Temporario



Jogos | Séries | Filmes | RPG e Tabuleiro | Animes | Creepypastas | Quadrinhos | Livros | Mapa do Blog | Sobre o Blog | Contato |

sexta-feira, 25 de março de 2016

Sheltered - Quase um The Sims pixelizado no apocalipse

Esse é um daqueles joguinhos pixelizados que encantam muita gente já na primeira screenshot, mas que consegue manter com o que realmente é importante em um jogo, a jogabilidade viciante. No caso aqui temos um daqueles indies com uma proposta bastante diferente mas que é resultado de uma mistura de diversos elementos já vistos em outros jogos.



Não existe bem uma história nesse jogo, ela é mais um plano de fundo, isso porque é daquele tipo em que você faz a história da coisa. Mas a parte básica é um mundo pós apocalíptico, especialmente em universos zumbis, onde muita gente morreu e uma família com quatro pessoas conseguiu achar um abrigo subterrâneo, no entanto com suprimentos limitados eles tem que se virar.

A ideia do jogo em si é bastante dramática e com certeza pode ser algo extremamente tocante para algumas pessoas por te colocar para cuidar de cada um dos membros e tentar mantê-los vivos. Ironicamente a sensação de pressão que é apresentada aqui acabou me fazendo lembrar de um outro jogo de nome parecido e que também pode perturbar muita gente, o simpático Shelter.

Então basicamente você tem um banker com visão lateral e que inicialmente tem apenas duas alas, um extenso corredor amontoados de coisas e uma escada para uma pequena sala com mais algumas coisinhas. A partir daí você tem que tomar conta de tudo e manter cada um deles vivos com necessidades básicas.

A primeira coisa que você tem que fazer é cada um dos quatro personagens sendo dois adultos e duas crianças, é possível mudar tudo, fazer o visual, colocar nome e colocar características próprias já que cada um tem seus próprios jeitos de agir e também atributos que ajudam em determinados momentos, por exemplo um personagem forte dá socos mais poderosos (Sim, tem combate nesse jogo).

Esse detalhe de criar a família já é algo que ajuda a pessoa se identificar, fazendo com que muitos jogadores criem suas próprias famílias ali e coloquem características de cada um deles, além do visual e dos atributos. Um dos detalhes é que os adultos não precisam obrigatoriamente ser do mesmo sexo, então é possível fazer aquelas famílias que os filhos são criados pela mãe e pela tia ou mesmo fazer um casal gay.
Assim que comecei a aventura me surpreendi que no meio de tanta bagunça não tinha coisas como cama, privada e chuveiro. Foi meio que um susto isso porque eu realmente pensava que essas coisas básicas estavam disponíveis e o segundo susto foi ao perceber que não tinha espaço para colocar tudo isso junto também.

Então desde o início você tem aquela sensação da coisa tá apertada, de precisar melhorar tudo, mas também dá trabalho fazer coisas, tem uma barrinha que demora e os personagens ficam cansados. Você pode arrumar os objetos e tentar usar o mínimo de espaço para cada, é fácil tudo ficar amontoado, além do cansaço dos personagens. Não demorou muito para eu ver que aquilo era um verdadeiro The Sims pós-apocalíptico.

Já no início é preciso ser rápido em construir certas coisas como o saco de dormir e organizar o lugar pra colocar ele. Você pode expandir o lugar mas não é só escolher a opção e pronto, um personagem é enviado com uma picareta e fica um baita de um tempo trabalhando (E sim as crianças também fazem trabalhos pesados desse tipo).

Você tem certas máquinas que precisam ser mantidas funcionando como a de eletricidade e o filtro de água. Isso te faz ter que sempre dar uma olhada e ver como está o nível das coisas pois se quebrar não demora muito pra tudo ficar um verdadeiro caos. Felizmente muitas das coisas do jogo podem ser atualizadas melhorando elementos como a durabilidade, capacidade e potência.

Os objetos precisam ser criados mas você tem que ter os materiais, sendo assim não basta querer, é preciso olhar bem o que tá faltando. Isso causa uma imensa sensação de apocalipse mesmo, a falta de uma séries de elementos como borrachas, arames, pregos, baterias e assim vai. É uma verdadeira satisfação conseguir construir algo.

É possível elaborar expedições, você escolhe um ou dois personagens e os envia juntos para uma certa parte do mapa, algumas estão com um ponto de interrogação no início e assim você vai explorando e achando objetos, a mochila é limitada e as vezes não dá pra trazer tudo fazendo com que seja necessário escolher.

Há também outras pessoas e é preciso tomar cuidado, você pode encontrá-las enquanto explora e chamá-las pra morar com você mas será que serão boas pessoas? O que será que eles podem fazer? Serão perigosos? Ou serão mais mão de obra? As vezes pessoas também entram no abrigo, podem estar tentando querer invadir ou podem estar querendo apenas trocar itens.

Enfim, talvez graças ao visual e jogabilidade diferente esse jogo me lembrou a sensação que tive no viciante Kingdom, se você estiver procurando um jogo de administração que pode te fazer ficar muito ligado aos personagens talvez esse te encante bastante. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.

Nenhum comentário: