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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Phantaruk - Sinta o terror de ter toxinas te consumindo

Sem sombra de dúvidas o jogo Slender popularizou esse gênero que te deixa impotente com um monstrengão atrás de você, mesmo não sendo o primeiro, por exemplo dois anos antes nós já tínhamos o tenebroso Amnesia, mas Slender era grátis né? E isso fez rolar o BUM. Depois vieram uma chuva de jogos nesse estilo, se tornou o padrão de jogos de terror, e com a popularização da engine Unity, a coisa só aumentou ainda mais, aumentou tanto que saturou rapidamente.

Foi preciso inovar e aí vieram grandes obras como aqueles 5 jogos de terror com sustos completamente imprevisíveis, e para não terem cara de genéricos, os jogos de terror passaram a tentar colocar elementos novos, terem seus diferenciais. Hoje vou falar sobre Phantaruk, um jogo que parece ter ficado no meio termo, por um lado ele tem aquela jogabilidade bem clássica mesmo, envolvendo elementos de Stealth e impotência, mas por outro tenta adicionar seu toque próprio.




A história tem fortes traços biopunk e se passa no futuro quando a humanidade aceitou a sua limitação quanto à evolução, no entanto nem todos estavam satisfeitos. Com a altíssima tecnologia disponível uma corporação chamada H+ decide fazer experiências para gerar uma era pós-humana, levando o corpo a outro nível. Tudo é feito em uma nave de pesquisa chamada Purity-02. Você assume o papel de uma pessoa que desperta e descobre o caos que sobrou do lugar, porém há algo mais...

Eu sei que a trama em parte já foi vista em diversas obras como o revolucionário System Shock 2, o agitado Infinity Runner, ou mesmo a franquia Alien. Então é o tipo de história comum presente em histórias sombrias de ficção espacial. Mas apesar de tudo é notável um esforço dos desenvolvedores em cima desse quesito do jogo. É aquele tipo que constantemente você acha registros em áudio que vão dando mais detalhes, chegou inclusive a me lembrar a atmosfera do profundo SOMA.

A jogabilidade apresenta em especial aquela tão conhecida forma que esses jogos costumam ter, você andando por aí, fazendo certos quebra cabeças como achar algo que abra uma porta. E uma criatura que vez ou outra vai aparecer para te dar aquela sacaneada que todos já conhecemos tão bem, te fazendo correr e gritar feito uma galinha louca.

Mas existem dois elementos peculiares no jogo que fazem seu medo não ser apenas da criatura, mas de morrer de outra forma. A primeira é o seu coração, você tem um medidor cardíaco no pulso e seu personagem pode ter um ataque e morrer. Ou seja, quando você estiver tomando porrada, fugindo ou qualquer outra atividade física, ainda tem que ficar de olho para ver como estão os seus batimentos, tentando achar um lugar para se acalmar urgente.

O outro elemento peculiar é o fato de ter um parasita no seu corpo que não para de produzir uma toxina letal. A porcentagem aumenta o constantemente e você precisa achar seringas de cura. Ou seja, além de fugir do monstro, tentar não se apressar demais para manter os batimentos tranquilos, o medidor mostra constantemente a porcentagem de toxina aumentando em seu organismo, fazendo com que seja necessário saber equilibrar as coisas e gerando uma imensa pressão.

Os gráficos do jogo variam bastante, em relação aos cenários eu achei muito bonitos durante diversos momentos, por outro lado também foi comum de repente tudo parecer genérico demais. Agora sem dúvidas algo que achei horrível foram as animações de personagens, quando você aperta o botão para olhar o visor, parece até o braço de um defunto, não mexe nada!

E aliás, por falar em gráficos, se você é o tipo de jogador que é sensível a flashs ou sofre com cinetose, fique atento, esse jogo tem uma quantidade imensa de flashs que facilmente é capaz de fazer muita gente vomitar ou até ter um ataque epilético, a coisa é muito psicodélica. Quando a toxina está em altos níveis parece que você está em uma rave.

Enfim, não é um jogo que me deixou apaixonado e os elementos próprios da jogabilidade não me pareceram grandiosos a ponto de ser um jogo que se destaca. Por outro lado não é ruim, acho que os fãs desse gênero podem gostar bastante para relembrar os velhos tempos. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.


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