A história de Yang Binglin, conhecido como Game Grandpa, chama atenção logo de cara por um motivo simples: ele fez algo que pode ser um desafio para muitos jovens. Aos 91 anos, ele completou Resident Evil Requiem sem usar guia, sem tutorial e sem recorrer a soluções prontas. Ele transmitiu toda a jogatina e resolveu cada detalhe por conta própria, com paciência e método.
O mais curioso é a forma como ele lidou com os desafios. Em vez de abrir outra aba ou procurar resposta pronta, ele mantinha um caderno ao lado e anotava tudo. Mapas desenhados à mão, soluções de puzzles, comportamento de inimigos, tudo registrado como se fosse um estudo. Quando travava em algum ponto, ele simplesmente voltava algumas páginas e pensava. Era um processo quase artesanal dentro de um jogo moderno.
Esse jeito de jogar lembra muito uma época anterior à internet como se conhece hoje, quando descobrir as coisas fazia parte da experiência. Só que no caso dele isso ganha outro peso, porque Yang não veio de uma geração que cresceu com videogames. Ele trabalhou como engenheiro na área de pesquisa e só começou a jogar depois de se aposentar em 1996.
Pensar nisso é o que torna tudo ainda mais interessante. Ele já era uma pessoa mais velha nos anos 90, período em que muita gente simplesmente decide parar no tempo e continuar apenas com o que já conhece. É comum ver idosos que têm dificuldade até com coisas básicas de tecnologia, como mexer em celular ou entender aplicativos simples. No caso dele, aconteceu o contrário.
O mais curioso é a forma como ele lidou com os desafios. Em vez de abrir outra aba ou procurar resposta pronta, ele mantinha um caderno ao lado e anotava tudo. Mapas desenhados à mão, soluções de puzzles, comportamento de inimigos, tudo registrado como se fosse um estudo. Quando travava em algum ponto, ele simplesmente voltava algumas páginas e pensava. Era um processo quase artesanal dentro de um jogo moderno.
Esse jeito de jogar lembra muito uma época anterior à internet como se conhece hoje, quando descobrir as coisas fazia parte da experiência. Só que no caso dele isso ganha outro peso, porque Yang não veio de uma geração que cresceu com videogames. Ele trabalhou como engenheiro na área de pesquisa e só começou a jogar depois de se aposentar em 1996.
Pensar nisso é o que torna tudo ainda mais interessante. Ele já era uma pessoa mais velha nos anos 90, período em que muita gente simplesmente decide parar no tempo e continuar apenas com o que já conhece. É comum ver idosos que têm dificuldade até com coisas básicas de tecnologia, como mexer em celular ou entender aplicativos simples. No caso dele, aconteceu o contrário.
Ao invés de se afastar, ele abraçou um hobby completamente novo e foi até o fim com isso. Não ficou só na curiosidade inicial. Ele acompanhou diferentes gerações de consoles, se envolveu com jogos mais complexos e acabou se tornando streamer. Chegou até a ser reconhecido pelo Guinness como o streamer de jogos mais velho, algo que por si só já quebra qualquer expectativa comum.
E tem outro detalhe que deixa tudo ainda mais curioso: ele escolheu justamente um jogo de terror. Não é o tipo de experiência mais tranquila, já que exige atenção, gera tensão e cobra reflexos. Mesmo assim, ele encara o desafio com calma, sem pressa, como alguém que está mais interessado no processo do que em terminar rápido.
Essa história também acaba sendo um lembrete bem direto de que aquela ideia de “você é velho demais pra isso” não se sustenta muito bem. Ele não só joga, como resolve puzzles complexos sem ajuda e ainda compartilha tudo com outras pessoas. Enquanto muita gente depende de guia até para partes simples, ele segue no próprio ritmo, confiando só no raciocínio.
Bom, esse caso mostra bem que se alguém que viveu boa parte da vida antes da popularização dos videogames consegue se adaptar, aprender e ainda se destacar nisso, fica a dúvida sobre o que mais pode surgir no caminho e que seja a NOSSA vez de encarar ou abrir mão. Afinal, é bem provável que aos 60 anos ele nunca tenha imaginado que um dia estaria jogando, transmitindo e sendo acompanhado por milhares de pessoas aos 90. Será que quando nós chegarmos a essa idade, iremos ter conragem de encarar o nosso próprio "Biohazard 9" desse tempo?
E tem outro detalhe que deixa tudo ainda mais curioso: ele escolheu justamente um jogo de terror. Não é o tipo de experiência mais tranquila, já que exige atenção, gera tensão e cobra reflexos. Mesmo assim, ele encara o desafio com calma, sem pressa, como alguém que está mais interessado no processo do que em terminar rápido.
Essa história também acaba sendo um lembrete bem direto de que aquela ideia de “você é velho demais pra isso” não se sustenta muito bem. Ele não só joga, como resolve puzzles complexos sem ajuda e ainda compartilha tudo com outras pessoas. Enquanto muita gente depende de guia até para partes simples, ele segue no próprio ritmo, confiando só no raciocínio.
Bom, esse caso mostra bem que se alguém que viveu boa parte da vida antes da popularização dos videogames consegue se adaptar, aprender e ainda se destacar nisso, fica a dúvida sobre o que mais pode surgir no caminho e que seja a NOSSA vez de encarar ou abrir mão. Afinal, é bem provável que aos 60 anos ele nunca tenha imaginado que um dia estaria jogando, transmitindo e sendo acompanhado por milhares de pessoas aos 90. Será que quando nós chegarmos a essa idade, iremos ter conragem de encarar o nosso próprio "Biohazard 9" desse tempo?
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Idoso de 91 anos zera Resident Evil Requiem sem a ajuda de guias, tutoriais, e usando uma técnica completamente inusitada e cheia de paciência. O jogo survival horror da Capcom é um desafio para muitos jovens, mas ele encarnou Leon em Biohazard usando um estilo próprio. Confira: pic.twitter.com/JDa3UcOy0I
— Nerd Maldito (@nerdmaldito) March 25, 2026
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Sobre RE
Falar da saga Resident Evil é voltar para um momento em que o medo nos jogos tinha outro ritmo. Lá em 1996, a Capcom lançou o primeiro Resident Evil no PlayStation, trazendo uma mistura de survival horror, puzzles e exploração que virou referência. O jogador entrava na mansão Spencer com personagens como Chris Redfield e Jill Valentine, lidando com zumbis, câmeras fixas e uma sensação constante de tensão.
O sucesso não veio só pelo susto fácil, mas pela forma como o jogo usava recursos limitados. Inventário pequeno, munição escassa, portas que carregavam lentamente e aquele silêncio pesado criavam uma experiência diferente. O termo survival horror passou a ser associado diretamente à franquia, mesmo já existindo jogos anteriores como Alone in the Dark. Resident Evil conseguiu popularizar de vez esse estilo.
Com o tempo, a história foi se expandindo e ganhou novos cenários. Resident Evil 2 levou tudo para a cidade de Raccoon City, introduzindo personagens como Leon S. Kennedy e Claire Redfield. O jogo ampliou a narrativa com campanhas diferentes, mostrando o surto biológico causado pelo T-Virus e aprofundando a presença da Umbrella Corporation, uma empresa fictícia que virou símbolo da série.
Em 1999, Resident Evil 3: Nemesis trouxe uma perseguição constante com o Nemesis, um inimigo que aparecia de forma imprevisível e aumentava ainda mais a tensão. Esse tipo de design ajudou a criar momentos memoráveis e reforçou o clima de desespero, algo que a franquia sempre buscou manter, mesmo com mudanças ao longo dos anos.
Já no começo dos anos 2000, a saga começou a experimentar. Resident Evil Code: Veronica trouxe mais foco em narrativa e cenários maiores, enquanto o remake de Resident Evil no Nintendo GameCube mostrou como era possível atualizar gráficos e atmosfera sem perder a essência. Esse remake é lembrado até hoje como um dos melhores exemplos de como refazer um clássico.
A grande virada veio com Resident Evil 4. O jogo mudou completamente a câmera, adotando uma visão por cima do ombro, trouxe mais ação e influenciou praticamente toda a indústria. Elementos como mira em tempo real, inimigos mais agressivos e uma progressão mais dinâmica foram adotados por diversos outros jogos de tiro em terceira pessoa. Mesmo assim, ainda havia tensão, especialmente em momentos isolados e encontros inesperados.
Depois disso, a franquia seguiu um caminho mais voltado para ação com Resident Evil 5 e Resident Evil 6. Coop online, tiroteios intensos e sequências mais cinematográficas dividiram opiniões. Alguns gostaram da evolução, enquanto outros sentiram falta do terror mais lento e calculado dos primeiros jogos. Mesmo assim, esses títulos ajudaram a manter a série em evidência e ampliaram o público.
A partir de 2017, a saga passou por outra transformação com Resident Evil 7: Biohazard. A câmera em primeira pessoa trouxe uma sensação mais próxima e claustrofóbica, resgatando o medo psicológico. A ambientação em uma casa isolada, com a família Baker, lembrava muito o clima dos jogos antigos, mas com uma abordagem moderna. Esse retorno ao terror mais puro agradou bastante quem sentia falta dessa essência.
Seguindo essa linha, Resident Evil Village expandiu o conceito com cenários variados, incluindo castelos, vilarejos e criaturas diferentes como vampiros e lobisomens. Personagens como Ethan Winters ganharam mais destaque, enquanto referências ao passado da franquia continuaram presentes, conectando tudo de forma mais ampla.
Outro ponto importante da saga é a quantidade de remakes modernos. Resident Evil 2, Resident Evil 3 e Resident Evil 4 mostraram como a Capcom conseguiu atualizar seus clássicos com gráficos atuais, jogabilidade refinada e uma nova forma de apresentar histórias já conhecidas. Esses jogos mantêm o espírito original, mas adaptam a experiência para um público acostumado com controles mais fluidos.
Além dos jogos principais, a saga também se expandiu com spin-offs como Resident Evil Outbreak, Resident Evil Revelations e Resident Evil Revelations 2. Esses títulos exploram outras partes da história, trazendo novos personagens, locais e experimentos envolvendo vírus como o G-Virus, Las Plagas e outras variações biológicas.
Com o passar dos anos, Resident Evil deixou de ser apenas um jogo de terror e virou um universo completo, envolvendo conspirações, bioterrorismo, experimentos genéticos e conflitos globais. Mesmo com mudanças de estilo, a essência de sobreviver em meio ao caos continua sendo o coração da franquia.
Bom, a saga Resident Evil se mantém relevante porque nunca ficou parada. Ela muda, testa ideias, às vezes divide opiniões, mas sempre encontra um jeito de voltar às suas raízes. Seja enfrentando zumbis em corredores apertados ou criaturas em cenários abertos, o medo continua sendo o elemento que conecta tudo.
O sucesso não veio só pelo susto fácil, mas pela forma como o jogo usava recursos limitados. Inventário pequeno, munição escassa, portas que carregavam lentamente e aquele silêncio pesado criavam uma experiência diferente. O termo survival horror passou a ser associado diretamente à franquia, mesmo já existindo jogos anteriores como Alone in the Dark. Resident Evil conseguiu popularizar de vez esse estilo.
Com o tempo, a história foi se expandindo e ganhou novos cenários. Resident Evil 2 levou tudo para a cidade de Raccoon City, introduzindo personagens como Leon S. Kennedy e Claire Redfield. O jogo ampliou a narrativa com campanhas diferentes, mostrando o surto biológico causado pelo T-Virus e aprofundando a presença da Umbrella Corporation, uma empresa fictícia que virou símbolo da série.
