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sábado, 25 de janeiro de 2014

Assassin’s Creed Liberation HD - Um jogo de super herói

Inicialmente Assassin’s Creed Liberation era um jogo exclusivo para Playstation Vita, adicionando uma jogabilidade que usava alguns elementos possíveis apenas no portátil, mas com o tempo acabaram lançando versões também para consoles de mesa e PC, isso com um aperfeiçoamento da jogabilidade, e novas texturas em HD. E naturalmente eu não podia deixar de fazer uma análise sobre essa maravilha.

A história apresenta Aveline de Grandpré, uma mestiça de ascendência francesa e africana que foi abandonada pela mãe durante a infância, a mesma foi criada por uma madrasta da alta sociedade, que lhe tratou como se fosse sua própria filha. No entanto Aveline sempre se viu determinada a reencontrar a mãe, e em meio a tantas injustiças, desenvolveu um senso de justiça que a fez aceitar entrar para o credo de assassinos, onde foi treinada desde jovem.


Bom, eu sempre soube que o jogo tinha suas limitações devido a ser uma versão para portátil, no entanto tenho que assumir que foi uma baita surpresinha, pois ele realmente é um Assassin's Creed por completo, envolvendo elementos em geral que outros jogos tem, por isso apesar de tudo, é um jogo que conseguiu fazer bonito e que se mostrou ser bem divertido. Como joguei ele após ter jogado Assassin's Creed IV, que é um bocado distinto de outros jogos da franquia, eu fiquei bastante surpreso em como tive uma sensação de "relembrar os velhos tempos", já que Liberation foi lançado antes dele, e sendo assim usava a mesma fórmula de Assassin's Creed III, com o estilo padrão da franquia, portanto diferente do AC4, nesse eu senti aquela ligação mais direta com o ambiente, e não como um personagem pertencente ao mar, o que aliás é um detalhe que acabo tendo que citar, devido à roupa de Aveline, e a presença de navios já em AC3, eu imaginei que Liberation era completamente voltado para o mar, creio eu que pensei isso porque a personagem se veste como se fosse uma capitã de um navio, e não a vestimenta padrão dos assassinos, mas a verdade é que o jogo se mostrou uma obra  mais parecida com os outros de jogabilidade clássica mesmo.

Há uma série de possibilidades apresentadas, muitas delas já vistas anteriormente, como um bom arsenal de armas, roupas diferentes, a possibilidade de se comprar lojas, elementos stealth, combate bastante divertido, baús para se coletar espalhados pela cidade e extras do gênero. Enfim, é um jogo que tem muitas coisas, mesmo assim ainda não colocou uma quantidade tão grande quanto normalmente se vê em jogos da franquia, só que isso se torna perdoável, já que inicialmente foi lançado para portátil, então ele acabou sim saindo bem completo.

Mas o jogo também tem alguns elementos próprios, sendo que o principal são as vestimentas da personagem. Você pode usar três tipos de roupas que irão mudar a jogabilidade, se você se vestir como escrava, irá se misturar facilmente com a multidão, se carregar caixas vai ser notado menos ainda e entrar em zonas protegidas de maneira simples. Caso você se vista como dama, sua vida irá cair drasticamente, não poderá pular, a limitação em combate será alta e você vai ser relativamente mais lento, em compensação é possível subornar guardas para que eles te deixem entrar em lugares, e também seduzi-los para te acompanharem e protegerem. Já no traje de assassino você tem todo o arsenal de armas disponível, pode usar todas as suas habilidades, mas chamará muito mais a atenção dos guardas, sendo assim o nível de procurado aumenta bem mais rápido. Para cada uma das vestimentas você tem formas diferentes de diminuir o nível de procurado.

Os gráficos estão bons, não tão bons quanto os dos jogos anteriores, já que apesar de ter a mesma engine de Assassin's Creed III, não foi desenvolvido usando a mesma potência, sendo que as texturas é o que realmente dão o toque especial, quando você olha do topo de um lugar, percebe claramente o quanto é mais vazio e tem menos detalhes do que nos outros jogos, mesmo assim ainda tem um bocado de coisa, não é um jogo que você diria que se passa em uma cidade vazia, e também tem um mundo aberto. Há vários lugares para ir, sendo que eles variam bastante, e o principal deles é a cidade de Nova Orleans.

O jogo não é dublado dessa vez, o que me pegou um pouco de surpresa, já que eu pensei que depois do terceiro, todos seriam dublados, mas aí me lembrei que ele foi lançado simultaneamente ao terceiro e naquela época ainda não era comum a dublagem na franquia, portanto é natural que a ubisoft não tivesse mandado fazer uma dublagem só porque ia ter um relançamento.

Nas ruas do jogo é notável também que os diálogos são bem mais limitados, ao contrário dos anteriores as pessoas não ficam falando sem parar e você não ouve fofocas, essas coisas. Apenas de vez em quando se ouve uma fala ou outra, e a maioria das vozes que se ouve são falatórios em que não se dá para entender, mas ainda assim ficou bom, também levando em consideração as limitações do Vita.

Enfim, esse é um jogo melhor do que imaginei, bastante gostoso mesmo de se jogar, e a sensação que eu tive é que estava jogando um jogo de super herói, uma personagem com identidade secreta pronta para proteger os oprimidos, tem elementos clássicos da franquia, mas também tem seus elementos únicos. A diversão é intensa e tenho certeza que muita gente ficará viciada, recomendo! Ele foi lançado em caixinha no Brasil, mas se preferir versão digital, é possível conseguir um baita desconto em keys pra ele tanto da steam quanto da uplay se for comprado pelo G2A, que aceita boleto bancário. Confira aqui.

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