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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

The Exorcist - A série remake desse clássico do terror

Parece que 2016 foi o ano escolhido para colocar as obras mais satânicas todas juntas em forma de série. Ironicamente todas adaptações de outro tipo de mídia, tivemos Damien, Preacher e Outcast em uma tacada só. E pra finalizar lançaram o remake do clássico do terror O Exorcista, porém em forma de seriado. Então foram várias séries baseadas em filmes e HQ's e agora chegou a hora de falar sobre essa última.

É bem improvável que você não conheça o filme, mas caso realmente não saiba de nada, trata-se da história de uma garota que acaba sendo possuída pelo demônio e isso faz com que dois padres, Tomas Ortega e Marcus Keane, se unam para tentar fazer um ritual de exorcismo, no entanto o poder da entidade é absurdo, podendo mover objetos e causando deformações na garota.

Esse é o tipo de série que automaticamente chama a atenção das pessoas, afinal de contas usa um clássico como base e causa ao mesmo tempo interesse e preocupação, pois a própria proposta é tendenciosa, então não é surpresa quando sai uma baita de uma tosqueira, pois é impressionante a capacidade dos roteiristas e diretores em distorcer fórmulas.

Por outro lado, também é possível que a coisa fique maravilhosa, afinal de contas nada impede que o criador de um remake tenha mais talento que o próprio criador de uma obra original. Aliás, o próprio filme é uma conversão de mídia também, ele é baseado no livro Exorcismo, que conta eventos bizarros que aconteceram com um garoto no fim dos anos 40, e que inclusive foi lançado no Brasil pela editora Darkside.

Sendo assim, por que não? Uma coisa que gerou algumas críticas mas que sinceramente eu gostei pra caramba foi a presença do ator Alfonso Herrera (Padre Tomas Ortega). O negócio é que o cara era um RBD e isso gera um baita preconceito. Mas sinceramente fiquei feliz por ele, ver um ator latino-americano crescendo assim, primeiro participando da polêmica Sense8 e depois pegando papel de protagonista.

No entanto, tenho que assumir que a primeira vista não gostei da forma que os roteiristas colocaram os padres. No início tanto Padre Tomas quanto padre Marcus são meio excêntricos demais, o primeiro parece um garotão surfista que dá sermões de forma descolada, o segundo parece um padre rebelde que faz as coisas diferentes e chega até a apontar uma arma pra outro padre que tenta impedir que ele exorcize um garoto.

Esse toque excêntrico ficou meio hollywoodiano demais, achei bobinho. Mas felizmente ainda no primeiro episódio a coisa fica mais sombria e você pode ver os personagens sofrendo com seus erros. Isso dá um toque de maior seriedade à coisa. A mudança é tão brusca que achei bizarro, parece até que um roteirista começou a escrever e outro tomou o papel da mão dele e continuou. Pelo menos ficou melhor a coisa, mais sombria.

Eu sinceramente gostei da série, ela usa técnicas de filme de terror. Não tenta se segurar para não assustar o público e isso é muito bom. Tem algumas cenas macabras e até mesmo usaram técnicas de fotografia interessantes para substituir elementos ultrapassados da obra original. Por exemplo o diabo que fica piscando na tela vez ou outra no filme, aqui ao invés disso é mostrado a garota, mas em uma cena bem mais duradoura e com ela sendo envolvida pelas sombras.

Enfim, vale a pena dar uma olhada. Se você é fã de terror, definitivamente essa vai acabar agradando bastante. Comecei com o pé um pouco atrás, no entanto a medida que o primeiro episódio foi passando e cenas assustadoras surgindo, percebi que a coisa tava realmente me agradando, sendo assim recomendo!


Clustertruck - Vamos pular de caminhões em movimento!

