Temporario



Jogos | Séries | Filmes | RPG e Tabuleiro | Animes | Creepypastas | Quadrinhos | Livros | Mapa do Blog | Sobre o Blog | Contato |

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 69

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 69

Uma semana se passou desde que aceitei a companhia de Lazar. Notei que ele é o tipo de pessoa que não para. Apesar de não termos o que fazer aqui além de meu encontro, ele começou a se preparar. Isso fez com que eu mesma também começasse a fazer preparativos. Fomos a lojas de armas e equipamentos, repomos o estoque.




Lazar também passou a fazer contatos locais, tudo de forma bastante discreta, sempre com capuz e durante a noite. Começou a sair para caçar nas redondezas, conseguindo algumas moedas extras nesse meio tempo.

E agora finalmente estamos aqui, em um prostíbulo muito popular e bem localizado de Masaya, o "Rainha Pálida". Localizado em frente ao mar e com a parte da frente aberta para todo mundo ver. É como se fosse um bar beira-mar, porém com putas. Todas garotas de cores pálidas e usando vestes amarelas que lhes dão um toque albino.

Masaya é uma cidade liberal e conhecida por muitos como "O puteiro do reino", a prostituição é uma profissão reconhecida aqui e muitos vem de longe para conhecer o que o lugar tem a oferecer. Graças a isso é possível um estabelecimento como esse, tão exposto. Há cafetões que se mudam pra cá pela liberdade, assim como garotas que perderam tudo na vida.

A maioria das outras cidades tem problemas com prostituição, é fácil achar lugares onde é crime e em alguns casos a pena pode ser a morte. Em Masaya por outro lado até mesmo o nudismo é muito comum e você vê pessoas transando na rua sem ninguém dizer nada. Homens de família aparecem por aqui e às vezes não se seguram, farreando descaradamente em estabelecimentos como esse e chamando a atenção.

Claro que Masaya é um lugar que já trouxe problemas para muitas pessoas. Enquanto homens e mulheres se deixam levar pela atmosfera e tem a falsa impressão de que ninguém está olhando por estarem longe demais de casa, depois vem a paranoia, o medo de alguém ter visto e contar, o que obviamente é algo bem válido.

Lógico que tem outros problemas, doenças, arrependimento real... Vivemos em um mundo de imensa repressão sexual, sendo assim a própria pessoa pode ficar arrependida profundamente. Não é raro pessoas se dedicarem à religião, ao menos por um tempo... Depois isso passa e elas se lembram das maravilhas de Masaya... E voltam correndo.

A cadeira onde estou sentada é confortável, tudo é confortável nesse lugar, a mesa é luxuosa. Algumas putas estavam vindo frequentemente nos oferecer serviços, mas Lazar lhes deu algumas moedas para nos deixar em paz. Eu olho para Elium, sentado à minha frente e ainda bastante pálido. Pergunto:

-É mesmo aqui?
-Sim, ontem alertei os meus contatos, ele virá.
-Tem certeza que fez tudo certo? Você não está bem hoje, e ontem quando acordou estava pior ainda.
-Sim, eu fiz certo, não se preocupe Ensis, sei que está nervosa. Estou doente, mas o ouro rubro logo vai me curar, já trabalhei muito com ele. A verdade é que só demorou tanto porque arrancaram meu braço inteiro...

Ele dá um olhar triste para o lugar onde antes havia um ombro, como se acabasse de se lembrar o que aconteceu. Talvez eu devesse falar algo, mas realmente não há o que dizer quanto a isso. Então acho melhor me calar, mas de repente ouço Lazar falar:

-Enquanto você estiver vivo, a vida continua. A qualquer momento pode ter um ataque de Alado aqui e todo mundo morrer. Mas enquanto você respirar a decisão é sua do que fazer, se lamentar pelo o que perdeu ou seguir em frente.

Elium não diz nada. Eu fico olhando pela abertura do estabelecimento e vejo do lado de fora vários monges passando. Eles olham rapidamente para o lugar e cospem no chão. Fanáticos religiosos também são comuns em Masaya. É como se a cidade tivesse pressionado tanto que fizesse os religiosos daqui compensarem sendo loucos.

Vez ou outra eles vagam falando a palavra e conseguem contagiar a multidão, pessoas se convertem e juram nunca mais fazer. Normalmente não dura muito, a "energia" que esses fanáticos passam é temporária e logo as pessoas voltam a fazer as mesmas coisas que sempre faziam. O maior problema é que as coisas podem acabar em morte e é um pouco complicado os pecadores reclamarem dos "Homens de Deus".

-Ele chegou - Ouço a voz de Elium.

Olho rapidamente para o garoto, depois olho ao redor, procuro pelo lugar, olho para trás e não vejo ninguém. Mais uma vez miro o menino e percebo que seu dedo está apontado para o lado de fora do estabelecimento. Vejo um homem de costas, usando um capuz, observando o mar. Me levanto imediatamente e parto em sua direção, meus companheiros me seguem. 

Eu não acredito que finalmente irá acontecer, mas como? Como ele está vivo? Arrancaram sua cabeça fora. É algo impossível! E meu irmão? Será que meu irmão também... Ao nos aproximarmos, o menino diz alegremente:

-Ladur? Minha missão está cumprida!
-Finalmente, já faz muito tempo guerreira. Sete anos em Xibalba, você deve estar uma mulher bem diferente da garota que conheci naquela floresta. Assim como eu...

Ele se vira, e retira o manto. Meu coração gela ao ver seu rosto, esse não é Ladur, esse é um dos três homens que me capturaram naquele dia. O com uma estranha beleza hipnotizadora, como se estivesse envolto em algum tipo de magia. Por um momento fico paralisada, mas logo um ódio toma meu corpo. Ele estava com o homem que matou meu irmão, esse é aquele que atirou uma flecha em minha perna e depois a quebrou. Minha mão naturalmente se move para minha espada.

1 - Arrancar a cabeça para se vingar definitivamente.
2 - Arrancar um braço apenas para ter o prazer de vê-lo sofrer e então perguntar o que está acontecendo.
3 - Arrancar uma perna, para que ele não tenha como fugir quando Ensis terminar de fazer as perguntas.
4 - Perguntar o que significa isso.

Vocês tem até sexta feira para votar, por favor apontem erros.

Nenhum comentário: