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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Diário Gamer | Criando meu primeiro jogo - Parte 01

Há muitos séculos que tenho aquele sonho de criar um jogo, no entanto é uma tentativa frustrada atrás da outra. O negócio de criar equipe não dá certo, o povo simplesmente desiste ou fica tão mole que param e isso é contagiante, acabo desistindo também. Mas dessa vez resolvi ir pra valer (Ao menos por enquanto uahahaha) e por isso decidi criar essa postagem para postar progressos e também me ver obrigado a continuar. Sendo assim agora começa um especial novo onde crio um jogo! Ò_Ò


Bom, eu primeiro pensei em criar um jogo bem bobinho no RPG Maker, afinal de contas tem TANTO jogo que entra na steam e são tão simples, por isso pensei em fazer só um teste mesmo pra aprender um pouquinho, assistir uns tutoriais no youtube e tal, sabem? Afinal faz tanto tempo que nem lembro mais.

No entanto a medida que eu assistia, comecei a pensar "Poxa... Não é isso que eu realmente quero...". E sei minha limitação, eu não sei desenhar, eu não sei programar. Graças às minhas experiências anteriores eu tenho uma noção bem básica por tutoriais que vi na internet, mas que sempre acabei abandonando no meio do caminho.

Outra opção seria pegar pesado mesmo e dar uma conferida no curso de desenvolvimento de jogos ou mesmo usar um livro que já tenho aqui, o Aprenda a Programar com Minecraft. Mas o negócio é que fui bem mole com essa ideia de criar um novo jogo, sendo assim fazer algo como ler um livro não estava passando.

Decidi então que faria um jogo 2D sim, mas em Unity, logo o povo me disse para usar o GameMaker, mas sem muito saco de "engolir" uma interface nova acabei decidindo ir de Unity mesmo, afinal me sinto a vontade nessa engine e a quantidade de tutoriais é tão monstruosamente alta. Além do mais eu não sou talentoso, sendo assim por mais que outras engines sejam poderosas, esse limite criativo me impediria de usar toda essa potência, sendo assim acho que o que me deixa mais a vontade no fim é o melhor pra mim.

Vi umas vídeo aulas e criei um personagem usando o fireworks, que é um programa que sei mexer e é muito simples. Como falei eu não sei desenhar, sendo assim resolvi fazer um personagem quadrado e minimalista pra disfarçar isso fingindo que é porque quero que o gráfico seja fofinho kkkkkkk, e assim surgiu o senhorzinho aí da imagem.

No fireworks fiz essas sequencias aí, cada linha representa um movimento, o primeiro é parado, que ele fica pra cima e pra baixo, o segundo é o pulo, mal dá pra perceber, mas ele dá uma leve abaixadinha e salta, e o terceiro é o ataque. Fiquei com medo no começo porque pensei que tinha que ser perfeitamente reto, mas não precisa porque isso é só pra facilitar a sequencia no Unity.

O Unity tem uma ferramenta chamada "Sprite Editor" e nela tem um botão chamado Slice (cortar). Eu coloquei a imagem aí com fundo verde, mas no Unity ela vai com fundo transparente, aí quando você aperta a ferramenta Slice ele recorta todos os personagens e então é só fazer uns ajustes pra ficarem alinhados e selecionar um grupo pra ser uma sequencia e colocar um nome, tipo "imóvel", "Saltando", "Atacando".

Desenhar o primeiro personagem no fireworks foi até fácil, mas assumo que achei chatinho copiar, colar e fazer uma modificaçãozinha, pra fazer essas sequencias aí demorou uns minutos bem desagradáveis. Fico imaginando quem desenha algo realmente robusto e bonitão, aqueles que a sequencia de movimentos é imensa, deve ser chatíssimo.

Eu escolhi o personagem com essa roupinha porque sei que meu primeiro jogo não chamaria a atenção, então decidi apelar para algo que eu amo demais, que sei que tem um público monstruoso e louco pra consumir conteúdo sobre e que sei que está em domínio público e qualquer um pode usar. Se você é visitante do blog já deve ter adivinhado, estou falando dos Mitos de Cthulhu!

Não que eu vá conseguir fazer um jogo realmente digno né? Mas eu sei contar histórias, então pensei que poderia usar isso em um jogo simplório. No entanto depois pensei bem e vi que isso também faria eu ter que me dedicar a muitos cenários e tal, poderia se tornar cansativo. Sendo assim acabei decidindo ser apenas base, ter um monstro lovecraftiano e um tiozinho dos anos 30.

Sinceramente de cabeça eu não conseguiria desenhar esse carinha aí não viu, como falei eu não tenho o dom, mas procurei na internet por Homem dos anos 30 e achei um cara com uma roupa clássica, daí só fui copiando os detalhes que achei mais notórios, porém tudo de uma forma bastante simples, e o resultado foi esse aí.

A ideia que estou tendo para jogo é de ser em apenas um cenário, sem tela deslizando, algo que dê pra ver o cenário inteiro de uma vez na tela e o objetivo seja algo como pegar certos objetos do cenário enquanto inimigos ficam indo pra lá e pra cá, ou colocar o personagem pra atacar uns monstrinhos que vão surgindo, algo assim, ainda não sei ao certo.

Sabem uma coisa engraçada? Só depois que fiz o personagem, todos os sprites e tal é que me veio uma coisa na cabeça... "Ei! Pera aí, por que diabos eu estou tendo trabalho de animar isso tudo parte por parte enquanto posso fazer uma coisa muito mais bonita usando o Spriter PRO?". E bom... Acho que a próxima postagem será sobre aquele programa, uahahaha. Vou dar uma olhadinha lá. Se tiverem dicas ou se identificarem com a postagem não deixem de comentar pessoal! ;)

CONFIRA A PARTE 02 AQUI >>>

2 comentários:

Vitu disse...

Fez bem em usar o Unity, o RPGmaker é onde todos os projetos de jogo geralmente morrem, tipo como sempre acontece comigo :D

Vitu disse...

Aliás, pra ter alguma idéias simples, você poderia visitar algum blog de desenvolvimento de um jogo similar, pegar algumas idéias, falo isso pq acompanho o de Stranded 3, e o carinha lá explica exatamente tudo o que ele faz, pena que não funciona pra você pelo jogo dele ser 3D :/