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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Final Fantasy VII - O épico jogo símbolo da franquia

Ufa, e finalmente chegou a hora de falar sobre Final Fantasy VII! Eu já citei tantos elementos desse jogo aqui no blog, mas nunca fiz uma matéria sobre o próprio, sempre eram coisas como a série que a square enix não quis investir, ou coisas menos grandiosas porém ainda muito fantásticas como os personagens do jogo impressos em uma impressora 3D, agora o próprio Final Fantasy VII eu nunca falei sobre aqui.

O negócio é, no começo do blog eu comecei fazer algo que naturalmente se tornou uma tradição, decidi começar a jogar Final Fantasy, que tanto falavam... Mas eu não queria começar fazer algo fora de ordem, por mais que os jogos não tenham ligação, e assim preparei uma matéria sobre Final Fantasy I. Sem dizer nada aquilo virou meio que oficial, pois no ano seguinte zerei Final Fantasy II,e no seguinte Final Fantasy III, a partir daí meio que se tornou um evento anual.



E assim acabou chegando a vez da matéria Final Fantasy VII, e é claro que eu estava ansioso para jogar, isso porque tem tantas coisas que eu queria finalmente experimentar, tanta coisa que eu queria ver se era isso tudo mesmo. Havia uma expectativa imensa, o que também me assustava um pouco, pois eu sabia bem que esse era um caso bem vulnerável a aquelas situações em que a expectativa mata a diversão, então tentei não esperar tanto, e assim me preparei pra caso o jogo não fosse nada demais também.

Pensando agora, talvez Final Fantasy VII tenha sido o primeiro jogo da franquia que eu ouvi falar, em 1998 conheci um amigo que o jogava, e ele vivia tagarelando o quanto Final Fantasy VII era bom, o quanto era maravilhoso e perfeito. Eu por outro lado não parava de zuar pois achava aquele jogo chato de doer, não dava pra pular com os personagens nem andar pelo cenário! Aquela sensação de estar colado no chão me sufocava na época, parecia um pesadelo jogar aquilo.
Mas esse meu amigo era um fã de verdade, um fã apaixonado, e assim naturalmente acabei sabendo coisas do jogo, os nomes dos personagens, detalhes da história, etc. Esse meu amigo implorava pra eu jogar, acho que ele queria que eu conversasse com ele sobre o assunto, mas realmente não era o meu tipo, o meu gosto ia pra um rumo completamente diferente. Só que com tanto falatório foi inevitável não criar um certo carinho pela coisa.

Eu até cheguei a tentar começar na época, lembram daquele emulador que sonhou alto demais e se queimou? Pois é, o usei lá por 2000 porque meu amigo pediu pra eu tentar, e depois acho que tentei mais umas duas vezes, mas a minha lembrança do jogo sempre ficou naquele começo com o Cloud descendo do trem e lutando contra uns guardinhas, eu não ia além, meio que foi algo que ficou gravado na minha mente.
E em 2015 o especial de Final Fantasy finalmente chegou ao VII, engraçado que quando comecei a jogar eu vi aquele início e me senti travado. Senti como se eu fosse desistir, como se fosse impossível eu ir além daquele cenário, isso porque como falei eu já tinha ido nele antes e meio que ficou aquela coisinha de "Eu desisti antes, devo desistir agora também...".

Mas claro que não, como eu poderia né! E fui em frente, jogando de pouquinho em pouquinho, quando completei dez horas de jogo já foi um baita de um alívio pois aquilo meio que oficializava que eu estava mesmo levando a sério a coisa, que eu realmente estava disposto a zerar e era lógico que não desistiria.

Pra quem não sabe, esse é o jogo mais aclamado da franquia, obviamente nem todo mundo concorda que ele seja o melhor, porém a maioria dos fãs e até mesmo gente que não jogou tem uma baita de uma adoração pela coisa. E tenho que assumir que isso está bem correto, mas também tenho que dizer que graças a essa adoração toda a expectativa fica grande e é muito difícil aproveitar de verdade a coisa, sentir todo o potencial.

Esse foi o primeiro Final Fantasy em 3D, lançado para playstation 1 em 1997 e assim naturalmente a Square decidiu fazer algo grandioso. Sendo assim se você conseguir se colocar na época que foi lançado, vai entender bem o quanto aquele jogo era fantástico, o quanto o nível de grandiosidade dele foi imensa. Maaaas, para quem jogou anos depois pode ser algo realmente complicado de entender e a sensação pode ser de "Era isso? Mas eu já joguei jogos melhores!".

