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domingo, 3 de setembro de 2017

Phantom Trigger | Um jogo psicológico, porém frenético!

Normalmente quando se tem obras psicológicas é comum ser algo voltado para um clima mais pesado e assustador como Alucinações do Passado, é um pouco mais difícil achar obras que estão voltadas para o lado frenético da coisa como Mundo Surreal, mas Phantom Trigger é um desses, te fazendo pensar se é algo relacionado a esquizofrenia ou a resposta para a coisa é outra.



Você assume o papel de um homem chamado Stan, ele é só um cara normal, casado, classe média, não tem um bom trabalho. No entanto certo dia desmaia e aí coisas estranhas começam a acontecer, um novo mundo surge, um lugar sombrio, porém psicodélico, cheio de criaturas esquisitas que o confrontam.

A jogabilidade é bem no estilo de Hack and Slash, você deve atravessar cenários onde inimigos não param de surgir e descer o cacete neles. No entanto não é do tipo fácil, mas daqueles que você morre rapidamente, pois os ataques dos inimigos são implacáveis e é sempre necessário saber a hora de se afastar antes de tomar dano.

Você tem três tipos de ataque básico, o com a espada, que é bem rápido e causa um dano mediano, o ataque com o chicote, que não causa dano, mas é capaz de trazer inimigos para perto e lançá-los para cima de coisas como espinhos ou fogo, e o ataque com os punhos, que é bem mais lento que o ataque com a espada, mas causa um imenso dano.

Além disso tem o botão de "salto", que é mais pra um teletransporte extremamente rápido para o lado que você estiver apontando, nesse quesito o jogo lembra bastante Mr Shifty, com aquela sensação de imensa mobilidade, especialmente quando inimigos estão prestes a atacar e de repente você cai fora pra um lugar seguro.

Cada habilidade tem uma cor diferente, e essas cores permitem interagir com o ambiente de maneiras diferentes, por exemplo se há um cristal azul, somente ataques com a espada podem destruí-lo, se um inimigo é rodeado por uma chama vermelha, só ataques de soco vão causar dano, se um item no chão é da cor verde, você só pode interagir usando o chicote, e assim vai.

Com essas habilidades você brinca com o cenário e dependendo do inimigo pode causar certos efeitos únicos. Portanto é possível por exemplo lançar o chicote em um objeto, apontar para um determinado inimigo e lançar pra cima dele, causando dano. Assim como há certos combos que vão sendo liberados com o passar do jogo.

Apesar de tudo infelizmente é um jogo que não me empolgou muito, acho que faltou demais um sistema de defesa. Com o passar do tempo o combate se torna cansativo, travado... Por mais que tenha habilidades legais e você seja super rápido, cansa bater no inimigo e ter que ir pra longe, bater e ir pra longe... Se tivesse bloqueio talvez o jogo fosse perfeito, mas sem a sensação é só de ir e voltar, ir e voltar e esse tipo de combate é chato demais.

Graficamente o jogo é lindo, visual pixelizado extremamente bem detalhado e uma paleta de cores e protagonista com rosto tampado e roupas roxas que acabam lembrando Hyper Light Drifter, que pra quem não sabe é aquele jogo que o personagem também aparece em Brawlout, o carinha da capa roxa com uma espada.

Enfim, algumas pessoas podem adorar, e realmente tem muita coisa bacana no jogo, mas acho que a falta do sistema de bloquear acaba fazendo cansar absurdamente. Achei a ideia de atacar e correr pra depois voltar e fazer isso repetidamente chata demais. Mas talvez alguns se apaixonem pelos outros elementos do jogo, tipo o visual, a história e alguns puzzles.


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