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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Rasen - A continuação esquecida de Ringu

Hoje vou falar sobre um filme que usou uma estratégia completamente inusitada durante o seu lançamento. Rasen, um longa metragem que saiu nos cinemas no mesmo dia que seu antecessor, Ringu. Ou seja, deixaram o 1 e o 2 simultaneamente em cartaz, ambos foram lançados em 31 de janeiro de 1998 exclusivamente no Japão.



A história se passa logo após os acontecimentos do primeiro filme e dessa vez o protagonista é o médico Mitsuo Andō, que fica intrigado com a estranha morte de um amigo, sem motivo aparente. Isso faz com que inicie uma busca para tentar descobrir o que realmente aconteceu. Não demora para acabar descobrindo uma lenda urbana sobre uma fita amaldiçoada.

Em 1991 o autor Koji Suzuki lançou Ringu e em 1995 fez a continuação desconhecida chamada Spiral. Esse filme é uma adaptação dessa obra, foi feita pelo mesmo estúdio, porém o roteirista e o diretor são outros. Ambos foram gravados simultaneamente ao longo de nove meses em 1997 e a ideia de lançar juntos foi porque Ringu já era um sucesso no Japão.
Na hora que eu soube da existência desse filme, empolguei demais. Achei o nome bem estiloso, afinal de contas RING é anel em inglês, portanto um círculo, sendo assim colocar o nome Spiral, que também é um tipo de círculo me soou uma ótima ideia. Além disso me lembrou instantaneamente o bizarro Uzumaki, que é completamente ligado a maldição e espiral.

Infelizmente aqui temos um belo exemplo de obra que prova que se você for misturar dois elementos opostos em uma obra, ou tem que inserir essa ideia desde o começo, ou tem que fazer a coisa de uma maneira genial para ser convincente. E no caso o que temos aqui é uma forte mistura de ciência e sobrenatural. Então NÃO, o filme "O Chamado 2" não foi um remake desse.
A sensação que tive foi que o autor estava empolgado para algo científico na época, mas ao invés de criar uma nova obra, decidiu distorcer Ringu para esse lado. O resultado obviamente foi a perda da essência original, afinal de contas de repente a maldição virar um vírus é uma tosqueira louca viu... Quebra de clima total.

Por outro lado, tenho que assumir que o diretor é bom, pois esse é um filme que tinha tudo para ser uma tosqueira total. No entanto você sente a atmosfera, a coisa é conduzida de uma forma misteriosa e estilosa até o final. Existe aquela mesma atmosfera de Ringu, algo pesado, não é exagerado, é um filme lento, mais voltado para o drama.
Sendo assim o que parece é que pegaram uma obra trash e colocaram nas mãos de uma baita equipe competente. O resultado foi um filme tenso, que poderia sim ser maravilhoso, mas que não foi porque mesmo os caras sendo bons, não dá pra fazer milagre se a obra em si já é uma viagem total né? Mas graças a essa equipe tenho certeza que teve quem gostou do filme, afinal não é como aquelas sequencias toscas que resolvem tacar comédia.

Outra coisa diferente do Ringu original são alguns elementos estéticos, por exemplo, os personagens não morrem com uma baita de uma careta. Isso me fez falta, mas tenho que assumir que deixou a coisa mais estilosa, pois os mortos aqui são normais, e assim fica aquela sensação de algo mais misterioso ainda.
Outra coisa que é diferente é o fato da Sadako desse filme não ser a garota do cabelo na frente da cara toda esculachada. Ao invés disso é uma baita personagem sensual e mostrando o rosto normal, graças a isso a sensação que tive é que o filme é uma mistura do mangá Tomie, onde uma linda garota é a fonte de uma maldição, e do filme Parasite Eve, sobre como algo minúsculo pode dominar o mundo.

Enfim, não é um filme de todo horroroso graças à equipe por trás, mas a história em si é só a bagaceira. Só recomendo para quem é fã da franquia "O Chamado" mesmo, pois até para os fãs de Terror Japonês não dá muito certo já que o filme é um drama puro mesmo, nenhum susto, apenas mistério.

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