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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Você sabe como funciona o RPG de Mesa? Descubra!

Todo mundo que acessa conteúdo relacionado a nerdices ou mesmo Cultura Pop em Geral, acaba vez ou outra vendo uma citação sobre "RPG de Mesa" ou mesmo "Aquele RPG lá sem ser virtual, o que usa livros". Apesar de tudo nem todo mundo sabe o que diabos é isso ou mesmo entende esse negócio, muitas pessoas veem um jogo de tabuleiro com temática medieval e acham que é RPG por isso, outros veem um jogo de cartas do tipo Magic the Gathering e também acham que é RPG, portanto chegou a hora de eu criar uma matéria para esclarecer bem o que é realmente o tal RPG de Mesa.



Antes de tudo vamos falar um pouco sobre War Games, que são um subgênero do maravilhoso universo dos jogos de tabuleiro. Esses tipos de jogos colocam exércitos uns contra os outros e o objetivo normalmente é destruir os exércitos de outros jogadores. Esse tipo de jogo é bem antigo e no Brasil o mais famoso é o clássico WAR, lançado no Brasil em 1972 e depois relançado infinitas vezes com temas diferentes ou versões diferentes.

No início dos anos 70 dois amigos estavam jogando um Wargame com miniaturas medievais, e começaram a conversar durante o jogo, inventando situações do tipo "Mas eu mandei um grupo secreto fazer tal coisa..." e etc. Ficaram interpretando, criando uma historinha em cima daquela partida. As informações sobre a forma exata que aconteceu não se há registros, mas foi algo desse tipo. Esses amigos eram Gary Gygax e David Lance Arneson (os dois faleceram em 2008 e 2009).

Em 1974 os dois lançaram uma expansão para um Wargame chamado Chainmail, essa expansão se chamava Dungeons & Dragons, que ficou mais popularmente chamada só como D&D, era algo simples e só dava uma apimentada na coisa, fazia os jogadores criarem historinhas dentro de um jogo de tabuleiro, tornava a coisa bem mais intensa porém não era um RPG ainda, era mais pra um rascunho.

Em 1977 foi que a coisa realmente andou, pois dividiram a franquia em duas, a mais simples que mantinha o mesmo nome, e o novo Advanced Dungeons & Dragons ou AD&D, que foi o que popularizou de vez o RPG como era. Ou seja não um complemento de jogo de tabuleiro, mas um jogo próprio com foco na interpretação.

RPG é a sigla para Role (Papel no sentido de ator), Playing (Interpretando), Game (Jogo), que em uma tradução direta fica Jogo de interpretação de papel. Isso porque é basicamente um teatro em que a história, falas e atuação acontecem na hora, uma história que é gerada por um grupo de amigos e ninguém sabe completamente o que vai acontecer depois.

Normalmente RPG's são compostos por um mestre e os jogadores. O mestre pode ser chamado de diversas formas, Narrador, GM (Game Master), DM (Dungeon Master) e etc... Isso porque ele é o responsável por criar o universo, as situações, o plano de fundo. Algumas pessoas adoram ser mestres, pois é como um criador de contos que está apresentando o seu conto para outras pessoas, mas de forma interativa. Há também aqueles que odeiam mestrar e não tem paciência para criar nada. Pode estar confuso agora mas vocês vão entender logo, então não se preocupe.

Os jogadores são os aventureiros, o grupo de heróis que vai passear pelo mundo criado pelo Mestre, é o guerreiro, o mago, o arqueiro, etc... Cada um dos jogadores é um personagem e eles escolhem como agir e os caminhos que irão seguir. A medida que seguem e escolhem o que fazer, a história vai se desenvolvendo. Um exemplo:

Mestre: Vocês finalmente saem do pântano do esquecimento e estão exaustos, veem uma casa de madeira logo à frente e uma estrada.
Guerreiro: Vamos dar uma olhada na casa antes de seguir viagem.
Mago: Espera, é melhor não, isso tá muito estranho, logo depois do pântano tem uma casa? Com certeza tem uma bruxa ou algo assim morando aí.
Paladino: Vou usar minha espada detectora de magia maligna. Eu aponto ela pra casa.
Mestre: Assim que você aponta, ela começa a brilhar.
Mago: Tá vendo? Eu sabia, era óbvio demais!
Guerreiro: Mesmo assim, depois dessa furada que entramos dá ao menos pra tentar pegar um tesouro extra.
Paladino: Ou morrer né? Nós estamos com pouquíssimos pontos de vida, é melhor pegarmos a estrada logo e deixar isso pra trás, vamos acampar um pouco distante dessa casa, pela manhã podemos caçar e descansar melhor para recuperar um pouco os pontos de vida.
Guerreiro: É tem razão, então vamos.

