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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Dark Souls 2 - Isso sim é um jogo desafiador ao extremo!

Infelizmente eu não tive a oportunidade de experimentar o primeiro Dark Souls, sendo assim joguei o segundo jogo da franquia sem ter jogado o primeiro antes, coisa que tento evitar, mas que às vezes acaba acontecendo. De qualquer forma essa foi uma das sequencias que eu já joguei com aquele pensamento de "Preciso jogar o primeiro jogo da franquia urgente!", isso porque realmente tive uma boa impressão do jogo e felizmente não passei pela frustração da expectativa que consegue consumir a diversão. Não é à toa a coisa não parou por aí e logo a coisa fechou uma trilogia.

A história do jogo é extremamente sombria e é apresentada de uma maneira um tanto misteriosa, você controla um personagem que não tem muita coisa revelada sobre, trata-se de um morto vivo que vaga sem se lembrar direito sobre o seu passado. O mesmo tenta descobrir como quebrar a maldição que carrega e para isso tem que atravessar uma jornada cheia de inimigos muito poderosos e por terras perigosas em que qualquer deslize pode ser o fim.


O jogo é em terceira pessoa e te coloca no papel de um guerreiro em um universo de fantasia medieval, você escolhe a classe no começo do jogo e personaliza o seu personagem de uma forma muito bem detalhada, podendo modificar realmente de forma incrível os detalhes faciais, porém há um certo limite em números de barbas e cabelos, assim como o estilo corporal também é limitado.

Esse não é um jogo que ensina muita coisa e você tem que ir aprendendo sozinho, portanto você se sente exatamente como o personagem, perdido e vagando por um mundo onde você não sabe ao certo o que te espera e o que você deve fazer. Há alguns tutoriais básicos e não obrigatórios no início do jogo, em forma de cavernas que você entra se quiser. E assim passa a enfrentar inimigos e coletar suas almas para passar de nível, o problema é que se você morrer, tudo cai no chão e você vai ter que ir aos seus restos mortais para pegar de volta, e sim o inimigo ou armadilha que te matou ainda vai estar lá.

Quando fui jogar pela primeira vez, eu já estava bem influenciado pela fama de dificuldade do jogo, e por isso comecei com um baita de um medo de morrer, eu não queria morrer para o primeiro inimigo, e assim que vi uma criatura que nem sei se atacava mesmo, saí correndo desesperadamente. Mas depois tomei coragem e enfrentei o primeiro inimigo, tenho que assumir que devido à expectativa que eu estava, eu imaginei que seria mais difícil, porém definitivamente isso não quer dizer que o jogo seja fácil, realmente ele é da pesada.

O que tem de tão atraente na dificuldade é o fato de que ela não é exatamente frustrante, mas sim desafiadora, três porradas são o suficiente para o seu personagem morrer, e em alguns inimigos apenas uma pancada já é o suficiente para te mandar para o outro mundo, sendo assim ele não é o tipo de jogo que te permite lutar tranquilamente, você sabe muito bem que receber uma pancada de um inimigo será algo que vai te dar uma baita de uma desvantagem, e assim ao se encontrar você não vai pra cima e começa a tranquilamente bater, você realmente se prepara em um combate, não importa o quanto o inimigo for pequeno, você tem que tomar cuidado e observar, ver a forma dele se mover e perceber o tempo certo para atacar e defender. Tudo tem que ser uma sincronia, isso faz com que seja realmente uma baita sensação de recompensa ao ver que um inimigo foi derrotado, especialmente se ele tiver muita vida, é algo único. E quando é você que perde, isso te deixa apenas com uma vontade maior de fazer aquele inimigo cair.

Agora sobre uma sensação um tanto pessoal que tive foi a recordação de outras obras que gosto. Pra começar, quando o jogo se inicia há uma apresentação em CG maravilhosa, realmente incrível e que me pegou de surpresa, isso por si já me chamou a atenção. Nela é falada sobre a maldição e como você é um desses personagens, e assim é apresentado um encapuzado que se tornou impossível não pensar em Berserk. Todo aquele climinha de alguém que carrega uma maldição e vaga sendo perseguido constantemente, tendo apenas a morte como solução foi algo que era a cara desse mangá. E outra coisa inevitável que acabei me lembrando foi da blizzard e suas apresentações iniciais fabulosas, o que aliás me fez pensar em algo interessante.

Quando vi toda essa apresentação e o personagem de capuz vagando me lembrou de Diablo 2 e em como o jogo apresenta o vilão andando em um frágil corpo humano pelo deserto, um corpo de alguém que já foi um herói em um passado mas que acabou sendo dominado por uma alma maligna que vaga e tenta sair daquela condição. Como eu me decepcionei pra cacete com Diablo 3 (Embora a situação tenha sido amenizada com a expansão Reaper of Souls), o que pensei enquanto jogava Dark Souls 2 foi "Caramba... Eu queria que Diablo 3 tivesse sido assim, isso aqui sim é que iria me surpreender, isso sim é um universo medieval incrível!".

Esse jogo realmente te transporta pra um universo mágico sombrio muito puro, muito intenso, que você anda por aí e sente aquele climinha de que é um lugar maligno, feio, que aqueles que te rondam são amaldiçoados e todos estão sem esperança. Realmente a atmosfera que transmite é fantástica e cada batalha acaba por te fazer sentir de forma intensa que a vitória não foi algo tão mole.

Enfim, fica aí um jogo recomendando para aqueles que querem sentir um certo desafio e ao mesmo tempo ter uma baita de uma diversão. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.

Um comentário:

Danilo disse...

O Hidetaka Miyazaki no primeiro Dark Souls se inspirou bastante em Berserk, tem varias referencia em Lordran, o próprio design de vários personagens é semelhante aos de Berserk, outros dia mesmo vi uma postagem em uma pagina do facebook comparando o manga e o jogo.