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sábado, 9 de dezembro de 2017

Me lascando pra comprar um celular estiloso

Nós vivemos em uma época em que vemos uma quantidade enorme de celulares incríveis, porém eu não sou do tipo que troca frequentemente de coisas, mas quando meu celular finalmente parou de rodar aplicativos básicos, vi que não tinha alternativa mais e era hora, porém parece que as coisas nunca podem ser simples não é mesmo? Então hoje vou compartilhar com vocês a bagaceira que foi trocar de celular.



Sabem aquela carinha do cérebro em uma tirinha que coloquei no fim da matéria do Paradoxo do cérebro que não te deixa dormir? Eu sinto frequentemente que o universo tem aquela carinha olhando pra mim e dizendo "O QUE??? ELE TÁ TENTANDO SE DAR BEM??? NÃO!!! EU NÃO POSSO DEIXAR ELE SIMPLESMENTE SE DAR BEM UMA VEZ NA VIDA SEM TER UMA TRETA CABULOSA ANTES!".

Eu registrei as minhas primeiras experiências com um smartphone em 2014, época em que todo mundo já tinha, mas eu usava um celular normal mesmo, e a troca não foi por paixão em celulares, mas sim porque parecia uma oportunidade interessante, porém sem AQUELA expectativa, afinal ia comprar um telefone quadcore, nem meu PC era quadcore na época kkkkk.

A verdade é que foi um ótimo investimento, o Cubot GT99 foi um celular que abriu portas e apesar dos problemas achei extremamente potente. Até amigos meus que usavam celulares de marcas conhecidas como samsung comentavam que era veloz pra caramba, tudo bem liso mesmo sem travar, então não digo que foi uma tranqueira, o usei muito.

Por exemplo ele rodava jogos de PSP com o emulador PPSSPP, portanto eu sabia que por mais que não fosse algo famoso, era potente o suficiente para me gerar muitas possibilidades. Mas tinha um probleminha infernal nele que acho que era defeito de fabrica, aos poucos a memória dele ia ficando cheia sozinha.

Eu tentei de tudo, pensei que eram mensagens do whatsapp, mas elas eram salvas no cartão de memória de 32gb, então era espaço pra dar e vender, eu limpava dados de programas, a memória interna não salvava absolutamente nada que pudesse ser salvo no cartão de memória. Fiz até root pra apagar programas que vinham salvos na memória e por parte dos programas no cartão sd.

Mas NADA dava certo, não importava, a memória começava a descer, eu tinha que formatar o tempo todo, certa vez eu desinstalei a última coisa que foi o whatsapp e o celular ficou sem programa nenhum, aí fui baixar de novo e... Cadê que tinha espaço? Só formatando mesmo, e isso ia incomodando.

A coisa começou a ficar feia quando passaram a surgir aqueles programinhas quase obrigatórios pra mim, tipo o verificador da steam, que se não tem instalado é preciso vários dias para vender coisas e até lá os preços já se modificaram pra caramba, o que não é nada interessante pra mim. Daí tava ficando apertado tudo.

O Cubot GT99 é um celular de 2013 e veio com o android 4.2.1 instalado, e esse foi outro problema que passei a enfrentar porque a incompatibilidade começou com vários programas. O pior era ver que meu celular era potente o suficiente pra rodar, mas não podia por causa da versão. Pensei em atualizar já que tinha root e tudo mais, no entanto fiquei com medo porque se esse quebrasse eu não ia comprar outro, eu ia ficar sem pela falta de dinheiro.

Graças a isso passei a fazer gambiarras quando necessário, um exemplo foi Pokemon GO, que por muito tempo o blog ficou como point da galera que não conseguia rodar, fiquei postando versões alteradas do aplicativo pra android 4.0 a 4.3 rodarem. Até a Niantic decidir colocar bloqueio pra celular com root e destruir o sonho de muita gente.

Mas até então tava dando pra levar a coisa com o passar dos anos, porém no fim de 2017 vi que a coisa tava ficando problemática de verdade, por mais que eu tentasse. A frustração tinha crescido bastante, mas acho que a gota d'água quando fui instalar um aplicativo do extra pra comprar comida em promoção e apareceu que meu celular não era compatível.

E foi assim que vi que o momento tinha chegado, simplesmente não dava pra ficar tolerando mais essa bagaceira. Mas como eu disse na matéria sobre comprar produtos de qualidade, adotei a política de quando comprar algo, ser uma facada no meu bolso pra eu não ter que passar raiva por alguns anos. E assim decidi que ia esperar a Black Friday e comprar um celular intermediário fodão.

