The No Jumpscare Show é um jogo de terror em formato de paródia que brinca com uma das coisas mais manjadas do gênero, o famoso jumpscare. A proposta é simples e maravilhosa de tão suspeita. Você controla Illy, que entra em uma casa assombrada para participar de uma atração que promete oferecer terror psicológico sem recorrer aos sustos repentinos. O prêmio para quem conseguir passar pela experiência sem se assustar é de nada menos que 10 mil dólares. Sim, aparentemente existe uma indústria onde alguém olha para uma casa mal-assombrada e pensa que o melhor incentivo possível é colocar uma bolada em dinheiro na mesa.
O problema é que o próprio conceito já faz você desconfiar de absolutamente tudo. The No Jumpscare Show tem um visual estilizado, personagens esquisitos e uma aparência que pode ser descrita como fofinha, estranha e suspeita ao mesmo tempo. Você olha para alguma coisa e começa a pensar "isso aqui é bonitinho mesmo ou estão tentando me fazer baixar a guarda?". Aí aparece outro personagem com uma pose completamente torta e seu cérebro já começa a trabalhar igual um investigador de creepypasta às três da manhã. "Será que isso é só uma animação engraçada? Será que tem alguma coisa atrás de mim? Será que o jogo está tentando me sacanear?". Pronto. A paranoia já está instalada sem ninguém precisar pular na sua cara.
Essa brincadeira lembra bastante a sensação causada por histórias como A Casa sem Fim, uma creepypasta em que a ideia de entrar em uma atração assustadora atrás de alguém começa de maneira relativamente simples com itens de Halloween de má qualidade e vai ficando cada vez mais perturbadora. A própria estrutura da história original envolve uma casa de horrores dividida em salas e o desafio a conseguir chegar ao final. The No Jumpscare Show pega essa sensação de "isso aqui parece uma ideia idiota, então por que estou desconfiando tanto?" e transforma em parte da piada.
A graça está justamente no jogador saber que existe uma promessa de que não haverá jumpscares. Isso deveria tranquilizar qualquer pessoa normal. Só que jogador de terror não é uma pessoa normal. Se você me coloca em um corredor escuro e diz que não existe nada ali, eu começo imediatamente a procurar uma criatura escondida no teto, dentro da parede, atrás da câmera, dentro do Windows e provavelmente dentro da minha própria geladeira. Quando o jogo ainda possui uma estética bonitinha, a desconfiança aumenta, porque qualquer coisa minimamente estranha pode parecer uma armadilha.
A história ainda coloca Illy diante de Thingy the Thing, uma criatura que funciona como responsável pela atração e que não parece exatamente o profissional mais confiável do ramo. O resultado é uma mistura de terror, comédia e personagens que parecem ter saído de uma discussão entre alguém fazendo um jogo de horror e outra pessoa dizendo "bota isso aí também, vai ficar engraçado". O jogo aposta bastante em expressões exageradas, animações estranhas, situações absurdas e um humor que combina perfeitamente com a proposta.
E tem uma característica que deixa tudo ainda mais com cara de internet. The No Jumpscare Show mistura estética retrô, terror psicológico, comédia, personagens bizarros e uma série de situações que parecem ter sido montadas com a quantidade certa de criatividade e falta de juízo. Até as poses dos personagens conseguem passar aquela sensação de "alguma coisa aqui está errada", mesmo quando a cena deveria ser engraçada. É aquele tipo de jogo em que você pode estar rindo de uma criatura com uma cara completamente idiota e, dois segundos depois, começar a olhar para os cantos da tela porque lembrou que está dentro de uma casa assombrada.
A experiência apresenta a primeira parte da história e tem duração aproximada de 30 a 40 minutos, funcionando como uma pequena aventura narrativa focada na situação de Illy dentro da atração. E aí fica a pergunta que o jogo obviamente quer colocar na cabeça de quem está jogando. The No Jumpscare Show realmente não tem jumpscare? Bom, seria uma baita sacanagem entregar a resposta aqui e destruir justamente a brincadeira. O melhor é entrar sabendo apenas da promessa, olhar para aquela estética fofinha e começar a desconfiar de absolutamente cada parede, personagem, corredor e objeto que aparecer pela frente. Porque depois que o jogo anuncia que não vai tentar assustar você, confiar nele passa a ser uma decisão bastante questionável.
