Esse é um jogo que ainda está em acesso antecipado. Sendo assim, o texto não é baseado na versão final do jogo, mas sim no que a empresa conseguiu entregar até então. Ainda assim, para quem sempre achou apaixonante o mundo gótico, é uma opção interessante.
Vampires: Bloodlord Rising | Survival coop onde você constrói seu castelo em um mundo gótico!
Vampires: Bloodlord Rising é um survival RPG em mundo aberto que coloca o jogador no papel de Dragos, um vampiro antigo que desperta depois de séculos e encontra a região de Sangavia tomada por fanáticos, criaturas estranhas e vilarejos cheios de gente com medo de qualquer sombra. O jogo mistura exploração noturna, construção de base, gerenciamento de seguidores e combate contra a Inquisição, tudo com aquela pegada clássica de fantasia gótica. Ele pode ser jogado sozinho ou em coop para até quatro pessoas, o que já muda bastante o ritmo das coisas, porque dividir tarefas de coleta, defesa do castelo e caça facilita a vida de qualquer vampiro cansado.
A desenvolvedora por trás do projeto é a Mehuman Games, um estúdio pequeno da Polônia formado por gente que já trabalhou com jogos de horror mais pesados, como Lust from Beyond e Lust for Darkness. Eles se juntaram com a Toplitz Productions, que tem experiência com a linha Dynasty, tipo Medieval Dynasty, Sengoku Dynasty e Wild West Dynasty, e resolveram levar essa fórmula de sobrevivência e administração para um universo de vampiros. O curioso é que o jogo começou com o nome Vampire Dynasty, mas acabou rebatizado para Vampires: Bloodlord Rising, provavelmente para soar mais próximo de buscas comuns como V Rising ou Vampire Bloodlines, dois gigantes quando o assunto é jogo de vampiro.
A base do gameplay gira em torno de sobreviver como um predador noturno. Dragos precisa se alimentar constantemente de sangue humano ou animal, porque sem isso ele fica fraco e perde habilidades importantes, como a transformação em morcego para viajar rápido pelo mapa. O ciclo é bem típico de survival: sair à noite para caçar, coletar recursos, enfrentar inimigos e voltar antes do sol nascer para descansar no caixão. Essa dinâmica naturalmente lembra um pouco o que V Rising fez, mas com um ritmo mais voltado para RPG mais tradicional e história guiada. Ou seja, é algo mais preso, ao invés da sensação forte de sandbox.
Construir o próprio castelo é uma das partes que amplia a coisa em relação a outros jogos góticos. O jogador levanta muralhas, torres, salas de artesanato e decora tudo com aquele visual gótico clássico, meio Castlevania misturado com Conan Exiles. O castelo não é só enfeite, ele funciona como centro de progressão: ali ficam as estações para refinar materiais, criar equipamentos e organizar os servos. Esses seguidores são outro ponto forte, porque dá para recrutar aldeões e transformá-los em vampiros subordinados, que passam a trabalhar para você coletando madeira, minerando ou defendendo a base. A sensação de montar um pequeno império das trevas vai crescendo aos poucos.
A história tenta dar peso às escolhas do jogador. Dragos pode governar Sangavia como um tirano que espalha medo ou como um senhor mais estratégico, que protege certas vilas para garantir influência. Essas decisões mudam diálogos, missões e até o rumo do enredo, algo que aproxima o jogo de RPGs como The Witcher e Skyrim, só que com orçamento bem mais modesto. O mapa é dividido em biomas diferentes, com florestas enevoadas, pântanos e regiões montanhosas, cada uma com inimigos próprios e segredos para descobrir.
No cooperativo o jogo ganha outra cara. Enquanto um jogador cuida da construção, outro pode sair caçando recursos ou limpando masmorras, e isso evita aquela sensação de grind solitário que muitos survivals têm. Para quem curte experiências como Valheim, Conan Exiles ou até o próprio V Rising, a proposta soa familiar, mas com foco maior em narrativa ao invés do PVP competitivo. Por outro lado, pode parecer muuuito esquisito pra alguns jogadores. Isso porque não é um survival com uma história de fundo, é um jogo de história com elementos de survival de fundo. Ou seja, pode ser bem irritante para alguns jogadores, ter que falar com NPCs e todos os participantes precisarem esar presentes.
Apesar de tudo, não é um jogo impecável. Dá pra ver de forma nítida que é um jogo duplo A. Algumas animações são simples, a coleta de recursos é bem direta e a inteligência dos inimigos às vezes se perde no cenário. Também falta polimento em tutoriais e interface, o que pode assustar quem espera algo super refinado logo de cara. Ainda assim, o conjunto funciona e passa aquela vibe honesta de projeto feito por um estúdio pequeno tentando entregar um survival de vampiro com identidade própria.
Para quem gosta do tema, o jogo tem várias pequenas referências ao imaginário clássico de vampiros, desde a necessidade de evitar o sol até a ideia de governar humanos pelo medo ou pela manipulação. Ele conversa com tradições vistas em Vampire: The Masquerade Bloodlines, com a sobrevivência moderna de V Rising e com a administração de base típica de jogos da Toplitz. Não é um título que tenta reinventar o gênero, mas sim juntar peças conhecidas de um jeito acessível.
Enfim, Vampires: Bloodlord Rising acaba sendo uma opção interessante para quem curte survival com foco em RPG, construção de castelo e fantasia sombria sem aquela obrigação de virar jogo competitivo online. Funciona bem para quem gosta de administrar base, recrutar seguidores e viver a rotina de um vampiro clássico, com direito a caçadas noturnas e decisões morais pelo caminho. O jogo está disponível para PC nas lojas digitais Steam, Epic Games Store e GOG.
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