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V/H/S/94 | Levando a antologia sinistra de horror para a década de 90

 

Esse foi um filme que não acompanhei a produção e quando lançaram em 2021, eu só me surpreendi mesmo, e do jeito bom! Isso porque amo filmes antológicos de horror e adoro a temática dos anos 90. Sendo assim, os filmes da franquia VHS são naturalmente atraentes, mas esse aqui em especial tinha um toque que me chamava naturalmente. E hoje finalmente farei a review dessa belezinha!

A história se passa no ano de 1994, apresentando um grupo da SWAT que é enviado para uma missão no que parece ser uma ordem para acabar com um ponto de venda de drogas. No entanto a coisa muda completamente de rumo quando percebem que o galpão está cheio de corpos e muitos aparelhos de TV apresentando várias fitas bizarras.
Essa é a história intitulada de "Holy Hell" (Inferno Sagrado) base que segue o padrão estabelecido para os filmes da saga, onde se tem uma história base em que os personagens acabam assistindo as fitas onde estão as outras histórias. E aqui temos uma trama relacionada a cultistas que passa completamente aquela essência do que seriam cultistas fetichistas dos filmes Snuff. E claro, isso só torna a coisa mais interessante, já que te faz pensar que de fato existe algo assim no mundo real.

Apesar de tudo, essa é a história mais fraca. Claro que é meio injusto comparar ela com as outras, já que em todos os filmes, a principal sempre foi a que teve menos tempo, no entanto essa aqui tem uma proposta maravilhosa, uma atmosfera incrível e imersiva, mas com umas tosqueiras absurdas... Tem uma policial que parece uma cosplayer gritando sem parar, e o final é uma desgraça louca.
Já na primeira história fora da principal, chamada "Storm Drain" (Galeria Pluvial), que acho que é o favorito da maioria, temos uma história sobre uma reporter que quer muito fazer uma reportagem especial que se destaque e ao começar a falar sobre a lenda do Ratman, uma lenda urbana de um homem meio rato que vive nos esgotos, acaba vendo as horríveis condições de pessoas que moram no esgoto, e enxerga o potencial para fazer uma reportagem séria, e não sensacionalista.

Essa história poderia facilmente se passar no universo de "O Mistério de Candyman", com um clima extremamente urbano, pessoas vivendo em péssimas condições e o medo de uma criatura sobrenatural que supostamente vive por ali. Também é muito bacana a construção da coisa, com a forte máscara social de que a repórter quer ajudar essas pessoas, mas visivelmente seu desejo é apenas por uma reportagem premiada.
Em "The Empty Wake" (O Velório Vazio), temos uma jovem chamada Hailey, que trabalha na casa funerária Jensen e fica responsável por ser a anfitriã do funeral de um homem chamado Andrew Edwards. É uma noite chuvosa e parece que ninguém vai aparecer, até surgir um homem que se identifica como Gustav. Após s e aproximar do corpo, fala algo em húngaro e então vai embora.

Acredito que esse seja a história que eu mais gostei, acho o clima dela simples e misterioso, encantador. As coisas estranhas que começam a acontecer no lugar somadas às pequenas dicas que te dão uma ideia do que rolou, é fantástico. E mesmo com ambientação limitada, é passada bem a atmosfera dos anos 90 ainda assim.
O diretor Timo Tjahjanto retorna para dirigir "The Subject" (O Experimento), e isso empolgou muita gente porque foi ele que fez "Safe Haven" (Porto Seguro)  no filme V/H/S 2, que é aquele dos cultistas na Indonésia. E aqui novamente temos uma adaptação na Indonésia, dessa vez apresentando um cientista que faz experimentos ilegais usando cobaias humanas, as "aprimorando" e tornando parte máquina, até que uma equipe militar é enviada para resgatar as pessoas e prender ou matar o homem. Mas as suas cobaias fogem do controle com isso.