O problema é que o próprio conceito já faz você desconfiar de absolutamente tudo. The No Jumpscare Show tem um visual estilizado, personagens esquisitos e uma aparência que pode ser descrita como fofinha, estranha e suspeita ao mesmo tempo. Você olha para alguma coisa e começa a pensar "isso aqui é bonitinho mesmo ou estão tentando me fazer baixar a guarda?". Aí aparece outro personagem com uma pose completamente torta e seu cérebro já começa a trabalhar igual um investigador de creepypasta às três da manhã. "Será que isso é só uma animação engraçada? Será que tem alguma coisa atrás de mim? Será que o jogo está tentando me sacanear?". Pronto. A paranoia já está instalada sem ninguém precisar pular na sua cara.
Essa brincadeira lembra bastante a sensação causada por histórias como A Casa sem Fim, uma creepypasta em que a ideia de entrar em uma atração assustadora atrás de alguém começa de maneira relativamente simples com itens de Halloween de má qualidade e vai ficando cada vez mais perturbadora. A própria estrutura da história original envolve uma casa de horrores dividida em salas e o desafio a conseguir chegar ao final. The No Jumpscare Show pega essa sensação de "isso aqui parece uma ideia idiota, então por que estou desconfiando tanto?" e transforma em parte da piada.
A graça está justamente no jogador saber que existe uma promessa de que não haverá jumpscares. Isso deveria tranquilizar qualquer pessoa normal. Só que jogador de terror não é uma pessoa normal. Se você me coloca em um corredor escuro e diz que não existe nada ali, eu começo imediatamente a procurar uma criatura escondida no teto, dentro da parede, atrás da câmera, dentro do Windows e provavelmente dentro da minha própria geladeira. Quando o jogo ainda possui uma estética bonitinha, a desconfiança aumenta, porque qualquer coisa minimamente estranha pode parecer uma armadilha.
A história ainda coloca Illy diante de Thingy the Thing, uma criatura que funciona como responsável pela atração e que não parece exatamente o profissional mais confiável do ramo. O resultado é uma mistura de terror, comédia e personagens que parecem ter saído de uma discussão entre alguém fazendo um jogo de horror e outra pessoa dizendo "bota isso aí também, vai ficar engraçado". O jogo aposta bastante em expressões exageradas, animações estranhas, situações absurdas e um humor que combina perfeitamente com a proposta.
E tem uma característica que deixa tudo ainda mais com cara de internet. The No Jumpscare Show mistura estética retrô, terror psicológico, comédia, personagens bizarros e uma série de situações que parecem ter sido montadas com a quantidade certa de criatividade e falta de juízo. Até as poses dos personagens conseguem passar aquela sensação de "alguma coisa aqui está errada", mesmo quando a cena deveria ser engraçada. É aquele tipo de jogo em que você pode estar rindo de uma criatura com uma cara completamente idiota e, dois segundos depois, começar a olhar para os cantos da tela porque lembrou que está dentro de uma casa assombrada.
A experiência apresenta a primeira parte da história e tem duração aproximada de 30 a 40 minutos, funcionando como uma pequena aventura narrativa focada na situação de Illy dentro da atração. E aí fica a pergunta que o jogo obviamente quer colocar na cabeça de quem está jogando. The No Jumpscare Show realmente não tem jumpscare? Bom, seria uma baita sacanagem entregar a resposta aqui e destruir justamente a brincadeira. O melhor é entrar sabendo apenas da promessa, olhar para aquela estética fofinha e começar a desconfiar de absolutamente cada parede, personagem, corredor e objeto que aparecer pela frente. Porque depois que o jogo anuncia que não vai tentar assustar você, confiar nele passa a ser uma decisão bastante questionável.
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