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terça-feira, 19 de julho de 2016

Stranger Things - Série sobrenatural nos anos 80

Quem é que não ama os anos 80 não é mesmo? E eu não estou falando de ter vivido ou nascido nessa época, mas todo mundo percebe que existe uma atmosfera peculiar na coisa. Os filmes mostram bem, era uma arte diferente. Aquele "universo" sem tecnologia e toda a cultura própria dessa década é algo encantador de se ver.

E os irmãos Duffer são bons exemplos de diretores que conseguiram demonstrar bem a paixão por essa década. Isso porque tendo apenas 32 anos em 2016, lançaram a série Stranger Things, que é uma homenagem aos anos 80, sendo que eles mesmos não viveram de verdade naquela época (já que mesmo em 89 tinham 5 anos de idade).

Ou seja, os caras são como os jovens em geral e se apaixonaram pela coisa apenas consumindo conteúdo vindos de séries, filmes, livros, música e outros elementos muito comuns que acabaram registrando a essência que tanto conhecemos. E o trabalho é realmente muito bem feito, conseguindo pegar toda aquela coisa.

É engraçado ver que coincidentemente em 2016 também foi a estreia da série Dead of Summer, que também é de terror, também se passa nos anos 80 e também é cheio de referências a elementos da cultura pop, porém a diferença é que Stranger Things consegue de verdade passar toda a sensação da coisa, tendo uma fotografia também semelhante à de filmes daquela época.

A história se passa em uma cidadezinha e tem diversos personagens como foco, porém todos ligados a uma única coisa, o desaparecimento de Will Byers, um garoto de 12 anos que sumiu ao voltar para casa. É apresentado o ponto de vista do grupo de amigos do garoto que encontra e cuida de uma garota paranormal que foge de algo, da mãe que que acha que o filho está se comunicando com ela através da eletricidade, do irmão fotógrafo que tenta lidar com as "loucuras" da mãe, do xerife da cidade que percebe que há algo realmente estranho acontecendo e da irmã de um dos garotos que acredita que sua melhor amiga também desapareceu.

É uma daquelas séries que vai variando os pontos de vista e mostrando os problemas e desafios de cada um, mas naturalmente a trama vai se fechando e cada vez mais os caminhos dos personagens fica próximo na medida em que avançam em suas investigações. Tudo com uma atmosfera que varia de forma absurda, tendo momentos pesados de terrorzão mesmo com um monstro bizarro perseguindo alguém, até piadinhas inusitadas pra te fazer gargalhar.

A série já começa bem atmosférica, tendo uma tensa cena inicial de perseguição e logo mudando para os garotos jogando RPG de Mesa. Em especial senti uma baita pontada no coração, pois imediatamente lembrei que quando eu era criança também jogava como eles, batia a maior tensão. E nessa cena em especial conseguem passar a tensão de uma partida, como aquelas crianças gritam e se divertem.

Um monte de referências vão sendo apresentadas sem parar, seja em relação ao terror da época como o poster de O Enigma de Outro mundo no porão de um dos personagens, e o poster de Evil Dead no quarto de outro. Ou referências a música mesmo como a amada Should I Stay or Should I Go do álbum Combat Rock da banda The Clash, que aparece inúmeras vezes durante a série.

Também não posso deixar de falar de uma série de elementos estéticos presentes, por exemplo a presença de Winona Ryder, atriz que tinha sumido das telas mas que é um baita símbolo do fim dos anos 80 e 90. A trilha sonora com umas batidas eletrônicas tensas e até mesmo as letras do logotipo do seriado são semelhantes a de certas obras da época como a versão original de Poltergeist - O Fenômeno.
A série tem um toque biopunk, aquele clichê já visto em diversas obras como o anime Sci-FI Harry ou o jogo Second Sight, onde uma pessoa é usada como cobaia e seus poderes paranormais são estudados para serem usados como armas. Também há um toque lovecraftiano na coisa, envolvendo o contato com um ser bizarro e outra dimensão.

Enfim, uma série da neflix espetacular! Ela parece ser o que eu esperava ter visto no filme Super 8, uma baita de uma bela homenagem. Não é todo dia que vemos obras feitas com todo esse carinho, acho que no caso de uma homenagem aos anos 80 a última que vi tão intensa assim foi o mais do que esculachado Kung Fury.


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