Todo mês chegam jogos novos ao Game Pass, enquanto outros são retirados. E esse é um título que chega o serviço de jogos da Microsoft! Não deixe de conferir a lista completa:
Final Fantasy I - O começo da fantasia... O jogo que deu origem à saga!
Hoje em dia é impossível não se impressionar com a quantidade de jogos que a franquia Final Fantasy acumulou ao longo dos anos. São títulos numerados, continuações indiretas, remakes, spin-offs e derivados de todos os tipos. Mas toda saga tem um começo, e em 1987 existia apenas um único Final Fantasy. Um jogo que, gostando ou não, acabou ganhando um status quase mítico por ser literalmente o primeiro passo de tudo isso. É sobre essa obra que abriu caminho para dezenas de outros jogos que eu resolvi falar aqui.

Curiosamente, durante muito tempo eu não fui exatamente fã da série. Lembro bem de um amigo, no fim dos anos 90, completamente obcecado por Final Fantasy VIII, dizendo que aquele era o melhor jogo já feito. Eu, do outro lado, simplesmente não conseguia entender o fascínio. Sempre achei esse estilo de RPG por turnos muito parado, essa coisa de entrar em batalha, mudar de tela e escolher comandos em vez de lutar diretamente. Nunca me desceu muito bem.
O tempo passou, porém, e a franquia começou a aparecer em todo lugar. O destaque enorme dado a Final Fantasy VII, os projetos paralelos, filmes, jogos derivados… tudo isso acabou despertando minha curiosidade. Em algum momento, resolvi deixar o preconceito de lado e dar uma chance real à série. A decisão foi simples: eu iria zerar um Final Fantasy, mas começando pelo começo. Não por obrigação histórica, mas porque fazia sentido imaginar que o primeiro seria o mais simples, e que os jogos seguintes só teriam evoluído. Assim, evitaria aquela sensação de voltar para trás e estranhar a falta de recursos. Foi assim que acabei jogando Final Fantasy I, na versão remake para Game Boy Advance.
O jogo original foi lançado em 18 de dezembro de 1987 no Japão, pela Square, que ainda não havia se tornado a Square Enix. Ele chegou ao Nintendinho, conhecido como NES no Ocidente e Famicom no Japão. A versão em inglês só apareceu alguns anos depois, em julho de 1990, publicada pela Nintendo of America. Mesmo assim, o impacto foi grande o suficiente para que o jogo criasse rapidamente uma base sólida de fãs tanto no Japão quanto fora dele, abrindo espaço para uma sequência e, a partir daí, para uma longa cadeia de novos títulos.
A proposta inicial já deixava claro o tom da aventura. Um mundo coberto pela escuridão, com ventos que cessam, mares agitados e a terra entrando em decadência. Em meio a esse cenário, surge a antiga profecia que fala sobre quatro Guerreiros da Luz, destinados a restaurar o equilíbrio. Esses quatro jovens viajantes carregam cristais que perderam seu brilho, e cabe a eles enfrentar a fonte do mal que está destruindo o mundo.
A história é simples, direta e funciona como um conto clássico de fantasia. Não há grandes reviravoltas psicológicas ou personagens cheios de camadas complexas, mas isso não é um problema. Pelo contrário, essa simplicidade ajuda a criar uma sensação constante de jornada, de avanço e descoberta, algo muito ligado às raízes do RPG japonês.
Na jogabilidade, Final Fantasy I já mostrava ideias que se tornariam padrão na série. Logo no início, o jogador escolhe quatro personagens e define suas classes. Não existe um protagonista fixo, com nome ou personalidade pré-determinados. Os heróis são o grupo como um todo, e quem eles são depende inteiramente das escolhas do jogador. É possível montar equipes equilibradas ou experimentar combinações mais ousadas, como grupos formados apenas por magos, por exemplo.
Cada classe possui funções bem definidas. Guerreiros se destacam no combate físico, magos brancos cuidam da cura e do suporte, magos negros dominam ataques mágicos, e outras classes oferecem habilidades específicas que facilitam a exploração do mapa ou o andamento das batalhas. O jogo se passa em um mundo medieval clássico, sem a mistura com elementos futuristas que apareceriam em outros capítulos da franquia. Aqui, tudo gira em torno de castelos, vilas, florestas, desertos, pântanos e criaturas típicas da fantasia, como elfos, anões e monstros lendários.
