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segunda-feira, 10 de abril de 2017

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 67

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 67

Ouço gemidos, alguns perto, outros distantes, não são gemidos de dor, mas de prazer. Abro meus olhos, estou deitada em uma cama, demoro alguns segundos para me orientar enquanto olho para o teto do lugar. Por um momento me sinto de volta na minha infância e adolescência, de volta à minha cidade natal...


Masaya... Uma cidade onde a população é liberal e que por muitos é conhecido como o puteiro do Reino. Aqui é o lar das amantes, das grandes orgias, a população não se preocupa com o que os outros pensam. Até Xibalba, onde a população é bárbara, tem mais pudor do que Masaya. Se você vê alguém transando na rua de lá é algo isolado, não algo normal.

Olho para a cama do lado e vejo que Elium está roxo. Rapidamente salto da cama, retiro suas ataduras e vejo como está o ferimento. Me assusto, pois está bastante feio. Se ele ao menos pudesse acordar. Depois dessa longa viagem será que eu finalmente o encontrarei? Ladur... Um homem que deveria estar morto.

Eu saio do quarto e desço as escadas da estalagem, há algumas pessoas se beijando e se apertando sensualmente nas mesas. Passo rapidamente pelo lugar, mas não rápido o suficiente. Um dos bêbados bate a mão na minha bunda. Eu simplesmente ignoro, não tenho tempo para esse tipo de coisa, mas se tivesse não seria tão tranquila quanto ao assunto. Esse é o tipo de coisa que só alguém disposto a perder a mão iria fazer se fosse em Xibalba.

Saio do lugar, começo a andar. Eu conheço cada parte dessa cidade, vendia flores aqui com meu irmão. Parece que faz uma eternidade, esse cheiro tão peculiar... Putas pra todo lado. Eu era muito provocada na época, mas nunca me misturei, sabia bem como desviar dos depravados que aqui estavam.

Vejo alguns rostos conhecidos, donos e donas de lojas e negócios. Alguns estão muito mais velhos do que antes. Há também lugares que aparentemente os filhos assumiram o lugar dos país e em poucos vejo rostos novos ou mesmo lojas novas que substituíram as antigas. Terão se mudado? Já fazem sete anos desde quando fui embora daqui e quando fui capturada.

É estranho... Eu deveria estar aqui com meu irmão, isso poderia ser um passeio, um retorno à terra natal. Poderíamos ter conseguido fugir desse lugar, ido para uma outra cidade, construído nosso próprio negócio e então voltado com dinheiro. Mas no Reino do Éden as coisas não acontecem como devem né?

-Parece que nós temos um rostinho peculiar aqui. - Ouço uma voz masculina dizer em um canto.

Olho e vejo um homem que deve ter mais de 50 anos, com um sorriso malicioso. Ele está encostado na parede, se veste bem, deve estar na cidade apenas a negócios e procurando por alguma diversão. Ele então continua:

-Morte, não é? Meio assustador pra uma bela garota como eu.

Meu coração gela, um guerreiro de Xibalba? Já? Eu não esperava tão cedo. Mas logo percebo que não é provável. Essas vestes tão luxuosas não são o tipo de coisa que um cidadão de Xibalba vestiria normalmente. É improvável que se importasse em trocar para me capturar, existe um imenso orgulho em se vestir como um guerreiro. Talvez ele tenha visitado a cidade e me visto lutando na arena. Isso é bem mais provável. Ao ver que estou paralisada o olhando, ele continua:

-Na sua testa... Está escrito "Morte", pra que isso?

Eu levo a mão à testa e sinto a cicatriz, faz tanto tempo que aqueles homens a fizeram que eu nem ao menos associava. Foi assim que ganhei o meu nome de guerreira na arena e desde então se tornou comum, as pessoas me chamam assim. Ensis é meu nome, mas Morte é muito mais popular, o que fez muitos pensarem que se tratava de uma referência à minha habilidade em combate, mas o nome se popularizou antes de eu provar o meu valor.

-Você é muda garota?

Eu dou um sorriso, acho engraçado. Continuo andando, fico pensando o que algum conhecido acharia, apesar de que não acredito que eu seja reconhecida tão facilmente. Essas minhas vestes e jeito tão menos delicado não combinam com a garotinha que saiu daqui. Coloco meu capuz, é melhor não ter muitas interrupções.

Entro em uma loja de ervas e medicamentos, não reconheço o vendedor, peço por algo que seja bom para ferimentos profundos. Ele me explica que a melhor coisa que tem é Ouro Rubro e explica como usar. Já tenho isso... Decido então apenas pegar uma poção para aliviar a dor e algumas ataduras. Pago e saio rapidamente, dessa vez sem observar o ambiente.

Entro na estalagem e ao passar pelo mesmo bêbado, ele novamente levanta a mão para bater em minha bunda, mas antes de acertar eu seguro seu braço e dou um puxão com força, derrubando-o da mesa. Piso com força em seu braço, ouço um estalo. Espero não ter quebrado, era apenas para dar um susto. O berro do homem é tão alto que todos olham imediatamente, um homem chegando a se levantar.

O solto e subo as escadas, entro no corredor de quartos e me surpreendo ao ver que ao lado da minha porta está Lazar encostado com os braços cruzados, é notável que estava me esperando. Mas como ele conseguiu se livrar daquele Alado? Agora começo a me preocupar, talvez eu esteja deixando ele entrar demais na minha vida. Lembro daquele homem dizendo que ele é um Anjo. Pode parecer bom agora, mas até quando? Por que está me ajudando? Devo deixar ele continuar?

1 - Mandar Lazar ir embora e dizer que agora é cada um por si.
2 - Chamar ele pra entrar, pedir ajuda com Elium e perguntar o que aconteceu.

Vocês tem até sexta para votar, por favor apontem erros.