Se existe um livro que consegue transformar Caim, aquele sujeito da Bíblia que matou o próprio irmão, em praticamente o pai de toda uma população de vampiros, esse livro é o Livro de Nod. Ele foi lançado de verdade, fisicamente, mas existe também dentro do universo de Vampiro A Máscara, onde funciona como uma espécie de escritura sagrada dos vampiros, reunindo histórias sobre a origem dos mortos-vivos, ensinamentos atribuídos a Caim e profecias sobre o fim dos tempos. Não é um livro de regras para jogar RPG. É material de história e mitologia do Mundo das Trevas, usado para dar ao cenário aquela quantidade saudável de desgraça, paranoia e vampiros discutindo religião há séculos.
A ideia parte de uma versão completamente maluca da história bíblica. Caim continua sendo o primeiro assassino, mas, depois de matar Abel, recebe uma maldição que o transforma no primeiro vampiro. A partir daí, a história deixa de ser aquela narrativa religiosa que você conhece e começa a enfiar vampiros no meio de praticamente tudo. Caim passa por seu exílio, encontra figuras como Lilith, cria descendentes e acaba ligado à origem das grandes linhagens vampíricas que formam a base da sociedade de Vampiro A Máscara.
E o nome Nod vem justamente desse exílio. Na tradição criada para o cenário, Caim é banido para a Terra de Nod, onde começa sua existência como criatura amaldiçoada. É nesse período que surgem alguns dos elementos mais importantes da mitologia vampírica do jogo. Então, quando um vampiro fala sobre o Livro de Nod, ele não está falando de algum manual antigo encontrado numa biblioteca empoeirada. Está falando de um conjunto de textos que, dentro do próprio universo, possui um peso religioso enorme.
O livro é dividido em três grandes partes. A Crônica de Caim acompanha a origem do primeiro vampiro e os acontecimentos ligados aos seus primeiros tempos como amaldiçoado. A Crônica das Sombras reúne ensinamentos, leis e tradições atribuídas a Caim e a outros personagens importantes. Já a Crônica dos Segredos entra na parte que provavelmente deixa qualquer vampiro paranoico depois de algumas páginas, falando sobre sinais, presságios e a temida Gehenna.
A Gehenna é o apocalipse dos vampiros. A ideia envolve os Antediluvianos, os vampiros mais antigos ligados às origens dos clãs, despertando para tocar o terror entre seus próprios descendentes. E, como toda boa profecia apocalíptica, existe uma bela coleção de versões conflitantes, interpretações e gente dizendo que entendeu tudo enquanto provavelmente não entendeu porcaria nenhuma. Isso combina perfeitamente com Vampiro A Máscara, onde informação confiável costuma ser um luxo e acreditar demais em uma história pode ser uma ótima maneira de acabar morto.
Uma das coisas mais legais do Livro de Nod é que ele não precisa ser tratado como uma verdade absoluta dentro do próprio cenário. Os vampiros podem acreditar nele, duvidar de determinados trechos ou interpretar suas histórias de maneiras completamente diferentes. Isso permite que o livro funcione como uma espécie de Bíblia vampiresca sem obrigar o narrador a transformar cada frase em fato histórico confirmado. Afinal, se vampiros imortais já passam séculos conspirando uns contra os outros, imagine quando você entrega uma escritura antiga cheia de profecias para eles discutirem.
A própria existência do livro também combina com a forma como o conhecimento funciona em Vampiro A Máscara. Os vampiros mais antigos sabem coisas que os mais jovens desconhecem, documentos desaparecem, versões são alteradas e histórias passam de geração em geração. O Livro de Nod pode aparecer como objeto religioso, fonte de pesquisa, peça de uma investigação ou até como uma relíquia que alguém está disposto a matar para possuir. Para os estudiosos nodistas e muitos anciões, especialmente entre o Sabá, ele possui uma importância enorme.
Fora da história do cenário, o Livro de Nod também virou um dos livros mais conhecidos associados a Vampiro A Máscara. A obra foi publicada pela White Wolf e teve autoria de Sam Chupp e Andrew Greenberg. A edição original em inglês surgiu em 1993 e foi apresentada como um poema épico sobre a criação dos vampiros.