A exploração é uma parte central da experiência. O mundo é amplo para os padrões da época, e o jogo incentiva o jogador a viajar, descobrir novas regiões e lidar com situações inesperadas. É comum chegar a vilas devastadas, ouvir histórias sobre monstros que assolam a região ou encontrar ruínas aparentemente vazias que escondem algo muito pior. Essas pequenas narrativas espalhadas pelo mapa ajudam a criar uma atmosfera constante de perigo e mistério.
O sistema de combate é baseado em turnos, com encontros aleatórios. Ao vencer batalhas, o grupo recebe pontos de experiência que são distribuídos entre os personagens vivos. Não existe um sistema manual de distribuição de atributos. Cada classe evolui de acordo com suas características naturais, tornando magos mais eficientes com magia e guerreiros mais fortes fisicamente. É um sistema simples, mas funcional, que evita complexidade excessiva e mantém o foco na progressão natural da aventura.
Além disso, o jogo exige planejamento. Recursos como pontos de magia são limitados, e acampar em locais específicos para recuperar energia faz parte da estratégia. Muitas vezes, avançar exige voltar atrás, explorar outras regiões, encontrar itens específicos ou completar missões paralelas que acabam se conectando à história principal. Aos poucos, o jogo vai prendendo o jogador, criando uma sensação clara de crescimento e conquista.
Com o sucesso do jogo original, Final Fantasy I acabou recebendo diversas versões ao longo dos anos, cada uma com suas particularidades. Abaixo estão as principais, organizadas por plataforma.
Nintendinho (NES / Famicom) – 1987

Curiosamente, durante muito tempo eu não fui exatamente fã da série. Lembro bem de um amigo, no fim dos anos 90, completamente obcecado por Final Fantasy VIII, dizendo que aquele era o melhor jogo já feito. Eu, do outro lado, simplesmente não conseguia entender o fascínio. Sempre achei esse estilo de RPG por turnos muito parado, essa coisa de entrar em batalha, mudar de tela e escolher comandos em vez de lutar diretamente. Nunca me desceu muito bem.
O tempo passou, porém, e a franquia começou a aparecer em todo lugar. O destaque enorme dado a Final Fantasy VII, os projetos paralelos, filmes, jogos derivados… tudo isso acabou despertando minha curiosidade. Em algum momento, resolvi deixar o preconceito de lado e dar uma chance real à série. A decisão foi simples: eu iria zerar um Final Fantasy, mas começando pelo começo. Não por obrigação histórica, mas porque fazia sentido imaginar que o primeiro seria o mais simples, e que os jogos seguintes só teriam evoluído. Assim, evitaria aquela sensação de voltar para trás e estranhar a falta de recursos. Foi assim que acabei jogando Final Fantasy I, na versão remake para Game Boy Advance.
A proposta inicial já deixava claro o tom da aventura. Um mundo coberto pela escuridão, com ventos que cessam, mares agitados e a terra entrando em decadência. Em meio a esse cenário, surge a antiga profecia que fala sobre quatro Guerreiros da Luz, destinados a restaurar o equilíbrio. Esses quatro jovens viajantes carregam cristais que perderam seu brilho, e cabe a eles enfrentar a fonte do mal que está destruindo o mundo.
A história é simples, direta e funciona como um conto clássico de fantasia. Não há grandes reviravoltas psicológicas ou personagens cheios de camadas complexas, mas isso não é um problema. Pelo contrário, essa simplicidade ajuda a criar uma sensação constante de jornada, de avanço e descoberta, algo muito ligado às raízes do RPG japonês.
Na jogabilidade, Final Fantasy I já mostrava ideias que se tornariam padrão na série. Logo no início, o jogador escolhe quatro personagens e define suas classes. Não existe um protagonista fixo, com nome ou personalidade pré-determinados. Os heróis são o grupo como um todo, e quem eles são depende inteiramente das escolhas do jogador. É possível montar equipes equilibradas ou experimentar combinações mais ousadas, como grupos formados apenas por magos, por exemplo.
Cada classe possui funções bem definidas. Guerreiros se destacam no combate físico, magos brancos cuidam da cura e do suporte, magos negros dominam ataques mágicos, e outras classes oferecem habilidades específicas que facilitam a exploração do mapa ou o andamento das batalhas. O jogo se passa em um mundo medieval clássico, sem a mistura com elementos futuristas que apareceriam em outros capítulos da franquia. Aqui, tudo gira em torno de castelos, vilas, florestas, desertos, pântanos e criaturas típicas da fantasia, como elfos, anões e monstros lendários.
