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segunda-feira, 17 de julho de 2017

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 74

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 74

O grupo parte calado, sentado lado a lado, no assento lateral de uma carroça, ela é relativamente espaçosa. Na parte da frente há um espaço onde um cavaleiro está deitado, sua armadura jogada de lado. No banco do outro lado da carroça há dois prisioneiros desmaiados, presos em correntes e com os rostos extremamente feridos. Aparentemente foram espancados até desmaiar.


Lá fora o dia desaparece, tudo está em um forte tom alaranjado, mas logo a noite vai cair. Elium se sente aliviado, todos do grupo estão usando mantos, mas o calor está desagradável e o garoto imagina que talvez a noite seja um pouco mais gelada, porém espera que não seja fria demais, pois sabe que será tão desagradável quanto.

Em alguns lugares do reino seria bastante suspeito ocultar a face com mantos, no entanto a Rainha Esquecida é uma prisão em que muitos preferem manter o sigilo, sendo assim é normal ter pessoas de manto para não serem reconhecidas. Os motivos são variados, porém o mais comum é o medo de ser reconhecido e assassinado.

A carroça em que estão é a última de uma caravana de três, porém todas bem silenciosas, se ouve apenas o barulho das rodas e de vez em quando o chicote do condutor. É notável a tensão presente no lugar. A medida que a noite vai caindo, o aspecto dos prisioneiros vai ficando cada vez mais assustador.

O condutor acende uma tocha na frente da carroça e essa passa a ser a única fonte de luz do lugar. De repente em meio à escuridão, Elium vê os olhos de um dos prisioneiros se abrir, logo um sorriso surge no rosto do homem, ele então diz:

-Um menino? Ou seria uma menina?

Elium não diz nada, mas seu coração dispara. O homem certamente notou a altura do garoto e percebeu que não era um adulto, mas não pôde concluir quem exatamente se escondia por trás do manto. O prisioneiro então disse:

-Deve ser menino... Não tem muitas crianças na Rainha... Mas você não tá preso, então não fez merda, mesmo assim tá fodido garoto. Aquele lugar não reconhece idade, você vai arrumar inimigos logo, ou talvez não precise. Quem está aí do lado? Papai e Mamãe? Eles vão morrer também...
-Isso se você não morrer primeiro, talvez na viagem... - Interrompe Lazar.
-Uhhh... Papai não gostou?
-Ele não é meu pai! - Responde Elium.

O garoto imediatamente recebe uma discreta cotovelada que provavelmente ficou disfarçada por baixo dos mantos. Ele entende que acabou de dar uma informação para um prisioneiro e percebe que não pode cometer esse tipo de vacilo nesse lugar. O prisioneiro então continua:

-Não são pai e filho? Então imagino que a moça não seja sua mãe também.

Dessa vez ninguém responde e o homem então levanta as mãos, seus punhos estão presos por correntes muito próximas. Ele então diz:

-Me faça um favor garoto, estou com uma coceira infernal pouco acima do meu punho, mas meus dedos não alcançam. Pode coçar pra mim? Eu vou lembrar disso na Rainha, serei seu primeiro aliado lá, e acredite, você precisará de aliados. Claro que você não precisa coçar, mas também lembrarei disso...

O menino olha para Lazar, mas esse nem se mexe. Ele olha então de volta para o prisioneiro, e por fim baixa os olhos para as mãos do homem, que não pode alcançá-lo, pois também tem correntes que o prendem nas laterais da carroça.

1 - Coçar
2 - Não coçar

Vocês tem até sexta para votar, por favor apontem erros!

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