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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Assassin's Creed IV - Um jogo com um clima diferente!

Uma coisa que eu estava conversando com alguns conhecidos era sobre a velocidade em que a ubisoft lançou os jogos da franquia Assassin's Creed, simplesmente é impressionante como a empresa apresentou jogos tão maravilhosos em uma quantidade tão curta de tempo, lançando um atrás do outro no período de apenas um ano. Normalmente esse tipo de jogo costuma não ter uma qualidade muito grande, já que costumam ser feitos às pressas, só que a empresa assumiu que tinha várias equipes criando múltiplos jogos ao mesmo tempo, ou seja eles não foram feitos em apenas um ano, mas levaram vários anos. Só que essa velocidade em lançar o jogo pode acabar gerando um problema, pois a empresa faz universos tão gigantescos, robustos e cheios de coisas para fazer, que se torna inevitável, explorar, brincar pelo ambiente, se divertir mesmo e aos poucos ir fazendo as missões principais, e apenas um ano pra fazer isso é um período apertado, pois existem outros jogos para serem jogados e Assassin's Creed precisa de um baita investimento em tempo. Isso também faz com que alguns jogos da franquia possam parecer menos intensos do que realmente são. Por exemplo Assassin's Creed Revelations é um jogo FANTÁSTICO, porém eu não consegui sentir isso tão intensamente como joguei, eu apenas percebi que era maravilhoso, mas não estava com toda aquela emoção, mas tenho certeza que se ele tivesse sido lançado três anos após o Assassin's Creed Brotherhood, a coisa teria sido muito diferente, pois eu já estaria com muitas saudades. Mas agora uma coisa que Assassin's Creed IV: Black Flag conseguiu fazer, foi se destacar por ter sido lançado apenas um ano após Assasin's Creed III, mas parecer um jogo completamente diferente, claro que isso ainda exige muito tempo para a exploração e tudo mais, porém esse universo em especial se destaca por ser muito distinto dos anteriores.

Na história você assume o papel de Edward Kenway, no ano de 1715, e é um perigoso pirata que vaga pelos mares do Caribe. Como capitão de um navio, você estabelece uma cidade própria em uma ilha, onde a corrupção rola solta. Em meio a busca de tesouros, Edward acaba cruzando o caminho da interminável disputa entre templários e assassinos, o que o faz se interessar pelas riquezas que pode acabar lucrando, mas naturalmente isso faz com que as coisas se tornem bem mais perigosas que o normal.

O mundo como sempre está grandioso, e tudo bem que o primeiro Assassin's Creed já tinham várias cidades, porém em não fazia bater aquela sensação de se estar viajando de uma para outra. No caso de Black Flag essa sensação é constante, você viaja pelo mar e sente que não há apenas algumas cidades pré-determinadas, mas sim um verdadeiro mundo para ser descoberto. E é exatamente isso que você faz, descobre lugares. São muitas as ilhas espalhadas e cada uma delas esconde seus próprios segredos, podendo ser coisas pequenas como simples baú, ou coisas realmente grandiosas, é você quem decide se deve ou não dar uma parada pra conferir. Isso sem contar nas pequenas vilas que estão espalhadas, de repente você pode dar uma parada e reabastecer os suprimentos.
As batalhas ao mar são muito intensas e bem elaboradas, dessa vez a pancadaria come solta mesmo. Tenho que assumir que não aproveitei tanto a parte naval no jogo anterior, porém nesse ficou realmente muito atraente. É tentador ir até uma taverna e ouvir boatos, para descobrir que há um navio de carga valiosíssima fazendo tal rota, e assim partir para surpreendê-los. Naturalmente para se roubar carga é necessário lutar primeiro, então você tem duas opções, a primeira é destruir completamente o navio inimigo e pegar metade da carga que ficar no mar, a segunda opção é deixar o navio incapacitado de navegar, e então invadir junto à tripulação e começar a pancadaria com os homens do navio inimigo, naturalmente é algo mais perigoso e seus homens podem morrer, porém também gera uma recompensa bem maior. Você pode também atacar aleatoriamente navios que encontrar, com sua luneta você pode ficar observando distante para descobrir de que país é o navio e qual a carga dele.

Como você é o capitão de um navio, é necessário se ter piratas para administrá-lo e te ajudarem, e para isso você pode ir até vilas e contratar homens para o serviço, mas isso custa dinheiro, portanto você pode também conquistar a lealdade de alguns, salvando-os de perigos, como por exemplo entrando no meio de uma briga para defender alguém, ou resgatando um homem ao mar.

As cargas que você rouba ou acha boiando no mar, podem ser vendidas em cidades, e também usadas para melhorar o navio, logicamente é preciso usar dinheiro em cima disso, porém as cargas são valiosas, e por isso também são equivalentes a dinheiro. Existem algumas melhoras no navio que você simplesmente não vai conseguir fazer se não tiver uma determinada quantia de uma certa carga. As melhoras variam bastante e aperfeiçoam diversas coisas no navio, fazendo você ficar empolgado para sair para saquear e assim testar a potência do seu brinquedinho novo.

