A Freira | A qualidade é incrível, porém falta inovação...

O casal Ed e Lorraine Warren se tornou muito conhecido graças ao filme Invocação do Mal, porém a verdade é que tiveram muitas outras aventuras, tanto que tem uma penca de livros de casos sobrenaturais que enfrentara, e isso acabou se expandindo no cinema, indo desde Annabelle, até um submundo mais indie como o não tão conhecido The Nurse. E nós pudemos conferir em Invocação do Mal 2 uma introdução à freira maldita que teve seu próprio filme de origem e é hora da análise!



A história se passa em 1952, quando em um convento na Romênia, localizado no meio da floresta, um homem encontra uma freira enforcada. Por algum motivo o caso chama a atenção do Vaticano, que envia o padre e uma noviça (moça que se prepara para se tornar freira), porém ao chegarem no lugar, a coisa se mostra muito mais terrível.

Sempre me atraíram histórias de algo sagrado corrompido, então jogos como Diablo 1 acabam tendo um baita charme ao meu ver. E naturalmente essa ideia por completa parecia interessante. Algo durante os anos 50, na Romênia e em uma floresta isolada com uma freira endemoniada pareceu naturalmente fantástico.

E sem dúvidas a princípio é algo bem interessante, tendo a típica introdução para despertar interesse, seguido pelas discussões no Vaticano e a garota sendo recrutada para a coisa. Aquele climinha de viagem para um ambiente onde algo muito horrível acontecerá e tal. É bem bacana mesmo e atmosférico. Faz você não ver a hora das coisas começarem a acontecer.

A fotografia então, é magnífica, realmente existe uma baita de uma beleza própria, um toque super especial na coisa. É daquele tipo de obra que tem aquele estilo mais pesadão e que te passa uma sensação de ser uma bora mais madura. Não é como, por exemplo, o clima desses filmes de grupos de adolescentes que estão sendo caçados p elo capeta. É fácil perceber que o orçamento foi bem aplicado nesse quesito.

Os efeitos especiais não deixam a desejar também. São bem magníficos, sempre está acontecendo algo. Tem aquela essência que sentimos em Layers of Fear, com os personagens andando em ambientes em constante mudança. Olha pra um lado, algo está acontecendo, olha para o outro e já mudou, ou não tem mais nada.

Infelizmente o problema do filme é que ele foca muito nisso, inclusive os próprios sustos acabam ficando previsíveis com a quantidade que vai aparecendo. E filme de terror que se baseia em jump scare é uma tristeza né? Meio que passa a sensação de que não se garantem e não conseguem criar tensão, então ficam focando na gritaria, o que faz com que até os mais fáceis de assustar comecem a não ligar mais pra alguém fazendo cara feia na câmera e gritando.

Achei o foco na história muito fraco, e eu gostaria de ter me surpreendido. Queria ser enganado pelo filme. Ter aquela surpresa gostosa que reviravoltas conseguem fazer. Acho que seria mais legal se não mostrassem tanto a freira, mas é bem "Olha a Freira lá!!! CADÊ? ELA TÁ EM CIMA!!! OLHA, AGORA TÁ NA JANELA! EITA OLHA A MULHER! ELA NÃO PARA!". Daria bem mais medo se a cara dela não ficasse aparecendo sem parar, se os personagens apenas soubessem que ela estava ali.

A parte boa é que vi que muita gente gostou, sendo assim, pode ser que mesmo não batendo com o meu gosto, seja um filme que te agrade bastante. Afinal de contas se a maioria se atraiu, significa que eu é que estou sendo o rabugento da história né? Uahahaha, mas mesmo assim acho que vale a pena assistir sim. É um filme elegante, só não é surpreendente.
Então é isso aí, A Freira é o tipo de filme que acho que você tem que juntar a galera e assistir, não é como Invocação do Mal, que os personagens analisam a coisa e tem toda uma investigação. Mesmo tendo também dois personagens, parece que esqueceram que foram lá pra investigar e focam só na correria mesmo, portanto é um daqueles filmes que a satisfação é mais pelo passa tempo que por qualquer surpresa.

Comentários