Esse é um pequeno exemplo de interpretação, basicamente o mestre conduz a história, prepara cada surpresa e cenário. Precisa também se adaptar, pois os jogadores podem tomar decisões inusitadas. Normalmente o mestre cria um certo ambiente e pensa em usá-lo como fundo para aquilo, mas se os jogadores insistem em ir exatamente para o caminho contrário daquele lugar, o mestre precisa se adaptar, criar novas situações, sendo que muitas vezes é normal o mestre criar situações que no fim das contas acabam levando na marra o grupo a aquele destino, tipo um bando de ladrões aparece, os espanca e quando eles acordam por algum motivo estão lá, no caminho oposto para onde tinham ido.

AD&D adicionou uma série de novos elementos, pois não era uma expansão de jogo de tabuleiro, era o verdadeiro RPG nascendo. E o estouro foi imediato, estão lembrados do desenho Caverna do Dragão? Pois é, o nome em inglês dele é Dungeons & Dragons, e apresenta um grupo de jovens do mundo real que é levado para um reino de fantasia medieval. Isso mesmo, caverna do Dragão é nada mais do que um desenho de 1983 que foi feito baseado em RPG.

Depois disso não demorou muito pra coisa andar e o RPG ser revolucionado com novas coisas e ideias que o deixaram muito mais robusto e intenso. Por exemplo já em 1981 saiu um RPG chamado Champions, que se passava em um cenário completamente novo, ao invés de medieval, um mundo de super heróis e vilões, dando toda uma nova magia para jogadores. De repente eles podiam controlar todos aqueles heróis maravilhosos dos quadrinhos(Assuma, você pensou nos Meninos de Deus agora).

Uma das coisas básicas que se tem praticamente sempre em jogos de RPG é a ficha de personagem, ela é uma folha que todo jogador tem. Ele tem uma quantidade de pontos para distribuir na ficha. Existem vários atributos como Força, Magia, Precisão, o que for... Varia de RPG pra RPG, e dependendo do que for o seu personagem, você distribui da maneira que melhor achar. Também tem vários outros detalhes como equipamento (Que você pode apagar se deixar de tê-lo e anotar os que conseguir novos), classe do personagem que já pode vir com um pacote de habilidades próprias, raça que pode dar vantagens próprias também, e assim vai. A ficha são todos os detalhes anotados. A maioria dos jogos vem com alguns personagens já prontos, assim como uma ficha vazia pra você tirar uma cópia, mas é possível só pegar uma folha de papel e você mesmo anotar tudo (isso é bem comum).

Com os novos RPG's que vieram após AD&D surgiu o conceito de "sistema". Sistema basicamente são as regras que um RPG tem, essas regras podem ser muito agradáveis ou chatas pra caramba, alguns sistemas são amados por certas pessoas e odiados por outras. Existem sistemas fáceis, voltados especialmente para iniciantes ou para quem se preocupa apenas coma história e sistemas complexos, cheios de pequenos detalhes.

Por exemplo o Champions inseriu a ideia de "Vantagens e Desvantagens" na ficha do personagem, onde se pode ter benefícios ou se dar mal se tiver uma delas. Por exemplo se o seu personagem tem a desvantagem Aletrorofobia (Medo de galinha), a situação pode ficar louca se os heróis forem parar em uma fazenda. O que tem de tão divertido nessa ideia de ter desvantagens é o fato de que elas valem pontos, então você compra uma desvantagem pro seu personagem, e ganha pontos extras pra gastar em vantagens ou em atributos (Força, Magia, etc...) e assim a coisa ficou muito mais moldável e divertida.

