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Grow Home | Jogo esquecido da Ubisoft que vai te dar um frio na barriga com árvore gigante!

Esse é um jogo que me faz até mesmo sentir um frio na barriga só de imaginar em quantas obras fantásticas como essa eu não posso ter deixado passar batido por mero descuido. Estou falando isso porque quando vi Grow Home, me pareceu um jogo de visual legal, mas que não observei muito a fundo, e decidi testá-lo apenas quando recebi um e-mail mais informativo na época, porém mesmo assim foi algo apenas pela curiosidade, e a minha surpresa foi no quanto é um jogo espetacular e viciante, que todos deveriam realmente jogar. Esse é um daqueles jogos esquecidos da Ubisoft, tipo Zombi, dos quais muita gente não tem nem ideia que existem.

Você assume o papel de um desajeitado robozinho chamado Bud, e vaga em uma nave em busca de uma maneira de salvar o seu mundo, e assim aterrissa em uma ilha de um planeta fantástico e muito colorido, onde há uma planta gigantesca que precisa desabrochar para que sua semente seja coletada elevada para a nave, no entanto ela ainda está pequena e Bud precisa usar suas habilidades para incentivar o crescimento e levá-la até dois quilômetros de altura para dessa maneira cumprir a missão.
 
O universo apresentado é realmente algo maravilhoso e gigantesco em sua altura, você começa na ilha, com o mar ao redor, mas ao olhar pra cima já pode ver que há um monte de pequenas ilhas voadoras, queda d'água, uma vasta flora e até mesmo animais estão presentes. É aquele tipo de ambiente muito bonito que rapidamente você sabe que vai ser um grande prazer explorar.
A jogabilidade é simples e fantástica! Basicamente você deve escalar a planta e fazer com que ela cresça cada vez mais, ao chegar a uma ponta, você pode clicar o botão de ativar e fazer com que o galho comece a aumentar com você sentado em cima, e assim pode guiar para onde ele vai, gerando novas pontas e folhas que podem ser usadas para arremessar o robozinho para cima. Mas não basta fazer com que os galhos cresçam, você precisa fazer o centro da planta crescer, e pra isso ela precisará ser nutrida, então quando você guia um galho novo, precisa fazer com que ele chegue até uma das rochas que contenha um brilho esverdeado para que os nutrientes sejam sugados e assim a planta principal cresça.

Mas as coisas não são tão simples assim, você precisa escalar até lugares onde tenham saídas de galho e a própria planta cresce sozinha, por isso ela tenta desviar o caminho para outros lugares, você precisa manter a direção certa e como o crescimento de galhos não é infinito, chega um momento que termina, não dando tempo de chegar até a rocha, e assim você precisa achar outro galho, fazendo assim com que a planta aumente em várias direções, o que não é ruim, já que você pode cair enquanto escala, e assim ter que achar um galho próximo urgente para se segurar, ou irá até o chão, o que pode não ser nada agradável ter que escalar algumas distâncias novamente.
 
 
Mas o jogo também conta com alguns elementos que facilitam a coisa, como por exemplo você acha teletransportadores, que assim que são ativados se tornam pontos de acesso rápido e se conectam com os outros que você já ativou. Assim como há a itens que podem ser usados, como a flor gigante que serve de paraquedas e vai perdendo as pétalas aos poucos, ou a folha que você usa como asa delta e te dá acesso rápido aos lugares.

A sensação de grandiosidade é maravilhosa! Eu não sinto algo tão fantástico desde Shadow of the Colossus! Enquanto você vai escalando, as vezes olha pra baixo e vê aquela coisa gigante, ou mesmo quando desaba e precisa rapidamente pensar no que fazer, achar um galho pra se segurar ou usar um item para fazer uma manobra rápida, é incrível!
A única coisa ruim do jogo, é exatamente o quanto é curto, basicamente é um sandbox rápido onde você não fala "Eu vou ali continuar o jogo", mas sim "Eu vou jogar UMA partida do jogo", pois é mesmo o tipo de coisa que você joga e zera, basicamente é preciso fazer a planta crescer, você pode fazer de diversas maneiras, o visual dos galhos podem sair de inúmeras formas, mas no fim das contas você tem que levar ela até o espaço e coletar sua semente, é algo muito gostoso, porém rápido e que deixa uma sensação de perda, de que você gostaria de ter muito mais horas daquilo.

Enfim, se procura por algo fantástico e diferente, acabou de achar! Grow Home é um jogo impecável, realmente muito bem apresentado e por mais que a ideia seja simples, é capaz de facilmente deixar qualquer pessoas fascinada, vale a pena demais! Vale a pena dar uma conferida no site da GMG, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.
 
