Quando se fala em DLSS 5, é fácil imaginar jogos modernos com gráficos avançados, cheios de iluminação, personagens detalhados, texturas em alta resolução e efeitos de última geração. Afinal, colocar uma tecnologia desse tipo em um jogo que já é bonito parece o caminho mais óbvio. Mas existe uma pergunta bem mais interessante: o que acontece quando você joga isso em algo que nasceu em uma época em que polígonos eram tratados quase como ouro?
É aí que o PlayStation 1 entra na história. Através do DuckStation, emulador conhecido por melhorar a experiência dos jogos de PS1 no PC, a tecnologia de Neural Rendering associada ao DLSS 5 pode ser experimentada em jogos extremamente antigos. O processo envolve ferramentas da comunidade, como o RenoDX, ReShade e o DLSS5-Feeder, que conseguem criar a estrutura necessária para que a tecnologia receba informações de imagem, profundidade e movimento mesmo quando o jogo original não possui suporte nativo.
Isso é especialmente curioso porque jogos de PlayStation 1 não foram feitos pensando em nada parecido. Eles trabalham com modelos simples, texturas pequenas, efeitos limitados e vários daqueles defeitos visuais que hoje fazem parte do charme da era 32-bits. A ideia de colocar uma tecnologia moderna de reconstrução neural nesse cenário parece quase uma experiência científica feita por alguém que olhou para um jogo de 1998 e pensou: "e se eu jogar inteligência artificial nisso aqui?"
E o resultado mostrado em experiências com DuckStation deixa a coisa ainda mais estranha. Em vez de apenas deixar a imagem mais limpa ou aumentar a resolução, a Neural Rendering consegue alterar bastante a aparência percebida dos elementos na tela. Dependendo do jogo e da configuração, aquilo que nasceu visualmente como um jogo de PS1 pode ganhar uma aparência que lembra produções de Nintendo 64, enquanto outros exemplos chegam a transmitir uma sensação que quase se aproxima da geração do PlayStation 2.
Isso não significa que o DLSS 5 esteja magicamente transformando um jogo de PS1 em um jogo de PS2 por baixo dos panos. Os modelos, texturas e recursos originais continuam sendo os mesmos. A diferença está na forma como a imagem final é reconstruída e apresentada, fazendo com que elementos muito simples possam ganhar uma aparência mais suave, definida e moderna. É uma mudança visual bem diferente de simplesmente colocar um filtro de nitidez por cima.
O mais interessante é o contraste. Em um jogo moderno, uma tecnologia dessas pode pegar um cenário cheio de detalhes e fazer com que ele pareça ainda mais refinado. No PS1, ela começa com uma imagem que parece ter saído diretamente de uma televisão de tubo dos anos 90 e tenta descobrir como aquilo poderia ser interpretado com recursos de processamento neural atuais.
A combinação também mostra como o trabalho da comunidade de modding está indo além de simplesmente instalar texturas em alta resolução. O RenoDX foi criado como uma ferramenta para modificar a renderização dos jogos e permite trabalhar com shaders, buffers, recursos de textura e outros elementos gráficos. Já soluções como o DLSS5-Feeder foram criadas para levar a tecnologia neural a jogos que não possuem DLSS nativo, usando informações fornecidas por camadas como o ReShade.
O suporte a emuladores também passou a aparecer em ferramentas voltadas para facilitar esse tipo de experiência. Perfis para DuckStation, PCSX2, Dolphin, PPSSPP e outros emuladores já fazem parte desse ecossistema experimental, mostrando que a ideia não precisa ficar presa aos jogos de PC modernos.
No caso do PS1, porém, existe uma diferença importante: o resultado pode variar bastante de acordo com o jogo, o renderizador utilizado e a qualidade das informações que conseguem ser extraídas da imagem. Como esses jogos não foram projetados para fornecer os dados que técnicas modernas esperam receber, podem surgir artefatos ou resultados bem estranhos. Ainda assim, é essa limitação que torna os testes tão curiosos.
Ver um jogo de PlayStation 1 ganhar uma aparência que lembra Nintendo 64 já é uma situação engraçada por si só. Quando a imagem começa a se aproximar visualmente de algo que chega perto PlayStation 2, a experiência fica ainda mais surreal. É como se várias gerações de videogames fossem colocadas no liquidificador e o resultado dependesse de quanto a inteligência artificial consegue interpretar daquele monte de polígonos, texturas e efeitos antigos.
E talvez seja nos jogos antigos que experiências desse tipo sejam mais interessantes. Em vez de usar o DLSS 5 apenas para deixar um gráfico que já é impressionante um pouco mais bonito, colocar a tecnologia sobre uma produção de PS1 mostra até onde uma reconstrução neural consegue interferir na aparência de uma imagem extremamente limitada. O DuckStation acaba virando, nesse caso, uma espécie de laboratório para imaginar como seriam aqueles velhos jogos caso tivessem atravessado algumas gerações tecnológicas sem mudar seu conteúdo original.
