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GTA 5 | Coop permite zerar a campanha com um amigo em tela dividida local ou online!

O GTA 5 nunca recebeu um modo cooperativo local para a campanha, então alguém decidiu olhar para Los Santos e pensar: “e se eu simplesmente enfiasse outra pessoa aqui?”. É exatamente essa a proposta do Offline Coop, mod criado por AlexDevilish para colocar dois jogadores na campanha de Grand Theft Auto V no mesmo PC.

A ideia é bem direta: enquanto o primeiro jogador controla normalmente Michael, Franklin ou Trevor, o segundo pode entrar na brincadeira com outro personagem. Dá para andar pela cidade, entrar em carros, trocar tiros, enfrentar a polícia e sair fazendo aquela atividade saudável conhecida como transformar Los Santos em um processo criminal de 47 páginas.

O mod funciona como um verdadeiro multiplayer local, usando tela dividida para mostrar os dois jogadores. O segundo personagem também pode dirigir, atirar e entrar no mesmo veículo para acompanhar o primeiro. Há ainda opções para ativar PvP, então a amizade pode durar aproximadamente oito minutos antes de alguém decidir testar uma escopeta na cabeça do outro.

Também existe suporte para escolher diferentes personagens, incluindo Michael, Franklin, Trevor, Lamar, Chop, policiais e membros de gangues. O segundo jogador ainda pode ser teleportado para perto do primeiro, o que é bastante útil quando o sujeito resolve explorar exatamente o lado oposto do mapa enquanto você está tentando fazer alguma coisa.

🚗Placa de carro de San Andreas é um enfeite tunado pro quarto
 
O projeto foi criado para o Grand Theft Auto V Legacy e depende de ferramentas de modificação como Script Hook V e ScriptHookVDotNet. A página do mod também cita o NativeUI para o menu. Ou seja, não é simplesmente instalar um arquivo mágico e esperar que o GTA entenda que agora virou Mario Kart de dois jogadores.

Uma coisa interessante é que isso também pode ser usado pela internet com a ajuda do Parsec. Como o mod transforma a campanha em uma experiência de multiplayer local, o Parsec permite que um amigo se conecte ao seu PC e envie os comandos do controle dele para a máquina que está rodando o jogo. A própria plataforma é feita justamente para transformar jogos locais em partidas online. O amigo que entra como convidado não precisa ter uma cópia do GTA 5 instalada na própria máquina. Ele está acessando o jogo que está rodando no computador do anfitrião, então a instalação do jogo fica por conta de quem está hospedando. 

Então é isso aí! O mod permite uma situação que combina perfeitamente com GTA. Você tem o jogo instalado, instala o mod, abre a campanha, chama um amigo pelo Parsec e entrega para ele o controle de um personagem. A partir daí, basta descobrir qual dos dois vai conseguir ficar cinco minutos sem atropelar uma velhinha, provocar a polícia ou explodir um posto de gasolina por motivos científicos.

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COMO INSTALAR

Sobre GTA 
 
Poucas franquias de videogame conseguiram chegar ao ponto em que o lançamento de um novo jogo vira assunto até para quem não acompanha videogames. Grand Theft Auto, ou simplesmente GTA, chegou nesse nível. Quando a Rockstar Games mexe uma peça, o mercado observa, os jogadores enlouquecem e outras empresas provavelmente começam a olhar para seus próprios calendários para pensar se não seria melhor colocar aquele lançamento bem longe dali.

A transformação começou de verdade com Grand Theft Auto III, lançado em 2001. Os primeiros jogos da série já tinham feito barulho, mas GTA III levou a fórmula para um mundo tridimensional aberto e ajudou a definir uma nova ideia de jogo de mundo aberto. Liberty City virou um enorme playground onde roubar carros, fugir da polícia, cumprir missões e simplesmente sair causando confusão fazia parte da graça. A Rockstar passou a ter uma franquia que não era apenas conhecida, mas capaz de influenciar toda uma geração.

Depois vieram Grand Theft Auto: Vice City, em 2002, e Grand Theft Auto: San Andreas, em 2004. A série foi aumentando de tamanho sem abandonar aquilo que fazia GTA ser GTA. Vice City apostou na estética dos anos 1980, enquanto San Andreas colocou uma quantidade absurda de coisas para fazer nas mãos do jogador. Gangues, carros, motos, aviões, academia, personalização, território, missões e uma história enorme fizeram o jogo parecer muito maior do que aquilo que normalmente se esperava de um videogame.

Só que o tamanho da franquia também aumentou suas polêmicas. GTA nunca foi exatamente um jogo interessado em ficar quietinho no canto. Violência, drogas, prostituição, criminalidade e sátira social sempre fizeram parte da série, e isso colocou a Rockstar no centro de discussões sobre violência nos videogames. O caso mais famoso veio com o chamado Hot Coffee, relacionado a GTA: San Andreas. Em 2005, um conteúdo sexual presente nos arquivos do jogo acabou sendo desbloqueado por uma modificação, provocando investigação da ESRB e uma mudança temporária na classificação do jogo para Adults Only.

