Final Fantasy III - O jogo esquecido no tempo, com título que confunde pessoas até hoje!
Hoje vou falar sobre um jogo que demorei pra cacete pra começar a jogar! Depois que zerei Final Fantasy II, eu fui jogar o terceiro jogo da série e acabei descobrindo algo muito desagradável para mim. è_é! Esse jogo, ao contrário dos dois primeiros, não recebeu um remake para game boy advance, mas vi que ele tinha para Super Nintendo. Só que, ao ler sobre o jogo, descobri que, na verdade, o Final Fantasy de Super Nintendo tinha o nome de Final Fantasy III só no Ocidente, porque ele foi o terceiro jogo da série a sair do Japão, mas oficialmente aquele era o SEXTO JOGO da série no Japão e o Final Fantasy III verdadeiro só não tinha saído, enquanto os outros jogos da série ganhavam remake atrás de remake e vários lançamentos para outras plataformas, ele se tornou um jogo esquecido no tempo... Até que algo aconteceu!
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Em 2006, para a felicidade dos fãs da série, ele ganhou um remake 3D para Nintendo DS! Imagino que para aqueles fãs que jogaram ele na base da gambiarra, devem ter ficado loucos, afinal foram 16 anos depois até a bagaceira finalmente apresentar outras línguas. Mas, então surgiu um novo problema, eu achei um saco o emulador de Nintendo DS e achava desanimador jogar algo ali e dois anos depois de zerar Final Fantasy II finalmente comprei um Nintendo DS, mas então surgiu outro problema!
Quando fui jogar Final Fantasy III eu achei o jogo lento pra cacete nos combates e me desanimei, dava preguiça de começar a jogar, por isso deixei para depois e então somente um ano depois resolvi respirar bem e encarar a coisa! Nossa eu nem imaginava que iria ter um intervalo de três anos entre esse jogo e o anterior, mas na época eu joguei e... ALELUIA eu zerei a bagaceira!
A história do jogo começa bem clichêzinha sabem? Aquele negócio de mundo sendo atacado pelas trevas e os quatro jovens guerreiros da luz têm que salvar o mundo(lógico né? Até parece que um coroa ia ser escolhido pra ser um guerreiro da luz, tem que ser jovem, e o mais importante, LINDO!). Tudo começa com um grande terremoto e então um cristal revela aos escolhidos que eles têm que agir.
No começo eu cheguei a pensar que era um remake dos títulos anteriores, pois os elementos eram parecidos demaaaais mesmo, o mundo, os personagens, detalhes como o barco voador e etc. Claramente os primeiros FF não se esforçavam muito pra tentar apresentar algo muito único. Mas assumo que tive essa impressão especialmente porque eu tinha esquecido a história dos antecessores, depois fui dar uma lidinha e lembrei, vendo que realmente são diferentes.
No entanto, por um bom tempo de jogo eu não tava dando nada pra história, tava achando bem bobinha, só que chega em um momento que ela fica bastante interessante e tem até certos elementos que eu considero maduros demais pro jogo. Um dos detalhes que achei super fodões na história é o fato de que a luz não ser exatamente boa e as trevas serem do mal, mas apenas elementos naturais que devem existir em harmonia, eu achei isso muito bacana! Me pareceu uma visão de mundo mais elegante.
Em especial, gostei muito de uma história que é contada sobre 1000 anos antes ter acontecido o mesmo, só que era a luz que estava consumindo as trevas e quatro guerreiros das trevas foram escolhidos para combater isso. Então imaginem que louco não seria se o jogo se passasse mil ano antes? Isso foi uma quebra de clichê que achei muito empolgante. Inclusive, os próprios caras deixaram a ideia perfeita para um spin-off que expande esse mundo.
O universo do jogo, no começo, eu não achei nada de interessante já que eu tinha visto o mesmo nos títulos anteriores da saga. Mas, assim como a trama, foi algo que depois começou a me chamar mais a atenção porque não é um mundo, mas sim um continente voador. E as coisas ficam mais incríveis quando você pega um navio capaz de sair dele e descer ao planeta de onde esse continente se separou e ele é coberto por trevas! E também adicionou uma novidade no quesito exploração, já que dessa vez você pode também ir pro fundo do mar onde há coisas só encontradas ali, portanto realmente isso deixou o universo do jogo muito mais expandido.
O barco voador agora também foi melhor elaborado que os dos jogos anteriores, digo isso porque dessa vez você não tem apenas um barco que fará as mesmas coisas até o fim do jogo, mas sim vários barcos que têm suas vantagens e desvantagens próprias. E tem um barco que gostei demais, já que você pode pela primeira vez explorar dentro dele, como se fosse sua casa! E você pode guardar seus itens, descansar, comprar novos acessórios, é bem legal isso, dá um verdadeiro clima de que você é um aventureiro que entra nas masmorras pra matar os monstros e depois retorna pra seu cantinho de descanso!