Agora uma coisa que eu amei nesse jogo e que acho que muita gente vai adorar também, é a sensação de tranquilidade. Com o meu medo e atração pelo mar, fica difícil não ficar fascinado enquanto você viaja. Ele se mostra tão grandioso, e em momentos calmos, a tripulação começa cantar, as vezes me sentia realmente viajando com uma música triste sendo cantada e aquele som das ondas, com ilhas podendo ser vistas à distância. Isso sem contar a variação, o mar pode ser um lugar perigoso e de uma hora pra outra você entrar em uma terrível tempestade, com direito a imensas trombas d'água e ondas gigantescas que podem destruir o seu navio. Isso sem contar quando você está no meio de uma batalha e de repente começa uma tempestade, o clima é bastante intenso.

Ao contrário de Assassin's Creed III, esse não é completamente dublado, isso porque existem várias ilhas, colonizadas por países diferentes, por isso em uma ilha as pessoas falam espanhol, já na ilha britânica os habitantes falarão inglês. Isso foi algo que ficou incrível, pois você se sente ainda mais como uma pessoa que está vagando pelos mares e indo a lugares distantes. Mas a dublagem dos personagens principais sempre é em português, ao meu ver ficou bom, mas realmente dublagem é uma questão de gosto, então o personagem que acho que se encaixou muito bem em uma voz, pode não parecer tão bom assim pra você, por isso só jogando pra saber.
Agora quanto aos gráficos, sendo bastante sincero, eu acho eles um tanto ultrapassados. Eu falei isso uns dias atrás e apareceu um povo bem nervoso, mas sinceramente eu não sei o motivo. Porque diferencio as coisas entre algo ser bonito, e apresentar um ambiente bonito. E o negócio é, Assassin's Creed IV tem um ambiente maravilhoso, as pequenas ilhas acendendo as lamparinas ao anoitecer, as praias com água em tom azulado, os animais, e tudo mais, são detalhes bonitos de se ver e é um ambiente lindo. Mas agora O GRÁFICO eu não achei bonito mesmo, ao se olhar de perto certas certos detalhes como uma corda em um barco, é possível se ver uma dobra brusca e quadrada enquanto ela dá uma volta em um tronco, e não aquele redondinho perfeito, claro eu sei que é só um detalhe, mas eu vi esse tipo de coisa em todo lugar. Isso foi algo que não notei em Assassin's Creed III, mas sei bem o motivo. Devido ao ambiente tropical, as cores de tudo são mais brilhantes, tons que chegam a ser um pouco saturados em certas colônias, isso deixa tudo mais escrachado, já o jogo anterior tinha cores mais sombrias por ser um ambiente mais frio, isso deixava esses detalhezinhos menos visíveis e assim fazia parecer mais bonito. Mas o jogo em si, apesar de todos estarem falando que é um gráfico extremamente perfeito e um dos mais bonitos de sua época, eu não concordo nem um pouco, tem gráficos que são bem mais bonitos e bem mais antigos. Acho que uma boa forma de mostrar o que quero dizer é pegar o Far Cry 1, também da ubisoft, aquele jogo é LINDO pra época dele, mas ele tem sua limitação gráfica, porém se for ver umas imagens desse jogo hoje em dia, muita gente ainda vai achar lindo, só que isso é mais por causa do ambiente e não do gráfico do jogo. O ambiente de Far Cry 1 também é de ilha paradisíaca, cheia de detalhes maravilhosos. Mas acho que a melhor maneira de se deixar isso realmente visível é olhar pro gráfico de Assassin's Creed IV dentro do edifício da Abstergo, quando você sai do Animus e vai pra lá, não é um ambiente natural que você vê, mas sim um ambiente urbano, e aí é que é notável a grande diferença, o gráfico não fica feio e nem foi modelado de um jeito desleixado, o gráfico fica como sempre foi, a diferença é que sem a ilusão do mundo paradisíaco, é possível observar as limitações do motor gráfico utilizado. E antes que me massacrem, não eu não acho que isso seja realmente importante, é apenas um detalhe que quis ressaltar e mostrar porque achei os gráficos do Assassin's Creed 3 mais atraentes. O que não significa que Black Flag seja ruim, de forma alguma, como falei o visual do jogo é MARAVILHOSO, é lindo de se ver, mas para alguns que tem uma percepção mais ou menos parecida com a minha pode achar meio esquisito e sentir que o gráfico piorou, mas a verdade é que o ambiente é que deixou certas coisas mais expostas.

Enfim, ta aí um jogo muito bom quanto ao todo e que sei que muitos de vocês irão amar, vale a pena demais, recomendo para aqueles que vão comprar, usar o Greenman Gaming, para ganhar aquele desconto maroto e faturar um baita crédito, hehehe.


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