Cyberpunk 2077 sempre teve uma relação meio complicada com a câmera. A decisão de colocar o jogo em primeira pessoa foi uma das maiores polêmicas em torno do projeto antes mesmo de seu lançamento. Muita gente esperava algo mais próximo de The Witcher, com V aparecendo na tela o tempo inteiro, e a ausência da terceira pessoa foi suficiente para afastar jogadores que simplesmente não curtiam a ideia.
A escolha da CD Projekt Red tinha seus motivos. A empresa queria colocar o jogador dentro da cabeça de V, fazendo com que implantes, armas, drogas, interfaces e toda aquela maluquice tecnológica fossem vistos de uma forma mais direta. Só que existe um pequeno problema nessa história toda. O jogador também criou um personagem inteiro, gastou um tempão escolhendo cabelo, rosto, roupa e corpo e depois passou boa parte do jogo olhando para a nuca imaginária desse cidadão. É uma situação curiosa. Você monta o personagem e depois praticamente não vê o desgraçado.
A comunidade nunca largou completamente essa ideia. Mods de terceira pessoa para Cyberpunk 2077 existem há anos, e um dos exemplos mais conhecidos é o Cyber Engine Tweaks, que já trabalhava com câmera em terceira pessoa e chegou a oferecer uma visão de 360 graus. O problema é que colocar uma câmera atrás do personagem é uma coisa. Fazer o personagem se comportar como se o jogo tivesse sido construído para isso desde o começo é outra história completamente diferente.
É aí que entra o Immersive Third Person, criado por CybrDrake. Em vez de simplesmente enfiar uma câmera atrás de V e mandar um "pronto, agora é terceira pessoa", o projeto tenta resolver uma parte muito maior do problema. Ele traz câmera com órbita livre, colisão com paredes, ajuste suave de distância e, principalmente, um conjunto próprio de animações para a terceira pessoa. O resultado muda completamente a sensação de andar por Night City.
A diferença fica ainda mais absurda quando entram as animações. O mod trabalha com caminhada, corrida, sprint, paradas, saltos, aterrissagens, escaladas, natação, deslizes, dash, interação com objetos e outras situações que normalmente entregariam na mesma hora que aquilo era uma gambiarra feita com fita adesiva e esperança. Em vez disso, V passa a se movimentar com uma fluidez que combina muito mais com um jogo de ação em terceira pessoa.
O mais engraçado é que o Immersive Third Person não tenta simplesmente abandonar a primeira pessoa. Ele consegue alternar entre as duas perspectivas e também faz essa troca automaticamente em situações nas quais a primeira pessoa continua sendo importante, como combate, direção, cutscenes e terminais. Depois, a câmera em terceira pessoa retorna. A ideia é praticamente pegar as duas propostas e fazer o jogo parar de escolher uma briga para comprar.
Visualmente, é aí que a coisa fica meio criminosa. Quando você vê V andando, correndo e se movimentando pela cidade com a câmera posicionada atrás, a impressão não é de estar vendo um mod simples de câmera. Em vários momentos parece uma versão alternativa que poderia ter sido feita oficialmente pela própria CD Projekt Red. E quando a movimentação começa a encaixar com o cenário, roupas, animações e iluminação de Night City, fica fácil entender por que tanta gente olha para o resultado e pensa que alguém resolveu construir o Cyberpunk 2077 que uma parte do público queria desde o começo.
Então é isso aí, uma das maiores reclamações sobre Cyberpunk 2077 acabou servindo de combustível para a comunidade passar anos tentando resolver o problema por conta própria. Agora aparece um mod que não apenas coloca V na tela, mas faz isso de um jeito tão bem acabado que começa aquela situação perigosíssima em que você olha para outros jogos de ação em terceira pessoa e pensa "pera aí, por que esse personagem se movimenta pior que o de um mod?". O Immersive Third Person não muda a história, as missões ou Night City. Ele muda uma coisa bem mais simples e, para muita gente, importante pra cacete. Finalmente dá para jogar olhando para V!
A escolha da CD Projekt Red tinha seus motivos. A empresa queria colocar o jogador dentro da cabeça de V, fazendo com que implantes, armas, drogas, interfaces e toda aquela maluquice tecnológica fossem vistos de uma forma mais direta. Só que existe um pequeno problema nessa história toda. O jogador também criou um personagem inteiro, gastou um tempão escolhendo cabelo, rosto, roupa e corpo e depois passou boa parte do jogo olhando para a nuca imaginária desse cidadão. É uma situação curiosa. Você monta o personagem e depois praticamente não vê o desgraçado.
A comunidade nunca largou completamente essa ideia. Mods de terceira pessoa para Cyberpunk 2077 existem há anos, e um dos exemplos mais conhecidos é o Cyber Engine Tweaks, que já trabalhava com câmera em terceira pessoa e chegou a oferecer uma visão de 360 graus. O problema é que colocar uma câmera atrás do personagem é uma coisa. Fazer o personagem se comportar como se o jogo tivesse sido construído para isso desde o começo é outra história completamente diferente.
É aí que entra o Immersive Third Person, criado por CybrDrake. Em vez de simplesmente enfiar uma câmera atrás de V e mandar um "pronto, agora é terceira pessoa", o projeto tenta resolver uma parte muito maior do problema. Ele traz câmera com órbita livre, colisão com paredes, ajuste suave de distância e, principalmente, um conjunto próprio de animações para a terceira pessoa. O resultado muda completamente a sensação de andar por Night City.
A diferença fica ainda mais absurda quando entram as animações. O mod trabalha com caminhada, corrida, sprint, paradas, saltos, aterrissagens, escaladas, natação, deslizes, dash, interação com objetos e outras situações que normalmente entregariam na mesma hora que aquilo era uma gambiarra feita com fita adesiva e esperança. Em vez disso, V passa a se movimentar com uma fluidez que combina muito mais com um jogo de ação em terceira pessoa.
O mais engraçado é que o Immersive Third Person não tenta simplesmente abandonar a primeira pessoa. Ele consegue alternar entre as duas perspectivas e também faz essa troca automaticamente em situações nas quais a primeira pessoa continua sendo importante, como combate, direção, cutscenes e terminais. Depois, a câmera em terceira pessoa retorna. A ideia é praticamente pegar as duas propostas e fazer o jogo parar de escolher uma briga para comprar.
Visualmente, é aí que a coisa fica meio criminosa. Quando você vê V andando, correndo e se movimentando pela cidade com a câmera posicionada atrás, a impressão não é de estar vendo um mod simples de câmera. Em vários momentos parece uma versão alternativa que poderia ter sido feita oficialmente pela própria CD Projekt Red. E quando a movimentação começa a encaixar com o cenário, roupas, animações e iluminação de Night City, fica fácil entender por que tanta gente olha para o resultado e pensa que alguém resolveu construir o Cyberpunk 2077 que uma parte do público queria desde o começo.
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