Tem alguns jogos que fazem edições de colecionador que realmente conseguem ser uma verdadeira maravilha para se colocar na estante da sua casa, e no caso de Nobunaga’s Ambition os caras resolveram que queriam algo assim quando foram lançar a edição comemorativa de 30 anos da série.
Mas nessa hora você deve estar se perguntando o que diabos é Nobunaga’s Ambition, bom eu estaria já que não sou fã uahahaha, mas trata-se de um jogo de estratégia baseada em turno que teve início em 1983. Esse jogo se tornou um sucesso no Japão e várias sequencias vieram depois. A plataforma principal da série são os computadores, no entanto foram lançados vários para outras plataformas também.
A história desse jogo se passa na época dos samurais e apresenta Oda Nobunaga, que foi o general que deu início à era das armas de fogo no Japão. E pensando nisso, a Koei , responsável pela série decidiu que iria lançar nada menos que um pacotão com 13 jogos da série para computador e uma arcabuz em tamanho real que já vem com um suporte pra ficar perfeitinha na estante de sua casa por míseros 1000 reais. *-*. Importado é claro, afinal não foi lançado fora do Japão hehehehe.
E aí, acham que valeria a pena? Afinal de contas são 13 jogos e uma garruncha pra tu pegar e ir pro quintal da sua casa quando desconfiar que algum intruso se aproxima e dizer "Saia já da minha propriedade" de forma intimidadora.
Eu lembro que quando esse jogo saiu em 2001 eu me apaixonei plenamente, acho que foi a primeira vez que tive algum contato com a série Alone in the Dark, se eu cheguei a ver os anteriores antes disso eu não lembro, mas a lembrança mais antiga é desse e se tornou uma das minhas séries de jogos de terror favorita.
Eu não sei bem o que foi que me fez gostar tanto desse jogo, não era simplesmente achar legal, eu lembro que era fascinado, eu ficava horas na internet procurando informações sobre e até mesmo montei um site falando dele, procurava pessoas que conheciam alone in the dark pra conversar sobre o assunto, enfim era algo que me fazia sentir algo incrível.
Porém tinha um problema, eu não tinha um computador que era capaz de rodar esse jogo e isso me frustrava demais, eu só podia pesquisar. Porém eu gostava tanto desse jogo que fiz algo um tanto inusitado pra poder jogar uahahahaha. Comprei ele pra playstation(Embora eu não tivesse um) e joguei no emulador kkkkkkkkkkk, se não me engano eu tinha um controle bem bizarro pra PC que não funcionava direito aí configurei os botões mais constantes pra serem usados nele(Como correr e atirar), enquanto o resto (mapa, ligar a lanterna, etc) era usado no teclado kkkkk. Na época eu pensei algo do tipo "Caracas eu posso jogar jogos de Playstation sem ter um! Que lindo!" e era demais mesmo, afinal aquele video game estava no topo na época e minha mãe não pretendia me dar um de maneira alguma. Hoje em dia emuladores são as coisas mais comuns que se tem, mas naquela época eu me senti realmente underground, eu tava rodando o video game mais popular do momento como uma gambiarra.
Claro que os gráficos não ficavam lindos como o de Playstation, mas bom o que importava é que eu tava me divertindo com aquilo e isso já era lindo demais. A versão para computador era infinitamente mais luxuosa, além de ter gráficos bem mais bonitos que a versão de Playstation, ele ainda era dublado, eu ficava babando com a beleza da caixa quando via na loja e aquele símbolo de "Jogo em português", na época as caixas ainda eram aquelas de papelão que vinham com um manual grossão e um monte de coisas dentro, não tinha começado a moda das caixinhas pequenas de DVD não, portanto era algo bem fabuloso mesmo.
Quanto ao jogo, uma coisa que na época era complicado era achar informações mais concretas, portanto o que "descobri" e pensei por muitos anos era que em cada jogo da série Edward Carnby era um tipo de reencarnação do jogo anterior e não tinham ligação, porém isso é errado, a verdade é que a trilogia original mostra o mesmo personagem, no entanto como só joguei pra valer o primeiro e o The New Nightmare(Esse é o quarto jogo) e os personagens eram completamente diferentes tanto quanto a época (O primeiro se passa nos anos 20 e o quarto em 2001) eu acreditei que o segundo e o terceiro também eram diferentes, mas isso é bem errado. A verdade é que The New Nightmare é um Reboot da série, portanto ele não tem ligação alguma.
A história se desenvolve quando Charles Fiske, amigo de Edward Carnby, morre em um lugar chamado "Ilha das Sombras" o detetive descobre que isso tem alguma coisa a ver com tábuas com antigas escritas indígenas. Ao mesmo tempo a professora arqueóloga Aline Cedrac é enviada para o lugar para analisar as tábuas, porém quando chegam ao lugar o avião é atacado por uma criatura fazendo com que os dois saltem de paraquedas e caiam em lugares diferentes.
O jogo puxa muito da trilogia original, pra começar o fato de ser uma casa misteriosa para ser investigada por um homem ou uma mulher, como no primeiro Alone in the Dark, depois o amigo de Carnby é assassinado e ele vai até o lugar conferir, como em Alone in the Dark 2, e por fim há todo esse negócio de índios ligado à história, como em Alone in the Dark 3. No entanto não acho que é algo que deva ser levado como cópia ou falta de originalidade em si, mas sim como o fato de que sendo um reboot certas ideias são pegas da história original e reagrupadas. Apesar disso uma coisa que não vi na época mas que atualmente como fiquei mais crítico com as coisas é que a história do jogo é até legal, mas a forma que ela é conduzida é um pouco vazia. O que quero dizer é, a história principal que você vai descobrindo é muito legal de se ver, você vai pegando aos poucos, lendo jornais, assistindo vídeos, pegando informações e vai juntando e descobrindo tudo, no entanto quando se trata dos diálogos entre os personagens, nossa é uma desgraça. Os personagens parecem completamente sem saber o que falar, fazem umas piadinhas infames e tem todo um teatrinho na conversa, tipo charme de namoradinhos, se faz de difícil por um segundo e no outro já se mostra completamente contrário ao que disse, é bem trash kkkkkkkkkkk.
O jogo mostra duas histórias e eu acho isso fodão demais porque ao contrário do primeiro jogo, esse realmente mostra duas histórias, você até passa por caminhos iguais no entanto com objetivos completamente diferentes e você interage com o outro personagem por um rádio constantemente, às vezes tem que fazer algo pra ajudar o outro, daí se você for jogar a história com o outro, verá a versão contrária da situação, mostrando ele sendo ajudado e não ajudando, é bem legal isso, os caras trabalharam bem. Também há apresentações em CG próprias pra cada personagem, diálogos e tudo mais, são realmente duas histórias.
O jogo segue o padrão de terror antigo quanto à jogabilidade, ou seja se você for se virar pra um lado, você tem que segurar o botão pro personagem girar e depois apertar o direcional pra cima pra ele ir pra aquele lado, também pega ângulos desagradáveis pra você não ver o que tem ali, apenas ouvir o som da criatura. Há um monte de enigmas que tem que ser decifrados e todo aquele estilinho e terror em geral. Para salvar você precisa pegar medalhões, não pode salvar na hora que quiser, se você não tiver um medalhão para isso, portanto economizar é bom, o mesmo com os kit médicos e munição, tudo é limitado.
