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domingo, 1 de janeiro de 2017

Rua Cloverfield, 10 - Um filme onde a tensão é constante

Leitores do blog sabem bem que de tempos em tempos eu faço matérias apaixonadas aqui no blog, aquelas grandes apontando diversos aspectos como a sobre as Cartas Illuminati, o seriado Sense8, o livro Neuromancer, o RPG de mesa Shadowrun, entre várias outras. E uma das primeiras foi a sobre o filme Cloverfield, um baita filme odiado que eu amei e postei aqui quando o blog tinha acabado de fazer dois meses de existência, e inclusive cheguei a fazer uma segunda matéria focada no conteúdo escondido no filme. Então nem preciso dizer o quanto me empolguei ao ver o trailer de "10 Cloverfield Lane" né?

Mas apesar de tudo, o nome é bem safado pois a verdade é que esse filme não é Cloverfield 2, ele mais usa o nome da coisa pra pegar uma carona. O que até certo ponto é meio que aceitável já que em essência você pode sentir um pouco do climinha de Cloverfield, mas no geral é mesmo que uma obra completa. Essa questão fica um pouco difícil de julgar, pois se por um lado o filme tem potencial pra fazer sucesso sem ficar às sombras de outro, por outro ele combina demais com a "franquia" Cloverfield e talvez fosse comparado se já não tivesse o nome que tem.

O que mostra claramente que foi uma carona é o fato do nome do roteiro original ser The Cellar, mas aí depois JJ Abrams entrou como produtor e disse que aquele filme parecia ser um parente de sangue de Cloverfield e assim decidiu mudar o nome, o que foi uma boa jogada especialmente na questão do marketing.

O filme conta a história de Michelle, uma jovem mulher que brigou com o noivo e foi embora. Mas na estrada acabou sofrendo um acidente, desmaiando na hora. Ao acordar, se vê presa em um bunker e não tem ideia do motivo de estar ali. Logo descobre que o dono do lugar é fanático por teorias das conspirações e diz que o mundo acabou com um tipo de ataque e alguma coisa no ar matou todo mundo.

Essa é uma daquelas obras cheias de paranoia, tipo A Bruxa, que chega em um ponto que você começa a desconfiar de todo mundo. Aquele monte de perguntas, "Será que aconteceu mesmo alguma coisa lá fora?". E fica mudando de ideia quanto ao que pensa sobre o dono do bunker, talvez ele esteja completamente certo, ou talvez seja apenas uma armação e por mais que as coisas pareçam reais, ele pode ter planejado tudo. Será?

Existe um climinha bem peculiar no filme, é uma tensão constante porém de uma forma diferente, leve. Muito provavelmente o que causou isso foi a fotografia com cores fortes, algo que não se espera em um filme de suspense, ainda mais em um ambiente subterrâneo. Isso deu um certo impacto na coisa e especialmente nas cenas finais acho que chega a transmitir uma certa sensação de histórias em quadrinhos.

Para quem estava com medo do filme ser igual a Cloverfield, acho que deveria dar uma chance, pois tem sim elementos bastante misteriosos e tudo mais, porém a coisa é mais fechadinha. Inclusive deixa uma certa brecha para continuação. Mas apesar de tudo acho que as coisas que deviam ser exploradas já foram e colocar algo a mais iria acabar com a magia construída.

Vi uma resenha em que o cara diz que achou "bem fraco", sinceramente eu acho uma baita atitude dramática. Porque entendo algumas pessoas não curtirem o filme, mas em meio a tantas obras horrorosas que temos, um filme desse deveria ser visto no mínimo como "ok", agora pular do "fraco" pro "bem fraco" faz parecer que o cara não costuma assistir muitos filmes porque convenhamos né? A quantidade de filme bem fraco de verdade que existe é absurda, provavelmente foi um daqueles casos da expectativa que matou a diversão.

Enfim, não foi algo que me empolgou como Cloverfield, mas é algo que parece mais atraente para o grande público, mais "fechadinho". A sensação que tive foi a de assistir um episódio de Além da Imaginação, então recomendo demais! Quem se interessar pode conferir aqui.


Um comentário:

Guilherme Delfino disse...

E essa nova Ripley dá vida Hein? Prevejo uma nova heroína badass