Então tem sistemas que são bem leves e básicos, você tem os atributos de ataque, de defesa e os pontos de vida. Enquanto tem outros que tem uma baita lista cheia de detalhes e elementos que vão influenciar durante a jogabilidade, fazendo assim com que seja uma experiência bem mais complexa que pode ser sentida bem no meio do jogo.

Os atributos na maioria dos RPG's são usados para fazer testes ou decidir se um personagem é ou não capaz de fazer tal ação. Por exemplo:

Mestre: Vocês encontram uma imensa cratera no solo, ela tem uns dois metros de distância, não dá para dar a volta, deve ter quilômetros até o fim dela.
Arqueiro: Tenho 5 de Agilidade, com certeza posso pular isso, eu dou um salto, eu salto.
Mestre: Ok, você é ágil demais, não precisa fazer teste.
Bárbaro: Você está de brincadeira? Nós temos que voltar, eu só tenho 2 de agilidade.
Arqueiro: Cara, se nós não capturarmos o Rei Morto Vivo agora ele vai chegar ao castelo da vida e vai fazer um exército de mortos vivos e as coisas vão ser piores, não dá mais tempo de voltar não.
Bárbaro: Tá bom... Eu vou tentar, muito bem, vamos lá.
Mestre: Ok, jogue dois dados, se tirar 5 ou 6 nos dois, você passa.

Bárbaro lança os dados e tira 4 e 6, ele salta do precipício, chega a encostar as mãos na outra beirada, mas não é o suficiente e despenca, desaparecendo na escuridão.

Clériga: Pois é, né... Parece que minha magia de cura não vai ser o suficiente pra curar isso não.
Arqueiro: O que importa é que foi um bom bárbaro, vai deixar saudades.

Então atributos determinam certas coisas, a força de um personagem para destroçar uma porta, a quantidade de tempo que consegue prender a respiração embaixo d'água, e assim vai. Outra coisa é que os atributos também são usados para combate, o mesmo atributo da força para fazer algo pode ser usado para a força de uma espadada. Tudo depende de cada sistema.

Em 1986 surgiu um sistema novo e fantástico que tinha como proposta poder ser usado em qualquer universo. Era o GURPS, nesse sistema você tem apenas o pacote de regras e pode usá-lo tanto em uma aventura no futuro, quanto em algo medieval ou no presente. GURPS apresentava apenas o pacote de regras ao invés de ter foco especialmente em um universo como outros sistemas faziam.

Isso que GURPS fez foi exatamente o conceito perfeito do que é chamado de Módulo Básico, que se trata do conjunto de regras para jogar, um módulo básico pode ser apenas algo puro como GURPS, mostrando regras do sistema em si, ou pode já vir com um cenário, como é o caso de Guerra dos Tronos RPG por exemplo, que o módulo básico vem com as regras especificamente pra aquele cenário medieval.

Os suplementos são livros extras que adicionam novidades das mais variadas formas, por exemplo um cenário novo, GURPS é lotado de suplementos desse tipo, com cenários especialmente voltado para algum estilo, seja Terror, Ficção Científica ou Medieval. Mas suplementos adicionam muito mais coisas, pode ser uma cidade do mundo em que o jogo passa e toda a cultura dela, podem ser regras para um tipo de raça em especial, um pacote com novas vantagens e desvantagens, e assim vai.

Há também os livros de aventuras, que vem com histórias muito bem trabalhadas já prontas, todas as possibilidades, ilustrações e um monte de coisas, para os mestres preguiçosos ou quem não sabe mestrar pode ser ótimo esse tipo de livro, que normalmente é muito mais barato que os outros, por exemplo Sangue em Ferelden é um kit de aventuras prontas para o RPG de Dragon Age.

Múltiplos livros geram histórias mais profundas, e é normal jogadores os consultarem, por exemplo pode ter um jogador que acabou de entrar no jogo e está criando a sua ficha de personagem, consultando o módulo básico e procurando por vantagens e desvantagens que lhe agradem. Ao mesmo tempo pode ter um outro jogador consultando um suplemento de uma terra que ele esteja pensando em explorar, e o mestre esteja dando uma olhadinha em detalhes de um livro de aventura enquanto espera.

Consultas nos livros são muito constantes e comuns, até porque você não é obrigado a ler um livro de RPG inteiro. Lembram da minha matéria sobre livros de RPG serem um investimento bem melhor que livros de literatura? Pois é, essa aqui é uma amostra da coisa, eles são livros que podem ser usados e reusados várias vezes, a quantidade de coisas que tem é imensa. Lembro até hoje de uma vez em que eu tinha uns 12 anos e um conhecido meu chegou com Lobisomem O Apocalipse e falou "Caracas, você sabia que lobisomens em forma humana podem segurar prata?". Esse é o exato tipo de coisa que faz jogadores consultarem as regras.

Boa parte dos livros de RPG são lindos, imensos, com capa dura, ilustrações maravilhosas e cheio de sessões muito bem divididas e fáceis de achar. Especialmente se você estiver com um livro medieval em mãos, você se sente um verdadeiro mago segurando um livro de magia. A sensação de ter algo tão bonito para consulta é demais.

Nos anos 90 o RPG já tinha dominado o mundo, em nosso país por exemplo nós tínhamos a inesquecível revista Dragão Brasil, eu ficava louco com cada edição, eram regras para certos sistemas, dicas, entrevistas, apresentação de coisas novas que estavam surgindo lá fora, entre outras coisas. Simplesmente uma época maravilhosa, mas o RPG em si sempre foi algo underground, por mais que os anos 90 tenha sido uma época de ouro, a coisa não era tão popular quanto muita gente pode fazer parecer.

O grande negócio é que naquela época não se tinha internet, nem celulares nem nada... Só a TV uahahaha, até video games eram mais limitados, pois hoje você tem inúmeros jogos grátis na internet, mas se viveu os tempos do Super Nintendo, certamente teve uma quantidade limitada de fitas e sua mãe não ia comprar um novo tão cedo, com o Playstation a coisa era mais variada, porém ainda assim limitada e nem chega aos pés da quantidade de títulos fáceis que conhecemos hoje em dia.

Sendo assim, para o povo que curtia umas nerdices, o mundo do RPG e o mundo dos Card Games eram uma verdadeira maravilha, você aproveitava um outro momento. Eu já falei aqui sobre minha primeira experiência com RPG no mundo de Shadowrun, e me sinto realmente com sorte em ter conhecido tão cedo, pois era o tipo de coisa que era do acaso mesmo, de repente você conhecia um amigo que jogava RPG e te introduzia naquele mundo espetacular.

O live action é um subgênero de RPG que é ainda mais limitado e complicado, mas que alguns grupos só gostam dele, eu cheguei a escrever uma matéria sobre. Basicamente é algo onde você realmente interpreta, algo envolvendo movimento e ambientes, alguns grupos fazem RPG's live action grandiosos, envolvendo lugares da cidade e ligações.

A sensação é diferente porque os jogadores podem fazer toda a movimentação, entonação de voz e algo mais real. É muito comum nesse tipo de RPG as pessoas se fantasiarem, isso faz com que alguns jogadores os achem ridículos (inclusive dentro da própria comunidade de rpgistas), ainda mais quando o jogo é em público e tem gente vestida de mago, de elfo e etc... Mas é só uma forma de entretenimento diferente, então pra que julgar né? Pessoas tem gostos diferentes,e é até hipocrisia rpgistas que já sofrem preconceito por jogarem um "jogo da imaginação", reprimirem um grupo menor.

Nos live action as regras variam bastante e existem sistemas que lançam livros especialmente com regras para esse tipo. Alguns grupos conseguem fazer eventos grandes para simular até mesmo batalhas medievais épicas e tudo mais, é uma coisa que alguns acham incomparável com o típico RPG de mesa e passam a só querer jogar live action.

Live action também já causou polêmica em vários lugares do mundo, e é um dos principais motivos de algumas pessoas considerarem RPG como algo satânico. Por exemplo em 2001 teve um dos mais famosos casos em Ouro Preto, que um grupo live action fez uma sessão hardcore da coisa, estavam jogando Vampiro A Máscara, e fizeram tudo a noite, terminando a sessão em um cemitério, porém um dos jogadores (ou mais) era pirado e sacrificou de verdade uma garota que tava jogando.