Tem vezes que você apenas quer jogar alguma coisa, não precisa ser algo que tenha muita lógica, mas sim uma coisa que tenha uma jogabilidade divertida e que consiga entreter. Normalmente jogos casuais tranquilos são o que acabam matando essa vontade, no entanto existem algumas obras que conseguem ter jogabilidade simplória para passar o tempo, mas que simultaneamente são mais do que hardcore e hoje vou falar sobre um desses.

Assim como boa parte de jogos desse estilo, esse aqui não tem uma história, ao invés disso o foco é mesmo conseguir passar dos níveis cabulosamente desafiadores. Então é aquele tipo de obra para partidas rápidas mesmo, você passa e já aperta o botão para jogar a próxima fase e assim vai, uma atrás da outra. Mas obviamente, passar delas não é tão simples assim e o mais normal é apertar o botão de recomeçar inúmeras vezes, a não ser que você seja o deus do parkour.

Clustertruck parece o irmão de obras com ação desenfreada como o violentíssimo Paint the Town Red, o mais do que agitado Hardcore Henry ou até mesmo o fofíssimo Lovely Planet Arcade. Isso porque aqui você é colocado em uma situação completamente sem noção, onde é uma pessoa saltando por cima de uma frota de caminhões e tentando chegar a um certo ponto.

No começo a coisa é simples, você vai saltando em um por um e chega, parece até ser um jogo onde o que importa é a velocidade. No entanto a coisa vai ficando cada vez mais difícil em pouco tempo. Por exemplo quando aparece uma frota de caminhões na contra mão, obstáculos por onde é preciso passar e até raios lasers.

O jogo vai ficando cada vez mais insano, lembrando as loucuras apresentadas no jogo Omnibus. A equipe parece ter pego uma ideia inicial, mas chegou um ponto em que falaram "Quer saber? Dane-se!" e começaram a colocar fases insanas sem lógica alguma, como caminhões indo para um desfiladeiro e você tendo que se virar pra atravessar enquanto eles caem.

Por sorte existem habilidades especiais que vão sendo destravadas. Cada pontuação faz você aparecer no ranking mundial, mas também te dá pontos que com o tempo podem ser usados para comprar habilidades, algumas baratas e outras extremamente caras. São loucuras como dar um impulso no ar, te permitindo mudar de lugar, deixar as coisas em câmera lenta para gerar uma precisão maior e muito mais.
Enfim, tá aí um jogo ótimo para gastar o tempo, o melhor é que ele roda em qualquer computador barato. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui.



terça-feira, 27 de setembro de 2016

Veja se Resident Evil 7 roda em seu PC

Resident Evil 7 é considerado como o início da terceira era da franquia, isso porque assim como Resident Evil 4 reformulou  a coisa e introduziu uma série de novos elementos que foram seguidos nos títulos seguintes da franquia, isso causou uma série de reações, algumas negativas e outras positivas.

O sétimo jogo da franquia principal (fora spin-offs) chamou a atenção por reapresentar o elemento terror de uma forma extremamente pesada, mas também chamando a atenção por parecer fazer exatamente o contrário de RE4. Ao invés de sumir com o terror e dar foco na ação, nesse o terror  veio com tudo, mas o universo tão familiar da franquia desapareceu.

E se você é um dos fãs que estiver pretendendo jogar, pode usufruir do jogo na versão do Xbox One, Playstation 4 ou PC. Mas como sempre, para os jogadores de computador não basta ter vontade de jogar, é preciso, é necessário ter uma máquina que se encaixe na bagaceira, e aqui estão os requerimentos mínimos da coisa!


A mitologia da Bruxa de Blair em português

Na matéria sobre A Bruxa de Blair, eu expliquei o impacto que aquele filme causou na época e os elementos presentes que em conjunto acabaram o tornando uma obra que se destacou demais em uma época onde nada daquilo era comum. Inclusive até em tempos modernos existe muita discussão sobre a existência da bruxa.

