O Culto de Chucky | Aprimorando um pouco mais o que já estava indo bem

É sempre uma satisfação ver quando uma franquia consegue não apenas fazer algo bom, mas conseguir manter isso. E depois do caótico "Filho de Chucky", o que veio depois com A Maldição de Chucky foi um verdadeiro milagre que era difícil imaginar que conseguiria se manter, mas em 2017 foi lançado Cult of Chucky, sequência direta, com uma qualidade semelhante e que ficou com cara de "Vai virar trilogia".
 
Na história, Nica Pierce foi parar em um hospital psiquiátrico e ficou por anos se tratando até aceitar que Chucky não é real, mas sim ela é que é uma psicopata que matou sua família e acabou criando essa fantasia. A aceitação lhe permite ser transferida para uma instituição com menor segurança e maior liberdade, no entanto logo o passado começa a persegui-la.
Esse provavelmente é o filme que mais tem pré-requisitos para ser assistido e é completamente voltado para fãs. Ou seja, se você apenas conhece a franquia Brinquedo Assassino por alto, assistindo um filme aqui e ali e sabendo quem é o Chucky, não vai entender muita coisa quando assistir esse. Sendo assim assista "Brinquedo Assassino", "A Noiva de Chucky" e "A Maldição de Chucky". Esses três filmes dão base para entender a coisa, e se quiser entender o pós-crédito, assista "Brinquedo Assassino 2".

Novamente adotaram a fórmula do filme anterior, mas dessa vez parecem ter ouvido os fãs sobre a enrolação do começo do filme passado, e a coisa não para de acontecer por aqui. É muito cheio de detalhes, trazendo de volta o protagonista da trilogia, Andy Barclay, que a última vez que apareceu pra valer foi em "Brinquedo Assassino 3", mas se você é do tipo que assiste pós-créditos, viu ele no filme anterior a esse, que é uma cena essencial para a continuação.
Então aqui temos múltiplos personagens em uma instituição e boa parte deles tem problemas psicológicos, o que naturalmente já os faz não serem nada confiáveis, porém a própria sanidade da protagonista está comprometida e assim é um filme que gera paranoia, pois começam a acontecer umas coisas bem bizarras como múltiplos bonecos Good Guy aparecendo, mas aparentemente Chucky se manifestando em mais de um.

E óbvio que isso acaba confundindo e fazendo o público se perguntar sobre o que é e o que não é real na bagaceira. Além de ter outras desconfianças também, como o personagem chamado Michael Múltiplo, que fica assumindo múltiplas personalidades e uma delas é o Chucky, o que leva também à dúvida se a alma de Charles Lee Ray foi transferida pra ele ou se apenas é loucura.
Existem certos elementos no filme que são um tanto confusos e ao dar uma pesquisada, vi que muita gente também ficou meio sem entender o significado de certas coisas, mas para quem gosta de entender tudo perfeitamente, pode acabar achando um pouco frustrante a coisa. Tiveram detalhes que tive que conversar com meu amigo pra encaixar melhor.

Assumo que não gostei muito da explicação para o que está acontecendo, achei que foi uma resposta extremamente fácil e preguiçosa, além de que um desperdício imenso, pois poderiam ter usado isso para encaixar os filhos de Chucky na história, já que tiveram coragem de manter a Noiva como oficial na coisa, mas não... Perderam essa oportunidade.
Apesar dos efeitos especiais do boneco ficarem melhor do que o anterior e o visual do Chucky ter ficado mais adequado, ainda está uma bagaceira meio tosquinha com um visual estranho e a movimentação continua feia igual. Agora o que cai em desgraça mesmo, são os efeitos especiais, que são só a bagaceira.
Enfim, esse é um filme bem mais rápido que o anterior e que acho que agrada fãs com certeza. Vi gente dizendo que ele é puro fan service, mas acho que não tem a ver. O Andy sempre foi o protagonista na trilogia, qual o problema de trazer ele ou outro personagem de volta? Queriam que a franquia ficasse perdida com personagens aleatórios pra matar? Existe sentido e ligação de certos personagens com ele, então gostei bastante disso. Não é um filme impecável, mas acho bem digno e um restaurador de franquia.

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