Em 1999, Resident Evil 3: Nemesis trouxe uma perseguição constante com o Nemesis, um inimigo que aparecia de forma imprevisível e aumentava ainda mais a tensão. Esse tipo de design ajudou a criar momentos memoráveis e reforçou o clima de desespero, algo que a franquia sempre buscou manter, mesmo com mudanças ao longo dos anos.
Já no começo dos anos 2000, a saga começou a experimentar. Resident Evil Code: Veronica trouxe mais foco em narrativa e cenários maiores, enquanto o remake de Resident Evil no Nintendo GameCube mostrou como era possível atualizar gráficos e atmosfera sem perder a essência. Esse remake é lembrado até hoje como um dos melhores exemplos de como refazer um clássico.
A grande virada veio com Resident Evil 4. O jogo mudou completamente a câmera, adotando uma visão por cima do ombro, trouxe mais ação e influenciou praticamente toda a indústria. Elementos como mira em tempo real, inimigos mais agressivos e uma progressão mais dinâmica foram adotados por diversos outros jogos de tiro em terceira pessoa. Mesmo assim, ainda havia tensão, especialmente em momentos isolados e encontros inesperados.
Depois disso, a franquia seguiu um caminho mais voltado para ação com Resident Evil 5 e Resident Evil 6. Coop online, tiroteios intensos e sequências mais cinematográficas dividiram opiniões. Alguns gostaram da evolução, enquanto outros sentiram falta do terror mais lento e calculado dos primeiros jogos. Mesmo assim, esses títulos ajudaram a manter a série em evidência e ampliaram o público.
A partir de 2017, a saga passou por outra transformação com Resident Evil 7: Biohazard. A câmera em primeira pessoa trouxe uma sensação mais próxima e claustrofóbica, resgatando o medo psicológico. A ambientação em uma casa isolada, com a família Baker, lembrava muito o clima dos jogos antigos, mas com uma abordagem moderna. Esse retorno ao terror mais puro agradou bastante quem sentia falta dessa essência.
Seguindo essa linha, Resident Evil Village expandiu o conceito com cenários variados, incluindo castelos, vilarejos e criaturas diferentes como vampiros e lobisomens. Personagens como Ethan Winters ganharam mais destaque, enquanto referências ao passado da franquia continuaram presentes, conectando tudo de forma mais ampla.
Outro ponto importante da saga é a quantidade de remakes modernos. Resident Evil 2, Resident Evil 3 e Resident Evil 4 mostraram como a Capcom conseguiu atualizar seus clássicos com gráficos atuais, jogabilidade refinada e uma nova forma de apresentar histórias já conhecidas. Esses jogos mantêm o espírito original, mas adaptam a experiência para um público acostumado com controles mais fluidos.
Além dos jogos principais, a saga também se expandiu com spin-offs como Resident Evil Outbreak, Resident Evil Revelations e Resident Evil Revelations 2. Esses títulos exploram outras partes da história, trazendo novos personagens, locais e experimentos envolvendo vírus como o G-Virus, Las Plagas e outras variações biológicas.
Com o passar dos anos, Resident Evil deixou de ser apenas um jogo de terror e virou um universo completo, envolvendo conspirações, bioterrorismo, experimentos genéticos e conflitos globais. Mesmo com mudanças de estilo, a essência de sobreviver em meio ao caos continua sendo o coração da franquia.
Bom, a saga Resident Evil se mantém relevante porque nunca ficou parada. Ela muda, testa ideias, às vezes divide opiniões, mas sempre encontra um jeito de voltar às suas raízes. Seja enfrentando zumbis em corredores apertados ou criaturas em cenários abertos, o medo continua sendo o elemento que conecta tudo.




