Ofertas do dia no link de afiliado Amazon!

Jogo Grátis! Primeiro survival horror a se passar em uma cidade inteira! Pegue já!

Não há dúvidas de que quando se fala em jogos DRM-Free, a GOG é uma das empresas que mais se destaca! Ela criou uma baita reputação ao conseguir pegar jogos clássicos que nenhuma empresa se deu o trabalho de modernizar, e fazer rodar em PCs modernos. Com o tempo, passou a também oferecer jogos atuais, incluindo games Triplo A. Mas sempre com a sua "assinatura", que é fazer o jogo ser DRM-Free! E quando ela libera coisas grátis, acaba sendo destaque! Felizmente é exatamente isso que tá acontecendo agora! Confira esse e mais na lista:
 
O adblock bloqueia links de afiliados da Amazon como esse aí, então se não estiver aparecendo, é só desativar o adblock.
 
Alone in the Dark 3 | Primeiro survival horror a se passar em uma cidade inteira!
 
Existem algumas franquias que estão no meu coração, e tem um monte de coisa da moda que eu amo, mas certamente no quesito horror, uma das franquias que acho que é muito injustiçada, e que realmente sinto uma paixão é Alone in the Dark. E em 1994, tivemos o fechamento da trilogia, um jogo que até então tava sendo lançado anualmente, o que era bem ousado, mas também o último da saga original antes de receber um reboot. 
 
Sabem, antigamente eu não tinha o problema de jogar uma sequencia antes de jogar um jogo original, eu jogava normalmente o que viesse, era algo que eu não via problema começar de um jogo pelo terceiro, não que seja realmente um problema se você quiser apenas se divertir, no entanto, com Alone in the Dark 3 provavelmente foi a primeira vez que me senti traindo uma série ao jogar algo sem jogar o anterior.

Antes eu achava meio estranho isso já que o primeiro Alone in the Dark que zerei foi o 4, mas atualmente acho que já entendi qual era a minha lógica na época. O negócio é, eu primeiro zerei Alone in the Dark 4 daí beleza, não tinha problema começar um jogo pelo último lançado (até então) mas daí fiquei tão maravilhado com aquilo que fui jogar Alone in the Dark 1 e esse me deixou fascinado pra caramba. Então meio que, o último da saga era algum tipo de prova-de-fogo pra ver se vale a pena o resto.
 
Com certeza AITD 1 foi algo que me pegou. Talvez o primeiro jogo retro que tenha me cativado. Se é que dá pra chamar aquilo de retro, sendo que eu joguei no começo do milênio, né? Quero dizer, sim, hoje em dia nós olhamos e vemos algo velho pra cacete obviamente, mas em 2001, era apenas 8 anos do lançamento do jogo. Por outro lado, atualmente vemos jogos envelhecerem de uma forma bem mais lenta. É fácil ver pessoas jogarem jogos de 2010 numa boa, mas de 1993 pra 2001 a mudança visual era chocante!
 
Naquele tempo tínhamos jogos como The Sims 1, com toda sua cara tão própria de jogos-raiz de PC. Hitman: Codename 47, que mostrava o poder de um PC, com tantos elementos rolando na tela. Ainda tínhamos espetáculos visuais como Max Payne 1, que não se contentava só com o visual, mas sim com a mecânica de câmera lenta pra você ver detalhadamente os gráficos. Ou seja, provavelmente aqueles 8 anos não são equivalentes ao que seriam 8 anos hoje. Afinal, estamos falando de algo que era antes da era do PS1, até um ano após o lançamento do PlayStation 2, que foi um estouro gráfico. Mas AITD1 me encantou, mesmo sendo retro.
 
Tinha algo de tão especial naquele jogo antigo e com gráfico feio que minha paixão só aumentou e naturalmente fui jogar Alone in the Dark 2, no entanto, com esse as coisas foram diferentes, eu era simplesmente incapaz de zerar, a dificuldade era muito superior ao que eu era capaz de aguentar em um jogo, o que fez apenas com que eu ficasse com meses de frustração até finalmente desistir, e tomar uma difícil decisão... jogar Alone in the Dark 3!
 
Foi aí que percebi uma coisa meio estranha: parecia que eu tinha decidido jogar a série Alone in the Dark um por um. Por isso sempre senti que jogar o terceiro sem zerar o segundo seria como trair a série. Acabou virando um daqueles jogos em que eu só pegava uns pedaços, jogava um pouquinho aqui, outro ali, e no fim acabava desinstalando sem terminar. Uma tristeza... até hoje é assim, um jogo que eu adoraria zerar, mas que provavelmente nunca vai acontecer. Mesmo assim, é difícil não "estudar" esse jogo e me encantar por ele.
 
