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segunda-feira, 15 de maio de 2017

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 70

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 70

Observo o homem que Ensis veio encontrar, ele tem uma beleza anormal, é exatamente o oposto de mim. Não é simplesmente como uma pessoa atraente, existe algo de hipnotizador em todo o formato de seu rosto. Uma garota apaixonada certamente poderia ficar hipnotizada por alguém assim, isso não é natural.


Movo meus olhos para Ensis e noto sua expressão de surpresa e então rapidamente sua mão se move para o cabo da espada embainhada em suas costas. Há algo de errado, ela encontraria o irmão dela e em momento algum demonstrou odiá-lo, mas a cor repentina em seu rosto indica uma mudança de humor.

Não posso permitir que ela faça uma besteira. Eu rapidamente coloco a palma da mão na ponta do cabo, impedindo-a de sacar a arma, e digo:

-Assassinato em Masaya é crime, além disso você vai querer no mínimo ouvir uma explicação após viajar por toda essa distância, não?

Ela me olha de forma ameaçadora e então empurra a lâmina de volta, fecha os olhos, respira fundo e então diz ao homem:

-Vá direto ao ponto.
-O que está acontecendo aqui? Ensis? - Pergunta o garoto, parecendo incrédulo quanto a reação da mulher, e antes que ela responda ele continua a falar impacientemente para o homem - Eu concluí a missão, me dá! Eu quero minha recompensa.

O homem parece achar graça da impaciência do menino e lhe entrega um pedaço de papel rasgado. Elium pega rapidamente e começa a ler. O desconhecido então olha para Ensis e fala:

-Eu nem sei por onde começar...
-Do início! - Ela responde severamente.
-Bom, você agora é uma guerreira, então não estou mais falando com aquela garotinha da floresta. Sei que tem um imenso rancor, mas agora acho que vai entender melhor e não preciso ter tanto cuidado com minhas palavras porq...
-Vá direto ao ponto, eu só quero saber.
-Eu sou um mercenário, me pagam e faço o serviço. Não importa o motivo, eu estava em missão naquele dia. Aqueles dois me contrataram, tínhamos que localizar uma certa quantidade de coisas. Não eram o tipo usual de contratantes, já que o meu pagamento seria uma das coisas que estávamos localizando, uma relíquia antiga.
-O que isso tem a ver com Ladur?
-Nosso encontro foi por acaso, eu estava em serviço como mercenário, ajudando em qualquer coisa que aqueles dois se metessem. Ladur era apenas um infeliz que teve o azar de encarnar bem na hora que aquela caravana foi destruída por alados. Nós pensávamos que ele tinha sido o motivo do ataque graças aos itens que carregava, vindos do outro mundo, por isso os outros queriam se divertir.
-Está querendo dizer que você não? Que homem nobre, lembro bem quando atirou uma flecha em minha perna e depois a quebrou.
-Pra falar a verdade não queria, mas estando em contrato, eu faria o que quisessem. Você agora é uma guerreira de Xibalba e sabe que trabalhos sob contrato indicam se adaptar a qualquer situação. Se fosse você a contratada certamente não ia deixar ninguém fugir só por bondade. Eu trabalho por dinheiro e te deixar fugir não era inteligente, não preciso ter compaixão. Em Xibalba você deve ter aprendido bem isso na arena.
-O que essa farsa significa?
-Como falei, eu estava atrás de uma relíquia, era meu pagamento. Nós tínhamos conseguido e aquela caravana era a viagem de volta. O problema é... Quando você foi vendida, a relíquia desapareceu. Em Xibalba eu não posso entrar, mas por anos tentei contactar você, até mesmo comprar de volta. Mas foi uma surpresa ver que crescia cada vez mais na hierarquia e se distanciava.
-Estou comovida.
-Bom, você é uma ladra, por isso destruiu a caravana.
-Eu não era uma ladra, estava sobrevivendo até levar meu irmão ao meu destino. E mesmo que eu estivesse com essa coisa, provavelmente íamos negociar bastante pra eu querer te devolver.
-Como imaginei, é claro que você pode estar mentindo, mas desde o princípio tudo indicava que não poderia ter sido você. Não tinha lógica, de qualquer forma eu tinha que perguntar diretamente.
-Me fez fugir de Xibalba pra perguntar se eu tinha essa porcaria?
-Não, eu sabia que você não tinha há anos. Nada se encaixava. A pergunta foi só para deixar minha consciência limpa em saber que perguntei.

Ensis parece se irritar com a resposta, rapidamente ela desembainha a espada e a move com rapidez em direção ao homem. Ele imediatamente tropeça para trás e cai, surpreso com a reação tão brusca da guerreira e então grita:

-Espere! Tem mais!

Ensis o olha por um momento, irritada, não se move. Ele então se levanta lentamente e diz:

-Eu te tirei de lá porque quero te contratar.
-Você só pode estar de brincadeira!
-Você terá sua vingança! - Ele se apressa em dizer, fazendo um gesto com as mãos para que se acalme e abaixe a espada.
-Eu posso ter minha vingança agora!
-Não do homem que matou seu irmão! Ou do homem que te deu essa marca na testa! Não te vendeu! E se você me matar, nunca vai achar nenhum deles. Eu quero te contratar para recuperar minha relíquia, de resto você pode fazer o que quiser com eles!

Ensis está com a espada tremendo, o homem está bem à sua frente, o próximo golpe dela com certeza será certeiro. Dessa vez eu não vou tentar impedir que ela faça besteira, acho que já ouviu o suficiente para tomar uma decisão definitiva.

1 - Arrancar a cabeça.
2 - Aceitar ser contratada.

Vocês tem até sexta para votar.

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