Teve uma época em que as legendas em português feitas por fãs eram pura festa, sendo poucos os jogos que vinham direto de fábrica. No entanto essas traduções em sua maioria eram para computador por sua facilidade de acesso aos arquivos, diferente de consoles e portáteis. Isso em relação a legendas, então imagina dublagem né? Mas com força de vontade o suficiente, coisas incríveis surgem dos fãs, e uma delas é a versão dublada de Resident Evil 2 para PS1.
Após o lançamento do primeiro Resident Evil em 1996, o povo ficou eufórico com a fórmula, que embora tenha sugado quase tudo de Alone in the Dark, popularizou o gênero survival horror nesse estilo de jogabilidade. E logo veio a sequencia que originalmente era exclusiva de Playstation. O tempo passou e novas versões foram sendo lançadas.
No entanto especialmente após o lançamento de Resident Evil 4, a franquia entrou em uma nova era e os jogos anteriores ficaram para trás, sobrevivendo apenas em coisas inusitadas como a adaptação para livro do jogo. Mas obviamente nas mãos de fãs, as obras nunca morrem, e assim veio o remake de RE2 feito por fãs, que deixou o povo tão eufórico que a própria Capcom decidiu fazer oficialmente Resident Evil 2 Remake, pela primeira vez com legendas em português.
Ou quase né? Já que o jogo é de 2019, mas os fãs já tinham lançado legendas há séculos, e no começo de 2018 o grupo Nemesis Fandubs surpreendeu a todos lançando uma versão dublada e legendada da versão Dual Shock de Playstation 1, gerando assim uma experiência bastante peculiar com o jogo pós apocalíptico.
A dublagem é meio tosca em alguns momentos, no entanto como é algo feito por fãs, dá pra dar uma colher de chá, afinal de contas não é de se esperar uma coisa feita em estúdio por profissionais cabulosos né? Por outro lado o próprio jogo é meio zoado, por exemplo mesmo nas CGI's os personagens não mexem a boca ao falar, sendo assim não dá pra ser muito expressivo né? Claramente foi feito com amor.
No fim das contas acabei decidindo jogar na live do nerd maldito no Twitch, e as gargalhadas com o povo foi garantida, com uma quantidade enorme de momentos que combinados às próprias situações ridículas do jogo original só geraram boas gargalhadas. A tosqueira da coisa acabou me lembrando da tosqueira na dublagem de Max Payne 1.
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Sobre Resident Evil 2
Poucos jogos de terror conseguiram marcar tanto a história dos videogames quanto Resident Evil 2. Lançado originalmente para PlayStation em 21 de janeiro de 1998 no Japão, o jogo da Capcom ajudou a transformar o survival horror em um dos gêneros mais populares da época. Com zumbis pelas ruas, corredores escuros e uma cidade tomada pelo caos, o título conquistou uma legião de fãs e se tornou uma das experiências mais lembradas da era 32 bits. Mesmo com tantos outros jogos da franquia, a aventura em Raccoon City continua ocupando um lugar especial na memória dos jogadores.
O sucesso de Resident Evil 2 não aconteceu por acaso. Depois que o primeiro Resident Evil, de 1996, apresentou ao público uma mansão cheia de criaturas e mistérios, a Capcom decidiu ampliar a escala da história. Em vez de manter o jogador preso a uma única construção, a sequência levou o terror para uma cidade inteira, mostrando o resultado de um desastre biológico causado pelas experiências da Umbrella Corporation. A mudança deu ao universo da série uma dimensão muito maior, com novos personagens, cenários e uma história que parecia acontecer em meio a um verdadeiro apocalipse zumbi.
Um dos grandes diferenciais do jogo estava na possibilidade de acompanhar duas perspectivas da mesma tragédia. Os protagonistas Leon S. Kennedy e Claire Redfield chegam à cidade por motivos diferentes, mas acabam envolvidos na mesma luta pela sobrevivência. Leon é um policial novato que enfrenta um primeiro dia de trabalho completamente fora do normal, enquanto Claire procura seu irmão, Chris Redfield. Essa dupla se tornou tão marcante que seus nomes passaram a fazer parte da identidade da franquia, especialmente entre os fãs que conheceram Resident Evil no PlayStation.
A estrutura de cenários A e B também ajudou a transformar Resident Evil 2 em um jogo que convidava à rejogada. Ao terminar uma campanha, era possível conhecer o outro lado da história, com acontecimentos diferentes e novas situações. O jogador ainda precisava administrar munição, ervas medicinais e espaços limitados no inventário, tomando decisões que podiam fazer a diferença entre escapar de um corredor cheio de zumbis ou virar o jantar deles. Esse equilíbrio entre exploração, quebra-cabeças e combate ajudou a definir o que muita gente passou a esperar de um survival horror.
E, claro, não dá para falar de Resident Evil 2 sem mencionar o Sr. X, também conhecido como Mr. X ou Tyrant. A criatura que persegue os protagonistas transformou determinados momentos da aventura em uma corrida desesperada por sobrevivência. O som dos passos pesados ecoando pelos corredores do Departamento de Polícia de Raccoon City virou uma das lembranças mais reconhecidas do jogo. A sensação de estar sendo caçado por algo praticamente imparável ajudou a criar uma imagem que atravessou gerações, sendo retomada e ampliada no remake de 2019.
Outro elemento que contribuiu para o carinho dos fãs foi a própria Raccoon City. A cidade deixou de ser apenas o cenário de uma aventura e se tornou um dos lugares mais importantes da história de Resident Evil. O laboratório subterrâneo da Umbrella, o Departamento de Polícia, as ruas infestadas e as experiências com o T-Vírus ajudaram a construir uma mitologia que continuaria sendo explorada em outros jogos. William Birkin, Sherry Birkin e Ada Wong também ganharam espaço nesse universo, com personagens e acontecimentos que permaneceram relevantes muito além daquele segundo jogo.
O impacto de Resident Evil 2 também ultrapassou os videogames. Leon Kennedy e Claire Redfield se tornaram figuras conhecidas da cultura pop, aparecendo em outras produções da franquia, enquanto a história de Raccoon City ajudou a alimentar o interesse por filmes, quadrinhos e produtos relacionados ao universo de Resident Evil. O jogo ainda faz parte daquela memória coletiva dos anos 1990 em que o terror nos videogames era descoberto entre amigos, com dicas compartilhadas, sustos inesperados e discussões sobre como conseguir o melhor final.
A força desse legado ficou evidente em 25 de janeiro de 2019, quando a Capcom lançou o remake de Resident Evil 2 para PlayStation 4, Xbox One e PC. Desenvolvido com a RE Engine, o jogo reconstruiu Raccoon City com gráficos modernos e uma câmera sobre o ombro, aproximando o terror de uma nova geração. O sucesso foi expressivo: a própria Capcom registrou mais de quatro milhões de cópias vendidas em aproximadamente um mês. O remake também mostrou que era possível revisitar um clássico tão querido sem depender apenas da nostalgia.
No fim das contas, Resident Evil 2 continua sendo um dos jogos mais amados da franquia porque conseguiu unir personagens inesquecíveis, terror, exploração e uma história que expandiu o universo criado pela Capcom. Seja no PlayStation original ou no remake, a jornada por Raccoon City preserva aquela mistura de tensão e curiosidade que faz o jogador querer abrir mais uma porta, mesmo sabendo que pode haver um zumbi esperando do outro lado. Mais do que uma sequência de sucesso, Resident Evil 2 se tornou um marco do survival horror e uma parte importante da cultura dos videogames.
O sucesso de Resident Evil 2 não aconteceu por acaso. Depois que o primeiro Resident Evil, de 1996, apresentou ao público uma mansão cheia de criaturas e mistérios, a Capcom decidiu ampliar a escala da história. Em vez de manter o jogador preso a uma única construção, a sequência levou o terror para uma cidade inteira, mostrando o resultado de um desastre biológico causado pelas experiências da Umbrella Corporation. A mudança deu ao universo da série uma dimensão muito maior, com novos personagens, cenários e uma história que parecia acontecer em meio a um verdadeiro apocalipse zumbi.