A ideia parte de uma versão completamente maluca da história bíblica. Caim continua sendo o primeiro assassino, mas, depois de matar Abel, recebe uma maldição que o transforma no primeiro vampiro. A partir daí, a história deixa de ser aquela narrativa religiosa que você conhece e começa a enfiar vampiros no meio de praticamente tudo. Caim passa por seu exílio, encontra figuras como Lilith, cria descendentes e acaba ligado à origem das grandes linhagens vampíricas que formam a base da sociedade de Vampiro A Máscara.
E o nome Nod vem justamente desse exílio. Na tradição criada para o cenário, Caim é banido para a Terra de Nod, onde começa sua existência como criatura amaldiçoada. É nesse período que surgem alguns dos elementos mais importantes da mitologia vampírica do jogo. Então, quando um vampiro fala sobre o Livro de Nod, ele não está falando de algum manual antigo encontrado numa biblioteca empoeirada. Está falando de um conjunto de textos que, dentro do próprio universo, possui um peso religioso enorme.
O livro é dividido em três grandes partes. A Crônica de Caim acompanha a origem do primeiro vampiro e os acontecimentos ligados aos seus primeiros tempos como amaldiçoado. A Crônica das Sombras reúne ensinamentos, leis e tradições atribuídas a Caim e a outros personagens importantes. Já a Crônica dos Segredos entra na parte que provavelmente deixa qualquer vampiro paranoico depois de algumas páginas, falando sobre sinais, presságios e a temida Gehenna.
A Gehenna é o apocalipse dos vampiros. A ideia envolve os Antediluvianos, os vampiros mais antigos ligados às origens dos clãs, despertando para tocar o terror entre seus próprios descendentes. E, como toda boa profecia apocalíptica, existe uma bela coleção de versões conflitantes, interpretações e gente dizendo que entendeu tudo enquanto provavelmente não entendeu porcaria nenhuma. Isso combina perfeitamente com Vampiro A Máscara, onde informação confiável costuma ser um luxo e acreditar demais em uma história pode ser uma ótima maneira de acabar morto.
Uma das coisas mais legais do Livro de Nod é que ele não precisa ser tratado como uma verdade absoluta dentro do próprio cenário. Os vampiros podem acreditar nele, duvidar de determinados trechos ou interpretar suas histórias de maneiras completamente diferentes. Isso permite que o livro funcione como uma espécie de Bíblia vampiresca sem obrigar o narrador a transformar cada frase em fato histórico confirmado. Afinal, se vampiros imortais já passam séculos conspirando uns contra os outros, imagine quando você entrega uma escritura antiga cheia de profecias para eles discutirem.
A própria existência do livro também combina com a forma como o conhecimento funciona em Vampiro A Máscara. Os vampiros mais antigos sabem coisas que os mais jovens desconhecem, documentos desaparecem, versões são alteradas e histórias passam de geração em geração. O Livro de Nod pode aparecer como objeto religioso, fonte de pesquisa, peça de uma investigação ou até como uma relíquia que alguém está disposto a matar para possuir. Para os estudiosos nodistas e muitos anciões, especialmente entre o Sabá, ele possui uma importância enorme.
Fora da história do cenário, o Livro de Nod também virou um dos livros mais conhecidos associados a Vampiro A Máscara. A obra foi publicada pela White Wolf e teve autoria de Sam Chupp e Andrew Greenberg. A edição original em inglês surgiu em 1993 e foi apresentada como um poema épico sobre a criação dos vampiros.
Por isso, chamar o Livro de Nod de "bíblia dos vampiros" não é só uma comparação bonitinha para explicar o conceito. Dentro de Vampiro A Máscara, ele ocupa exatamente esse espaço de escritura, mito, tradição e profecia. A diferença é que aqui o sujeito responsável pela origem de toda essa bagunça não é exatamente um santo exemplar. É Caim, o irmão assassino que ganhou a eternidade como castigo e acabou virando o ancestral de uma das maiores pragas sobrenaturais do Mundo das Trevas.
No Brasil, o livro também ganhou edição pela Devir, com a publicação brasileira trazendo tradução e organização próprias. Mas sua edição de luxo veio anos depois, com a Galápagos o lançando em capa dura. A estrutura mantém as três grandes crônicas, além de material complementar como a história conhecida da Primeira Cidade e um glossário. Confira:
No Brasil, o livro também ganhou edição pela Devir, com a publicação brasileira trazendo tradução e organização próprias. Mas sua edição de luxo veio anos depois, com a Galápagos o lançando em capa dura. A estrutura mantém as três grandes crônicas, além de material complementar como a história conhecida da Primeira Cidade e um glossário. Confira:
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