O beta aberto de Mortal Shell II já está disponível e um novo trailer oficial foi lançado, revelando combates intensos e a atmosfera sombria que marcam a sequência do aclamado RPG de ação. O vídeo mostra a mecânica de possuir diferentes “Shells” para enfrentar deuses falsos e sobreviver em um mundo devastado. Confira:
Mortal Shell II - Soulslike onde você controla os corpos e mentes de guerreiros caídos
Mortal Shell II é a continuação direta do soulslike lançado em 2020, desenvolvido pela Cold Symmetry e publicado pela Playstack, trazendo combate mais rápido, exploração em mundo aberto e o retorno do sistema de Shells, que permite assumir corpos de guerreiros com estilos únicos.
O jogo mantém a essência sombria e desafiadora do primeiro título, mas amplia sua escala ao apostar em um mundo aberto interconectado, onde cada escolha do jogador influencia a forma de enfrentar inimigos e chefes. O destaque continua sendo o sistema de Shells, os corpos de guerreiros caídos, que o jogador pode entrar e passar a controlar.
Essa mecânica permite adaptar a estratégia conforme os desafios, tornando cada jornada diferente. Além disso, Mortal Shell II aprofunda o uso de armas e aprimoramentos, dando mais liberdade para personalizar o estilo de luta. A atmosfera segue carregada de elementos de fantasia sombria, com cenários devastados e criaturas implacáveis que reforçam o tom de sobrevivência e descoberta. O jogo foi projetado para PC, PlayStation 5 e Xbox Series, o jogo se posiciona como uma evolução natural da franquia, mantendo o DNA de dificuldade elevada e combate visceral que conquistou fãs do gênero soulslike.
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Jogos Soulslike
Quando se fala em jogos difíceis, poucos gêneros ganharam tanta força quanto os chamados soulslike. O termo surgiu por causa da série Demon's Souls e principalmente da franquia Dark Souls, desenvolvidas pela FromSoftware. O que começou como uma proposta diferente para RPGs de ação acabou influenciando centenas de jogos ao redor do mundo e criou uma comunidade apaixonada por desafios, exploração e combate estratégico.
A história desse fenômeno passa diretamente pelo trabalho de Hidetaka Miyazaki. Antes de assumir um papel de destaque na empresa, Miyazaki participou do desenvolvimento de vários projetos, mas foi com Demon's Souls, lançado para PlayStation 3 em 2009, que sua visão começou a chamar atenção. O jogo não se parecia com os RPGs populares da época. Em vez de conduzir o jogador por uma aventura cheia de tutoriais e indicações, ele preferia deixar que cada pessoa aprendesse errando, observando o cenário e enfrentando consequências por suas escolhas.
O sucesso inicial de Demon's Souls abriu caminho para Dark Souls em 2011. O novo jogo ampliou praticamente tudo o que havia sido criado anteriormente. O mundo interligado impressionou muitos jogadores, os chefes se tornaram memoráveis e a sensação de descobrir atalhos secretos virou uma marca registrada. Nomes como Lordran, Undead Burg, Anor Londo, Ornstein, Smough, Solaire de Astora e Gwyn passaram a fazer parte da cultura dos videogames e ajudaram a transformar Dark Souls em um dos RPGs mais comentados de sua geração.
Com o passar dos anos, Dark Souls recebeu continuações que expandiram ainda mais a fórmula. Dark Souls II trouxe novas ideias e uma enorme quantidade de conteúdo, enquanto Dark Souls III refinou diversas mecânicas e apresentou batalhas ainda mais intensas. Ao mesmo tempo, a comunidade passou a analisar detalhes da história escondidos em descrições de itens, diálogos curtos e elementos do cenário. Essa forma indireta de narrativa se tornou uma das características mais famosas do gênero.
Outro marco importante surgiu com Bloodborne. Em vez da fantasia medieval tradicional, o jogo apostou em uma atmosfera inspirada pelo terror gótico, por monstros grotescos e pelo horror cósmico. A cidade de Yharnam se tornou um dos cenários mais lembrados dos videogames modernos. O combate também mudou bastante, incentivando agressividade e velocidade. Muitos jogadores consideram Bloodborne um dos exemplos mais marcantes de como a fórmula soulslike pode funcionar em diferentes estilos.
Pouco depois, a FromSoftware surpreendeu novamente com Sekiro: Shadows Die Twice. Embora muitos discutam se ele é ou não um soulslike tradicional, várias ideias do gênero continuaram presentes. O sistema de postura, os duelos contra samurais, ninjas e guerreiros lendários criaram uma experiência única. O jogo recebeu diversos prêmios e mostrou que a empresa conseguia reinventar suas próprias fórmulas sem abandonar a essência de desafio e aprendizado constante.
