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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Shadow of Mordor | Um jogo prólogo de Senhor dos Anéis

Tá aí um jogo interessante pra caramba que acabei enrolando demais, no entanto me diverti demais, apesar de seus problemas. É uma daquelas obras luxuosas e expande o universo de Senhor dos Anéis, se passando alguns anos após os acontecimentos de O Hobbit e o início de A Sociedade do Anel, em um mundo aberto pequeno, mas com peculiaridades espetaculares.



No jogo você controla Talion, um guardião que tenta sobreviver com sua família, no entanto durante uma invasão, os três são capturados e usados como oferenda em um ritual. Porém por algum motivo, somente ele não morre, ao invés disso retorna, passando a enxergar o espírito de um elfo sem memória que também não tem ideia do motivo de estarem ligados, mas pode emprestar suas habilidades a Talion, que decide partir em busca de respostas e vingança.

Quando esse jogo lançou em 2014 eu vi que era bem legal e tal, mas como não sou extremamente fã de Senhor dos Anéis, e tem uma quantidade enorme de jogos que não joguei, acabei não indo tão afundo, mas me falaram que era igual Assassin's Creed e que se tivesse jogado um, era melhor esperar um pouco e jogar algo diferente antes de ir para Mordor. Isso não foi muito difícil com a quantidade de entretenimento disponível.

Em 2017 foi quando finalmente resolvi comprar, durante a steam sales, se não me engano foi menos de 15 reais a Game of the Year Edition, uns dois meses depois veio o Nuuvem oferecendo por menos de 10 reais, daí em setembro veio o Humble Bundle oferecendo em um pacote com vários jogos por 7 dólares. E é claro que já comecei a desconfiar né? Parecia que tudo tava indicando... Então não foi uma surpresa tão grande quando a Nvidia fez uma promoção dando 50 mil keys do jogo.

Muita gente ficou frenética, mas quem comprou no geral ficou nervoso, especialmente os que compraram e não jogaram. No meu caso é claro que bateu aquela alfinetadinha, mas não foi uma fortuna pelo menos, além disso, por sorte e até ironia do destino, eu tinha acabado de zerar a última DLC do jogo e quando saí, vi que a Nvidia tinha anunciado a promoção kkkk.

A forma que comecei a jogar foi bem aleatória, eu estava um pouco enjoado de jogar Absolver toda noite e resolvi ver algo diferente, daí acabei escolhendo Middle-earth: Shadow of Mordor. Eu não estava marcando de jogar ele há tempos nem nada, então talvez tenha sido inconscientemente pela aproximação do lançamento de Shadow of War.

Esse é um jogo que você vê que recebeu um baita de um investimento, contando inclusive com dublagem em português, algo que sempre me surpreende em jogos em mundo aberto já que é preciso gravar inúmeras falas aleatórias de personagens rondando pelo mundo. Por outro lado, pra Warner deve ser mais fácil já que ela já tinha experiência com estúdios de dublagem brasileiros, graças aos filmes e desenhos, além de que antes desse vieram vários jogos dublados e alguns também bem inusitados como Injustice: Gods Among Us.

E a variação de falas é realmente muito grande, no entanto me decepcionei um pouco com o tamanho do mundo aberto, são dois mapas e são grandes o suficiente para serem chamados de mundo aberto, no entanto são minúsculos, chuto que deve ter no máximo quatro ou cinco km, quando você marca algo no mapa, parece distante, mas assim que olha no jogo, é algo que muitas vezes dá pra até pra já ver a coisa.

É claro que eu não esperava que fosse algo do tamanho do gigantesco mapa de The Witcher 3, mas é a Terra Média né? Logo é fácil pensar nas possibilidades e em como seria maravilhoso vagar por ambientes completamente diferentes, tavernas, etc... No entanto a sensação é de que todos os lugares são parecidos demais, não há aquela coisa marcante que você chega a primeira vez e diz "Nossa! Que incrível". Só tem uma estátua enorme que dá uma variada.

Eu entendo muito mais um mapa pequeno assim no jogo Mad Max, já que lá era um desertão né? Então ser pequeno ao menos concentrava um pouco os elementos do lugar. E aliás, acho que podem ser considerados jogos irmãos, pois além do mapa pequeno e diversos elementos semelhantes, ainda tem alguns dos estúdios envolvidos nas duas obras, a WB Games e a Feral Interactive, portanto se você jogou um vai se sentir em casa quando jogar o outro.

Mas nem tudo é ruim no mapa pequeno, tira a magia de ambientes bem diferentes, mas acelera as coisas, deixa tudo mais perto, sempre tem algo acontecendo, sempre tem uma missão por perto, feras pra caçar, ervas pra coletar, escravos pra libertar, orcs pra dominar e mais... Sendo assim é aquele tipo de experiência compacta.

É notável que esse jogo é de alto nível, e não apenas uma obra aproveitando o sucesso dos filmes. Aliás, O Senhor dos Anéis tem muitas obras de altíssima qualidade, tipo The Battle for Middle Earth, que é um jogo de estratégia fantástico e uma baita enciclopédia digital com vídeos do universo, ou o esquecido The Lord of the Rings Conquest, que apresenta batalhas épicas extremamente frenéticas e lotadas de inimigos, com gráficos maravilhosos.

E aqui temos peculiaridades próprias também, além de expandir o universo, apresenta a comunidade de Orcs de um jeito próximo, como eu nunca tinha visto antes. Você pode ouvi-los conversar frequentemente sobre coisas do dia a dia, e inclusive muito da cultura deles é mostrado, como festejam, como decisões políticas são feitas e certas tradições.