Esse não foi o primeiro jogo da franquia que eu joguei em 3D, já que o terceiro eu joguei o remake para Nintendo DS, e da mesma forma joguei Final Fantasy IV em 3D, e assim o impacto de finalmente jogar algo da franquia em 3D ficou pra jogos anteriores, mas mesmo assim ainda foi fantástico ver algo cronológico pela primeira vez, saber que aquilo não era um remake, mas sim algo em 3D mesmo.

E a Square quis fazer algo maravilhoso visualmente, e aproveitou bem os gráficos 3D, e com as limitações do console ela usou gráficos pré-renderizados constantemente, mas uma das coisas maravilhosas é que ela não se acomodou com isso, e assim parece ter realmente brincado com a coisa, gerando situações visuais que surpreendiam.
Deixa eu explicar de uma forma rápida, o PS1 é um video game com pouca potência, mas a square queria fazer algo lindo. Gráficos 3D pesam demais, sendo assim ela fazia pré-renderização do 3D, ou seja ela usou um computador para criar gráficos absurdamente lindos e que não rodavam no PS1, daí tirou uma foto desses gráficos e tacou essa foto como fundo, daí configurou os personagens para andar em cima dela imagem como se aquilo fosse 3D rodando na hora.

Até aí ok, nós já vimos jogos pré-renderizados antes no PS1, como é o caso do próprio Resident Evil que é de 1996, só que o diferencial é que não foram todos os ambientes que a Square só tirou uma foto, em alguns deles ela fez um vídeo do lugar, e assim tem momentos por exemplo que você entra em um trem naquele cenário parado e de repente BUM, tudo está se movendo lindamente, há uma apresentação em CG que começa na própria cena onde você estava e termina em outra cena pré renderizada. Sério, é lindo de ver, dá até um arrepio, mas ela foi além! E em alguns momentos enquanto o vídeo tá rolando, você tem controle do seu personagem no meio da ação toda.

Tenho que assumir que a princípio o universo do jogo deixou um pouco a desejar, isso porque nos jogos anteriores aqueles mundos imensos e cheios de cidades e dungeons davam uma baita sensação de vastidão e de possibilidades. E eu esperava isso em Final Fantasy VII, mas inicialmente o jogo parece linear pra caramba, você vai pulando de área em área, não tem aquela sensação de que vai voltar um dia pra área anterior, só em um momento já bem avançado do jogo é que a coisa explode e você passa a se sentir em um baita de um mundo onde se viaja para locais variados.
E o mundo é fabuloso, com certeza essa é uma das coisas que deixa as pessoas encantadas pra caramba. São tantos ambientes, tipo a cidade com um imenso foguete abandonado, o parque voador com fogos de artifício no céu, a área de arqueólogos procurando por tesouros, o lugar cheio de bandidos cercado por um pântano onde é impossível que alguém fuja, e assim vai. Especialmente em alguns eventos você sente um calor no coração, como se estivesse lá, como se estivesse viajando por aquele ambiente incrível.

Isso sem contar com os acontecimentos, tem coisas empolgantes demais, como as criaturas chamadas Weapons que em um momento passam a vagar pelo mundo atacando cidades. Agora imagina que incrível você estar em um lugar e de repente aparece um Weapon no céu atacando e de repente a cidade inteira é destruída? Ou descobrir que tem um indo para um lugar e você tenta detê-lo daí vê aquela coisa imensa andando no mar e espera ele chegar pra começar a pancadaria? Ou mesmo persegue um pelo mundo usando um barco voador e a luta é no ar mesmo?

Graças ao sistema de combate do jogo essas coisas ficam simbólicas, mas é como aquelas maravilhas que aconteciam em Final Fantasy VI, com cenas que a forma simbólica que são apresentadas te fazem visualizar a coisa de maneira cinematográfica. Isso sem contar quando não tem um CG e mostra realmente a coisa com movimentação e tudo mais né? Hahaha. =D
Quanto a história, ela é muito boa mas com seus toques bobinhos, parece que pegaram a seriedade épica de Final Fantasy VI e colocaram um tempero do clichê de Final Fantasy V. Eu não sei ainda se considero que FFVII tem uma história que consiga superar a de FFVI, porque aquilo lá, meu deus... Aquilo é de arrepiar! Impecável! Mas... Ainda assim o 7 tem muita coisa épica também, muitos momentos fantástico.

