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segunda-feira, 22 de maio de 2017

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 71

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 71

Eu solto o cabo da espada, odeio esse homem, mas odeio muito mais aqueles dois. Talvez seja realmente uma oportunidade única. De qualquer forma eu posso matar esse aqui depois. Não me agrada a ideia de trabalhar pra ele, é bastante humilhante, mas se esse é o sacrifício necessário para matar os três o mais rápido possível, então aceitarei essa última humilhação. Finalmente respondo...



-Muito bem, que assim seja.
-Ótimo! - Responde o homem com um sorriso cruel se formando em seu rosto - Amanhã à noite me encontre no Querubim Adormecido e lhe darei detalhes, e já se preparem para viajar.
-Espere! E a irmã de Acarium? - Pergunta Elium.
-Ela está onde sempre esteve.
-Mas você irá soltá-la?
-Não.
-Mas ele morreu pra salvar a irmã, ele fez de tudo pra que você a recuperasse.
-Ele não está aqui, sabia dos riscos, eu não tenho nada com essa garota. Cumpri minha parte com você, aí estão os nomes e lugares.
-Mas...
-Acorda garotinho... - Diz o homem se virando e indo embora.

Começo a andar, Lazar me segue. Elium fica parado, os meus assuntos com o garoto acabaram. De repente ouço a voz de cobra de meu novo companheiro dizer:

-O que há de errado com o rosto daquele homem?
-Você também sentiu?
-Sim, não é natural, é como se fosse uma versão oposta do meu rosto. Não acredito em feitiçaria.
-Você era prisioneiro de bruxos que te usavam em rituais ou sei lá o que, conversa com alados e não acredita em feitiçaria?
-É complicado de explicar... Mas essa feitiçaria típica que todos temem, bom eu não acredito nela. Mas o rosto daquele homem parecia isso, algo encantado.
-É porque não é feitiçaria, é alquimia. - Ouço a voz de Elium, se apressando atrás de nós - Ele não me falou, mas é frequente em rodas de alquimistas se ouvir falar, de uma vila em um pântano onde aconteceu um experimento entre a população e eles usam ouro rubro pra ficarem belos.
-Por que? - Pergunto interessada.
-Não sei dizer exatamente... Mas existem inúmeros experimentos com ouro rubro, ele é capaz de fazer coisas que não compreendemos.
-Talvez use isso como arma.
-Arma?
-Ficar hipnotizado com a beleza de uma pessoa é algo que atrapalha a concentração, talvez isso ajude a mirar, ele é arqueiro. Ou mesmo atrapalhe na hora de ataques, preciso lembrar disso. Existe algo que se possa fazer a respeito?
-Não que eu saiba, pra falar a verdade é uma história meio vazia.
-Será que isso tornaria meu rosto normal novamente? - Pergunta Lazar.
-Eu realmente não sei dizer, desculpa...
-Tudo bem, pesquisarei sobre.
-Nossa, aquele homem é realmente mal, sabia que o Acarium fez de tudo pra salvar a irmã dele que foi sequestrada? Ela foi vendida como escrava, igual a você Ensis!
-E daí?
-Bom, eu estava pensando se...
-Não!
-Mas ele fez de tudo pra te ajud...
-Escuta garoto, eu não sei se você entendeu as coisas aqui. Talvez no seu mundo dentro de um quarto, tentando fazer descobertas tenha fechado seus olhos. Mas bom, pessoas morrem e morrem fácil. Eu não sinto afinidade por essa garota só porque fui vendida também. Isso acontece o tempo todo, é trágico, mas as coisas são assim. Já é difícil demais viver minha própria vida. Sou grata por Acarium me tirar daquele lugar, mas no fim das coisas ele era um mercenário, assim como você. Nenhum dos dois passou por aquilo por serem bons. Você gostou de perder um braço só pra se sentir uma pessoa melhor, ajudando a escrava a fugir? Ou você perdeu os braços porque queria algo e foi pago?

Ele baixa a cabeça e continuamos andando. Sei que é apenas um menino e é sonhador, mas preciso ser clara com ele. Estamos andando por ruas imundas com odor de sexo e é exatamente isso que esse mundo inteiro é, algumas partes se fantasiam, fingem ser felizes, fingem que tudo é beleza, aí aparece um alado e manda tudo pelos ares. O menino então finalmente fala:

-Aquele homem contrata pessoas desesperadas, acho que ele sabia que ninguém ia entrar em Xibalba só pelo dinheiro. Foram muitas as vezes que me esforcei pra me concentrar, tudo por causa desse bilhetinho. - Diz ele.
-Tenho certeza que sim.
-Bom, nesse caso, eu gostaria de te contratar Ensis.
-Tá de brincadeira? Pra pegar a irmã do seu amigo morto?
-Não, eu sei que não sou forte e não conseguiria fazer isso, mas quero que você me ajude a pegar os assassinos dos meus pais, mas não os mate, apenas deixe pra mim.
-E você tem dinheiro pra isso? Porque se acha que estou em débito com você, olhe novamente pra esse bilhetinho em sua mão, estamos quites.
-Não, eu sei que não está, fiz o meu trabalho, recebi por ele e é isso. E não tenho dinheiro, mas tenho conhecimentos e habilidades, poções, venenos. Posso passar despercebido por lugares, eu posso ajudar você no que quer e você me ajuda depois. O que acha?

1 - Não, depois que eu terminar, acabou, vou finalmente viver minha própria vida. Siga sua vida garoto.
2 - Tudo bem, é mais trabalho, porém com uma ajuda extra esses trabalhos podem terminar bem mais rapidamente.

Esse conto se passa no mesmo universo do livro O Céu Não Existe, vocês tem até sexta para votar. Por favor apontem erros. =)

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