É maravilhoso o fato de que muitas vezes você ouve isso das sombras, está passeando por lá e então vê dois ou mais conversando sobre coisas aleatórias ao redor de uma fogueira. No entanto você pode ter um contato mais direto com a cultura deles, entrando em missões alternativas onde tem que invadir certas cerimônias pra fazer coisas como evitar execuções de aliados, atrapalhar caçadores, entre outras coisas.

Aliás, sempre acho legal quando obras dão um brilho a mais à essa espécie, e é uma das coisas que acho mais bacanas em jogos como Of Orc and Men ou o clássico Warcraft 3. Apesar de tudo aqui eu senti as coisas intensas como nunca, mesmo sem controlar um Orc, e com eles na maioria das vezes sendo inimigos. Talvez pelo fato de ser algo aberto e aleatório, e assim vindo bem mais naturalmente e deixando aquela sensação de que você não ouviu tudo.

Apesar de tudo é também uma das experiências mais hilárias que já tive em jogos, eu nem imaginava o quanto ia rir das conversas. Sempre envolve brutalidade, chacina, violência. E é bem comum falarem de chicotadas em humanos, que eles chamam de Pele-Mole. Um exemplo foi um trio em que o primeiro disse que os escravos eram preguiçosos e estavam reclamando só de doze horas de trabalho pesado, daí o segundo responde "Meto a chicotada logo pra resolver!" e o terceiro "Chicote não resolve nada não, eles já começam a choramingar por isso, os meus eu faço logo é MATÁ, aí todo mundo se anima rapidinho!".

É muito engraçado o que eles conversam, e vez ou outra o assunto é você, sobre como vão te fazer correr de medo. E em alguns momentos as histórias são mais sinistras, sobre barulhos que ouviram no meio da noite e os escravos ficaram apavorados, ou mesmo falas como "Não é porque ninguém tá vendo ou ouvindo ele, que ele não esteja aqui nos observando". A sensação é bem incrível, você se sente o Batman medieval hehehe.

De certa forma o personagem me lembrou o Raziel de Soul Reaver, vivendo entre dois mundos, mas no caso aqui é mais pra vendo dois mundos. Ao mesmo tempo que você é o guardião e luta com espada, você pode usar as habilidades do elfo como a visão e o arco, e toda vez que morre, volta em uma das torres que destravou, pois está amaldiçoado. E inclusive isso é uma das coisas que os orcs mais comentam "Dizem que ele volta depois de morto!", inclusive eles te chamam de Quase-Morto.

Uma das habilidades élficas mais maneiras é poder dominar a mente dos inimigos e fazer com que lutem por você, e assim você vai formando um exército, dominando as mentes. Algo legal é que cada orc tem um nome mesmo e assim você pode dominar um, abandonar e depois acabar encontrando ele por aí.

Acho que a coisa mais marcante do jogo é o sistema de Nemesis, em que os Orcs tem hierarquia e vão crescendo nela. O mundo anda sozinho, se você mata um orc, outro é promovido, se um orc te mata, ele é promovido, se ele te mata de novo, ele é promovido mais uma vez e ficando cada vez mais poderosa, podendo chegar ao nível máximo onde tem até guarda costas que são outros capitães.

E mesmo que você decidir não caçar nenhum deles, o mundo continua a evoluir, eles fazem duelos sozinhos, que geram missões alternativas, você pode intervir. Inclusive pode colocar guerreiros infiltrados, por exemplo pegar um orc qualquer e mandar desafiar um capitão, aparecer no duelo e você mesmo matar, fazendo o seu orc subir na hierarquia.

Graças a isso também existem as traições, e assim você pode fazer coisas muito bacanas como dominar todos os guardas costas de um capitão e então ir na missão dele. Quando chegar a hora de enfrentar, pode ordenar para que todos o traiam, e assim ao invés de ter que enfrentá-los, todos vão se voltar contra ele.

Cada capitão também tem uma quantidade própria de fraquezas e vantagens. Por exemplo tem alguns que podem ser mortos instantaneamente se você der ataques furtivos, já outros tem fobia de determinadas coisas como fogo ou certas criaturas. Mas há o contrário também, inimigos que entram em fúria em determinadas condições, ou são completamente invulneráveis a certos tipos de ataque. E assim você pode antes de tudo, dominar a mente de orcs e obter informações sobre um inimigo que você tá caçando.

Agora uma coisa que achei frustrante demais nesse jogo, são os controles, a câmera é uma desgraça, ela simplesmente não vira naturalmente com seu personagem, e você corre usando o botão A do xbox ou X do Playstation, agora imagina tá em uma perseguição segurando esse botão e ter que mover o indicador pra alcançar o direcional esquerdo virar a câmera porque ela decidiu que vai ficar mirando pra trás?

Outra coisa frustrante são os bugs de cenário, você tentando subir em um lugar e o personagem pulando sem parar, mas sem se agarrar em lugar nenhum, dá uma raiva enorme morrer ou perder um alvo porque você ficou tentando se agarrar ou passar por cima de algum lugar.

Mas enfim, Terra Média: Sombras da Guerra no geral é um bom jogo, tem suas partes negativas, porém é com certeza algo muito legal pra passar o tempo e bastante atmosférico. Vale a pena! Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois muitas vezes eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui.

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