É aí que o PlayStation 1 entra na história. Através do DuckStation, emulador conhecido por melhorar a experiência dos jogos de PS1 no PC, a tecnologia de Neural Rendering associada ao DLSS 5 pode ser experimentada em jogos extremamente antigos. O processo envolve ferramentas da comunidade, como o RenoDX, ReShade e o DLSS5-Feeder, que conseguem criar a estrutura necessária para que a tecnologia receba informações de imagem, profundidade e movimento mesmo quando o jogo original não possui suporte nativo.
Isso é especialmente curioso porque jogos de PlayStation 1 não foram feitos pensando em nada parecido. Eles trabalham com modelos simples, texturas pequenas, efeitos limitados e vários daqueles defeitos visuais que hoje fazem parte do charme da era 32-bits. A ideia de colocar uma tecnologia moderna de reconstrução neural nesse cenário parece quase uma experiência científica feita por alguém que olhou para um jogo de 1998 e pensou: "e se eu jogar inteligência artificial nisso aqui?"
E o resultado mostrado em experiências com DuckStation deixa a coisa ainda mais estranha. Em vez de apenas deixar a imagem mais limpa ou aumentar a resolução, a Neural Rendering consegue alterar bastante a aparência percebida dos elementos na tela. Dependendo do jogo e da configuração, aquilo que nasceu visualmente como um jogo de PS1 pode ganhar uma aparência que lembra produções de Nintendo 64, enquanto outros exemplos chegam a transmitir uma sensação que quase se aproxima da geração do PlayStation 2.
Isso não significa que o DLSS 5 esteja magicamente transformando um jogo de PS1 em um jogo de PS2 por baixo dos panos. Os modelos, texturas e recursos originais continuam sendo os mesmos. A diferença está na forma como a imagem final é reconstruída e apresentada, fazendo com que elementos muito simples possam ganhar uma aparência mais suave, definida e moderna. É uma mudança visual bem diferente de simplesmente colocar um filtro de nitidez por cima.
O mais interessante é o contraste. Em um jogo moderno, uma tecnologia dessas pode pegar um cenário cheio de detalhes e fazer com que ele pareça ainda mais refinado. No PS1, ela começa com uma imagem que parece ter saído diretamente de uma televisão de tubo dos anos 90 e tenta descobrir como aquilo poderia ser interpretado com recursos de processamento neural atuais.
A combinação também mostra como o trabalho da comunidade de modding está indo além de simplesmente instalar texturas em alta resolução. O RenoDX foi criado como uma ferramenta para modificar a renderização dos jogos e permite trabalhar com shaders, buffers, recursos de textura e outros elementos gráficos. Já soluções como o DLSS5-Feeder foram criadas para levar a tecnologia neural a jogos que não possuem DLSS nativo, usando informações fornecidas por camadas como o ReShade.
O suporte a emuladores também passou a aparecer em ferramentas voltadas para facilitar esse tipo de experiência. Perfis para DuckStation, PCSX2, Dolphin, PPSSPP e outros emuladores já fazem parte desse ecossistema experimental, mostrando que a ideia não precisa ficar presa aos jogos de PC modernos.
No caso do PS1, porém, existe uma diferença importante: o resultado pode variar bastante de acordo com o jogo, o renderizador utilizado e a qualidade das informações que conseguem ser extraídas da imagem. Como esses jogos não foram projetados para fornecer os dados que técnicas modernas esperam receber, podem surgir artefatos ou resultados bem estranhos. Ainda assim, é essa limitação que torna os testes tão curiosos.
Ver um jogo de PlayStation 1 ganhar uma aparência que lembra Nintendo 64 já é uma situação engraçada por si só. Quando a imagem começa a se aproximar visualmente de algo que chega perto PlayStation 2, a experiência fica ainda mais surreal. É como se várias gerações de videogames fossem colocadas no liquidificador e o resultado dependesse de quanto a inteligência artificial consegue interpretar daquele monte de polígonos, texturas e efeitos antigos.
E talvez seja nos jogos antigos que experiências desse tipo sejam mais interessantes. Em vez de usar o DLSS 5 apenas para deixar um gráfico que já é impressionante um pouco mais bonito, colocar a tecnologia sobre uma produção de PS1 mostra até onde uma reconstrução neural consegue interferir na aparência de uma imagem extremamente limitada. O DuckStation acaba virando, nesse caso, uma espécie de laboratório para imaginar como seriam aqueles velhos jogos caso tivessem atravessado algumas gerações tecnológicas sem mudar seu conteúdo original.
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