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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Tales from the Borderlands - Jogo com trama Tarantinesca

Caramba, é tão maravilhoso não ter expectativa para um jogo e ser surpreendido com força, e esse foi exatamente o meu caso com Tales from the Borderlands, um jogo que eu realmente estava esperando algo meio morno, mas fiquei abismado com a qualidade que a trama tem e em muitos momentos me senti em um verdadeiro filme do Tarantino com um baita toque de humor negro e momentos muito movimentados que variam entre surpreender e fazer dar belas gargalhadas.

A trama se passa no mundo de Pandora, um lugar pós-apocalíptico que é um grande deserto cheio de criaturas monstruosas, ladrões, assassinos, psicopatas e outros tipos de bandidos. Você assume o papel de dois personagens que foram sequestrados e contam para o sequestrador como suas histórias se cruzaram. O primeiro é Rhys, que vive na instalação espacial de uma corporação chamada Hyperion, ela cria armas poderosíssimas e tudo é bastante moderno, aqueles que vivem em Pandora odeiam membros da Hyperion, e a vida de Rhys muda quando ele está prestes a ser promovido e descobre que o seu maior rival é o novo chefe, mas mesmo assim ele resolve promovê-lo... Para faxineiro! Isso faz com que Rhys procure por algo podre para acabar com a reputação do novo chefe e arruma uma maleta com dez milhões em dinheiro da empresa para negociar um artefato com um contrabandista em Pandora. Do outro há Fiona, uma vigarista que tenta conseguir dinheiro fácil no planeta, mas as coisas acabam não dando muito certo e o destino dos dois se cruzam fazendo com que seja iniciada uma busca desesperada pela maleta.


A trama desse jogo é simplesmente deliciosa de se ver acontecer, você não para de ver as loucuras rolando e é inevitável dar boas gargalhadas. Lembram daquele clipe chamado Bad Motherfucker? Haverão momentos em que você se sentirá nele, pois a emoção é completamente tarantinesca, toda essa sensação de vagar pelo deserto em busca de uma maleta cheia de dinheiro, monstros e bandidos por toda parte além dos próprios personagens serem malandros é como se tivessem pego Cães de Aluguel, Tempos de Violência, Um drink no inferno e fundido em uma só obra complementando com um toque Mad Max na coisa.

Haverão momentos como dois personagens segurando a maleta e puxando, quando de repente surge um maluco com uma espada na parte de trás, saltando em direção a eles. O barraco rola solto, mas parece que nunca é o suficiente, sendo assim mesmo que esteja uma confusão enorme, podem acontecer ainda mais coisas, como no meio de tudo entrarem um grupo de lunáticos de carro e começar um tiroteio por lá mesmo.

A jogabilidade usa o padrão adotado pelos jogos da Telltale Games, e assim há novamente aquela jogabilidade que é uma evolução do point and click padrão. Os personagens falam constantemente e você tem opções de resposta, podendo muito bem simplesmente ignorar responder e ficar assistindo para ver o que acontece, mas pode alterar a forma de como as coisas acontecerão se você responder. Também há os momentos em que será necessário fazer ações apontando com o mouse e clicando nos lugares para analisar ou pegar, e até mesmo momentos que é preciso apertar rapidamente os botões para se fazer algo.

O humor do jogo é bastante apaixonante, você pode se sentir bem tentando fazer coisas legais, ou realmente ser muito malvado, por exemplo teve um momento em que eu estava jogando com Fiona e andando por um beco, quando uma porta se abriu e um pobre coitado saiu de lá, caindo no lixo, logo atrás vieram dois lunáticos com facas enormes e começaram a apunhalar o homem sem parar. Eu fui lá, assustei os lunáticos e vi que o homem estava muito mal, e ao lado dele estava a carteira, daí tinham as opções "Devolver dinheiro ao homem" e "Pegar dinheiro pra você", eu peguei o dinheiro pra mim e a personagem fez aquela cara de "Hum..." e guardou como se nada tivesse acontecendo.

Até mesmo a narração dos personagens é bem trabalhada, como tudo é na verdade um flash back, as vezes eles contam de forma bem diferente o que aconteceu e é hilário ver como o personagem mentiu descaradamente. Em um momento do jogo eu morri em um carro, atacado por lunáticos e apareceu a tela "Game Over", daí do nada veio a voz do sequestrador "Você não foi atacada e morta por um monte de bandidos, você está bem na minha frente nesse exato momento.". As ideias são bem fantásticas mesmo.

Enfim, Tales from the Borderlands é um jogo que me surpreendeu quando foi anunciado por se tratar de um universo de uma empresa (confira aqui os vários títulos originais da franquia) que foi "adotado" por outra para que uma história fosse criada em cima mas com outra jogabilidade, mas eu realmente não esperava tanto, a surpresa foi enorme, a jogabilidade é incrível e vale muito a pena! Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.

Um comentário:

alex5432 disse...

Sabe eu não consigo ver esse jogo sendo merecido de se passar no mesmo universo de Borderlands porque eu não sinto que ele traga a mesma sensação e intensidade que Borderlands traz, sou um grande fã da franquia, provavelmente algum dia irei jogar e tirar a conclusão definitiva se esse game é bom ou não, mas por enquanto o que importa mesmo é o Borderlands da Gearbox mesmo que é foda pra caralho, com uma história tão boa quanto, junto a personagens inesquecíveis e uma dublagem impecável.