Como curta sozinho, ele é bem bacana, e dá um charme todo especial, ser uma fita que se passa no Sudeste Asiático. Mas infelizmente como algo que se passa em 1994, achei esse o pior e mais deslocado curta. Acho que isso de tecnologia tão avançada nesse tempo é algo meio que faz perder a credibilidade, o negócio parece futurístico até para tempos modernos.
Creio eu que o diretor queria fazer esse filme, recebeu a oportunidade de participar de VHS 1994 e apenas adaptou, pois até a fotografia não convence. Enquanto todos os outros curtas parecem demais com uma fita cassete velha, esse parece algo HD que tacaram um filtro VHS e continuou lindo. Uma das explicações que fazem sentido e que os fãs usam para proteger, é o fato de que a ambientação high tech permitia a presença de câmeras em alta definição.
 
Ainda assim, achei um desperdício colocar esse aqui. É notavelmente o curta mais caro, cheio de ação e explosões. Parece um filme dos vingadores, é tipo muito, muito radical mesmo! E creio que parte da essência de VHS é a simplicidade. É aquela sensação de algo macabro que aconteceu em algum lugar escondido do mundo. OBS: Apesar de tudo, o ator do cientista mandou bem demais!
E por fim temos "Terror" (De Terrorismo), que é outro curta extremamente sólido e que caiu muito bem! Ele apresenta um grupo de extremistas patriotas que vivem em uma zona rural e estão se preparando para explodir uma instalação do governo. Contam com armamento muito pesado, mas passar uma bomba seria muito difícil, então eles usam algo bem diferenciado...

Aqui é apresentado um conceito de vampiro muito único. Eles capturaram um e o torturam dia após dia, extraindo sangue dele. Esse sangue, ao entrar em contato com o sol, causa uma poderosa explosão. E a ideia é passar todo esse sangue para a instalação e fazer o sol tocar enquanto estiver lá dentro, causando muita destruição.
Ficou realmente algo que parece uma fita sinistra perdida de algo bizarro. E adorei a condução de como a criatura acaba recebendo sua simpatia, já que eles dão um tiro em sua cabeça o tempo todo para extrair mais sangue. No entanto se trata de um ser das trevas, que aliás, tem um visual bizarro pra caramba em sua transformação.

Bom, eu gostei mais desse filme do que a sequência V/H/S 2, e acho que ficou de igual para igual com o primeiro V/H/S, e só não superou por causa da história do cientista louco e da péssima condução da história principal, que  tinha tudo pra ser maravilhosa e no fim das contas ficou boba pela péssima condução dos personagens, que é completamente teatral.
Esse filme inclusive parece ter sido uma saída que conseguiram de V/H/S Viral, onde cometeram o enorme erro de decidir exagerar demais e acabar com o mundo, o mesmo problema que vimos por exemplo em REC 3, em que pegam uma história que intriga por ser misteriosa e "escondida" e acham que vão impressionar ao fazer algo gigante, matando o conceito original.
 
Essa visão de "maior é melhor", pode impressionar naquele momentinho que acontece, mas esquecem que depois vão ter que fazer a continuação em cima da bagunça que eles mesmos inventaram, sem poder aproveitar o conceito original mais. E quem é que gosta de lixão pós-apocalíptico genérico, né? O sucesso da coisa não veio por ser exagerado e gigante. Portanto aqui o que temos é isso, roteiristas tendo que ir para outro momento do tempo pra poder usar novamente o conceito. 
Enfim, filme fantástico! Não é perfeito, mas é muito gostoso de se assistir, atmosférico e para quem é fã de mockumentary e horror, certamente vai gostar bastante. Os caras conseguiram pegar um conceito que tinham ferrado e lançar uma sequência que conseguiu se igualar ao primeiro filme da saga. Sendo assim, recomendo muito. E vocês? Gostam de obras do tipo? Confira também 5 filmes de terror antológico para assistir no mês das bruxas.

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