Atualmente eu joguei de novo só que com a Aline Cedrac, quando zerei a primeira vez em 2001 foi com o Edward Carnby e me senti muito bem, daí comecei atualmente jogar com ela e fiquei impressionado em como eu NÃO conseguia passar da primeira parte porque tinha monstros, fiquei pensando "Caracas, como isso? Po eu zerei isso quando era um pirralho e agora eu não consigo passar daqui? Eu fiquei tão ruim em jogos?" no entanto mais pra frente parei para pensar bem e de certo ponto pode até ser que sim, que eu tenha ficado mole com o tempo e as facilidades do terror atual, no entanto levando em conta o tanto que eu era viciado nesse jogo na época, se eu não zerei com a Aline não deve ter sido por falta de vontade, mas sim porque eu não devo ter conseguido também. Portanto acredito que com o Edward Carnby seja como se fosse a versão normal do jogo e com a Aline Cedrac a difícil, isso porque no jogo você não começa com uma arma como o Carnby, mas sim com uma lanterna e só, isso dá um baita de um desespero quando vem aqueles capetões pra cima e só resta fugir.
O jogo tem uma série de detalhes ligados à luz e sombra, por exemplo tem coisas que você só pode ver no escuro, outras só surgem quando há luz. Tem algumas criaturas que fogem da luz quando você liga a lanterna, e que morrem quando você liga a luz de uma sala, enquanto tem outras que são completamente invulneráveis a isso.
Enfim, foi um baita de um prazer finalmente jogar a versão dublada desse jogo e zerar, me senti muito bem mesmo, é um dos jogos que tenho orgulho de ter no currículo gamer. Se alguém estiver procurando um jogo com padrão antigo, ta aí uma opção.
Todd McFarlane é o criador do personagem Spawn e eu sempre admirei um bocado o traço do cara, não acho exatamente bonito, mas sim estiloso sabem? Existe algo de especial na forma dele de desenhar e um toque próprio que me agrada bastante, mesmo achando algumas coisas bem feinhas o que importa não é a beleza, mas sim o toque "Todd McFarlane" que tem.
Na minha adolescência eu lia Spawn e ficava muito fascinado com o quadrinho porque ele tinha algo de muito legal que eu não sentia nos quadrinhos do Batman e do Homem aranha, que eu também lia na época, Spawn era algo bem "QUADRINHOS" mesmo uahahahaha.
E hoje vou colocar aqui um vídeo que achei bem legal em que aparece o desenhista fazendo a sua própria versão de Assassin's Creed IV: Black Flag. Ele foi contratado pela GameStop para fazer essa ilustração com um objetivo de ser um poster dado aos compradores da pré venda do jogo. Então chega de papo e deem uma conferida em como ficou o jogo com um estilo mais Spawn.
Sabem, às vezes eu fico pensando em tempos antigos, na época do playstation 1 e em como teria sido se fosse aquela a época em que a SONY tivesse decidido investir no Brasil quanto a jogos e lançar diversos de seus títulos em português. Imaginem que lindo comprar um jogo e você saber que viria dublado e entender perfeitamente a história? Estou me referindo à maioria é lógico, claro que haviam alguns moleques de 12 anos na época que já dominavam perfeitamente o inglês mas não era bem a coisa mais comum do mundo.
Porém isso acaba se tornando só uma fantasia, afinal naquela época jogos originais simplesmente não eram uma realidade no Brasil, quanto a computadores era até algo mais acessível já que tinham revistas especializadas em jogos que já traziam alguns títulos, porém mesmo assim os títulos que eram levados às lojas mesmo para PC já eram caros e os de consoles simplesmente era algo que não se achava, você não via jogos de PS1 expostos por aí e quando via era realmente algo raro e só tinha um ou dois títulos com preços fora da realidade, o que acabava fazendo todo mundo comprar jogos piratas e tirar completamente o Brasil da lista de grandes empresas de jogos.
Mas hoje a coisa é diferente, hoje é muito comum as pessoas terem jogos originais e também é frequente ver empresas anunciando seus títulos em português. Isso não deixa de me fascinar nunca sabendo como eram as coisas antigamente. Portanto quando vejo que um trailer oficial é dublado os meus olhos brilham uahahahaha, e para quem queria dar uma conferida em como ficou a dublagem do jogo The Last of Us, aqui está o trailer na versão brasileira:
Pois é pessoa, finalmente assisti o terceiro filme do Reboot de Evangelion e hoje vou psotar aqui uma análise sobre o que achei.