O combate do jogo foi um grande problema pra mim, pois como em cada ataque há uma apresentação própria pra ele, principalmente magias. Há sempre uma pausa, que deve ser só uns 3 segundos, mas que eu senti uma agonia enorme quando comecei jogar. No entanto, o jogo foi passando e eu comecei a me acostumar, achar bem normal e levar mais na tranquilidade em ver tudo aquilo. Além do mais, foi o primeiro Final Fantasy em 3D que joguei, então de certa forma foi algo bonito de se ver, sobretudo com a gigantesca variedade de inimigos que me deixou impressionado em fazerem tantos modelos. O_O
O sistema de evolução do Final Fantasy II foi abandonado, o que pode deixar alguns jogadores decepcionados, mas ao menos torna o título anterior atraente nisso, pra quem gosta. Dessa vez foi adicionado o sistema de "trabalhos" em que você escolhe um e evolui nele, mas pode mudar. Existe uma variação muito boa e com alguns trabalhos bem familiares no RPG de mesa. Você pode ser Guerreiro, Ladrão, Ninja, Invocador, Bardo, Mago Negro e mais um monte de outros.
Cada personagem tem uma roupa diferente para cada um dos trabalhos, por isso se você colocar todos como Mago Vermelho, por exemplo, verá todos com roupas diferentes. Daí, quanto mais você entra em combates usando aquele trabalho, mais fica bom nele. Porém, pode mudar a qualquer momento, no entanto, terá que começar tudo de novo. Felizmente, se decidir voltar para um trabalho que já evoluiu, poderá continuar de onde parou com o anterior. =)
Eu achei a dificuldade do jogo DUCACETE Ò_Ò! Parece que quando os caras falaram em remake fiel, eles não estavam de brincadeira, pois a bagaceira tem umas partes que chegam a ser irritantes! Me fizeram comer o pão que o diabo amassou, e senti novamente que estava na era do Super Nintendo, onde os caras aparentemente não tinham fase beta em jogo e só tacavam as dificuldades monstruosas pra criançada encarar (Maldita fase do carro em Toy Story).
Os monstros nem sempre ficam no mesmo nível e vão ficando mais forte aos poucos. Às vezes do nada começa a aparecer monstros que dão o triplo do dano que os da área anterior davam! E aí você tem que ir pra floresta e ficar lutando com monstrinhos por um tempo até voltar. Essa sem dúvida foi a parte mais cansativa do jogo, pois apesar de um mundo extenso e muitas coisas pra explorar, era muito chato ter que ficar treinando pra poder passar pra próxima fase então parece que pegaram a dificuldade que usavam nos jogos do Nintendinho mesmo. Uma homenagem aos fãs antigos, talvez?
Outra coisa que pode frustrar muita gente, é que você só pode salvar no mapa-mundo. Se você entrar em uma masmorra pra encarar os perigos do lugar, prepare-se pra ir até o fim ou morrer e voltar TUDO DE NOVO. Pra ser justo, até que tem uma opção de salvar dentro, mas ela só serve pra caso a bateria esteja acabando e você queira desligar pra quando ligar de novo estar no mesmo lugar. No entanto se você morrer, o jogo salvo instantaneamente some e você volta pra ultimar vez que salvou no mapa mundo.
E já aviso, a missão final leva entre 2 e 3 horas pra passar, agora imagina você jogar 2 horas dessa porra e morrer? Imagina o tanto de nível que você já não conseguiu nesse tempo e que vai ter que conseguir tudo de novo, e ainda pode morrer de novo? Nossa, quando eu passei do último chefe foi impossível não soltar um grito de NA FUÇA DESGRAÇAH!!! Ò__Ò!!! Acho que todo mundo faz isso porque realmente a tensão que causa é enorme! Alguns podem levar isso como parte da emoção, o que não dá pra negar, mas eu acho tortura.
Os gráficos do jogo são em 3D, mas ele assume a câmera dos jogos anteriores, então você vê de cima. Mas foi implementada a opção de aproximar a câmera e ver as coisas de perto, isso permite que você veja itens escondidos e passagens secretas. Os combates são em 3D com muitos ângulos de visões e tudo mais, cheio da purpurina... As apresentações em certos momentos são cinematográficas. Isso é muito legal e elas não usam o angulo de cima, mas sim ângulos variados, o que em certos momentos faz ficar com uma cara de filminho quando tem apresentação. É muito legal!
Mas enfim, foi bom jogar, quando eu comecei bateu aquele arrependimento porque meu tempo é muito pouco então não posso ficar jogando coisas muito longas e como já estava jogando um outro RPG, fiquei encalhado no mundo dos jogos por muito tempo mesmo. Por isso, diversas vezes pensei "Cara o que é que eu tava pensando quando comecei jogar essa porra? Eu nunca vou terminar isso meu..." mas bom, foram 40 horas que levei. No entanto, como eu só jogava de pouquinho em pouquinho, foi uma eternidade. Mas quando terminei bateu aquele aperto no peito e um sentimento de ter perdido algo hahaha, foi mais um mundo que se foi, mas bom tinha que terminar né? E ainda bem que terminou kkkk.
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Essa abertura é espetacular, mas ela causa efeito mesmo é em quem zerou. Eu assisti ela no começo do jogo, mas não conhecia nada, então só achei bonita mesmo. Agora quando você zera e volta pra olhar isso, caracas as cenas deles viajando de chocobo e o barco voador dão até arrepio!
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