O negócio é, enquanto muita gente crê que foi tudo uma farsa e o universo criado seja um jogo de marketing, há quem acredite exatamente no contrário. E assim creem que, embora, a gravação em si não seja real, as evidências e histórias apresentadas sejam sim de algo que aconteceu, especialmente com a quantidade de conteúdo sobre bruxaria real que se encontra por a. É o tipo de coisa que faz o povo de fóruns ir à loucura.

Mas sendo ou não verdade, é inegável que a atmosfera apresentada foi intensa. O negócio é, em 1999 o povo mal tinha PC e não era só no Brasil não, nos EUA também a coisa não era como hoje em dia, mas foi lançado um site chamado The Blair Witch Project onde havia vários relatos. E embora hoje em dia seja normal todo filme ter um site oficial, naquela época não era.

Agora imagina, no fim dos anos 90 você fica sabendo pro aquele seu único amigo que tem um computador, que existe um site cheio de detalhes macabros envolvendo aquilo que rolou no filme? A sensação era intensa. A coisa era equivalente a sensação que as creepypastas causam hoje em dia. Quero dizer, naquela época existiam sim histórias sombrias, mas eram passada pela boca do povo, como o Macabro final de Caverna do Dragão.

Mas aquilo era um site! Algo na internet! E embora hoje em dia a internet seja algo zuado onde a tosqueira rola solta, naquela época aquilo era algo tão limitado a um grupo, que saber que tinha registros de algo assim, apenas deixava a coisa mais sólida. E saber de algo assim dava uma vontade incontrolável de sair contando.

Mas eu fui procurar aqui e fiquei impressionado em ver que a mitologia da Bruxa de Blair não foi traduzida pra português por ninguém, só pedaços. Sendo assim, decidi colocar o texto original do site de 1999 em nossa língua. Fiquem de olho nas datas, é importante para ter uma noção do tempo que se passou entre os acontecimentos, confira!


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Habib’s dando uma zuada no McDonalds e Burger King

Todo mundo sabe que empresas sempre estão com fogo na periquita e à beira da treta. Elas fingem ser elegantes, fingem aguentarem desaforos, mas vez ou outra não tem jeito e uma voa no cabelo da outra, caindo na lama e começando a baixaria. As vezes são coisas hilárias como o duelo de rap entre os bancos Santander e Itaú, e as vezes o nível cai de vez como a briga entre a SEGA e a Gametrailers. Porém as vezes essa vontade de treta exige algo muito mais elaborado.

Você provavelmente já viu comerciais gringos de empresas se provocando, isso acontece com frequência. Já no Brasil a coisa parece depender de fase e assim surge de tempos em tempos a era do quebra pau. É uma baita de uma técnica safada pra desmerecer as concorrentes, mas que geralmente acaba fazendo o público dar boas gargalhadas, especialmente porque quando uma começa, as outras não costumam deixar barato.

E foi uma surpresa ao estar dando uma olhada em vídeos do youtube quando de repente me vem uma propaganda com o Ronald Mcdonald e o rei do Burger King juntos dando um showzinho pra uma galera mais do que animada uahahahaha, e foi uma surpresa ainda maior quando vi que era o Habib’s que tava provocando, confiram:

Uahahaha, eita bagaceira ein? E aí, você abandonaria o Big Mac para comer o pão com mortadela e ovo inovador do Habib's? Uahahahaha. Bom, naturalmente a propaganda gerou ódio de alguns adoradores das empresas rivais, mas agradou muita gente. Eu gostei um bocado, claro que é meio tosqueira já que a própria empresa também tem seus lanches prontos eternos.

Eu fico imaginando livros como Nos Bastidores da Coca-Cola o tanto de barraco que não deve ter registrado. Mas se eles quisessem mostrar a verdadeira face do concorrente, devia exibir o vídeo Nunca confie no Ronald Mcdonald e no final colocar "Prefira Habib's", aí sim o povo ia mudar na hora. Ò_Ò!!!

Conheça as diferenças da versão 0.39.0 de Pokemon GO

Para quem não sabe, no início de Pokemon GO, muita gente estava se aproveitando de celulares com root (Aparelhos desbloqueados para o modo que dá mais liberdade a aplicativos e usado frequentemente por usuários avançados que querem usar programas avançados) e estavam utilizando aplicativos de GPS falso em conjunto com o jogo, podendo simular assim que se teletransportavam para o mundo todo.

Isso fez com que na versão 0.37.0 a Niantic bloqueasse todos os aparelhos que utilizassem root, e não bastando isso ainda bloquearam algumas pessoas que tentaram acessar o jogo via APK ao invés do aplicativo baixado direto da google play. O problema é que muita gente usou métodos como o de jogar Pokemon GO no PC e o de jogar em Android 4.0 a 4.3 por falta de opção e não para trapacear.

E assim o que restou foi a esperança de que na versão seguinte, a Niantic voltasse atrás, chegaram a fazer inclusive um abaixo assinado. E essa postagem é para falar sobre as mudanças da versão 0.39.0 do jogo! Confiram:

domingo, 25 de setembro de 2016

A maravilhosa trilha sonora de Silent Hill

Eu estava planejando fazer essa matéria há muitos anos, mas nunca tinha me empolgado o suficiente e não queria escrever desanimado. Agora que finalmente resolvi criá-la, percebi o quanto poderia ficar um texto grande e se esquecesse algo, acabaria perdendo a oportunidade de falar sobre certos aspectos, portanto decidi fazer só uma matéria base e depois escrever textos dedicados especialmente a cada jogo da franquia Silent Hill.

A música desse jogo sempre me chamou a atenção e definitivamente a considero uma das melhores trilha sonoras que já ouvi em jogos. Dá pra sentir o carinho imenso e como elas conseguem trabalhar em sincronia perfeita com as sensações causadas pelo jogo. E todos nós sabemos o poder que isso tem, gerando assim aquelas trilhas sonoras inesquecíveis.

Uma coisa engraçada é que nomes fortes em jogos costumam ser os roteiristas e os designers. Em trailers aparecem os nomes deles no começo pra fazer o povo gritar. No caso de Silent Hill o nome que conseguiu esse destaque foi o compositor, e assim Akira Yamaoka é o homem por trás dessa essência maravilhosa.

Seu primeiro trabalho em jogos foi para o jogo de 1991, SmartBall (Ou Jerry Boy em alguns lugares), quando ele tinha apenas 23 anos. Mas não achem que Silent Hill foi seu primeiro jogo de sucesso não, ele foi compositor no clássico do Super Nintendo, International Super Star Soccer, e também foi programador de ritmos em Castlevania Symphony of the Night.

E finalmente em 1999 veio o primeiro Silent Hill, algo que inicialmente era visto como uma mera tentativa de copiar o sucesso de Resident Evil, o que não deixa de ser verdade, o jogo era uma resposta. a Konami queria seu próprio Resident e conseguiu com louvor, pois Silent Hill seguiu seu próprio caminho com uma identidade bem própria.

As músicas do jogo combinam tanto exatamente porque elas não foram compostas por qualquer pessoa e utilizadas ali, mas sim porque foram compostas exclusivamente para Silent Hill, além disso Akira foi responsável também por todos os efeitos sonoros, sendo que alguns deles se misturam com a música e aí foi inevitável uma sincronia perfeita na coisa.

Chega a ser irônico um trabalho sonoro tão maravilhoso contrastar com uma das piores dublagens que já vi na vida. A dublagem de Silent Hill 1 coloca arquivos de vozes separadas, ou seja toca a fala de um personagem, daí dá uma pausa e então vem a voz do outro personagem como resposta, a coisa é feita assim, em arquivos separados, é só a bagaceira.

Por outro lado em relação à música, é simplesmente algo mágico. Silent Hill tem essa essência que mistura o bizarro e o maravilhoso. E você sente facilmente isso, tem vezes em que você parece estar no meio de um sonho, e em contraste há momentos que parece um verdadeiro pesadelo. Mas bom, pra quem não conhece, antes de tudo ouçam a música de abertura do jogo:

Apesar dessa ser uma música mais melódica, ela consegue apresentar de forma maravilhosa o terror de Silent Hill. Poderia ser uma música pesadona do mal, como se é normal ver em obras de terror. Mas ao invés disso há uma música suave com tom de mistério e facilmente encaixa bem esse tipo de terror como algo charmoso, algo mais sério e não focado apenas em cenas do mal. Mostra bem o terror psicológico que é Silent Hill e não mera gritaria de gente sendo atacada.

Notem que a música começa com um som estranho, que pode ser inclusive meio desagradável, não sei dizer de que instrumento esse som trêmulo é, mas soa bastante misterioso apesar de ser bem agitado. Mas em meio a esse som incômodo tem a parte do fundo extremamente melódica, isso mostra bem esse contraste entre a beleza e o bizarro que se vê constantemente no jogo.

As músicas da franquia variam entre coisas maravilhosas usando violão, piano e sons horríveis com barulho de metal batendo e gemidos macabros de monstros. Aliás, quem já jogou Silent Hill. O mais engraçado é que muitas vezes você nem percebe a mudança, enquanto vaga por Silent Hill você vai notando que a coisa vai ficando mais pesada e mais e mais... Ou de repente você vai entrando em um ambiente maravilhoso e calmo.

Uma boa demonstração de como a coisa tem um contraste imenso são as músicas Not Tomorrow 1 e 2. Normalmente quando bandas criam músicas e numeram elas, tem uma melodia parecida. Aqui no entanto essa numeração é mais para demonstrar os dois lados de Silent Hill. Afinal é o mesmo lugar visto com olhos diferentes, como personagens que veem a mesma coisa e alguns veem algo maravilhoso enquanto outros veem uma coisa extremamente macabra, confiram:

Forte o contraste né? O mais incrível é que na maioria das vezes você nem nota o quanto a coisa mudou, quando menos espera tudo está diferente. O negócio é que em Silent Hill há dois "universos" o normal com toda aquela névoa e a dimensão alternativa, essa apresenta muito metal enferrujado e sangue.

Enquanto você está no ambiente normal, vez ou outra pode encontrar um personagem e essas conversas costumam ser bastante filosóficas e estranhas. As pessoas agem como se nada tivesse acontecendo, como se estivessem vendo um outro ambiente e embora às vezes haja discussões, boa parte são cenas agradáveis e calmas.

Esses momentos são quase sempre acompanhados de uma trilha sonora linda, bate aquele climinha agradável e a conversa estranha deixa a coisa ainda mais intensa. Particularmente me agradam bastante as apresentadas em Silent Hill 2, onde tem personagens como Maria, uma personagem que é idêntica à mulher do protagonista, mas ele vê que é outra pessoa e as conversas são sempre "Afinal quem é você?".

Por outro lado, a realidade alternativa causa uma sensação bizarra de repulsa. Quem jogou algum jogo da franquia, sabe do que estou falando. Embora nos últimos jogos se tornou comum essa realidade aparecer diante dos seus olhos, nos clássicos a coisa acontecia com calma, de repente tudo ia ficando mais sombrio, pedaços de metal surgindo no cenário, você ia andando e a coisa ficando mais macabra a cada porta que entrava.

Uma coisa legal é que inicialmente é meio imperceptível e a música acompanha exatamente o ritmo do lugar. Então no começo é suave, e de repente se torna insuportável, é uma música que sufoca, sons de batidas de metal bem altos TUM TUM TUM TUM, e novos efeitos entrando no meio, criaturas gritando, coisas se arrastando. Tudo o que você quer nesses momentos é sair logo dali.

