NextDoor é um pequeno jogo de terror inspirado em A Mulher que mora ao lado, história de Contos de Horror da Mimi, de Junji Ito. A obra de Ito, por sua vez, adapta histórias da coletânea japonesa Shin Mimibukuro, então temos aqui uma adaptação de uma adaptação. É o terror japonês fazendo DLC do próprio terror japonês.
No jogo, você controla Mimi, uma garota que tenta cuidar da própria vida, mas tem sua paz destruída por um vizinho do andar de cima que resolveu transformar o apartamento em uma filial do Rock in Rio. O sujeito coloca música altíssima e, quando Mimi reclama, responde que não existe problema nenhum e que ninguém do prédio se incomodou. Para piorar, ele diz que a pessoa do apartamento ao lado também nunca reclamou.
A situação já seria irritante o suficiente, mas o negócio começa a ficar estranho quando alguém finalmente aparece no apartamento vizinho. É uma mulher completamente vestida de preto, com o rosto coberto, e até o próprio rapaz que mora no andar de cima fica desconcertado, porque ele nem sabia direito quem morava ali. A partir daí, aquela simples história de vizinho barulhento começa a entrar no território em que você olha para a tela e pensa que talvez fosse melhor ter colocado um fone de ouvido e fingido que nada aconteceu.
NextDoor transforma essa história em uma aventura curta de terror com visual em pixel art. A movimentação é feita pelo teclado, mas a estrutura lembra bastante aqueles jogos de aventura e point and click antigos, principalmente pela forma como você percorre o prédio, observa o ambiente e acompanha os acontecimentos. Não espere um sistema cheio de inventário, dezenas de puzzles ou uma árvore de diálogo capaz de virar sua segunda graduação. A proposta é contar uma história rápida e deixar o clima fazer o trabalho pesado.
E o clima funciona muito bem. O prédio tem aquele aspecto meio velho e desconfortável, enquanto a animação mistura pixel art com elementos em 3D (com visual pixel bem encantador) e iluminação que ajudam a criar ambientes cheios de detalhes. Até os movimentos dos personagens recebem bastante atenção, alternando momentos mais suaves com animações estranhas quando o horror resolve parar de bater na porta e entrar pela janela.
A música também segura boa parte da experiência. Existe aquele som constante de mistério que deixa tudo com cara de história de terror japonesa antiga, e a trilha foi composta por Clément Panchout especialmente para o jogo. Há até uma faixa chamada Dark Emperor, além das outras músicas que acompanham a aventura. É o tipo de trilha que começa como música de fundo e termina fazendo você desconfiar até do armário do quarto.
A adaptação também não tenta simplesmente transformar cada página do mangá em uma tela jogável. NextDoor reorganiza a história para funcionar como uma pequena experiência interativa, mantendo os elementos principais e colocando algumas situações de uma maneira própria. Quem conhece a obra original consegue reconhecer os acontecimentos e personagens, mas o jogo ainda funciona como uma experiência independente para quem nunca encostou em Contos de Horror da Mimi.
Também existe uma boa lembrança de jogos antigos de terror, principalmente pela maneira simples de explorar o cenário e pela construção gradual da tensão. Quem sente saudade de experiências como Clock Tower pode encontrar aqui uma vibe parecida, embora NextDoor seja muito mais enxuto e cinematográfico. O objetivo não é transformar você em um detetive profissional. É colocar uma situação estranha na sua frente e deixar a coisa desandar em uma velocidade bastante confortável para um jogo que pode ser terminado em uma sentada.
NextDoor é um projeto de fã sem fins lucrativos feito por Broelbrak, Yun Ying Hu e Volvaga, com design e animação de Sijbren Schenkels, código de Yun Ying Hu, 3D e iluminação de Bjorn Dingeldein e música de Clément Panchout.
No jogo, você controla Mimi, uma garota que tenta cuidar da própria vida, mas tem sua paz destruída por um vizinho do andar de cima que resolveu transformar o apartamento em uma filial do Rock in Rio. O sujeito coloca música altíssima e, quando Mimi reclama, responde que não existe problema nenhum e que ninguém do prédio se incomodou. Para piorar, ele diz que a pessoa do apartamento ao lado também nunca reclamou.
A situação já seria irritante o suficiente, mas o negócio começa a ficar estranho quando alguém finalmente aparece no apartamento vizinho. É uma mulher completamente vestida de preto, com o rosto coberto, e até o próprio rapaz que mora no andar de cima fica desconcertado, porque ele nem sabia direito quem morava ali. A partir daí, aquela simples história de vizinho barulhento começa a entrar no território em que você olha para a tela e pensa que talvez fosse melhor ter colocado um fone de ouvido e fingido que nada aconteceu.
NextDoor transforma essa história em uma aventura curta de terror com visual em pixel art. A movimentação é feita pelo teclado, mas a estrutura lembra bastante aqueles jogos de aventura e point and click antigos, principalmente pela forma como você percorre o prédio, observa o ambiente e acompanha os acontecimentos. Não espere um sistema cheio de inventário, dezenas de puzzles ou uma árvore de diálogo capaz de virar sua segunda graduação. A proposta é contar uma história rápida e deixar o clima fazer o trabalho pesado.
E o clima funciona muito bem. O prédio tem aquele aspecto meio velho e desconfortável, enquanto a animação mistura pixel art com elementos em 3D (com visual pixel bem encantador) e iluminação que ajudam a criar ambientes cheios de detalhes. Até os movimentos dos personagens recebem bastante atenção, alternando momentos mais suaves com animações estranhas quando o horror resolve parar de bater na porta e entrar pela janela.
A música também segura boa parte da experiência. Existe aquele som constante de mistério que deixa tudo com cara de história de terror japonesa antiga, e a trilha foi composta por Clément Panchout especialmente para o jogo. Há até uma faixa chamada Dark Emperor, além das outras músicas que acompanham a aventura. É o tipo de trilha que começa como música de fundo e termina fazendo você desconfiar até do armário do quarto.
A adaptação também não tenta simplesmente transformar cada página do mangá em uma tela jogável. NextDoor reorganiza a história para funcionar como uma pequena experiência interativa, mantendo os elementos principais e colocando algumas situações de uma maneira própria. Quem conhece a obra original consegue reconhecer os acontecimentos e personagens, mas o jogo ainda funciona como uma experiência independente para quem nunca encostou em Contos de Horror da Mimi.
Também existe uma boa lembrança de jogos antigos de terror, principalmente pela maneira simples de explorar o cenário e pela construção gradual da tensão. Quem sente saudade de experiências como Clock Tower pode encontrar aqui uma vibe parecida, embora NextDoor seja muito mais enxuto e cinematográfico. O objetivo não é transformar você em um detetive profissional. É colocar uma situação estranha na sua frente e deixar a coisa desandar em uma velocidade bastante confortável para um jogo que pode ser terminado em uma sentada.
NextDoor é um projeto de fã sem fins lucrativos feito por Broelbrak, Yun Ying Hu e Volvaga, com design e animação de Sijbren Schenkels, código de Yun Ying Hu, 3D e iluminação de Bjorn Dingeldein e música de Clément Panchout.
Para jogar, dá para abrir NextDoor diretamente pelo navegador ou baixar a versão para Windows. A página oficial recomenda a versão de PC caso ocorram problemas de estabilidade, além de oferecer suporte a controle, áudio de maior qualidade e tela cheia nessa versão. É uma daquelas experiências perfeitas para quem quer um jogo de terror pequeno, estranho e com aquela sensação deliciosa de ter acabado de abrir uma história do Junji Ito sem saber exatamente onde aquilo vai parar.
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