Mortal Kombat: Shaolin Monks ganhou uma dublagem em português brasileiro feita por fãs que merece atenção de quem ainda joga esse clássico do PlayStation 2 e Xbox. O projeto é comandado por Alex “OAleex” Félix, responsável pela direção da dublagem, tradução, edição e pelo romhacking. A versão dublada também refez a tradução do jogo e colocou vozes em português nas falas e cutscenes.
Lançado pela Midway em 2005, Shaolin Monks pegou Mortal Kombat e transformou a série em um jogo de ação e pancadaria com campanha, exploração e suporte para dois jogadores. Liu Kang e Kung Lao atravessam vários cenários do universo da franquia enquanto distribuem porrada em tudo que aparece pela frente. É uma proposta bem diferente dos jogos tradicionais de luta, e talvez seja justamente isso que fez o título continuar tão querido.
O trabalho da OAleex Traduções chama atenção principalmente pelo cuidado envolvido. Não é só aquela história de traduzir os textos e mandar o jogo para casa. A equipe mexeu com arquivos, ferramentas de áudio e texto, vídeos, gráficos, testes e todo o processo necessário para colocar a dublagem dentro de um jogo originalmente lançado há mais de vinte anos. O projeto ainda conta com várias pessoas nas vozes, além de colaboradores envolvidos nas diferentes etapas.
E dá para perceber que existe carinho de verdade nisso. Quando um grupo de fãs se junta para pegar um jogo antigo e fazer um trabalho desse tamanho, existe uma quantidade absurda de tempo e paciência envolvida. Tem que testar, corrigir, gravar, editar, testar de novo e provavelmente descobrir algum problema completamente imbecil às três da manhã que só aparece em uma cutscene específica.
Isso fica ainda mais perceptível em meio ao mar de dublagens feitas com inteligência artificial que começou a aparecer em projetos de fãs. Não há nada de errado em usar IA quando ela ajuda a tornar um trabalho possível, mas existe uma diferença muito legal quando fãs se dão ao trabalho de emprestar suas próprias vozes e construir uma dublagem de forma coletiva. Shaolin Monks é um bom exemplo desse tipo de projeto feito na base da vontade de ver o jogo em português.
No PlayStation 2, o patch da dublagem é destinado à versão americana original do jogo, identificada pelo código SLUS-21087. No Xbox também existe uma versão do projeto, baseada nas versões originais americana e europeia. A página do Xbox possui algumas limitações específicas relacionadas ao áudio das cutscenes pré-renderizadas quando o jogo é executado no console original, enquanto nos emuladores elas possuem áudio.
O resultado é uma forma diferente de revisitar Mortal Kombat: Shaolin Monks. Quem já conhece o jogo ganha uma versão com vozes em português, enquanto quem nunca teve contato com ele pode finalmente descobrir uma das experiências mais diferentes que a franquia recebeu. E tudo isso graças a uma galera que poderia simplesmente ter ido jogar outra coisa, mas resolveu pensar que seria uma ótima ideia passar sabe-se lá quantas horas mexendo em arquivo de jogo velho para fazer Liu Kang falar português.
A dublagem brasileira de Shaolin Monks acaba sendo, acima de tudo, um daqueles projetos de fã que mostram o quanto uma comunidade consegue fazer quando resolve colocar a mão na massa. Alex “OAleex” Félix e os colaboradores não apenas traduziram o jogo, mas construíram uma versão que dá voz a um clássico do PlayStation 2 e Xbox com participação de pessoas reais em todo o processo. E considerando a quantidade de projeto que hoje resolve tudo apertando um botão de IA, ver fãs se reunindo para fazer isso na raça tem um charme enorme. Veja a página do projeto:
Lançado pela Midway em 2005, Shaolin Monks pegou Mortal Kombat e transformou a série em um jogo de ação e pancadaria com campanha, exploração e suporte para dois jogadores. Liu Kang e Kung Lao atravessam vários cenários do universo da franquia enquanto distribuem porrada em tudo que aparece pela frente. É uma proposta bem diferente dos jogos tradicionais de luta, e talvez seja justamente isso que fez o título continuar tão querido.
O trabalho da OAleex Traduções chama atenção principalmente pelo cuidado envolvido. Não é só aquela história de traduzir os textos e mandar o jogo para casa. A equipe mexeu com arquivos, ferramentas de áudio e texto, vídeos, gráficos, testes e todo o processo necessário para colocar a dublagem dentro de um jogo originalmente lançado há mais de vinte anos. O projeto ainda conta com várias pessoas nas vozes, além de colaboradores envolvidos nas diferentes etapas.
E dá para perceber que existe carinho de verdade nisso. Quando um grupo de fãs se junta para pegar um jogo antigo e fazer um trabalho desse tamanho, existe uma quantidade absurda de tempo e paciência envolvida. Tem que testar, corrigir, gravar, editar, testar de novo e provavelmente descobrir algum problema completamente imbecil às três da manhã que só aparece em uma cutscene específica.
Isso fica ainda mais perceptível em meio ao mar de dublagens feitas com inteligência artificial que começou a aparecer em projetos de fãs. Não há nada de errado em usar IA quando ela ajuda a tornar um trabalho possível, mas existe uma diferença muito legal quando fãs se dão ao trabalho de emprestar suas próprias vozes e construir uma dublagem de forma coletiva. Shaolin Monks é um bom exemplo desse tipo de projeto feito na base da vontade de ver o jogo em português.
No PlayStation 2, o patch da dublagem é destinado à versão americana original do jogo, identificada pelo código SLUS-21087. No Xbox também existe uma versão do projeto, baseada nas versões originais americana e europeia. A página do Xbox possui algumas limitações específicas relacionadas ao áudio das cutscenes pré-renderizadas quando o jogo é executado no console original, enquanto nos emuladores elas possuem áudio.
O resultado é uma forma diferente de revisitar Mortal Kombat: Shaolin Monks. Quem já conhece o jogo ganha uma versão com vozes em português, enquanto quem nunca teve contato com ele pode finalmente descobrir uma das experiências mais diferentes que a franquia recebeu. E tudo isso graças a uma galera que poderia simplesmente ter ido jogar outra coisa, mas resolveu pensar que seria uma ótima ideia passar sabe-se lá quantas horas mexendo em arquivo de jogo velho para fazer Liu Kang falar português.
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