É difícil eu me apaixonar por algum celular, foram poucos na minha vida que realmente achei demais, eu nunca tive essa obsessão por iPhone que o povo tem por exemplo, sempre foi mais pra "Legal, um celular potente", porém em 2016 eu fiquei fascinado pelo Zenfone 3, era um celular simplesmente bonito demais e cheio de elementos que me agradavam. Mas eu me contenho, então só fiquei achando lindo de longe mesmo kkkkk.

A vinda do Zenfone 4 não me encantou tanto, eu vi que era mais poderoso, mas o Zenfone 3 preto safira tinha um acabamento que achei espetacular, já o 4 parecia mais um celular genérico sinceramente. Mas fiquei entre esses dois, o anterior tava bem mais barato, porém o 4 iria me dar mais tempo até ter que trocar e já vinha com android 7, que pelo o que vi se atualiza sozinho igual navegador, o que me agradou muito.

Beleza, chegou a Black Friday, decidi pegar o segundo melhor modelo da marca, o Zenfone 4 Pro de 6gb e processador snapdragon 630 (os anteriores são 625). O preço oficial de lançamento foi R$ 2.299 , e pelo o que vi do Zenfone 3 leva uns bons meses até começar a baixar, o que me desanimou de esperar até janeiro para conseguir um preço mais barato já que a situação estava com urgência o suficiente.

Foi uma surpresa enorme quando acordei cedinho e vi o Carrefour vendendo por tipo R$1880, mas fiquei catando, olhando aqui e ali, vendo se eu conseguia um desconto extra, até que meio dia chegou e coloquei no carrinho, e adivinhem só? "Produto esgotado!". Nem preciso dizer que o desgosto foi grande né? Fiquei indo pra lá e pra cá desesperado vendo se consegui achar um preço semelhante e nada.

No fim decidi comprar no submarino por uns 2050 e frete grátis, fiquei encabulado com a grana que deixei de economizar, mas beleza né? Pelo menos ainda foi bem abaixo do preço normal. E assim comprei o negócio, doeu bastante ver esse dinheiro sendo retirado da minha poupança que economizo com tanto trabalho, mas de tempos em tempos tem que acontecer.

Agora uma curiosidade, na minha antiga casa era um inferno o lance do interfone, essa era uma das coisas que eu mais sentia falta quanto a morar em apartamento. Isso porque era uma casa onde a família inteira morava junto e a parte da frente era enorme, sendo necessário andar pra caramba até chegar ao portal.

Então quando alguém tocava a campainha era sempre um saco, porque é impressionante como quando você mora em casa aparece gente o TEMPO TODO pra torrar o saco com coisa inútil, e toda vez fazer isso vai fazendo perder cada vez mais a vontade de atender. Como só eu pedia encomendas na casa, só eu me importava e tava lá o tempo todo correndo, voltando, correndo, voltando, um saco.

No fim das contas eu mesmo parei de atender a bodega mas sempre batia aquele peso "Será que é pra mim?". E a coisa piorou quando a campainha estragou e não queriam arrumar, eu tinha que ficar o dia todo com o ouvido atento pra uma buzinada lá fora e inúmeras vezes ia correndo ver e não tinha nada, isso cansava demais.

Portanto quando fui despejado, uma das coisas que pensei foi "Finalmente vou ter paz quanto a entregas", afinal de contas é um prédio, interfone, tranquilidade, sem gente que não tem o que fazer apertando o dia inteiro pra torrar o saco. Bom, ao menos em teoria né? Porque na prática não demorou muito pra descobrir que a coisa ia ser complicada.

Uma duas ou três semanas depois que nos mudamos, minha mãe chegou em casa puta da vida porque não atendi o interfone, e falei que não tocou. E adivinha só? É isso aí, o interfone tinha estragado! Mas beleza né? Essas coisas acontecem e como é um prédio, com um monte de gente junta, é algo básico, até porque não tem porteiro aqui.
Mas o detalhe interessante é que eu ouvia o interfone de vizinhos de cima tocando, fui ver o povo do primeiro andar (onde moro) e descobri que nenhum funcionava. Aí fui tentar conseguir o telefone do síndico, descobri que o cara não mora aqui. Mas ele já foi dizendo que eu ia ter que pagar o condomínio.

O lance do condomínio é um barraco, segundo ele o primeiro andar inteiro não tava pagando há meses, aí eu falei que entendia e que ia pagar. Daí ele explicou que só depois do dia 10 iria mandar arrumar, que primeiro ia pagar as coisas básicas (pelo jeito o interfone é secundário né?). Ele me passou a conta bancária e mandou depositar lá.