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Jogos com elementos gigantes

Uma coisa curiosa nos videogames é que existem muitos jogos gigantes, mas poucos realmente conseguem fazer o jogador se sentir pequeno. Ter um mapa enorme, dezenas de horas de conteúdo ou gráficos realistas não garante essa sensação. Ela costuma aparecer quando existe uma diferença absurda de escala entre você e aquilo que está explorando. É o tipo de momento em que você para por alguns segundos apenas para olhar ao redor e pensar no tamanho daquele lugar.

Shadow of the Colossus continua sendo um dos maiores exemplos disso justamente porque toda sua proposta gira em torno da grandiosidade. Escalar um colosso não parece apenas uma mecânica de gameplay. É quase como subir em uma montanha viva. Cada movimento faz o jogador perceber o quanto aquele gigante é enorme, e quando finalmente chega ao ponto mais alto, basta olhar para baixo para entender a distância que percorreu.

O curioso é que, mesmo depois de tantos anos, poucos jogos tentaram seguir esse caminho. Praey for the Gods talvez seja um dos casos mais conhecidos, já que sua inspiração em Shadow of the Colossus é bastante evidente. As batalhas também envolvem criaturas gigantescas que precisam ser escaladas, transformando cada confronto em um enorme quebra-cabeça vertical.

Dragon's Dogma também transmite uma sensação parecida, mesmo sendo um RPG de ação. Em vez de apenas atacar monstros enormes pelos pés, o jogador pode subir em ciclopes, quimeras, grifos e outras criaturas para alcançar pontos fracos. A diferença de tamanho entre o personagem e os inimigos faz cada batalha parecer muito mais épica do que um combate comum.

Na série Monster Hunter acontece algo semelhante. Rathalos, Lagiacrus, Gore Magala, Zinogre, Fatalis e diversos outros monstros dominam completamente o cenário quando aparecem. O foco não é apenas derrotá-los, mas entender seus movimentos e sobreviver diante de criaturas que parecem fazer parte daquele ecossistema muito antes da chegada do caçador.

Mesmo jogos que não envolvem monstros conseguem provocar esse sentimento. The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Tears of the Kingdom fazem isso através da exploração. Escalar uma montanha durante vários minutos e finalmente alcançar o topo para enxergar Hyrule inteira cria uma recompensa difícil de explicar. Elden Ring segue uma ideia parecida, revelando castelos enormes, árvores gigantescas, cidades subterrâneas como Nokron e chefes colossais que fazem o jogador parecer insignificante diante daquele mundo.

Alguns jogos preferem trocar a altura pela profundidade. Subnautica é um excelente exemplo. Conforme o jogador mergulha cada vez mais fundo, a luz desaparece, o ambiente fica silencioso e criaturas como os Leviathans mostram que aquele oceano não pertence aos seres humanos. É uma sensação de pequenez diferente, mas igualmente marcante.

Existem ainda jogos que impressionam pela arquitetura. ICO e The Last Guardian, ambos ligados ao trabalho de Fumito Ueda, colocam o jogador em castelos, torres e ruínas gigantescas, construídas em uma escala que parece destinada a criaturas muito maiores do que pessoas. Bleak Faith: Forsaken também chama atenção por seus cenários monumentais, onde prédios, pontes e estruturas parecem desafiar qualquer lógica.

Nem sempre são os gráficos que criam essa sensação. Death's Gambit, por exemplo, utiliza um visual em 2D, mas coloca o jogador diante de chefes enormes que ocupam praticamente toda a tela. Jotun segue uma proposta parecida ao apresentar gigantes inspirados na mitologia nórdica. Titan Souls também aposta em confrontos contra criaturas muito maiores do que o protagonista, provando que a sensação de escala pode existir mesmo sem gráficos realistas.

Até jogos aparentemente tranquilos conseguem surpreender. Grow Up amplia bastante a ideia de exploração vertical ao permitir alcançar alturas enormes enquanto o planeta vai ficando cada vez menor abaixo do jogador. Valheim cria uma sensação parecida ao mostrar a gigantesca Yggdrasil cruzando o céu, enquanto Sable utiliza ruínas, destroços e monumentos para fazer o personagem parecer apenas um pequeno viajante em um mundo antigo.

Outer Wilds segue um caminho completamente diferente. Em vez de apostar em monstros ou montanhas, ele utiliza a própria escala do espaço. Viajar entre planetas, observar estrelas, buracos negros e fenômenos cósmicos desperta uma sensação constante de que o universo continua existindo independentemente da presença do jogador. É um tipo de grandiosidade muito mais contemplativa.

Talvez seja justamente por isso que tantos jogadores continuem lembrando de experiências como Shadow of the Colossus anos depois de terminá-las. Não é apenas uma questão de nostalgia. É porque esse sentimento ainda é raro. Existem incontáveis jogos de mundo aberto, centenas de aventuras de ação e milhares de indies criativos, mas poucos conseguem fazer o jogador simplesmente parar, olhar para cima ou para baixo e sentir que está diante de algo verdadeiramente gigantesco. Quando um jogo consegue despertar essa emoção, ele acaba ocupando um espaço especial na memória de quem jogou.