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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Kojima não foi processado porque é um cara legal

Para vocês verem como carisma é algo importante, sabiam que o designer Hideo Kojima conseguiu escapar de um processo apenas por "ser um cara legal"? Sem brincadeira! Isso porque é preciso lembrar que além de processos por empresas parecerem ser algo muito mecânico, no fim das contas são decisões que surgem a partir de pessoas, e pessoas também sentem afinidade. Está meio confuso né? Então vamos lá...

Alguns de vocês devem conhecer o diretor John Carpenter, responsável por obras espetaculares como O enigma de outro mundo e À beira da loucura, mas também responsável por péssimas obras além de algumas que conseguem ser um meio termo entre o genial com toques péssimos, esse é o caso do intrigante They Live.

Em especial os filmes do cara lançados nos anos 80 tiveram um destaque maior, parece que foi quando ele teve o maior lapso de genialidade e assim começou a publicar diversas obras que não demoraram para serem consideradas como cult. Mas aí beleza, em 1987 foi lançado o primeiro Metal Gear e 3 anos depois ganhou uma sequencia. Agora observe essa imagem com alguns personagens do jogo:

Uahahaha, familiares não? E naquela época era os anos 80, meio que... Quem iria ligar né? A moda dos processos não tava em alta e era só mais um videogamezinho, brincadeira de criança, não usava os nomes dos caras nem nada, ainda mais sendo algo japonês, um outro mundo, bem distante do universo ocidental.

Claro, se hoje em dia rolasse algo assim o Kojima comeria o pão que o diabo amassou, penso que certamente ele vivia naquela época mais ou menos o que um desenvolvedor indie vive em tempos modernos, algo meio sem compromisso e não se preocupando tanto com coisas mais formais. Pra quem não sabe tudo é pago, texturas, fontes, sons, etc... E é normal boa parte dos indie pegarem coisas da internet e usarem ao invés de usar cada coisinha do zero.

Mas beleza, 2012 chegou e foi lançado um filme chamado "Sequestro no Espaço", um filme francês. E a equipe de John Carpenter foi lá e desceu um processo pois se trata de um plágio do filme de 1981 "Fuga de Nova Iorque". E o processo foi bem sucedido, fazendo com que os responsáveis se dessem muito mal.


No entanto parece que a equipe do diretor ficou eufórica com o processo e queriam mais! E como vocês podem ver na imagem que postei, uma franquia poderosa como Metal Gear Solid parecia uma verdadeira maravilha para ser o próximo alvo. Mas quando o diretor ficou sabendo das intenções, acabou intervindo. Ele fez a seguinte declaração:

"Minha equipe quis também ir atrás do jogo Metal Gear Solid, que é um tipo de rip-off de "Fuga de Nova York ,mas eu lhes disse para não fazer isso. Eu conheço o diretor desses jogos, e ele é um cara legal, ou pelo menos ele é bom para mim. "

Uahahaha, quase que o Kojima se dá mal ein? É por isso que você precisa ser um cara legal ou então pode acabar tomando um processo. Ò_Ò

2 comentários:

Matt Kist disse...

É verdade.
Reflexão:
Na era industrial, para se ter um bom emprego era preciso saber ler, escrever e fazer operações matemáticas básicas. Se você sabia algo mais técnico então, tinha os melhores empregos.
Inventaram o tal do teste de QI, que basicamente mede a sua aptidão com noções de matemática, texto, lógica e noções espaciais (distancia, tamanho). Este teste foi por muito tempo utilizado e era útil para selecionar os melhores jovens para os melhores empregos daquela época.

Pois bem, sinto informar à todos os nerds, mas hoje "saber das coisas" não tem mais tanto valor. Com a computação, e mais tarde a internet e todos os mecanismos que ela dispõe, a máquina já é muito melhor que qualquer ser humano para qualquer tarefa que envolva "QI", inclusive já tem 'máquina' (estou falando de computação) que já é capaz de escrever poesia.

Ok, devorar conhecimento não serve de nada então? Serve, você fica mais sábio, parabéns, mas as aptidões que envolvem o antigo teste de QI já não são o mais importante, pois é mais fácil utilizar uma máquina ao invés de um ser humano. De fato, eu sou programador, e uma métrica utilizada para saber se um software é um sucesso para a empresa é "quanto dinheiro foi economizado com o software", ou você também pode ler "quantas pessoas foram demitidas". Por um certo ponto de vista, meu trabalho é criar tecnologias para substituir pessoas.

É a triste realidade, então você deve querer saber: "OK, então o que é o mais importante hoje em dia no mercado de trabalho? O que eu preciso sair da escola sabendo?". Bem é óbvio que você precisa estudar e ter conhecimentos básicos, saber escrever bem é o mínimo que eu espero de qualquer pessoa, e todo o resto vai ser útil para te deixar mais sábio, e quanto mais sábio melhor. Línguas então, excelente, talvez a matéria escolar mais importante da atualidade. Mas hoje em dia, o que realmente faz diferença, o que difere um profissional de um software é a PESSOA.
Sim, estou falando que as aptidões mais importantes hoje em dia são as que envolvem pessoas:
- Interpessoal: saber lidar com pessoas, saber reagir à reações de pessoas, conseguir ter a capacidade de se colocar no lugar do outro (empatia), solucionar problemas que envolvem outras pessoas, comunicar-se (e aqui entra a necessidade das línguas e escrita);
- Intrapessoal: não se trata de Paulo Coelho, nem de "auto-ajuda", nem de "se conhecer" ou qualquer religiosidade. Aptidão intrapessoal é a qualidade de suportar estresse, suportar decepção, de epolgar-se e controlar a empolgação, reagir corretamente, enfim, basicamente trata-se de resiliência.
- Criatividade: A criatividade ainda é um fator de nos separa da máquina, nos torna humano, e acredite: criatividade se treina.

Sinceramente, se você fala 3 ou 4 línguas e é uma pessoas com boas aptidões interpessoais e intrapessoais, você pode trabalhar em qualquer lugar do mundo, estudar o que quiser e fazer o que quiser da vida, sua criatividade é o limite. O mundo pertence à pessoas com essas aptidões.

Se alguem quiser estudar mais sobre aptidões interpessoais e intrapessoais, recomendo Dale Carnegie (sério, os livros deles foram "mind-blowings" para mim, que nunca foi um cara muito carismático e comunicativo).
Para criatividade, tem um brasileiro fazendo pioneirismo nesse ramo, recomendo Murillo Gun, o cara tinha o site brasileiro mais acessado aos 15 anos, foi pioneiro com empresas de site brasileiro, pioneiro no stand-up brasileiro (é, comédia, o cara é comediante), foi estudar na NASA e hoje é pioneiro em cursos de criatividade. O cara tá sempre à frente de seu tempo.

=) Valeu

Miya Seat Lee disse...

Eu iria escrever uma besteira qqr dizendo que concordava sobre os benefícios de ser uma pessoa boa praça, mas depois de ler o pequeno texto que o Matt compartilhou conosco, fiquei inibida e só vou dizer: Feliz 2016 p/ vcs!