E existe uma ironia maravilhosa nessa história: os mods, que também ajudaram a transformar GTA em uma plataforma quase infinita para os jogadores, estavam envolvidos em uma das maiores confusões da história da franquia. A comunidade sempre desmontou, modificou e recriou os jogos da Rockstar de maneiras que os desenvolvedores provavelmente nem imaginavam. Carros diferentes, personagens, mapas, gráficos, scripts, armas, missões e todo tipo de maluquice ajudaram a manter os jogos vivos por muitos anos.

Grand Theft Auto IV, lançado em 2008, levou a série para outro caminho. Liberty City voltou, agora muito mais detalhada, e Niko Bellic protagonizou uma história mais pesada sobre imigração, crime e sobrevivência. A Rockstar mostrou que GTA podia continuar sendo uma enorme caixa de areia para fazer besteira, mas também podia contar uma história mais séria. Ainda havia perseguições policiais, tiroteios e carros roubados, obviamente. Afinal, colocar o jogador para respeitar as leis nunca pareceu ser uma prioridade da empresa.

Então chegou Grand Theft Auto V, em 2013, e a coisa saiu completamente do controle. Los Santos virou uma das maiores vitrines do entretenimento moderno. Michael, Franklin e Trevor dividiram a campanha, enquanto o GTA Online transformou o jogo em uma plataforma que continuou recebendo conteúdo durante anos. O resultado foi monstruoso: GTA V ultrapassou 225 milhões de unidades vendidas, e a franquia Grand Theft Auto passou de 470 milhões de unidades.

O GTA Online também mudou a relação entre um jogo e sua comunidade. O jogador deixou de simplesmente terminar a campanha e guardar o disco na estante. Los Santos continuou sendo atualizada com carros, missões, golpes, propriedades, eventos, armas e atividades. E quando a comunidade descobriu o potencial do roleplay, surgiu uma cena gigantesca em torno de servidores personalizados. FiveM se tornou um dos maiores exemplos disso, permitindo experiências de GTA que iam muito além do conteúdo tradicional do jogo. Em 2023, a própria Rockstar incorporou a equipe da Cfx.re, responsável pelo FiveM e pelo RedM.

É justamente aí que fica fácil entender por que um novo GTA assusta outras empresas. Não se trata apenas de um jogo vendendo milhões de cópias. Existe uma comunidade enorme esperando para produzir vídeos, transmissões, memes, mods, teorias, análises, servidores de roleplay e uma quantidade quase industrial de conteúdo para a internet. Um GTA novo não ocupa apenas espaço nas lojas. Ele ocupa YouTube, Twitch, redes sociais, sites de notícias e conversas entre jogadores durante meses.

Por isso, a chegada de um GTA pode virar um problema para outros lançamentos. Uma empresa pode gastar anos desenvolvendo um jogo e milhões em publicidade, mas colocar esse jogo perto de um novo Grand Theft Auto significa disputar atenção com uma franquia que praticamente transforma o lançamento em feriado nacional para uma parte do público. O jogador que estava planejando comprar outro mundo aberto pode simplesmente decidir que naquele momento não existe mais mundo aberto que importe.

Grand Theft Auto VI mostra até onde esse fenômeno chegou. A Rockstar anunciou o jogo para 2025, depois confirmou a mudança para 26 de maio de 2026 e, posteriormente, a data passou para 19 de novembro de 2026. A própria existência do jogo já movimenta o mercado antes de ele chegar às lojas. O segundo trailer, por exemplo, ultrapassou 475 milhões de visualizações em 24 horas, segundo a Take-Two.

E GTA continua carregando aquela mistura estranha que fez a série sobreviver por tanto tempo: liberdade, violência, humor, sátira, mundo aberto, carros, armas, polícia, criminalidade e uma comunidade que parece determinada a descobrir até onde consegue levar cada jogo. É uma franquia que consegue gerar discussão política, virar notícia por causa de uma polêmica, produzir fenômenos no YouTube e, ao mesmo tempo, servir de brinquedo para alguém instalar um mod completamente idiota e passar a noite dirigindo um carro impossível pelas ruas de Los Santos.

Talvez esse seja o maior motivo para GTA ter se tornado tão assustador para o resto da indústria. Não é simplesmente porque vende muito. É porque cada jogo da franquia cria um acontecimento ao redor dele. Grand Theft Auto deixou de ser apenas uma série de jogos sobre criminosos roubando carros e passou a funcionar como um fenômeno cultural próprio. Quando a Rockstar decide abrir as portas de uma nova cidade, o problema para as outras empresas não é apenas competir contra um videogame. É competir contra tudo aquilo que acontece em volta dele.