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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Lost Planet 3 - Um jogo com um toque sombrio

Hoje irei falar sobre Lost Planet 3, que vi muitas pessoas falando que retorna às origens mas realmente não concorda, fora o planeta gelado acho que são jogos extremamente diferentes. Esse jogo trata-se de uma prequela do primeiro Lost Planet.

Nesse jogo assumimos o controle de Jim Peyton, um homem que foi ao planeta EDN III a trabalho como explorador e pronto para extrair minérios. Jim é um homem de família, deixando mulher e filho a sua espera porém o que era para ser apenas um trabalho em um ambiente ruim, acaba se tornando algo muito mais perigoso quando Jim percebe que terá que enfrentar hordas de criaturas que habitam o planeta.

Uma das coisas que eu tinha reclamado no primeiro jogo da série foi o fato de que existiam muitas coisas felizes que quebravam o clima sério, como o cabelo do vilão Bandero, que tinha duas trancinhas de garotinha. Dessa vez os caras abandonaram completamente os traços que tanto me desagradaram e deixaram um clima muito mais sombrio e sério, eu realmente gostei de como Lost Planet 3 ficou. Esse jogo me fez sentir muitos toques de outras obras que já vi e gostei, pra começar com Super Metroid, em Lost Planet 3 há um clima de "Algum lugar no espaço onde você não sabe o que o espera...". A tela inicial há uma musiquinha de suspense e um fundo que me lembrou demais a tela e musica de suspense de Super Metroid.

Eu diria inclusive que o jogo parece mais um Spin-Off que um terceiro jogo da série principal mesmo, isso porque eu não me senti jogando com um carinha em meio a uma aventura, mas sim um verdadeiro simulador de pessoa trabalhando para poder sustentar a família. As missões em geral são serviços que você tem que fazer, portanto há coisas como ter que sair lá fora e consertar algo, ou explorar um certo ambiente. Além disso os trabalhos são feitos em um robô gigantesco chamado mecanotriz, você se sente realmente gigante quando está nele e faz coisas como liberar passagens bloqueadas por gelo. Porém muitas vezes você tem que sair do robô para fazer certas coisas, por exemplo há um momento em que uma tempestade de neve muito forte surge e ela fica congelada e assim os motores param de funcionar, e assim você tem que meter o pé na cabine pra conseguir abrir, descer e atirar no gelo que envolve o robô para que você possa voltar a ele e continuar. A sensação de estar no meio de um trabalho e as coisas darem errado é muito única.

Nesse jogo eu tive uma sensação semelhante a de StarCraft II - Wings of Liberty, sabem aquela sensação de cowboy espacial? Pois é bem aquilo, você sai da base e vai fazer uma exploração, cumpre o serviço e volta pro lugar, lá você realmente se sente como tivesse saído do sufoco e voltado para um pouco de conforto. Há muitos personagens e eles falam coisas do dia a dia, reclamam, fofocam, ou seja você pode estar passando pelo cozinheiro e de repente ele estar reclamando que além de viver em um lugar onde é difícil demais manter comida quente ainda tem que comer enlatados. Você ainda pode fazer coisas como comprar componentes novos, melhorar seus acessórios, pegar missões alternativas, é realmente um "lugar de conforto".

Uma coisa que definitivamente me surpreendeu foi o fato de que os personagens parecem muito reais, eu sinceramente não sei como dizer, não sei se foi a modelagem de personagens que ficou muito bem feita ou a movimentação realista, mas cada personagem que aparecia me fazia pensar "Caramba isso parece um humano real!". O jogo coloca um toque tão especial nisso, por exemplo você pode estar no meio de um trabalho e de repente no canto da tela é ativado um vídeo que aparece a mulher do Jim falando pra ele sobre algo qualquer do dia a dia e dizendo que sente saudades, é tudo tão natural que se torna algo bonito de ver.

Naturalmente há também os tiroteios, dessa vez é um pouco mais lento, e as coisas caminham um pouco mais devagar, por isso você não acha o primeiro inimigo gigante muito rapidamente, demora um pouco até acontecer e acho que para algumas pessoas pode ser bastante fácil vencer certos inimigos, mas como não sou do tipo de jogador mais habilidoso tive realmente dificuldade em matar as criaturas, foi um verdadeiro inferno, no primeiro jogo eu achava bem simples. Existe combate usando a mecanotriz mas ela pode "pifar" se tomar pancadas demais e aí você tem que descer na marra pra enfrentar as criaturas. Também tem certos momentos com uns toques de terror que lembram Dead Space, como por exemplo aquela musiquinha de tensão e de repente aparece um monstrengo passando bem na sua frente e vai embora.

Enfim, esse é um jogo que eu não achei do estilo "Ação sem limites" e acho que quem for jogar pensando dessa forma pode acabar sentindo um certo vazio, mas agora quem quiser ter uma experiência que se sinta em uma situação bem mais pessoal acho que vai amar, nele você não é "O HERÓI" mas sim um dos caras da equipe que está trabalhando em um lugar bastante ruim de viver, isso sem contar com o clima de mistério e solidão que é transmitido muitas vezes e lembra um bocado filmes de ficção científica sérios. O jogo está disponível a venda na steam e já vem com legendas em português.

Um comentário:

Matheus Figueiredo disse...

Você podia falar de Sword Art Online, é o anime mais foda que já vi.