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domingo, 30 de abril de 2017

O Exterminador do Futuro: Gênesis - Começa bem, mas...

Hora de falar sobre um filme que achei um baita de um desperdício de potencial, isso porque ele tem elementos fantásticos demais! No entanto são tão mal aproveitados, e tem certas coisas que são de dar vergonha, dignas de filme trash. Mas no geral é um filme divertido e pra quem apenas procura um tiroteio com efeitos especiais pode agradar bastante.


Em "O Exterminador do Futuro: Gênesis" a humanidade consegue finalmente destruir a central de inteligência das máquinas, no entanto não conseguem fazer o mesmo simultaneamente com sua arma mais poderosa, a máquina do tempo. Sem alternativa enviam o soldado Kyle Reese de volta para 1984, com o objetivo de localizar e proteger Sarah Connor.

A premissa é interessante pra caramba! Quero dizer, essa franquia já foi usada e abusada, ficando complicado encaixar mais coisa, ainda mais com o filme anterior que pela primeira vez apresentou a história no futuro, então ficou aquela coisa "O que mostrar mais?". E eles apelaram para algo fantástico, colocar o protagonista na linha temporal do primeiro filme novamente.

É simplesmente lindo e maravilhoso ver o Arnold Schwarzenegger jovem, ainda mais em um ambiente dos anos 80. Aqueles becos, aquelas roupas icônicas tão abusadas em filmes da época como os típicos punks com canivetes querendo dar uma zoada nos personagens e o uniforme policial da época e toda a atmosfera que já vimos ser homenageada inúmeras vezes em obras como Beat Cop e Kung Fury.

A partir daí o resto do filme já poderia ser garantido. Aliás foi uma baita coincidência eu assistir esse filme tão pouco tempo depois de eu ter falado sobre a lyrebird, aquela sinistra tecnologia de imitação de voz, pois lá cito sobre a possibilidade de imitar pessoas mortas. Aqui no caso usaram o próprio Arnold, mas se ele tivesse morto poderiam refazer e ficaria fodão demais!

Infelizmente os caras conseguiram achar o ponto e ao invés de manter, resolveram usar um baita mistureba e deixar a coisa genérica. Usaram a mesma "rota de fuga" de Terminator The Sarah Connor Chronicles, pra conseguir tirar os personagens daquele ambiente. Ou seja fizeram os personagens viajarem de 1984 pra 2017.

Com aquela série existia uma desculpa, era uma série, tinha que ser barato, então manter o ano de 1999 era complicado, por outro lado o filme foi caro pra cacete e aquele ambiente parecia perfeitamente viável, até porque ser nos anos 80 era parte da magia da coisa. Não é como se estivessem fazendo um cenário futurístico todo detonado.

Talvez um dos motivos é porque queriam colocar o Arnold mesmo e não só a voz dele, mas ainda assim, é só ver o primeiro Jurassic Park, quando se pensa nele você lembra de dinossauros aparecendo o tempo todo nas mais de duas horas de filme, mas adivinha só? Quando se reúne todas as cenas o total é de meros 15 minutos incluindo cenas com bonecos e CGI. Então imagina com uma pessoa de verdade que pode aparecer de costas, apenas um pedaço do rosto e outros "disfarces"?

Mas a coisa piora ainda mais com o vilão desse filme, é algo que aparentemente era pra ser inovador, mas parece tão genérico. Até o vilão colocado nos anos 80 causa mais impacto, pois é uma referência descarada ao exterminador feito de metal liquido no segundo filme. No caso desse aqui até policial ele é também. 

Também tenho que dizer que tem umas coisinhas tão bobas no roteiro que é de impressionar. A tendência de filmes como esse são encaixar as coisas e conectar pontas abertas nos filmes antigos. Mas esse aqui tem um roteirinhos tosco viu, cenas como encostar no policial e a chave da algema cair certinho ou mesmo uma briguinha de casal que você nem sabe do que mesmo que eles estão com raiva. É bem mal bolado mesmo.

Uma coisa irônica é que a atriz que interpreta a Sarah Connor também interpreta a Daenerys Targaryen de Game of Thrones, já na série Terminator The Sarah Connor Chronicles, quem interpreta ela é a mesma atriz que interpreta a Cersei Lennister. As concorrentes ao trono de ferro parecem estar ligadas até em outra dimensão hehehe. E falando em atores, odiei a escolha pra John Connor desse filme, parece o Thomas Durant de Hell on Whells kkkkk.

Enfim, tá aí um filme que tinha potencial para ser espetacular demais, porém no fim das contas acabou sendo só mais um longa metragem de ação com muito tiroteio e correria. Basicamente o filme é isso, tiro e explosão. Não é ruim, mas é bem padrão, acaba não sendo memorável. Pra ver com os amigos ou só passar o tempo pode ser uma ótima opção. Quem se interessar pode conferir aqui. E já que estamos em clima dos velhos tempos, confira O Exterminador do Futuro 3: Versão Jesus.


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