Beleza, no dia seguinte mandei mensagem por whatsapp e disse que tava com a grana, ele disse que viria pegar no dia seguinte e perguntou que horários eu tava disponível, respondi que quando ele quisesse e perguntei que horas viria. Ele visualizou e não respondeu, não apareceu no dia seguinte, não mandou mensagem nunca mais.

Um dos vizinhos disse que não paga porque moramos no térreo, nem elevador usamos e não assinamos contrato nenhum de condomínio, os gastos são todos do povo de cima. Outra disse que paga sim, mas nos últimos meses o cara simplesmente não veio buscar. Os outros vizinhos ainda não pude conhecer.

E um dos problemas é que se fosse enviado pelo correio iria facilitar, pois depois de três tentativas mandam uma carta pedindo pra você ir pegar na agência e cartas dá pra receber. Mas foi enviado via transportadora pra ferrar com a minha vida de vez.

Daí ok, fiquei de olho, os dias passando e eu rezando para que a encomenda atrasasse, até porque dezembro é uma época em que a quantidade de pedidos é absurdo. Mas obviamente quando acontece esses lances, o universo não pode deixar barato né? Toda encomenda atrasa pra cacete, mas se a pessoa quer que atrase, bom... Que pena né?

Dito e feito, a encomenda veio em uma velocidade que foi uma beleza! Recebi o e-mail dizendo que estavam preparando, peguei o código de rastreio da transportadora e adivinhem? Tava o meu número de celular lá! Bom.. Ao menos o meu número de cinco anos atrás né? Aquele que a CLARO decidiu vender pra outra pessoa! E SIM, eu tinha mudado o número no site do submarino.

A sensação é de que o universo tava olhando os documentos e disse "Mas o que diabos é isso aqui? è__é! Telefone? Mas aí eles vão poder ligar pra ele, isso vai facilitar a vida dele! Não... Não dá não...". Enviei um pedido pro suporte técnico e nada, contactei o submarino e nada, os putos me deram 48 horas, passou nos dois e ninguém pra falar comigo.

Beleza, certo dia acordo e recebo o e-mail ESTÃO CHEGANDO AÍ, DEIXE ALGUÉM EM CASA. Entrei em desespero, vesti uma camiseta, peguei um papel e escrevi lá INTERFONE COM DEFEITO, e um pedido pro entregador me dar um toque, algo que eu não tinha esperança de verdade né? O cara não ia gastar crédito comigo, mas fui lá na portaria e colei. 

Depois disso fiquei sentadinho lá esperando, até que finalmente apareceu um cara e... Era meu pacote O__O! Assinei tremendo, arranquei o papel escandaloso de perto do interfone e fui correndo pra casa, abri, li o manual todinho às presas e finalmente liguei para por minhas mãozinhas gordurentas naquela belezinha poderosa. 

Foi então que descobri que ao invés de ser como o meu que tem que abrir a tampa e tirar a bateria pra por o chip e cartão de memória, tinha uma bandeja pequena estilosa na lateral. Segundo o manual era pra eu meter um pino lá que ia destravar, mas tendo acabado de me mudar e tendo jogado tudo fora, um "pino" não é algo tão fácil de se ter.

Entrei em desespero atrás de alguma coisa, até que achei em um saco de salgados aquele araminho que é envolvido por uma camada de plástico e usam para enrolar sacos. Peguei, cortei as pontas para o arame ficar exposto e enfiei pra descobrir que era preciso por uma força do cacete no batlho e se fizesse isso o arame entortava.

Fiquei um século socando o diabo do arame, até que decidi cortar a outra ponta e enrolar as duas, pensei que não ia caber, mas coube! Ò__Ò! E aí finalmente pude abrir a gavetinha e descobri o grande mistério! Descobri que o celular só aceitava chip nanosim e o meu era chip normal. Mas isso fica pra outra história né?

4 comentários:

Viromax dlb disse...

O meu usa também gaveta, mas ele veio com o pino, o meu é um Galaxy S8

Sâmia Kárima disse...

Uma boa é usar a ponta de um brinco comum, eu tenho um Vibe K6 da Lenovo e nunca levo o pino comigo, quando preciso apenas tiro o brinco da orelha e tiro a gavetinha :)

Junior Brito disse...

Desisti do Androide e não tenho reclamação com meu Lumia.

samuel de jesus brasil pereira Pereira disse...

O universo sempre conspirando contra o Iscai.