Isso queimou demais a comunidade de rpgistas na época, falaram de proibir RPG no Brasil e tudo mais. A minha mãe e as mães dos meus amigos não paravam de reclamar, de repente jogar RPG era adorar o diabo. Mas o negócio é que quando se uma pessoa é doida, qualquer coisa influencia, e em RPG isso vai além é óbvio, é o mesmo caso dos video games e como falam que são fábricas de assassinos, isso depende do maluco que por as mãos, não é regra geral.

RPG's tem ainda um bando de acessórios que podem implementar a coisa, tem mapas de reinos que são comuns fiarem em cima da mesa para jogadores observarem. Tem o escudo do mestre, que é uma "barreira" de papelão que o mestre coloca em sua frente e pode ver um monte de tabelinhas e informações rápidas para consulta, além de poder fazer anotações sem que os jogadores vejam, entre outras coisinhas alternativas que podem deixar a sessão mais legal.

O fim dos anos 90 fez o RPG se desgastar demais, a quantidade de sistemas era gigantesca e as pessoas começaram a achar isso cansativo. Todo RPG tinha que apresentar um conjunto de regras novos, isso sem contar que com a vinda da internet o hobbie desmoronou. Aqueles garotos solitários de gostos estranhos já não precisavam mais sair de casa e desenvolver outros gostos estranhos.

Chegou então a terceira edição de D&D, que abandonou o "Advanced" e virou apenas Dungeons & Dragons 3ª Edição, com um sistema mais robusto, bem sofisticado, suplementos para dar base a ele, e uma novidade bem legal, uma licença especial. Essa licença permitia que qualquer pessoa lançasse um RPG com as regras do D&D, isso permitiu que criadores de RPG já não se preocupassem em criar o sistema, mas apenas por a logomarca de D&D, deixando assim a coisa bem menos saturada. De repente um jogador não precisava aprender uma quantidade imensa de sistemas mais, podia apenas mudar de cenário, mas com as mesmas regras.

Um outro estilo de RPG são os livros jogos, eu já escrevi uma matéria sobre, que são livros de literatura onde você escolhe o destino do personagem. Eles se passam em trechos, você lê algo e no final acontece uma situação e é preciso se ter uma escolha, você lê as opções e cada uma delas manda pra uma página diferente. Nesses jogos é possível que o personagem morra e a aventura acaba, claro que muita gente trapaceia, só que jogadores que levam mais a sério só jogam o livro pro lado e tentam de novo. Tem sistemas mais complexos que usam até mesmo dados e fichas de personagens e as situações dependem de certas condições que o seu personagem tiver naquele momento.

Jogos eletrônicos adotaram o nome de "RPG", mas isso se deve ao fato de terem pego certos elementos do RPG de Mesa, como ficha de personagens com atributo e possibilidade de se escolher falas do personagem durante conversas. Muitos jogadores de RPG tradicional acham repugnante ver pessoas chamarem RPG's eletrônicos de "RPG" e preferem o termo "Com elementos de RPG", e quando chamam MMORPG de RPG aí surtam de vez kkkk (Veja aqui as diferenças).

Em tempos modernos as pessoas se viraram e atualizaram também o passatempo, e agora temos programas como o RRPG Firecast, que faz uma simulação de mesa, fichas e dados nos computadores de vários jogadores, permitindo assim que joguem online.

Enfim, hoje em dia existe RPG de tudo quanto é coisa, inclusive de franquias famosas, então se você ama muito um livro, um jogo, um desenho, o que for, acredite, existe um RPG sobre ele ou no mínimo um sistema capaz de facilmente adaptar esse cenário para que seja jogada uma aventura. E basicamente é isso pessoal... Para quem não sabia o que diabos era RPG, espero que tenha ficado claro. Ò__Ò! Confiram aqui diversos RPG's lançados em português Agora preparem-*se para sentir a verdadeira essência do RPG invadir suas almas:


3 comentários:

Matt Kist disse...