O impacto desses jogos foi tão grande que outros estúdios passaram a criar suas próprias interpretações. Surgiram títulos como Nioh, Nioh 2, The Surge, The Surge 2, Lords of the Fallen, Code Vein, Mortal Shell e muitos outros. Cada um buscou adicionar elementos próprios, seja através de ambientações futuristas, sistemas de classes diferentes ou novas formas de progressão.
O gênero também encontrou espaço fora dos RPGs tridimensionais. Jogos como Salt and Sanctuary, Blasphemous, Hollow Knight, Moonscars e Death's Gambit adaptaram conceitos dos soulslike para experiências em duas dimensões. Elementos como recuperação de recursos após a morte, chefes desafiadores e exploração baseada em risco e recompensa continuaram presentes mesmo em estilos bastante diferentes.
Uma das razões para o sucesso dos soulslike está na forma como eles tratam a derrota. Em muitos jogos, perder representa apenas um pequeno atraso. Nos soulslike, cada erro pode custar recursos valiosos. Isso cria tensão durante a exploração de castelos abandonados, florestas sombrias, masmorras, fortalezas, templos e cidades em ruínas. Quando o jogador finalmente supera um obstáculo que parecia impossível, a sensação de conquista costuma ser muito maior.
Outro aspecto marcante é o design dos chefes. Ao longo dos anos, os jogadores enfrentaram dragões gigantes, cavaleiros amaldiçoados, reis antigos, criaturas demoníacas, entidades cósmicas, guerreiros lendários, monstros colossais e seres misteriosos que escondem fragmentos importantes da narrativa. Nomes como Artorias, Manus, Fume Knight, Sister Friede, Nameless King, Lady Maria, Gehrman, Isshin e Malenia se tornaram referências frequentes quando o assunto é combate memorável.
A exploração também exerce um papel fundamental. Diferentemente de muitos jogos que apontam exatamente para onde o jogador deve seguir, os soulslike costumam incentivar a curiosidade. Um corredor aparentemente comum pode esconder um atalho importante. Uma parede suspeita pode levar a uma área secreta. Um personagem encontrado por acaso pode iniciar uma missão cheia de consequências. Essa sensação de descoberta constante ajuda a tornar cada jornada diferente.
Em 2022, a FromSoftware alcançou outro momento histórico com Elden Ring. O projeto contou com colaboração de George R. R. Martin na construção do universo. O jogo expandiu a fórmula para um enorme mundo aberto repleto de castelos, cavernas, ruínas, catacumbas, dragões, cavaleiros e segredos. O sucesso comercial e de crítica mostrou que o gênero ainda possuía espaço para crescer sem abandonar suas principais características.
Hoje, os soulslike são vistos como uma das correntes mais influentes da indústria dos videogames. Muitos estúdios incorporam sistemas inspirados em Dark Souls, mesmo quando seus jogos pertencem a gêneros completamente diferentes. Mecânicas ligadas a estamina, esquivas precisas, checkpoints, exploração cuidadosa e chefes complexos aparecem cada vez mais em RPGs, jogos de ação, aventuras e até produções independentes.
Mais do que apenas jogos difíceis, os soulslike representam uma filosofia de design baseada em aprendizado, observação e persistência. Eles transformaram a derrota em parte da experiência, incentivaram os jogadores a explorar cada canto dos cenários e provaram que desafios exigentes podem conquistar um público enorme. De Demon's Souls até Elden Ring, passando por Bloodborne, Sekiro, Nioh, Mortal Shell, Blasphemous e muitos outros títulos, o gênero continua deixando sua marca e influenciando novas gerações de desenvolvedores e jogadores.
A história desse fenômeno passa diretamente pelo trabalho de Hidetaka Miyazaki. Antes de assumir um papel de destaque na empresa, Miyazaki participou do desenvolvimento de vários projetos, mas foi com Demon's Souls, lançado para PlayStation 3 em 2009, que sua visão começou a chamar atenção. O jogo não se parecia com os RPGs populares da época. Em vez de conduzir o jogador por uma aventura cheia de tutoriais e indicações, ele preferia deixar que cada pessoa aprendesse errando, observando o cenário e enfrentando consequências por suas escolhas.
O sucesso inicial de Demon's Souls abriu caminho para Dark Souls em 2011. O novo jogo ampliou praticamente tudo o que havia sido criado anteriormente. O mundo interligado impressionou muitos jogadores, os chefes se tornaram memoráveis e a sensação de descobrir atalhos secretos virou uma marca registrada. Nomes como Lordran, Undead Burg, Anor Londo, Ornstein, Smough, Solaire de Astora e Gwyn passaram a fazer parte da cultura dos videogames e ajudaram a transformar Dark Souls em um dos RPGs mais comentados de sua geração.
