Ofertas do dia no link de afiliado Amazon!

Jogo Grátis! Horror dos anos 90! Alone in the Dark 2 é muito atmosférico! Resgate já!

Não há dúvidas de que quando se fala em jogos DRM-Free, a GOG é uma das empresas que mais se destaca! Ela criou uma baita reputação ao conseguir pegar jogos clássicos que nenhuma empresa se deu o trabalho de modernizar, e fazer rodar em PCs modernos. Com o tempo, passou a também oferecer jogos atuais, incluindo games Triplo A. Mas sempre com a sua "assinatura", que é fazer o jogo ser DRM-Free! E quando ela libera coisas grátis, acaba sendo destaque! Felizmente é exatamente isso que tá acontecendo agora! Confira esse e mais na lista:
 
O adblock bloqueia links de afiliados da Amazon como esse aí, então se não estiver aparecendo, é só desativar o adblock.
 
 
Alone in the Dark 2 | Sequência brutal, com visual muito elegante do início dos anos 90
 
Esse é um dos jogos que infelizmente só me resta lamentar por eu não ter capacidade de zerar, um dia ainda coloco um amigo meu pra zerar e eu assistir, porque meus amigos... Que coisa desafiadora! Chega a ser irônico eu ter zerado o primeiro, que é mais antigo, e não encarar o segundo até o fim. Eu sei, existem speed runs, mas não seria a mesma coisa e já que não tenho capacidade de zerar essa maravilha, ao menos assistir ao vivo e ver a história ser desenvolver já vai ser uma coisa. O problema é achar um amigo que encare hahaha.

Como é óbvio, essa é a continuação de Alone in the Dark, e foi lançada em 1993, ou seja, apenas um ano após o primeiro jogo! E uma coisa que eu não tinha falado, mas que acho interessante pra caramba, é o fato de que os primeiros jogos da série foram desenvolvidos pela mesma equipe que criou Twinsen's Odyssey, e isso é algo completamente notável. Realmente a jogabilidade e mecânica de jogo em geral é extremamente parecida com esse clássico. Apesar de um ser o "jogo das trevas" e outro um jogo completamente suave pra públicos em geral.

A história desse jogo se passa em 1924 e são três meses após os acontecimentos do primeiro. Você controla Edward Carnby novamente e investiga o caso do desaparecimento de uma garotinha, chamada Grace. Dessa vez não existe segundo personagem, já que a protagonista do primeiro estava investigando a morte do tio e não era uma detetive, portanto sobra apenas o personagem que se transformou no principal da franquia. A investigação acaba conduzindo ele até uma casa onde um líder Gangster mora e é lotado de capangas. Mas apesar disso, logo a história começa a se mostrar macabra envolvendo espíritos e vudu.

Uma das grandes mudanças foi o sistema de combate. Carnby não apenas atira, mas também distribui socos e chutes com um estilo quase coreografado. Os tiroteios são constantes e a dificuldade é absurda. Lembro de ficar travado logo no jardim da casa, morrendo repetidas vezes sem entender direito o que estava fazendo de errado. Era um jogo que não tinha dó do jogador.
A forma de contar a história também evoluiu bastante. As cenas com narração dão um peso cinematográfico e alguns personagens ganharam dublagem, algo impressionante para a época. Outro ponto genial é quando o controle passa para Grace. Como ela não luta nem usa armas, o jogo vira praticamente um stealth. Se for pega, acaba presa na hora, então é preciso usar o cenário para criar distrações e armadilhas. Essa mudança de ritmo deixa tudo mais tenso e criativo.

Mesmo com temática sombria, eu nunca senti que esse segundo jogo tentasse assustar do mesmo jeito que o primeiro. No original, era comum um zumbi surgir do nada com aquele efeito sonoro típico de filme de terror. Aqui a sensação é mais de estar vivendo um caso policial com elementos sobrenaturais. A mansão é perigosa, mas a maioria dos inimigos é humana, o que muda bastante o clima. Isso por sinal, acaba sendo um dos elementos de Resident Evil, que puxou tanto da fórmula e sempre foi considerado mais ação do que rivais como Silent Hill.
 
Inclusive é bom ressaltar que Alone in the Dark 2 saiu num momento em que o gênero de terror ainda estava se formando. Resident Evil e Silent Hill nem existiam, então o jogo meio que ajudou a definir como seria o terror 3D nos anos seguintes. Os cenários pré-renderizados com personagens poligonais eram tecnologia de ponta, e muita coisa que depois virou padrão começou ali. A câmera fixa, os ângulos pensados para criar tensão e até o jeito meio travado de controlar o personagem influenciaram um monte de jogo que veio depois.
A trilha de Alone in the Dark 2 não é aquele terror barulhento, mas algo mais atmosférico, com toques de jazz sombrio e melodias que combinam com a época em que a história se passa. Em vários momentos o silêncio é mais importante que a música, e isso ajuda a criar aquela sensação de que algo errado está prestes a acontecer. Se você gosta de piratas, certamente vai amar, pois o jogo envolve isso, e muitas músicas têm esse tipo de temática, incluindo coisas como o som de ondas do mar.

No fim das contas, é uma baita obra-prima que conversa muito com quem curtiu Twinsen's Odyssey e gosta de jogos difíceis de verdade. Para quem tem curiosidade, mas não quer encarar algo tão brutal, existe Jack in the Dark, esse sim eu zerei e é uma delícia de spin-off absurdamente diferenciado, especialmente pra época! Se trata de um teaser curtinho lançado junto com o jogo principal. Nele controlamos a própria Grace em uma loja de brinquedos assombrada no dia das bruxas. Ficou no meu coração e garanto que vale cada minuto.

O prólogo do jogo é outra coisa que sempre me deixou de boca aberta. A apresentação com Ted Stryker, parceiro de Carnby, chegando à mansão é linda demais. Para um jogo de 1993, a movimentação dos personagens impressiona, o cara pulando a janela e se segurando, o copo de água caindo no chão, a silhueta aparecendo na janela enquanto ele se aproxima. São detalhes simples, mas que mostram um cuidado absurdo. Dá para sentir o capricho em cada cena, e isso explica por que tanta gente ainda lembra desse jogo com carinho.
 O adblock bloqueia links de afiliados da Amazon como esse aí, então se não estiver aparecendo, é só desativar o adblock.
 

Pô vão dizer que não é visualmente lindo? Sério, é um jogo do início da década de 90! Olha a movimentação dos personagens que fodona, ou até mesmo pequenos detalhes como quando ele ta indo em direção à casa e é possível ver uma silhueta na janela. Lindo demais essa bagaça, muito bem feita! *-*

Enfim, esse é um jogo que joguei até onde deu. Ele é um clássico e absurdamente hardcore, então acaba sendo só pra um público absurdamente nichado. Como mencionei, acho irônico eu ter encarado o primeiro e comido o pão que o Diabo amassou com o segundo. Mas, pra quem consegue encarar retro e tem estômago pra dificuldade surreal, certamente aqui temos uma obra puramente atmosférica, com um baita de um visual lindo. Confira também a análise de Alone in the Dark 3.