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terça-feira, 30 de junho de 2015

RONIN | Jogo com um sistema de combate espetacular

Por muito tempo eu vi a Devolver Digital apenas como mais uma distribuidora de jogos, mas sem nada de muito especial. Hoje em dia vejo um padrão nos jogos que ela fornece, isso porque parece que a empresa tem uma tara em jogos super violentos, agitados, muito divertidos e com um aspecto visual bem peculiar. Alguns jogos dela são o nostálgico Broforce e o sanguinário Shadow Warrior.


Além disso a empresa também é responsável por distribuir algumas outras obras que não tão agitadas assim, mas tem um baita de um impacto visual inesquecível, como o belíssimo Titan Souls, e o atmosférico Gods Will Be Watching. Sendo assim, mesmo a Devolver tendo alguns jogos bem parados, eu já observo visuais belíssimos e jogabilidade muito agitada e violenta como um padrão. E com Ronin a coisa é mais ou menos nesse estilo.

A história parece ter pego Kill Bill como base, isso porque existe meio que aquele climinha de filme trash, apresentando algo moderno com homens de gravata e tudo mais, no entanto ao mesmo tempo ninjas usando espadas. E aqui é mostrada uma história de vingança, onde você controla uma heroína que se dedica a localizar e assassinar um grupo de pessoas por vingança.
A jogabilidade a principio me deu a impressão de ser exatamente no mesmo estilo de NOT A HERO, pois você precisa invadir lugares, matar todo mundo, subir e descer elevadores, entrar estilosamente por janelas (Ou mesmo arremessar inimigos por elas), entre outras coisas, algo muito agitado, porém usando uma katana ao invés de armas de fogo.

Mas a verdade é que embora o estilo de invasão e matança seja igual, o grande diferencial é na forma de combate, que é surpreendente e apaixonante, te dando uma baita de uma sensação de estar livre. Assim que encontrei o primeiro inimigo, a tela parou, e apareceu o anúncio de que o combate era em turnos!

Aqui você mede com o mouse a distância que você pode saltar, podendo se prender nas paredes e no teto em saltos imensos, no entanto essa distância é limitada, mostrando um traço branco de até onde você pode ir, assim que você alcançar aquele traço, seu turno vai acabar e os inimigos farão suas ações.
É possível ver as próximas ações dos inimigos pois aparece uma linha vermelha marcando onde eles estão mirando, por exemplo se um inimigo aponta uma arma pra você, ou faz uma pose com uma espada, aparecerá uma linha traçando por onde os próximos ataques inimigos passarão, e obviamente onde você não deve estar naquele momento.

E é aí que as coisas ficam interessantes, pois você se sente um verdadeiro ninja, tendo que calcular seus movimentos. É espetacular derrubar um inimigo e aparecer em cima dele a opção de atacar, mas também naquele lugar aparecer uma linha vermelha, indicando que o próximo ataque de algum dos inimigos passará por ali, ou seja, se você fizer aquele ataque, matará um inimigo, mas seu turno acabará e ficará vulnerável.

E pra empolgar ainda mais as coisas, um tiro ou espadada é o suficiente para você morrer, então você tem que realmente pensar no que fazer, e as vezes parece ser impossível completar algumas ações, pois todo lugar que você vai, diversos inimigos estão mirando.
Existe também um gancho que te permite fazer manobras bruscas de vez em quando, como ir em uma direção e lançar o gancho pra trás, fazendo com que você seja puxado de uma vez naquela direção, isso pode te tirar da linha de fogo diversas vezes. Esse jogo de certa forma me lembrou a beleza dos movimentos de Toribash, porém sem ser tão complexo, fazendo com que qualquer um consiga facilmente se adaptar rapidamente ao que é apresentado.

Você ainda vai destravando novas habilidades com pontos que ganha e assim dá uma boa variação na coisa, mas você tem que se adaptar também a elas, por exemplo existe uma habilidade que te permite arremessar a katana em algum infeliz, no entanto você tem que se movimentar até lá para pegá-la de volta, é lindo fazer isso enquanto desvia de balas.

Enfim, fica aí essa dica de jogo que mistura estratégia, combate em turnos e, por incrível que pareça, ação agitada. Realmente muito gostoso de se jogar e consegue facilmente encantar. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.

2 comentários:

Games Leckard disse...

Sky, esse jogo parece fantastico, vou atras dele agora mesmo, um jogo que consiga juntar ação com turnos é um sonho se tornando real. Alias, sinto muita falta dos bons tempos de RPGs em turnos, os bons Final Fantasy 6,7 e 8...tempos bons...Alias, quem sabe isso ainda vire uma postagem sua, RPGs em turno deveriam ou não voltar?
Um abraço!

Skywalkerpg disse...

Ah mas tem um bocado cara! É só saber procurar, coloco umas análises aqui de vez em quando, os últimos Shadowrun mesmo tem combate em turno, muito divertido por sinal. *-*! O negócio é que em geral esse tipo de jogo está mais concentrado na área indie, as empresas AAA investem em algo movimentado, mas é questão de público mesmo. Eu gosto de jogos em turnos, mas não acredito que em jogos muito esperados é algo que daria certo e tal, o The Witcher 3 mesmo, muita gente diz que não joga o 1 devido ao combate, por se sentirem presos, mas o terceiro jogo da franquia foi só sucesso kkkk. =D