Algo muito fantástico é que ao contrário da mudança delicada entre o ambiente normal e o bizarro, a mudança do bizarro para o maravilhoso costuma ser brusca. Então é bem frequente você tá se sentindo em um verdadeiro pesadelo, gritos, criaturas aparecendo e de repente quando finalmente consegue entrar na abertura que te tira daquele lugar, tudo fica suave, vem aquela música calma, tudo bem harmônico.

O jogo tenta te acalmar de uma vez e depois as coisas vão ficando tranquilas por um tempo até ficarem normais novamente, o que dura um tempo e aí aos poucos novamente você vai entrando nas trevas sem perceber. Esse ritmo é realmente muito bom e os efeitos sonoros seguindo tudo é perfeito pra caramba.

Em Silent Hill 2 também foi introduzido um toque mais agitado a certas músicas, porém aquele tipo de agitação com um certo toque melancólico ao fundo, algo meio estranho. Em Silent Hill 3 com a entrada de Mary Elizabeth McGlynn e Joe Romersa para dar voz às músicas, essa essência conseguiu ser transmitida melhor, é algo que é cantado agitado, mas tem uma letra melancólica assim como, se você parar pra prestar atenção, a própria melodia carrega um certo toque triste, confira:

Akira trabalhou na Konami até 2009 e todos os jogos de Silent Hill até então tiveram suas composições. Mas mesmo depois que ele saiu, boa parte das músicas em outros títulos imitavam seu estilo. Bom, e basicamente é isso, no Brasil se encontra vários jogos da franquia a venda bastante barato, infelizmente com a partida da Konami para o mercado mobile, a franquia acabou ficando meio abandonada. Depois vou escrever matérias detalhadas sobre a trilha sonora de cada jogo da franquia.

sábado, 24 de setembro de 2016

Gang Garrison 2 - A versão grátis e 2D de Team Fortress 2

Eu já tinha falado aqui no blog sobre o fofíssimo Team Fortress Arcade, que é um jogo em 2D gratuito com um visual maravilhoso e apresentando uma experiência nova que usa o universo de Team Fortress 2 como base. No entanto aquele é um demake que é também um spin off da coisa já que apesar de apresentar a jogabilidade dos personagens, é um jogo diferente, e hoje vou falar do clássico Gang Garrison 2, que é um verdadeiro demake fiel da coisa.

Tudo começou com uma competição de criação de jogos em 2008 para se criar em apenas um dia algo baseado em um outro jogo, e nesse pouco tempo surgiu essa obra de arte maravilhosa programada por dois fãs do jogo da valve. Eles não ganharam a competição mas continuaram aperfeiçoando o jogo e se tornou uma belezinha realmente polida!
O negócio é que ele refaz de verdade a experiência de Team Fortress 2 porém colocando a coisa em um visual neo 8-bits mostrando uma câmera lateral e com todas as classes presentes, fazendo assim com que jogadores possam se divertir pra caramba usando aquelas habilidades da versão 3D mas de uma maneira limitada.

Mas não bastando isso, o jogo ainda fica mais intenso graças a possibilidade de se jogar um multiplayer online. Ou seja, não é algo que ficou limitado a uma jogatina rápida, realmente se criou uma comunidade própria que mistura tanto jogadores da versão original da coisa, como tem jogadores que preferem esse.
Claro que também no fim das contas pode acabar sendo uma opção que salva muita gente, quem não tem um PC bom o suficiente, aqueles que querem jogar algo mais suave, ou simplesmente os que querem dar uma variada na coisa. E lógico, é um jogo gratuito já que obviamente é uma cópia da obra da valve.

Enfim, fica essa dica de jogo que pode gerar muitos bons momentos de diversão para você e seus amigos, e ainda não vai ter que pagar nada e nem precisará de um bom computador! Sendo também uma alternativa pra quem quer jogar com os amigos que tem PC ruim(Qualquer computador barato roda). Quem se interessar é só fazer o download do jogo aqui.

Trailer da jogabilidade


Trailer comparativo com o original