Boa Sky, demorou anos para finalmente fazer esta postagem hein!
Hehehehe.
Eu sempre amei RPG. Infelizmente fazem muitos anos que não jogo. Uns 11 anos.
Foi com certeza a época de maior diversão da minha vida. Ir para aula de manhã e passar as tardes jogando RPG com meus amigos. Éramos entre 5 amigos. Hoje é impossível reuní-los, só tenho acesso à um deles aqui na minha cidade, o outro está trabalhando nos EUA, um se perdeu nas dorgas e não tenho mais notícia e outro está em POA.
Jogamos GURPS, AD&D(ou 3D&D, não lembro), Vampire the masquerade, mas principalmente 3D&T, pois conseguíamos adaptar o 3D&T para qualquer ambiente que quiséssemos e criar fichas com extrema velocidade. Vivemos muitas aventuras juntos, tive vários personagens e mestrei algumas vezes.
Lembro de mestrar uma aventura de Diablo, onde todos morreram em Tristram após um ataque das vacas bípedes, e também de uma aventura que tentava imitar o Senhor dos Anéis, mas era em outra terra, com outros povos, e ao invés de um anel era necessário destruir uma espada, MAS TINHA O BALROG (que foi onde todos os heróis morreram, por sinal).
Meu grupo era muito zueiro, éramos meio suicidas mesmo, só queríamos treta na terra média ou onde quer que fosse.
Lembro que todas as aventuras medievais sempre começavam na taverna, e a primeira coisa que fazíamos enquanto jogadores era começar uma briga na taverna... clássico.
Guardo no meu coração memórias que só nós vivemos como: "O Troll inculto que sabia contar até 2", "Meu cavalo te ataca", "tá chovendo meteoro fora da cidade", "Os gêmeos psicopatas", "a faca da velha", "Martelo do papai e machado da mamãe", "O Incrédulo", "O Clérigo de Rexona, e seus seguidores", "a má fama da má fama", "o cactus no meio do deserto", "dragão em trabalho de parto (aham...)"... enfim... são muitas memórias e nostalgia, tenho inveja de quem hoje em dia ainda tem oportunidade de reunir seu grupo de amigos para jogar um RPG.
;(

Um certo alguém. disse...

"Esse é um pequeno exemplo de interpretação". E de metagaming, também. xD

Tempos que eu não comento aqui. Lembra-se, Sky, dos tempos em que o RPG2ic se chamava iRPG? Provavelmente você não sabe que o programa mudou de nome, já que a muitos anos você não o usa. Assim, agora você sabe. Enfim, o 2ic já não tem sido o mesmo que antigamente. Ele está morrendo.

Felizmente, ele não é a única opção de nós, RPGistas que só podem jogar via internet, temos. Há o RRPG Firecast, e possivelmente outros nomes dos quais não estou ciente. Mas ainda assim é triste ver o rumo que o programa leva.

Deixando este assunto de lado, vi que você usou uma imagem de Mouse Guard no post. Pena que esse jogo nunca recebeu tradução para nossa língua (Oficial. E não estou ciente de nenhuma tradução de fã completa). Eu dei uma lida no manual e parece bem interessante; pena que eu não conheça ninguém que entenda inglês que esteja disposto a narrá-lo. Não sei se você chegou a ler sobre o jogo ou se apenas pegou a imagem aleatoriamente - e mesmo que já tenha lido, talvez não esteja ciente disto - mas Mouse Guard é baseado em uma série de HQs de mesmo nome. Aqui no Brasil apenas o primeiro volume foi lançado, "Mouse Guard: Fall 1152", mas sob o nome de "Pequenos Guardiões" (uma adaptação do título um tanto questionável, e nem chegou a receber seu subtítulo). Eu recomendo a leitura (em relação ao primeiro volume, em inglês ou português, como preferir) desta série. Embora tenha uma história simples e seu conceito possa soar um tanto infantil, acredite, ela vale muito a pena o seu tempo.

Skywalkerpg disse...

Não, a imagem era só pra fazer referência a RPG mesmo, já que mostra uma mesa de jogo, não era referência ao título em si. Mas muito legal as informações, eu não estava por dentro da coisa não uahaha, valeu. *-*