Com o passar dos anos, Dark Souls recebeu continuações que expandiram ainda mais a fórmula. Dark Souls II trouxe novas ideias e uma enorme quantidade de conteúdo, enquanto Dark Souls III refinou diversas mecânicas e apresentou batalhas ainda mais intensas. Ao mesmo tempo, a comunidade passou a analisar detalhes da história escondidos em descrições de itens, diálogos curtos e elementos do cenário. Essa forma indireta de narrativa se tornou uma das características mais famosas do gênero.
Outro marco importante surgiu com Bloodborne. Em vez da fantasia medieval tradicional, o jogo apostou em uma atmosfera inspirada pelo terror gótico, por monstros grotescos e pelo horror cósmico. A cidade de Yharnam se tornou um dos cenários mais lembrados dos videogames modernos. O combate também mudou bastante, incentivando agressividade e velocidade. Muitos jogadores consideram Bloodborne um dos exemplos mais marcantes de como a fórmula soulslike pode funcionar em diferentes estilos.
Pouco depois, a FromSoftware surpreendeu novamente com Sekiro: Shadows Die Twice. Embora muitos discutam se ele é ou não um soulslike tradicional, várias ideias do gênero continuaram presentes. O sistema de postura, os duelos contra samurais, ninjas e guerreiros lendários criaram uma experiência única. O jogo recebeu diversos prêmios e mostrou que a empresa conseguia reinventar suas próprias fórmulas sem abandonar a essência de desafio e aprendizado constante.
O impacto desses jogos foi tão grande que outros estúdios passaram a criar suas próprias interpretações. Surgiram títulos como Nioh, Nioh 2, The Surge, The Surge 2, Lords of the Fallen, Code Vein, Mortal Shell e muitos outros. Cada um buscou adicionar elementos próprios, seja através de ambientações futuristas, sistemas de classes diferentes ou novas formas de progressão.
O gênero também encontrou espaço fora dos RPGs tridimensionais. Jogos como Salt and Sanctuary, Blasphemous, Hollow Knight, Moonscars e Death's Gambit adaptaram conceitos dos soulslike para experiências em duas dimensões. Elementos como recuperação de recursos após a morte, chefes desafiadores e exploração baseada em risco e recompensa continuaram presentes mesmo em estilos bastante diferentes.
Uma das razões para o sucesso dos soulslike está na forma como eles tratam a derrota. Em muitos jogos, perder representa apenas um pequeno atraso. Nos soulslike, cada erro pode custar recursos valiosos. Isso cria tensão durante a exploração de castelos abandonados, florestas sombrias, masmorras, fortalezas, templos e cidades em ruínas. Quando o jogador finalmente supera um obstáculo que parecia impossível, a sensação de conquista costuma ser muito maior.
Outro aspecto marcante é o design dos chefes. Ao longo dos anos, os jogadores enfrentaram dragões gigantes, cavaleiros amaldiçoados, reis antigos, criaturas demoníacas, entidades cósmicas, guerreiros lendários, monstros colossais e seres misteriosos que escondem fragmentos importantes da narrativa. Nomes como Artorias, Manus, Fume Knight, Sister Friede, Nameless King, Lady Maria, Gehrman, Isshin e Malenia se tornaram referências frequentes quando o assunto é combate memorável.
A exploração também exerce um papel fundamental. Diferentemente de muitos jogos que apontam exatamente para onde o jogador deve seguir, os soulslike costumam incentivar a curiosidade. Um corredor aparentemente comum pode esconder um atalho importante. Uma parede suspeita pode levar a uma área secreta. Um personagem encontrado por acaso pode iniciar uma missão cheia de consequências. Essa sensação de descoberta constante ajuda a tornar cada jornada diferente.
Em 2022, a FromSoftware alcançou outro momento histórico com Elden Ring. O projeto contou com colaboração de George R. R. Martin na construção do universo. O jogo expandiu a fórmula para um enorme mundo aberto repleto de castelos, cavernas, ruínas, catacumbas, dragões, cavaleiros e segredos. O sucesso comercial e de crítica mostrou que o gênero ainda possuía espaço para crescer sem abandonar suas principais características.
Hoje, os soulslike são vistos como uma das correntes mais influentes da indústria dos videogames. Muitos estúdios incorporam sistemas inspirados em Dark Souls, mesmo quando seus jogos pertencem a gêneros completamente diferentes. Mecânicas ligadas a estamina, esquivas precisas, checkpoints, exploração cuidadosa e chefes complexos aparecem cada vez mais em RPGs, jogos de ação, aventuras e até produções independentes.
Mais do que apenas jogos difíceis, os soulslike representam uma filosofia de design baseada em aprendizado, observação e persistência. Eles transformaram a derrota em parte da experiência, incentivaram os jogadores a explorar cada canto dos cenários e provaram que desafios exigentes podem conquistar um público enorme. De Demon's Souls até Elden Ring, passando por Bloodborne, Sekiro, Nioh, Mortal Shell, Blasphemous e muitos outros títulos, o gênero continua deixando sua marca e influenciando novas gerações de desenvolvedores e jogadores.