Aqui é apresentado um mundo muito mais industrial, FF6 também é assim, mas ele lembra mais um mundo steampunk, com aquela tecnologia que parece cheia das engrenagens e sensação de meio velho, já em FF7 pelo menos a ponto de partida a coisa parece muito mais pra um cyberpunk, com um mundo com problemas sociais, grandes edifícios com ricos e subúrbios com pobres, poluição e caçadores de recompensa.

Mas como falei, o mundo do jogo é extenso, sendo assim ele não é completamente industrial, tem locais bem naturais como uma cidade ao estilo japonesa clássica, com uma montanha cheia de deuses que lembram Buda e coisas assim. Algo que também é usado nos jogos anteriores da franquia, mas nos primeiros "a grande organização" eram reinos corrompidos.
Nesse mundo existe algo chamado "Energia Mako" que é uma poderosa fonte que é extraída do planeta, uma corporação chamada Shinra cria reatores super poluentes em todos os lugares e começa a extrair, mas isso vai matando o planeta. Um grupo de rebeldes chamado Avalanche faz atos de terrorismo e eles contratam Cloud Strife, que tem um passado misterioso e acaba se juntando permanentemente a causa.

Simultaneamente tem Sephirot, um homem extremamente poderoso que enlouqueceu ao descobrir a verdade sobre o seu passado e decidiu partir em um plano que pode levar o planeta inteiro à destruição, tanto a Avalanche quanto a Shinra passam a caçá-lo, e a cada cidade ele vai deixando sua marca e indicações para onde foi depois.

Então como podem ver, existe todo um climinha de perseguição fantástico, apesar de que eu acho que Sephiroth JAMAIS chegará aos pés do vilão de Final Fantasy VI, Kefka, aquele lá sim era mal de verdade, era insano e te fazia odiar com todas as forças. Agora o Sephiroth é tão inexpressivo, parece que o foco maior foi querer mostrar o peitoral definido e o longo cabelo estiloso, e não te fazer odiar. É até de se estranhar porque depois do Kefka, como diabos a Square não fez um vilão que consegue irritar tanto quanto?
Um detalhe que eu adorei no jogo, é o forte toque psicológico, as reviravoltas no enredo. Tem alguns momentos que você pensa "Caramba! Então era isso? E como se encaixa bem!". Esse é um dos jogos que contém uma das mortes que mais marcou na história dos jogos e que sempre se vê alguém falando. Achei triste ter spoiler dessa cena, mas compreensivo já que joguei muito tempo depois.

A mecânica do jogo também muda como em todo Final Fantasy, e como sempre tem suas altas e baixas, uma das coisas que os jogadores do anterior certamente sentem é que a quantidade de personagens diminuiu drasticamente, em FF6 eram quarenta personagens, nesse são apenas nove, sendo que sete são principais e apenas dois são alternativos, o que pode dar um certo vazio depois do anterior. Mas já tivemos algo semelhante antes e assim dá pra aguentar e perdoar, já que é o primeiro em 3D.

Você tem algo chamado "Materia" que são esferas com poderes, é possível combiná-las, elas tem cores diferentes e cada cor é um tipo, por exemplo as azuis são de suporte que trabalham com matéria de outro tipo. As vermelhas são de invocar guardiões, as rosas são de benefícios no status, as amarelas dão habilidades especiais extras, as verdes são magias.
Coisas que antes eram padrões em outros FF agora precisam ser combinadas nas matérias, por exemplo a cura podia ser lançada em todos os personagens de uma vez, agora você precisa de uma matéria verde de cura e combiná-la com uma azul chamada "Todos", isso faz com que a cura possa ser lançada simultaneamente, essas combinações também funcionam para ataques, por exemplo se você optasse por por um ataque de chamas no lugar de cura, significava que seria lançado em todos os inimigos de uma vez.

Os encaixes para por as Materias variam no equipamento que os heróis estão usando, alguns tem muitos encaixes, outros tem poucos, e você vai fazendo combinações, deixando a coisa fantástica com combos poderosos, coisas que são empolgantes de ver, como combinar uma matéria que faz o personagem revidar quando é atacado, e por um guardião nela, fazendo ele tomar porrada e em retorno invocar automaticamente algo para dar o retorno.

Enfim, eu poderia falar mais uma penca de coisas do jogo, mas estou cansado Ò_Ò! Então vou terminar por aqui mesmo, é um bom jogo, sem expectativa eu certamente iria vibrar sem parar, mas vendo o quanto teve momentos incríveis, tenho que dar uma colher de chá a mais pra coisa, sendo assim acho que ele é sim tão épico quanto dizem ser. Atualmente diversos jogos da franquia estão disponíveis a venda no Brasil.

7 comentários:

Gabriel Villar disse...

Concordo com VC Sky, eu acho a história de FF VI mais madura e desenvolvida, sem contar que o Kefka é mau pra cacete (a cena do envenenamento do rio não sai da minha mente). No entanto, o que me faz ser um fã de FFVII é que ele é uma experiência que não termina nesse RPG,mas continua em outros jogos:

Dirge Of Cerberus - rpg de tiro em terceira pessoa que foca na história do Vincent.
Crises Core- action RPG contando a história do Zack
Advent Children- animação contando os eventos depois de FFVII

Enfim, caso nenhum destes te agrade, aconselho a experimentar o "verdadeiro" FFVII, que teve uma mudança de nome por ter uma história muito "pesada" e com carga psicológica forte demais para ser um FF =O.....Xenogears.......

Skywalkerpg disse...

Tem também o Before Crisis, que é um RPG onde os protagonistas são os Turks, infelizmente ele não deu as caras no ocidente. E tem dois ovas em anime, o Last Order e o On the Way to a Smile.

Gabriel Villar disse...

On The Way to a Smile é novidade pra mim! E o Xenogears, já ouviu falar?

Skywalkerpg disse...

Só de nome, é daqueles jogos que de vez em quando você ouve falar mas nunca vai atrás. Eu não tinha ideia que ele tinha ligação com Final Fantasy VII, mas vendo umas imagens, esses robôs realmente lembram os Weapons.

Gabriel Villar disse...

Ele foi lançado pela squaresoft tbm. Mas quando o criador apresentou um protótipo do enredo eles não aceitaram muito bem a ideia de colocar Nietzche em um FF.

Uma referência legal é no FF VII quando o Cloud está alucinando em uma clínica ele fala:.....Zeno....gias...(traduzido meio que direto do japonês)

Murilo Burns disse...

Concordo com vc Sky, acho a história do VI melhor e o Kefka é muito mais vilão do que o Sephirot, não entendo toda essa hype em cima dele.

Matt Kist disse...

Boa matéria Sky, eu confesso que NUNCA joguei nenhum FF até o fim, joguei apenas o Tactics, o Mystic Quest, o VIII e o X, mas nenhum até o fim. Os RPGs do gênero que me marcaram foram Earthbound e Chrono Trigger, ambos para SNES...
Mas é legal ver alguém jogando todos os jogos da série para desmistificar algumas coisas que tanto fã fala por aí, porque o que geralmente acontece é que fãs do Final Fantasy tendem a gostar muito mais do primeiro jogo que têm contato, geralmente é assim para tudo.
Por isso acho que a maioria dos fãs da série amam FFVII pois o Playstation foi um estouro, e a tecnologia do FFVII também foi surpreendente para a época, fazendo com que principalmente os fãs do ocidente tivessem contato com FFVII, o que provavelmente foi o primeiro jogo da série o qual eles tivessem contato. Assim nasceu um jogo aclamado até hoje pelos fãs.
Como eu tive contato primeiro com o FFVIII para PC (embora nunca tenha jogado o jogo todo), na minha adolescência eu até usava o avatar do Squall no MSN, hehehe.
Enfim, continue jogando os jogos da série, Sky, e continue nos contando a experiência.
Minha única análise em comparação entre o VIII e o X é que o X parece ter uma história bem mais emocionante mas também parece ser bem mais linear que o VIII. Entre o Squall e o Tidus, eu me identificava mais com o Squall, que era mais caladão e focado, não tirava onda, não se exibia, não subestimava, simplesmente fazia o que achava certo, embora o Tidus pareça mais carismático (por isso que não me identificava com ele, hehehe, além do fato de ele ser um esportista).
E também tem o Triple Triad que é o jogo de cartas do FFVIII responsável por eu nunca ter progredido no jogo... malditos sejam minigames viciantes dentro de jogos bons. O minigame do FFX é uma piada.... joguinho de futebol aquático...