A exploração é uma parte central da experiência. O mundo é amplo para os padrões da época, e o jogo incentiva o jogador a viajar, descobrir novas regiões e lidar com situações inesperadas. É comum chegar a vilas devastadas, ouvir histórias sobre monstros que assolam a região ou encontrar ruínas aparentemente vazias que escondem algo muito pior. Essas pequenas narrativas espalhadas pelo mapa ajudam a criar uma atmosfera constante de perigo e mistério.
O sistema de combate é baseado em turnos, com encontros aleatórios. Ao vencer batalhas, o grupo recebe pontos de experiência que são distribuídos entre os personagens vivos. Não existe um sistema manual de distribuição de atributos. Cada classe evolui de acordo com suas características naturais, tornando magos mais eficientes com magia e guerreiros mais fortes fisicamente. É um sistema simples, mas funcional, que evita complexidade excessiva e mantém o foco na progressão natural da aventura.
Além disso, o jogo exige planejamento. Recursos como pontos de magia são limitados, e acampar em locais específicos para recuperar energia faz parte da estratégia. Muitas vezes, avançar exige voltar atrás, explorar outras regiões, encontrar itens específicos ou completar missões paralelas que acabam se conectando à história principal. Aos poucos, o jogo vai prendendo o jogador, criando uma sensação clara de crescimento e conquista.
Com o sucesso do jogo original, Final Fantasy I acabou recebendo diversas versões ao longo dos anos, cada uma com suas particularidades. Abaixo estão as principais, organizadas por plataforma.
Nintendinho (NES / Famicom) – 1987
A versão original é a base de tudo. Visual simples, limitações técnicas claras e poucos recursos adicionais. Ainda assim, é a experiência mais pura do jogo, sem alterações ou ajustes posteriores. Para quem se interessa por história dos videogames, é aqui que tudo começou.
MSX2 – 1989
MSX2 – 1989
Lançada para computadores da época, essa versão trouxe pequenas mudanças, especialmente no áudio. Alguns inimigos aparecem em locais diferentes, e certos itens funcionam de maneira distinta. Por outro lado, o sistema de salvamento e os tempos de carregamento acabam sendo um obstáculo para quem joga hoje.WonderSwan Color – 2000
Essa versão marcou um salto técnico importante. Com gráficos refeitos e uma apresentação muito mais refinada, foi um dos primeiros remakes completos do jogo. Embora hoje existam versões mais avançadas, na época ela representava uma atualização significativa em relação ao original de 8 bits.
PlayStation – 2001
PlayStation – 2001
Lançada no Ocidente como parte da coletânea Final Fantasy Origins, junto com Final Fantasy II, essa versão trouxe extras como galeria de arte, bestiário e uma abertura em computação gráfica. Foi uma forma de revisitar o clássico com um tratamento mais caprichado, aproveitando o poder do console.
Game Boy Advance – 2004
Game Boy Advance – 2004
Conhecida como Final Fantasy I & II: Dawn of Souls, essa versão reuniu melhorias gráficas, ajustes de balanceamento e conteúdos adicionais, como áreas extras que não existiam no jogo original. Também contou com versões em múltiplos idiomas, ampliando o acesso ao jogo.Celulares - 2004
As versões mobile surgiram com gráficos simplificados, mas mantendo a essência da experiência original. A principal vantagem sempre foi a portabilidade, permitindo jogar aos poucos, em sessões curtas, sem comprometer a estrutura do jogo.
PSP – 2007
PSP – 2007
PlayStation Vita / PlayStation 3 – 2009
A versão de PSP acabou sendo disponibilizada digitalmente para outros consoles da Sony por meio da PlayStation Network, especialmente no PlayStation Vita. Isso permitiu que mais jogadores tivessem acesso ao remake comemorativo sem depender do UMD físico. Tecnicamente, é a mesma versão Anniversary Edition, mantendo gráficos refeitos, trilha sonora melhorada e a abertura em CG.
A versão de PSP acabou sendo disponibilizada digitalmente para outros consoles da Sony por meio da PlayStation Network, especialmente no PlayStation Vita. Isso permitiu que mais jogadores tivessem acesso ao remake comemorativo sem depender do UMD físico. Tecnicamente, é a mesma versão Anniversary Edition, mantendo gráficos refeitos, trilha sonora melhorada e a abertura em CG.
iOS / Android – 2010 em diante
Com a popularização dos smartphones, Final Fantasy I ganhou versões para iOS e Android. Inicialmente, esses ports eram bem próximos da versão de PSP, usando sprites redesenhados e interface adaptada para toque. Com o tempo, essas versões passaram por ajustes de resolução, compatibilidade e controles. A principal vantagem aqui é o acesso fácil: é uma das formas mais simples de jogar o clássico hoje, sem precisar de emulação ou hardware antigo. Em contrapartida, a adaptação para tela sensível ao toque pode não agradar todo mundo, especialmente em sessões mais longas.
