sinais de luta nem de invasão, e logo a linha de investigação quanto a suicídio foi descartada. Não se enquadrava em nenhum perfil de vitima, não possuía inimigos, tendências suicidas, nem depressão, nem problemas financeiros. Era fora do contexto.
O caso foi fechado como latrocínio, mas o assassino e o que foi roubado nunca foram descobertos.
O suor percorria seu rosto, uma gota percorre sua bochecha curvando seu queixo pontudo e por fim, escorrendo em direção ao chão. O som da gota se chocando pode ser ouvido e seguido de um súbito som de correntes arrastadas.
Seus olhos se arregalaram e girou sobre seu corpo. Nada. Não havia nada atrás dele, uma sensação de alivio percorreu seu corpo. Descansou o corpo, baixou os braços arqueados e passou a mão no rosto terminando na sua nuca. Limpou sua mão na causa e então começou a se virar de volta para seu caminho. Como se com um rufar estrondoso de tambores a silhueta negra pairava em sua frente.
Deixou escapar um suave gemido. Paralisado não conseguia respirar, ao pensar em mover um dedo era como usar todas suas forças para mover um carro de lugar, impossível.
Era alto, totalmente negro, sem cabeça, robusto de ombros largos, tronco grosso que afinava na cintura e longos braços. Nenhum mínimo movimento de sua parte, nenhum som ou grunhido, nada além de um silêncio esmagador, mas não mais que a presença desse “ser”.
De repente um sorriso macabro apareceu, onde seria o peito do espectro preto.
-Não!- conseguiu gritar- Não pode ser você...
Juntamente com o sorriso dois olhos surgiram lentamente, depois um nariz e agora se dava para ver com mais clareza. Cabelos loiros (mais para castanhos) cresciam lentamente. A agonia dentro de Antony o dominava mais e mais. Um sentimento assustados, medo, ansiedade, fraqueza, vertigem, seu corpo estava esquentando e seu coração batendo a cada segundo mais acelerado, o sentia pulsar em sua garganta que por sua vez parecia que estava inchada e dolorida.
-Não, não, não, não pode ser você... não você... como?- uma voz grave e choramingona saia da boca de Antony.
-Olá querido- disse o belo rosto tão familiar para ele.
-Não, não. NÂO!... eu.. eu te matei naquele dia Anna- sua voz se tornou ainda mais grave ou pronunciar seu nome- matei... voc...
Culpa. O que estava causando tantos sintomas de uma só vez, era a culpa. Um sentimento forte e impiedoso, capaz de matar de torturar de brincar e rir do horror. Horroroso, medonho, cruel, assim foi chamado o assassinato de Anna, que nunca tinha apontado nenhum remorso na mente de Antony, ate agora.
Olhava aterrorizado para aquele rosto flutuante frente ao peito do espectro preto. Seu olhar subiu, ia em direção as estrelas, sei queixo cortava o ar em horizontal. Seu olhar agora via a rua atrás de seu corpo, ainda parado e sem ter se movido. Em pleno ar agora sua cabeça caia de vagar. Ao bater no asfalto um som oco soou, ainda podia ver aquela coisa parada ali, observando com aquele sorriso. Imóvel e tão bela.

Amada Anna.

Autor: Brian Eleandro

Esse é um dos contos que concorreu no concurso de contos de terror do blog.