Temporario



Jogos | Séries | Filmes | RPG e Tabuleiro | Animes | Creepypastas | Quadrinhos | Livros | Mapa do Blog | Sobre o Blog | Contato |

domingo, 26 de março de 2017

Dead Rising 4 - Um mundo aberto lotado de zumbis

Quando eu fiz minha matéria sobre Dead Rising, expliquei como foi um jogo que me surpreendeu pra caramba devido à mecânica tão diferente. Acabei não jogando as sequencias, porém conferi Dead Rising 4, que para a minha sorte é a continuação direta do primeiro jogo da série. Ou seja, no quesito história ele poderia funcionar como Dead Rising 2, trazendo de volta o primeiro protagonista da franquia.

A história se passa 15 anos após o incidente no shopping center de Willamette, o jornalista Frank West acaba sendo levado de volta à cidade por uma aluna. Ao perceber o que a garota fez, ele fica irado, mas não demora muito para descobrirem que há militares no lugar e mais uma vez alguma coisa estranha está acontecendo.

No jogo você tem liberdade de andar por toda a cidade, seja a pé ou usando veículos e usa qualquer coisa como arma para lutar contra hordas de zumbis. Há missões principais e missões alternativas, além de muitos itens coletáveis como roupas e projetos de armas especiais. Também há algumas áreas como esconderijos e ambientes para serem limpos e encontros com pessoas como sobreviventes, lunáticos e militares.

Bom, esse é um jogo com uma cara bem diferente do primeiro, não pela evolução, mas por sua essência em si. Enquanto o primeiro jogo tem uma série de mecânicas únicas que dão uma personalidade tão peculiar à coisa, Dead Rising 4 tem uma ideia mais semelhante ao que eu esperava inicialmente que fosse o primeiro da franquia, ou seja muita pancadaria e zoeira. Sendo assim o que temos aqui é a pura essência de um Hack and Slash.

Apesar de tudo é uma experiência em mundo aberto, o que me fez parar pra pensar que eu não consigo lembrar de um jogo que apresenta um apocalipse zumbi desse jeito. Quero dizer, a ideia de zumbis lotando uma cidade em mundo aberto é tão óbvia, não? Afinal de contas praticamente toda história de morto vivo é assim. Tem até alguns jogos com coisas infestando um cidade, como o agitadíssimo Prototype, mas zumbis mesmo na fórmula pura em geral só lembro de locais exóticos como Dead Island ou Dying Light ou áreas rurais como State of Decay ou o próprio The Following, mas em um ambiente urbano padrão mesmo, não.

Graças a isso bateu uma sensação esquisita sobre estar jogando algo novo, porém com a sensação de que já vi em algum lugar. Mas graças à novidade, acabei vendo que o jogo tem seu charme de uma forma diferente do primeiro. Eu nunca vi tanto NPC junto em um jogo antes, sem sombra de dúvidas esse é o jogo com maiores hordas de mortos vivos que vi até então.

Chegou a ser engraçado a primeira vez que topei com uma horda já no começo do jogo, não parecia que dava pra vencer aquela quantidade absurda, inclusive tentei só abrir espaço pra passar. Mas depois descobri que realmente dá pra vencer os inimigos, apesar de serem muitos, mesmo quando você está cercado por todos os lados.

Aliás, haja processamento, viu! Quero dizer, lembram do vídeo de comparação entre gráficos entre GTA 5 de PS3 e PS4? Nele tem uma parte que mostra uma pista lotada de carros no PS4 e no PS3 só uns poucos. Não é que o PS3 não consiga "rodar" vários carros, mas sim que quanto mais elementos se movendo na tela, mais processamento. E em Dead Rising 4 tem muitos momentos em que os zumbis cobrem o horizonte. O meu pensamento as vezes foi de "Não é possível... O fundo não devem ser zumbis não, deve ser só aquela técnica do PS1 em que colocam um gif animado se movendo", mas realmente você pode ir a qualquer lugar com zumbis, a multidão é real.

Os gráficos também são bonitos pra caramba, extremamente bem detalhados, daquele tipo que dá vontade de tirar screenshot. Como é um jogo que você pode pegar tudo quanto é objeto, desde cadeiras a bonequinhos de borracha, há coisas jogadas pra todo lado, e a cidade inteira tá com enfeites de natal, o que dá um charme ainda mais.

Aliás, o lançamento da versão de PC foi em março de 2017, então acaba sendo um pouco estranho um jogo de natal nessa época. Mesmo assim a coisa se torna bem agradável, essa atmosfera de zumbis no natal, com neve e enfeites e musiquinhas clássicas dessa época pra todo lado adiciona um climinha muito especial à coisa.

Fiquei surpreso ao ver que o jogo é dublado em português e inclusive cheguei a pensar que era o primeiro jogo da Capcom a ser dublado, afinal de contas o mais do que falado Resident Evil 7 não tinha dublagem. Pra minha surpresa, vi que Dead Rising 3 já era dublado e é de 2014, o que me deixou intrigado pra caramba, afinal de contas RE é bem mais popular.

Infelizmente o estúdio de dublagem não parece ter sido dos melhores não, embora os atores sejam muito bons, tem um probleminha com a altura dos áudios e é meio incômodo um personagem falando alto pra caramba e quando muda pro outro, o volume baixa de forma bem notável. Não é algo que torna injogável, mas incomoda porque é impossível não perceber que o som baixou.

Eu achei a experiência muito mais linear que o primeiro jogo, apesar de ser algo em mundo aberto e ter outras coisas pra fazer, sempre tem uma seta no mapa indicando onde está a missão principal e só é uma. Sendo assim você pode escolher ir pra ela ou ficar vagando por aí, mas não é como no primeiro em que você tinha tempo e poderia perder os casos a serem investigados, aqui você vai em um por um dos luares e se quiser pode dar uma volta pra procurar coisas.

Aliás, eu me surpreendi com a história do jogo. Isso porque a quantidade de zoeira é tão imensa, que não imaginei que a Capcom fosse se dar o trabalho de fazer uma história intrigante. Mas existe uma baita atmosfera quando você chega nos lugares e vai descobrindo coisas, por exemplo um apartamento com um militar de cabeça pra baixo e gravações estranhas sobre eles estarem perseguindo uma coisa.

Você pode fazer extras para ganhar pontos de experiência e subir de nível, para então melhorar o seu personagem. Existem várias árvores de talentos, cada uma focando em coisas como criação de gambiarras, saúde, combate, etc... Algumas habilidades tem as anteriores como pré-requisitos e outras exigem que você chegue a um certo nível para poder comprar.

Enfim, Dead Rising 4 apresenta uma experiência diferente do primeiro jogo, sem o sistema de tempo pra fazer as coisas, parecendo mais um jogo normal em mundo aberto. Sendo assim, pra quem espera algo naquele estilo pode não ser nada atraente, apesar de tudo é uma obra com uma essência própria que acho que pode ser bastante divertida pra quem joga sem fazer comparações. Se você sempre quis enfrentar um apocalipse zumbi realmente lotado de inimigos em uma cidade, certamente vai gostar bastante. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui


Nenhum comentário: