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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Surpreenda-se com o gráfico de Alone in the Dark de GBC

Hora de finalmente falar sobre um jogo que constantemente uso como referência quando me refiro a gráficos espetaculares. Digo isso porque existem algumas pessoas que são muito fãs do fantástico Alone in the Dark The New Nightmare, mas a maioria conhecem as versões de Dreamcast, PC e Playstation, porém não tem ideia de como o visual da versão de Game Boy Color é de tirar o fôlego.
Para muitos pode parecer estranho se falar isso de um jogo de GBC, mas Alone in the Dark desse portátil é um dos gráficos mais bonitos que eu já vi na vida. Sim, eu sei que ele não é bonito como um jogo de PC da última geração, mas não é essa a questão. O negócio é pegar algo com os limites do Game Boy Color e criar um gráfico lindo.

Então quando eu olho a versão de playstation desse jogo e olho a versão de gbc, o que penso é que estou vendo o mesmo jogo só que em miniatura. Convenhamos que especialmente naquela época, não era isso que se via quando se olhava para o console de mesa 3D e o portátil 2D, ainda mais ao se parar para pensar que o jogo é em 3D e com gráficos lindos, então COMO?


Bom, o negócio é o seguinte, jogos da era do primeiro Resident Evil usavam uma técnica para quebrar as limitações dos consoles da época. Como vocês sabem bem, elementos 3D pesam, quanto mais objetos na tela, maior o peso. E assim só os personagens e alguns objetos que eram realmente algo 3D, os cenários eram pré-renderizados, ou seja, modelavam o ambiente todo, deixavam lindo, tiravam uma foto dele e usavam só a foto como cenário, depois configuravam para o personagem "andar por cima da foto", dando a impressão de que é mesmo um cenário.

Mas essa técnica já acontecia muito antes de Resident Evil, por exemplo o primeiro Alone in the Dark, que é de 1992, além de inventar praticamente toda a fórmula que Resident Evil popularizou, também usava essa mesma técnica de cenário pré renderizado. Então por que não fazer o mesmo com Game Boy Color?

Sei que logo vem o pensamento "Mas... O PC e o PS1 eram mais potentes, por isso aguentavam essa imagem de fundo". Mas não é assim, quem não lembra da câmera esquecida do Game Boy Pocket? Ela era capaz de tirar fotos das pessoas e exibir na telinha, mesmo que de maneira pixelizada. E o que a equipe criadora fez foi tratar de forma maravilhosa diversos planos de fundo do jogo. E assim resultando nessas maravilhas:


Tudo bem, alguns de vocês podem olhar para esses gráficos e pensar "Credo, que feio, o que tem demais nisso?". E se você pensou isso, certamente é porque está pensando em portáteis mais avançados que o Game Boy Color e por isso não está se localizando direito, mas esse aí é o mesmo portátil que roda o primeiro jogo da franquia pokemon! Então o padrão de visual de jogos que tinham era mais ou menos aquele, fofinho e simples.

Um detalhe é que as mesmas técnicas dos gráficos pré-renderizados foram usadas nesse jogo, inclusive as múltiplas camadas que ampliam a sensação de 3D, sendo assim não é só o fundo que é colocado lá, mas também outros vários detalhes no cenário para que o personagem passe por trás dele e assim fique uma sensação imersiva. E é preciso lembrar que a tela do game boy é bem menor que isso aí, então imagina o nível de detalhes da coisa?

Apesar de tudo o jogo não usava 100% da jogabilidade, existia todo o sistema de achar itens e eles estarem brilhando em um canto do cenário para chamar sua atenção, e o sistema de mudança de câmeras quando você entrava no canto de um lugar, mas o combate era diferente, e aí sim o jogo parecia ser de Game Boy, pois mudava para uma tela onde você enfrentava a criatura e tudo tinha aquelas cores bem mais gritantes.

Então quando pensar em um console, saiba que ele pode apresentar gráficos inacreditáveis e ser explorado de forma que pareça ir além de sua geração. E pensar que esse tipo de coisa poderia ter sido comum na época... Um bom exemplo é a versão de Resident Evil 1 para Game Boy Color que não era tão bonita quanto Alone in the Dark, mas seguia o mesmo estilo. Confiram também a versão cancelada de Diablo para Game Boy.

2 comentários:

Matt Kist disse...

O único Alone in the Dark que joguei foi o 3 para PC, que se passava em uma cidadezinha do velho oeste e tinha dublagem em português, era um jogo fantástico.
Sinto saudade desse estilo de "câmera estática" nos jogos. Hoje estão falando em fazer o remake de Resident Evil 2, mas infelizmente, mesmo gostando de Resident Evil, acredito que a Capcom vai insistir em sua fórmula de perspectiva em terceira pessoa, o que vai transformar o jogo em mais um jogo de ação de Resident Evil...

Custa colocar umas câmeras estáticas e fazer a transição entre as câmeras?
É simplesmente esse pequeno toque que transmite o medo ao jogador, medo do desconhecido, medo do que tem depois da curva, medo do que tem do outro lado da porta. Eu não quero ter a onipotência da perspectiva em terceira pessoa. Não quero me sentir no controle total da situação.
Mesmo recebendo críticas não tão boas, o Silent Hill The Room colocou "câmeras estáticas" em várias partes do jogo, e inclusive brincou com a perspectiva da primeira pessoa, daquela velha fórmula do "não olhe para trás" que foi também utilizado no PT, e na minha opinião, Silent Hill The Room ficou sinistro usando essa perspectiva, e eles podiam ter colocado uma câmera em terceira pessoa o jogo inteiro se quisessem (2004).

Gabriel Villar disse...

Que Nostalgia, cara!!! Joguei muito esse Alone in The Dark quando mais novo. Realmente achava o gráfico fantástico (era como estar jogando RE1 do PS1 em qualquer lugar =D).

A única coisa que ficava meio revoltado na época era a munição ser bem escassa...mas acredito que isso era impressão minha por não ter noção de como jogar survival horror na época.