Nintendo 3DS (Virtual Console) – 2013
O jogo também apareceu no Virtual Console do Nintendo 3DS, utilizando a versão original de Nintendinho. Nesse caso, não há melhorias gráficas ou conteúdos extras. A proposta é preservação pura, permitindo jogar Final Fantasy I exatamente como ele era em 1987, mas em um portátil moderno. É uma versão voltada mais para quem quer vivenciar o jogo em seu estado mais cru, sem alterações ou ajustes de balanceamento.
PC (Windows / Steam) – 2018
Em 2018, Final Fantasy I chegou oficialmente ao PC. Essa versão utilizava gráficos redesenhados, interface adaptada para teclado e mouse e opções de qualidade de vida, como ajustes de velocidade e salvamento mais flexível. Embora não fosse a versão definitiva para todos os fãs, ela marcou um passo importante ao trazer o jogo para uma plataforma moderna e amplamente acessível, ajudando na preservação da obra.
Pixel Remaster (PC, consoles e mobile) – 2021
A versão Final Fantasy Pixel Remaster trouxe uma nova abordagem. Em vez de recriar o jogo com sprites totalmente novos ou visual híbrido, a ideia foi refazer os gráficos em pixel art de alta qualidade, mantendo fidelidade ao estilo original, mas com muito mais definição. A trilha sonora foi rearranjada, a interface modernizada e várias melhorias de conforto foram adicionadas, como mapa mais claro e ajustes no ritmo do jogo. Essa versão acabou se tornando uma das formas mais equilibradas de jogar Final Fantasy I hoje, unindo respeito ao original com modernizações bem pensadas.
Com a popularização dos smartphones, Final Fantasy I ganhou versões para iOS e Android. Inicialmente, esses ports eram bem próximos da versão de PSP, usando sprites redesenhados e interface adaptada para toque. Com o tempo, essas versões passaram por ajustes de resolução, compatibilidade e controles. A principal vantagem aqui é o acesso fácil: é uma das formas mais simples de jogar o clássico hoje, sem precisar de emulação ou hardware antigo. Em contrapartida, a adaptação para tela sensível ao toque pode não agradar todo mundo, especialmente em sessões mais longas.
Nintendo 3DS (Virtual Console) – 2013
O jogo também apareceu no Virtual Console do Nintendo 3DS, utilizando a versão original de Nintendinho. Nesse caso, não há melhorias gráficas ou conteúdos extras. A proposta é preservação pura, permitindo jogar Final Fantasy I exatamente como ele era em 1987, mas em um portátil moderno. É uma versão voltada mais para quem quer vivenciar o jogo em seu estado mais cru, sem alterações ou ajustes de balanceamento.
PC (Windows / Steam) – 2018
Em 2018, Final Fantasy I chegou oficialmente ao PC. Essa versão utilizava gráficos redesenhados, interface adaptada para teclado e mouse e opções de qualidade de vida, como ajustes de velocidade e salvamento mais flexível. Embora não fosse a versão definitiva para todos os fãs, ela marcou um passo importante ao trazer o jogo para uma plataforma moderna e amplamente acessível, ajudando na preservação da obra.
Pixel Remaster (PC, consoles e mobile) – 2021
A versão Final Fantasy Pixel Remaster trouxe uma nova abordagem. Em vez de recriar o jogo com sprites totalmente novos ou visual híbrido, a ideia foi refazer os gráficos em pixel art de alta qualidade, mantendo fidelidade ao estilo original, mas com muito mais definição. A trilha sonora foi rearranjada, a interface modernizada e várias melhorias de conforto foram adicionadas, como mapa mais claro e ajustes no ritmo do jogo. Essa versão acabou se tornando uma das formas mais equilibradas de jogar Final Fantasy I hoje, unindo respeito ao original com modernizações bem pensadas.
Enfim, Final Fantasy I pode parecer simples quando comparado aos capítulos mais recentes da série, mas seu valor vai muito além disso. Ele estabeleceu conceitos, estruturas e uma identidade que continuam presentes décadas depois. Revisitar esse jogo é entender como uma franquia gigantesca começou de forma modesta, mas cheia de ideias que resistiram ao tempo. Então acho que vale um bocado a pena, especialmente pra quem quiser ver como tudo começou.
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