Ofertas do dia no link de afiliado Amazon!

A HQ mais vendida de todos os tempos foi um surto que a fez entrar no livro dos recordes!

Se alguém perguntar qual é a história em quadrinhos mais vendida de todos os tempos, existe uma resposta que parece até exagerada de tão absurda. X-Men #1, publicado pela Marvel em 1991, alcançou a marca de 8,1 milhões de cópias e aparece no Guinness World Records como a edição única de quadrinhos mais vendida da história. E não, isso não significa que existam 8,1 milhões de pessoas com essa revista em casa. A história por trás desse número é bem mais maluca.
O adblock bloqueia links de afiliados da Amazon como os desse post, então se não estiver aparecendo, é só desativar o adblock.

O sucesso tinha nome e sobrenome. Chris Claremont cuidava do roteiro e Jim Lee dos desenhos, uma combinação que naquele momento era praticamente colocar dois ímãs gigantes em cima de uma banca de jornal. Claremont já era um nome enorme por causa de sua longa fase nos X-Men, enquanto Jim Lee tinha se transformado em um dos artistas mais populares dos quadrinhos. Colocar os dois em uma nova revista dos mutantes era receita para uma fila considerável.

A Marvel ainda resolveu apelar para uma coisa que parece ter sido inventada especificamente para fazer colecionador perder a capacidade de tomar decisões financeiras sensatas. X-Men #1 saiu com cinco capas diferentes. Quatro delas mostravam partes de uma imagem maior, que podia ser montada ao colocar as capas lado a lado, enquanto uma quinta versão apresentava a imagem completa em uma capa dobrável. Era basicamente um quebra-cabeça para adultos, só que vendido em banca e com o pequeno detalhe de você precisar comprar várias revistas para completar a brincadeira.

Isso ajudou a transformar uma única edição em uma máquina de vender exemplares. O começo dos anos 1990 estava mergulhado no chamado boom especulativo dos quadrinhos, quando muita gente comprava revistas não apenas para ler, mas pensando que elas poderiam valer uma fortuna no futuro. Lojas também faziam pedidos enormes esperando que colecionadores corressem atrás das diferentes versões. Resultado, a quantidade de exemplares disparou para um nível completamente fora da realidade.

E havia um motivo muito melhor para alguém querer aquela revista além da possibilidade imaginária de ficar rico guardando papel numa gaveta. Os X-Men estavam gigantes. A equipe tinha personagens que já eram conhecidos por uma quantidade enorme de leitores, como Wolverine, Ciclope, Tempestade, Jean Grey, Fera, Gambit e Vampira. A nova série reunia os mutantes em uma formação dividida entre duas equipes, enquanto a revista aproveitava o enorme interesse que a franquia tinha conquistado.

Jim Lee também tinha um peso enorme nessa história. Seu estilo de desenho virou uma das marcas visuais dos X-Men daquela época, com personagens musculosos, poses exageradas, uniformes cheios de detalhes e aquela estética que praticamente grita "isso aqui precisa virar pôster". Para muita gente, comprar X-Men #1 não era simplesmente adquirir uma nova história, mas colocar em casa um pedaço de uma fase em que os personagens estavam no auge da popularidade.

O curioso é que a fama dessa edição acabou ficando ainda maior por causa do próprio tamanho do fenômeno. Guinness reconhece os 8,1 milhões de exemplares como o recorde para uma edição única! A revista se tornou um símbolo de uma época em que colecionar quadrinhos podia parecer uma mistura de hobby, investimento e surto coletivo. Comprar uma cópia era normal. Comprar cinco porque as capas combinavam já era outra conversa. Comprar caixas inteiras porque alguém dizia que aquilo poderia valer uma fortuna no futuro era o momento em que o bom senso provavelmente saía pela porta dos fundos.

Também existe uma diferença importante entre X-Men #1 e revistas históricas como Action Comics #1. A primeira aparição do Superman em 1938 é uma das publicações mais importantes da história dos quadrinhos e se tornou um dos itens mais desejados por colecionadores, mas sua importância histórica e seu valor não significam que ela tenha vendido mais exemplares do que X-Men #1. O recorde de vendas de uma edição única pertence ao gibi da Marvel com seus impressionantes 8,1 milhões.

No Brasil, a Panini também aproveitou o apelo dessa arte na edição A Saga dos X-Men 01 (37), que traz como brinde um pôster com a famosa capa quádrupla de Jim Lee. Ou seja, quem não está disposto a sair caçando as quatro capas originais e ainda quiser em português, pode simplesmente colocar o pôster na parede e resolver a questão sem transformar a própria casa em depósito de banca de jornal. A edição reúne histórias de X-Men e Uncanny X-Men e recupera essa fase marcada pela divisão entre as equipes Azul e Dourada, pelo retorno de Magneto e pela primeira aparição de Bishop. Confira:

O adblock bloqueia links de afiliados da Amazon como os desse post, então se não estiver aparecendo, é só desativar o adblock.