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segunda-feira, 5 de junho de 2017

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 72

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 72

Há uns cinquenta anos aconteceu um ataque brutal em Masaya, alados desceram e causaram uma imensa destruição. Ninguém sabe o que atraiu tantos em um ponto da cidade, existem boatos dos mais variados, alguns acham que foi acidente, outros acreditam em conspiração e até vingança. Mas a verdade mesmo nunca foi descoberta. Esse evento ficou conhecido como "A chuva de horror em Masaya".

Talvez tenha até sido o acaso, afinal de contas não sabemos tanto sobre seres celestiais, eles simplesmente atacam humanos de forma desesperada. Tem quem diga que são conscientes e fazem apenas por maldade, outros falam  que são como animais selvagens e atacam para se defender e comer. O que duvido muito... Quero dizer, pode ser que seja para se defender e comer, mas me parece muito mais por diversão.

Ao meu ver, essas criaturas são puramente malvadas e querem fazer o caos. Convivi muito com todo tipo de alado, já enfrentei diversos na arena, e já os cacei. A sensação que tenho é que eles nem ao menos estão nos vendo de verdade. É como se fôssemos formigas e uma criança resolvesse brincar com elas, arrancando as patas e pisando.

Talvez não odeiem humanos, mas o mal seja de sua natureza, portanto quando se aproximam, podemos sentir. É claro que pode também ser apenas um tipo de ser mágico que é atraído por elementos como itens do outro mundo ou oferendas, mesmo que o objetivo não seja de ser oferendas. Por exemplo as Dominações que se atraem por velas e coisas que lembram velório. É muito comum serem vistas em cemitérios. A partir delas que surgem muitas histórias de aparição.

A chuva de horror em Masaya deu um gostinho do medo que essas criaturas podem trazer para a vida das pessoas. Afinal de contas o que um monte de pessoas não treinadas poderiam fazer contra alados de todo tipo? Comendo gente na rua, despedaçando. Não houve compaixão, idosos e crianças receberam o mesmo tratamento.

Dizem que quando terminou, não teve uma família que não tinha perdido ninguém especial. A cidade inteira entrou em luto, e aí veio a segunda metade do horror. Mortos andando... Dominações tem essa habilidade especial e em um velório do tamanho da cidade, não demorou muito para que as pessoas pudessem ver nos altos topos das casas. Dezenas, talvez centenas de asas negras, paradas e observando enquanto o horror acontecia.

Os mais velhos falam que a cidade se reduziu a 10% da população inicial e que foi assim que se tornou o grande puteiro do reino. Com o caos, as pessoas começaram a se prostituir para conseguir ganhar algum dinheiro. É algo que virou tradição e viajantes tinham um motivo para ganhar algum dinheiro.

Sinceramente eu não consigo imaginar Masaya como uma cidade normal, um lugar que não parece uma grande orgia. Então talvez seja mentira que foi só depois desse evento que as pessoas começaram a fazer isso. Isso parece mais uma desculpa para dizer que essa cidade já foi como outra qualquer. Mas claro, sei que o desemprego esteve por toda parte e as pessoas realmente tiveram que se virar e improvisar.

Um dos exemplos é um homem que pegou um cadáver de um Querubim e o empalhou, fazendo-o parecer vivo. Isso assustou as pessoas, afinal de contas depois de todo o horror, o que elas não queriam ver era um alado que parecia vivo. Porém a curiosidade era maior e assim as pessoas começaram a pagar para ver.

Com o dinheiro fluindo, logo veio a ideia de oferecer serviços extras, e aqui estou eu bem em frente a esse corpo sem vida de alado. Colado logo atrás do balcão do taverneiro, o Querubim Adormecido, como ficou conhecido o lugar. Isso causa uma certa emoção, talvez graças ao fator de cura, ele parece vivo.

Muitas pessoas já surtaram nesse lugar, jurando que viram o pequeno alado abrir os olhos e sorrir. Claro que isso é besteira, apenas histéricos que viram uma sombra, mas levando em consideração a natureza desconhecida desses seres, não me surpreenderia se um dia esse alado realmente abrisse os olhos, mas não seria para piscar, seria para trazer o caos a todos que estivessem aqui.

De repente meus pensamentos são interrompidos, pois vejo quem eu espero entrar pela Taverna, Elium e Lazar percebem meu olhar e imediatamente olham para trás também. O homem vem em nossa direção e se senta, dizendo:

-Bom, então vamos falar de negócios. Mas antes de tudo eu gostaria de falar sobre tudo o que aconteceu.

1 - Sem enrolação, vamos direto ao ponto, quero acabar logo com esses desgraçados.
2 - Ok, conte sua história.

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