Bom, a história de Alone in the Dark 3 passa no ano de 1926, Edward Carnby ganhou um certo sucesso por anteriormente ter resolvido dois casos envolvendo coisas sobrenaturais e por isso publicaram uma reportagem sobre ele em um jornal que o apelidou de "Private Supernatural Eye" (O "Investigador sobrenatural particular" ou algo assim). Nessa mesma época estão gravando um filme em uma cidade fantasma dos tempos do velho oeste e misteriosamente a equipe inteira desaparece. Após isso Carnby é chamado e enviado ao lugar para descobrir o que aconteceu...

Só a história em si eu já acho muito fodinha, afinal é um jogo de 1994 e isso de você sozinho em uma cidade fantasma me soa muito lindo. Inclusive, acaba deixando um ponto interessante no ar. Isso porque foram Resident Evil 2 (em parte do jogo) e Silent Hill 1 que recebeu os louros de ser um survival horror que expande a experiência para uma cidade inteira. Mas esse, meia década antes, já tinha apresentado a proposta.
 
Foi também a primeira vez na franquia que o ambiente não é na maioria das vezes uma mansão, mas sim diversos pontos de uma cidade. Um detalhe que acho que marcou ele com esse negócio de intitular o Edward Carnby com isso de detetive particular, já que liga naturalmente o personagem e a série a algo investigativo, e não só mais um infeliz que caiu no terror. Isso consagrou ele como sendo um tipo de Constantine e não apenas um detetive que por acaso pegou dois casos sobrenaturais. Digo isso, porque no primeiro jogo, a sensação é de que era um investigador normal, que acabou no caso errado. Algo mais lovecraftiano.

Esse jogo é difícil também, no entanto, eu não achei ele tão difícil quanto o segundo. Talvez a desenvolvedora tenha se sentido constrangida com o nível tão cabuloso que fez a introdução do game anterior. Sendo que naquela época, não existia isso de "Vamos lançar um patch na internet". Se lançassem um jogo, já era! E foi exatamente isso que aconteceu com Alone in the Dark 2. Eu me nego a acreditar que só eu ache aquilo surreal, provavelmente desceriam o CACETE no jogo se fosse lançamento hoje em dia. MAAAS, ele tem a colher de chá de ser jogo velho, pois é muito bem avaliado na Steam.
 
Já em Alone in the Dark 3, a coisa é mais suave, mais digerível. Ainda é um jogo desafiador, e com certeza pra quem não aguenta game retro, tem o potencial fácil de tirar a pessoa do sério. Ainda assim, não chega perto da dificuldade do anterior. Lembro que eu conseguia fazer um belo avanço antes de morrer. 
 
Outro detalhe interessante é que ele tinha mais terror também, há certos momentos de agonia com espíritos e até terror psicológico. Por exemplo, já no começo tem um lugar que você vai parar em uma prisão com um buraco no centro, daí você tem que abrir a grade e a câmera fica mostrando esse buraco. Porém, constantemente você vê bichos subindo por ele e vindo em sua direção, isso faz você entrar em desespero, tentando resolver o puzzle e paranoico com o que vai aparecer. 
 
Outro lugar que fizeram algo bem notável foi um quarto onde há um quadro enorme de um garoto e em cima da mesa um diário que fala sobre ele e a aparição do espírito, quando de repente BUM Ò_Ò! O moleque aparece no quarto. E aí é aquela loucurada né? Realmente os caras pensaram bem no quesito de horror psicológico, brincando com seus medos frequentemente.
 
Acredito que a equipe percebeu que o Alone in the Dark 2 não tinha tantos elementos sobrenaturais como o primeiro e que isso era realmente uma marca que precisava ser mantida, por isso voltaram com tudo. Mesmo assim há muitos humanos também e armados! Portanto o tiroteio aparece constantemente e particularmente acho muito difícil lutar contra inimigos com armas. Creio eu que deve ter sido uma das coisas que mais deixou o povo revoltado.
 
Uma das coisas mais bacanas que introduziram no primeiro, e que mantiveram nesse, foram os elementos cinematográficos. E aqui, a coisa acaba sendo mais literal, já que tem a ver com um filme amaldiçoado. Em certos momentos você vê cenas do filme. E isso no estilo dos anos 20, ou seja, em preto e branco e tal. Realmente muito legal! 

Enfim, ta aí um jogo tão atraente quanto Alone in the Dark 2 que infelizmente não creio que eu vá zerar um dia, mas que definitivamente merecia uma matéria só pra ele com o que consegui digerir. Tenho certeza que, pra quem é paciente com mecânicas DIFÍCEIS PRA CACETE, pode ser realmente algo para se degustar! Pois ele tem muitos elementos elegantes. Acho que o que realmente deixa esse jogo datado é só combate que faz ficar frustrante. Se não fosse isso, creio que o torna equivalente a indie moderno de alto nível. Confira também a análise do inesquecível Alone in the Dark the New Nightmare.
 O adblock bloqueia links de afiliados da Amazon como esse aí, então se não estiver aparecendo, é só desativar o adblock.