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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Anna's Quest - Um point and click suave e muito divertido

A Daedalic Entertainment realmente é o tipo de empresa que consegue oferecer uma surpresa atrás da outra e não se contenta em manter um único estilo. Ao mesmo tempo que vemos aventuras pesadas como em Dead Synchronicity: Tomorrow Comes Today onde vemos pessoas sendo arrastadas de suas casas gritando, também são apresentadas obras completamente suaves como o mais que simpático Fire. E hoje vou falar sobre uma dessas obras que tem um climinha suave, porém apimentado, onde sempre algo está acontecendo e você se sente uma criança brincando de pega-pega.

Essa obra tem um universo super inocente e onde o conceito de mal é um tanto engraçado, portanto se encaixa naquele tipo de jogo perfeito para todos. Inclusive se você é do tipo que não gosta de jogos mais suaves por achar pouco movimentados, uma das coisas que mais agrada nesse é a constante sensação de precisar se apressar em fazer as coisas.

Aqui você assume o papel de Anna, uma garota que vive com o preocupado avô. O homem sempre diz que não é pra ela sair de casa e que ela não sabe o que tem lá fora. Certo dia ele adoece e a menina não sabe o que fazer, a sua única opção é ir buscar ajuda, e assim ela parte. No entanto enquanto anda pela floresta, uma bruxa a persegue, captura e joga em um quarto com uma câmera e algumas máquinas, se comunicando com a garota através de um microfone e fazendo testes estranhos.

Para a surpresa de Anna, ela logo descobre que os testes são para despertar seu poder paranormal de telecinese. Mas a menina se surpreende ao descobrir que tem uma outra pessoa no quarto, um garoto chamado Ben, que fala que a bruxa é malvada e que fez alguma coisa que o prendeu no corpo de um ursinho. E assim ela passa a usar as suas habilidades para tentar fugir da vilã.

Esse jogo é realmente uma maravilha divertida, a forma em que as coisas acontecem te fazem rir e ficar muito entretido, além de situações que te dão uma certa tensão, como por exemplo quando você está para sair da torre e quando abre a porta, a bruxa chega e fica lá, é uma situação que na hora é hilária, mas ao mesmo tempo te faz se apressar em clicar pra fechar a porta. E a bruxa é só a primeira personagem que você interage, pois vão surgindo novas situações bem incríveis.

A jogabilidade usa o sistema de um point and click clássico, portanto você clica no lugar onde quer ir para que a personagem anda, pode coletar objetos para colocá-los em seu inventário, e também pode combiná-los para fazer alguma gambiarra. Como toque especial do jogo, existem os poderes da ana, então diversas vezes você irá usá-los para fazer coisas.

O visual é maravilhoso, existe um toque de fofura tão especial, um traço de desenho animado que lembra um pouco os traços usados na trilogia Deponia, e diversos pequenos detalhes que dão um baita diferencial a coisa. Por exemplo, da janela do quarto é possível ver um morro onde tem a casinha da bruxa, mas graças a escuridão você vê apenas o formato dela. Daí quando você está prestes a fugir, Anna fala para Ben "Eu acho que eu vi a bruxa vindo para cá!" e pela janela você pode ver uma pequena sombra descendo pelo morro. Esse tipo de pequeno detalhe é bem encantador mesmo.

As músicas são belas como em jogos da empresa em geral, mas acho que quanto a som o que realmente merece destaque são os dubladores. Eu joguei em inglês, não sei como é a dublagem em alemão (A empresa é alemã), mas caramba, é simplesmente intensa a voz de cada personagem, você ouve a bruxa falar e sente até um arrepio em como aquela voz parece ter nascido pra dublar aquilo.

Enfim, Anna's Quest é um daqueles joguinhos fabulosos que apresentam uma jogabilidade casual, mas conseguem desenvolver uma história que te encanta rapidamente e te faz querer saber o que vai acontecer depois. Você pode conferir mais informações no site oficial de Anna's Quest.

Um comentário:

Gabriel Villar disse...

Sempre fui fã de adventures, principalmente dos point and click (acho que pq jogava muito esse estilo na minha infância). Joguei a trilogia do Deponia e fiquei muito satisfeito com o trabalho bem feito da Daedalic, mas achei muito ruim o final...(totalmente aberto e sem perspectiva de uma continuação) O que me deixou receoso de acompanhar os outros jogos da produtora.