Um dos grandes diferenciais do jogo estava na possibilidade de acompanhar duas perspectivas da mesma tragédia. Os protagonistas Leon S. Kennedy e Claire Redfield chegam à cidade por motivos diferentes, mas acabam envolvidos na mesma luta pela sobrevivência. Leon é um policial novato que enfrenta um primeiro dia de trabalho completamente fora do normal, enquanto Claire procura seu irmão, Chris Redfield. Essa dupla se tornou tão marcante que seus nomes passaram a fazer parte da identidade da franquia, especialmente entre os fãs que conheceram Resident Evil no PlayStation.
A estrutura de cenários A e B também ajudou a transformar Resident Evil 2 em um jogo que convidava à rejogada. Ao terminar uma campanha, era possível conhecer o outro lado da história, com acontecimentos diferentes e novas situações. O jogador ainda precisava administrar munição, ervas medicinais e espaços limitados no inventário, tomando decisões que podiam fazer a diferença entre escapar de um corredor cheio de zumbis ou virar o jantar deles. Esse equilíbrio entre exploração, quebra-cabeças e combate ajudou a definir o que muita gente passou a esperar de um survival horror.
E, claro, não dá para falar de Resident Evil 2 sem mencionar o Sr. X, também conhecido como Mr. X ou Tyrant. A criatura que persegue os protagonistas transformou determinados momentos da aventura em uma corrida desesperada por sobrevivência. O som dos passos pesados ecoando pelos corredores do Departamento de Polícia de Raccoon City virou uma das lembranças mais reconhecidas do jogo. A sensação de estar sendo caçado por algo praticamente imparável ajudou a criar uma imagem que atravessou gerações, sendo retomada e ampliada no remake de 2019.
Outro elemento que contribuiu para o carinho dos fãs foi a própria Raccoon City. A cidade deixou de ser apenas o cenário de uma aventura e se tornou um dos lugares mais importantes da história de Resident Evil. O laboratório subterrâneo da Umbrella, o Departamento de Polícia, as ruas infestadas e as experiências com o T-Vírus ajudaram a construir uma mitologia que continuaria sendo explorada em outros jogos. William Birkin, Sherry Birkin e Ada Wong também ganharam espaço nesse universo, com personagens e acontecimentos que permaneceram relevantes muito além daquele segundo jogo.
O impacto de Resident Evil 2 também ultrapassou os videogames. Leon Kennedy e Claire Redfield se tornaram figuras conhecidas da cultura pop, aparecendo em outras produções da franquia, enquanto a história de Raccoon City ajudou a alimentar o interesse por filmes, quadrinhos e produtos relacionados ao universo de Resident Evil. O jogo ainda faz parte daquela memória coletiva dos anos 1990 em que o terror nos videogames era descoberto entre amigos, com dicas compartilhadas, sustos inesperados e discussões sobre como conseguir o melhor final.
A força desse legado ficou evidente em 25 de janeiro de 2019, quando a Capcom lançou o remake de Resident Evil 2 para PlayStation 4, Xbox One e PC. Desenvolvido com a RE Engine, o jogo reconstruiu Raccoon City com gráficos modernos e uma câmera sobre o ombro, aproximando o terror de uma nova geração. O sucesso foi expressivo: a própria Capcom registrou mais de quatro milhões de cópias vendidas em aproximadamente um mês. O remake também mostrou que era possível revisitar um clássico tão querido sem depender apenas da nostalgia.
No fim das contas, Resident Evil 2 continua sendo um dos jogos mais amados da franquia porque conseguiu unir personagens inesquecíveis, terror, exploração e uma história que expandiu o universo criado pela Capcom. Seja no PlayStation original ou no remake, a jornada por Raccoon City preserva aquela mistura de tensão e curiosidade que faz o jogador querer abrir mais uma porta, mesmo sabendo que pode haver um zumbi esperando do outro lado. Mais do que uma sequência de sucesso, Resident Evil 2 se tornou um marco do survival horror e uma parte importante da cultura dos videogames.