Uma das coisas que se falava no início dessa série de filmes é que ela seria uma reformulação de ideias da série original, sendo assim o início era sim igual porém a partir de certos momentos as coisas iriam passar a mudar e seguir outro rumo, também foi prometido que ao contrário do anime, essa série de filmes iria iluminar as mentes do povo já que o final era confuso pra cacete, fazendo com que a maioria tivesse que ir a fóruns para discutir sobre o assunto e só então em grupo juntarem pedaços e chegarem às respostas.
Porém acho que velhos hábitos são difíceis de se abandonar e portanto o penúltimo filme começa a ficar muito confuso mesmo. Eu senti meu cérebro ralar pra acompanhar certas ideias desse terceiro e a impressão que me deu é que eu consegui entender com muita dificuldade e provavelmente perdi alguns detalhes. Eu sinto que entendi o básico, que faltou alguma coisa, mas não sei exatamente o que...
Ao contrário do segundo filme, em que tem uma ligação direta e perfeitinha com o primeiro, nesse a história se passa 14 anos após o primeiro filme, com o personagem principal, Shingi despertando em uma cápsula e a NERV inteira o desprezando, a partir daí você tem que começar a juntar pedaços que vão sendo lançados aos poucos e com isso descobrir o que exatamente está acontecendo.
Bom, eu tenho que assumir que o começo do filme foi bem frustrante, a vontade que me deu foi de parar, reassistir o segundo filme e só então voltar pra ver o terceiro, porque eu não estava entendendo porra nenhuma, mas resisti à tentação e continuei simplesmente assistindo, foi então que percebi que bastava ficar observando atentamente. No fim acabei pegando a ideia mas senti como se tivesse prendendo a respiração o filme todo, foi realmente complicado.
Mas enfim, eu não gostei tanto desse filme quanto dos outros, porém sem dúvidas ele aplica uma complexidade que não há nos outros filmes, e chega a ser um tanto perturbador, você sente o peso que Shinji está passando naquele momento e o quanto deve ser difícil aguentar a realidade, apesar de que dá uma baita raiva do personagem. Pra quem assistiu os anteriores obviamente não vai querer perder esse também. Recomendo assistir junto com um amigo pra quando vocês terminarem, conversarem sobre, provavelmente vão conseguir logo ligar as peças e entender o todo.
Se já tem algum tempo que você é visitante do blog, talvez já tenha lido aquela história bizarra do jogo amaldiçoado chamado The Theater, e se é do tipo curioso demais ou corajoso, talvez tenha até mesmo jogado essa belezinha diabólica uahahahahha.
Mas bom, baseado nesse jogo, um usuário do Reddit fez uma versão de 2013 com gráficos 3D mais avançados e todo um climinha. Embora não seja exatamente o que o jogo original é, ele se passa naquele universo.
A história é simples, você controla uma pessoa indo ao cinema e passando por um corredor cheio de cartazes de filmes, o objetivo é atravessar esse corredor e sempre ouvir a voz do bilheteiro no final dele, desejando um bom filme. Porém assim que você entra na parte escura, novamente você vai parar no mesmo corredor mas com algo diferente e aos poucos as coisas vão ficando cada vez mais sinistras.
O jogo consegue dar alguns baita sustos, com efeitos sonoros bizarros, a constante sensação de que alguém está indo atrás de você já que não dá pra ver nada no inicio e no fim do corredor que são escuros, e a imagem ficando cada vez pior, você só sente que está em um baita de um pesadelo. O_O'
Uma curiosidade interessante é que esse jogo foi feito em apenas 24 horas e por um único cara, sendo assim é possível admirar ainda mais o resultado final e perceber que o terror não precisa de anos para ser trabalhado, basta saber mexer bem com o psicológico da pessoa. Quem quiser baixar clique aqui.